Um grupo de 18 artesãs de Mato Grosso do Sul não torce apenas para a Seleção Brasileira conquistar o hexacampeonato, mas também para a Copa do Mundo dar uma mãozinha na expansão de seus produtos para o mercado internacional. Elas fazem parte do projeto Brasil Original, desenvolvido pelo Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em todo o País, com o objetivo de propagar o artesanato nacional, segundo matéria publicada hoje (1º) no jornal Correio do Estado.
Do Estado, estão sendo enviadas quase 3 mil peças artesanais, que devem proporcionar o valor médio de R$ 60 mil. Esses números, no entanto, são apenas aperitivos – o prato principal é a possibilidade de iniciar ou expandir negócios no exterior.
O selo do “Ateliê Rozéles”, afixado em cada produto, não deixa dúvidas: entre os possíveis consumidores da artesã Rozéles Nogueira Viega, estão os estrangeiros. Feitos especialmente para os turistas que movimentarão as cidades-sedes dos jogos, os artigos trazem selos com inscrições em português, inglês e espanhol. A frase “Sou artesã, faço meu trabalho com as mãos e com o coração” é acompanhada de “I’m an artisan, do my work...” e “Soy un artesano, hacer mi trabajo...” A expectativa de Rozéles é que o consumo de pessoas de outros países não se limite aos dias do Mundial. “Espero que a Copa possa abrir as portas para eu começar a exportar”, afirma.
Quem olha o chifre de um bovino certamente não vê a beleza percebida pela artesã Isabel Doering Muxfeldt. Ela transforma os chifres rústicos em peças finas: brincos, colares, chaveiros, cintos, pulseiras, anéis e marcadores de página. Esse talento também será conhecido pelos turistas que estarão no Brasil durante a Copa. A reportagem é de Osvaldo Júnior.


