Economia

Economia

Consumo de gás veicular cai 25% em MS

Consumo de gás veicular cai 25% em MS

Redação

29/03/2010 - 10h33
Continue lendo...

O consumo de Gás Natural Veicular (GNV) em Mato Grosso do Sul caiu 25% em janeiro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2008, quando as vendas do combustível começaram a registrar queda no Estado, conforme dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Gás Comprimido (ABGNC). Na época foram comercializados cerca de 30,6 mil metros cúbicos por dia e, em janeiro de 2010, o número caiu para 23 mil metros cúbicos/dia. Em comparação com o mesmo mês de 2009, quando eram vendidos cerca de 26,8 mil, o decréscimo é de quase 15%. No acumulado anual, em 2008 e 2009, o consumo diário de gás veicular passou de 31,3 mil para 27,2 mil metros cúbicos − redução de 13%. Os números refletem o desaquecimento do setor em Mato Grosso do Sul, que viveu, em 2005, verdadeira explosão com as conversões de veículos a fim de reduzir os custos com combustível. O mecânico João Marcos Bordignon ainda se lembra dos meses em que chegou a converter cerca de 30 carros. “Hoje, quando muito, fazemos apenas duas conversões de motor por mês”, compara. O centro automotivo onde trabalha era um das 33 empresas em Campo Grande que faziam esse tipo de serviço. Atualmente, de acordo com dados do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), somente três têm o registro de funcionamento no órgão, ou seja, 91% das oficinas que trabalhavam com conversão de veículos automotores para o uso de gás veicular na Capital deixaram de prestar o serviço. Isso porque, para continuar atuando no setor, essas empresas precisam de diversas autorizações, como a do Inmetro e do Corpo de Bombeiros, entre outras. Todos esses documentos têm prazo para renovação, a maioria anual, e o pagamento das taxas para isso, se comparado com o volume de conversões, tornou o serviço inviável para as oficinas − que hoje pouco fazem o serviço. Déficit na frota A desaceleração do setor já resulta, inclusive, em déficit na frota de veículos equipados com GNV no Estado. De acordo com levantamento do Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran- MS), nos últimos dois anos o volume de carros movidos seja a gás e álcool, gás e gasolina, ou gás, gasolina e álcool, caiu 2,3%. Em dezembro de 2007, eram 6.278 veículos rodando com o combustível no Estado e, no mesmo mês de 2009, 6.395 carros. Os números revelam que, além de deixar de converter, os consumidores desse tipo de combustível estão revertendo conversões feitas anteriormente.

CAGED

MS começa 2026 com criação de quase 4 mil novos empregos

Crescimento é o primeiro registrado desde agosto de 2025, quebrando o ciclo de queda nos novos postos de trabalho no Estado

03/03/2026 14h15

Saldo na geração de empregos em MS é positivo em janeiro

Saldo na geração de empregos em MS é positivo em janeiro FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul abriu o ano de 2026 com a criação de 3.936 novos postos de trabalho no Estado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (03) pelo Ministério do Trabalho e Emprego com a apresentação dos resultados da pesquisa do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

Segundo a pesquisa, o saldo é consequência de um resultado positivo de 37.353 admissões e 33.417 demissões no mês de janeiro de 2026 no Estado. 

Ou seja, mais trabalhadores foram admitos do que demitidos, gerando um saldo positivo de empregos no mês referente. 

O resultado crescente aparece pela primeira vez no Estado depois de cinco meses de queda, desde agosto, quando o saldo começou a cair, mesmo se mantendo positivo. Em dezembro, o saldo de empregos foi de -11.281, o 2º pior saldo entre os últimos meses dos anos desde 2020. 

O setor que puxou a geração de empregos em janeiro foi a construção, com um saldo positivo de 2.358 novos trabalhos, fruto de 4.615 admissões e 2.257 demissões. 

Em seguida, aparece o setor do agronegócio, com um saldo de 1.714 empregos, resultado de 6.562 admissões e 4.848 demissões. 

A indústria também teve números positivos, com 5.657 novos trabalhadores e 5.371 demitidos, gerando um saldo de 286 postos de trabalho. 

O setor de serviços teve saldo baixo, porém ainda positivo, de 91 novos postos, resultado de 12.671 trabalhadores admitidos e 12.580 demitidos. 

Já o setor do comércio teve saldo negativo. Ou seja, foram demitidos mais trabalhadores que admitidos. No total, foram 7.848 trabalhadores empregados e 8.361 trabalhadores demitidos, gerando um saldo de -513 empregos no setor. O movimento é explivado pela sazonalidade após as festas de fim de ano.

A pesquisa mostrou ainda que os homens foram os principais contratados, com um saldo positivo de 4.155 contratações. Já entre as mulheres, o número foi negativo, de -219 empregos (houve mais demissão que admissão entre as candidatas femininas). 

A faixa etária dominante nos novos postos de trabalhos foram entre os candidatos de 18 a 24 anos, com 1.384 novos postos de trabalho, seguido pelos candidatos de 30 a 39 anos, com 1.017 novos empregos. 

Nacional

No primeiro mês do ano, o Brasil criou 112.334 postos de trabalho com carteira assinada, segundo os dados do Novo Caged. O resultado é a diferença entre 2.208.030 admissões e 2.095.696 demissões registrados no mês. 

Com isso, o País passou a ter mais de 48.5 milhões de vínculos formais ativos. 

Nos últimos 12 meses, entre fevereiro e janeiro de 2026, o saldo de novos empregos no Brasil é de 1.228.483 trabalhos, com um estoque total de vínculos crescendo 2,6%, passando a ser de 48.577.979 trabalhadores formais. 

Assim como em Mato Grosso do Sul, apenas o setor do comércio teve saldo negativo no resultado nacional, de -56.800. 

A Indústria apresentou o melhor resultado, com a criação de 54.991 vagas, seguido pelos setores de Serviços (40.525), Construção (50.545) e Agropecuária (23.073). 

 

AGRONEGÓCIO

PIB do agro em MS teve o melhor desempenho do país em 2025

Estado teve o maior avanço entre as unidades da federação com 18,6%, segundo levantamento da Resenha Regional do Banco do Brasil

03/03/2026 11h00

O crescimento se reflete em propriedades que apostaram na intensificação e na integração produtiva ao longo das últimas décadas

O crescimento se reflete em propriedades que apostaram na intensificação e na integração produtiva ao longo das últimas décadas Divulgação

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 18,6% no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio em 2025, o maior índice entre os estados brasileiros. Os dados constam na Resenha Regional do Banco do Brasil, atualizada em fevereiro deste ano. Na sequência aparecem Mato Grosso, com 18,5%, e Goiás, com 13,4%.

O resultado reflete o peso do setor na economia estadual e a ampliação das cadeias produtivas nos últimos anos. Além da soja e do milho, o Estado expandiu a produção de amendoim, laranja, suínos e peixes e na consolidação do chamado “Vale da Celulose”, além de manter protagonismo nacional na pecuária de corte, com reconhecimento em genética e qualidade da carne.

Na prática, o crescimento se reflete em propriedades que apostaram na intensificação e na integração produtiva ao longo das últimas décadas. É o caso da Fazenda Cachoeirão, em Bandeirantes, próxima à MS-245. Fundada em 1952, a propriedade iniciou as atividades com a pecuária extensiva em área de Cerrado, quando a formação de pastagens ainda era limitada. A introdução da braquiária, difundida a partir da década de 1970 com apoio da pesquisa agropecuária, marcou o primeiro salto de produtividade.

A partir dos anos 1990, a gestão passou a investir na intensificação da pecuária e, em 2005, iniciou a integração entre lavoura e criação, mesmo em solo arenoso. Hoje, a fazenda atua com ciclo completo na bovinocultura, cria, recria e cruzamento industrial, além de confinamento e abate precoce. Na agricultura, produz soja, milho e feijão, com adoção de irrigação para elevar a produtividade. Em uma área de 7,5 mil hectares, mantém 22% de reserva legal e emprega 37 funcionários registrados, além de trabalhadores terceirizados.

Para produtores, o avanço do setor está ligado tanto à adoção de tecnologia quanto à gestão profissional e planejamento sucessório. A diversificação de atividades e a integração entre pecuária e agricultura são apontadas como estratégias para reduzir riscos e ampliar resultados.

No campo das políticas públicas, o governo estadual mantém programas voltados ao setor, como o Proape (Programa de Apoio à Produção Agropecuária), o Precoce MS, voltado à produção de bovinos de corte de alta qualidade, o Leitão Vida, para fortalecimento da suinocultura, e o Peixe Vida, destinado à piscicultura. Há ainda iniciativas como o Carne Sustentável, com foco na produção no Pantanal, e o Prosolo (Plano Estadual de Manejo e Conservação do Solo e Água), coordenados pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

Com base em tecnologia, diversificação e políticas de incentivo, o agronegócio sul-mato-grossense amplia participação na economia e projeta continuidade do crescimento nos próximos anos.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).