Considerada uma das melhores datas para o setor de floricultura, o Dia de Finados deve, neste ano, aumentar as vendas do segmento em até 150% em novembro, em relação a outros meses do ano. E para atender a alta demanda de flores que serão usadas nos cerca de 10 cemitérios públicos e particulares de Campo Grande, os lojistas começaram cedo a preparar os estoques, que estão até três vezes maiores por causa do evento.
Crisântemos, margaridas e palmas são as mais procuradas no período, e custam entre R$ 2 e R$ 15 cada – mesmo valor de comercialização de outras épocas do ano. "Até alguns anos, as flores costumavam ficar mais caras no Finados, mas por conta da grande concorrência, hoje os preços se mantém iguais aos praticados durante todo o ano", explica a proprietária da Marimar Floricultura, Mariléia Souza.
As flores vendidas em Campo Grande no período são trazidas de Holambra (SP). As compras começaram em setembro. Ontem muitas lojas já estavam recebendo mercadoria. Suieli Ferreira Rosa, da Floricultura Pequena Flor, arrumava as vitrines com o estoque 40% maior que o normal. "Já começamos a vender. Clientes ligam fazendo reserva e outros estão vindo buscar com receio de que em cima da hora falte flor – e realmente falta", diz.
Outro segmento que está se preparando para lucrar é o supermercadista. Apostando na comodidade do cliente ir fazer as compras e já levar flores e velas para a homenagem no dia 2, alguns, como a rede Comper, triplicaram os estoques dos produtos.
"Percebemos que nos últimos anos a procura, principalmente, por flores nesta época, estava maior que o comum. Começamos a aumentar os estoques e até hoje sempre falta no dia. Para o consumidor, levar as flores junto com as compras é mais prático", afirma a coordenadora de eventos da rede, Denise Forte.


