Economia

Energia elétrica

Desconto na conta de luz para 200 mil em MS será pago por todos

Medida provisória garante a isenção total a famílias de baixa renda com consumo de até 80 kWh mensais

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Mais de 200 mil famílias de Mato Grosso do Sul serão beneficiadas com desconto na conta de luz, enquanto o número de famílias que terão isenção total chega a 44 mil, de acordo com o Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS (Concen-MS). No entanto, o alívio na conta de uns será compensado pelo aumento na de outros.

O benefício é resultado da Medida Provisória (MP) nº 1.300, assinada nesta quarta-feira pelo presidente Lula e publicada no Diário Oficial da União. A medida zera a tarifa de energia elétrica para famílias de baixa renda que fazem parte do Programa Tarifa Social e consomem até 80 quilowatts-hora (kWh) por mês. A iniciativa, que começa a valer de forma imediata, deve beneficiar cerca de 60 milhões de brasileiros.

Fora a gratuidade na fatura para quem consome até 80 kWh por mês e está inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, também estão incluídos idosos e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de famílias indígenas e quilombolas.

Ainda, consumidores com renda per capita de até um salário mínimo e consumo de até 120 kWh passarão a ser isentos da cobrança da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que financia programas do setor e é rateada por todos os brasileiros, ou seja, todos os outros consumidores de energia.

Para a presidente do Concen-MS, Rosimeire Costa, a MP é uma conquista importante para a população vulnerável e reforça a urgência na atualização cadastral, para que mais famílias tenham acesso ao benefício.
No entanto, ela ressalta que é preciso analisar a medida para compreender o quanto ela pode impactar a CDE e a tarifa para os demais consumidores.

"As famílias que já fazem parte do Programa Tarifa Social e estão na faixa de consumo abaixo dos 80 kWh por mês serão beneficiadas automaticamente. Agora, nosso foco é alcançar as outras 100 mil famílias que ainda têm o direito, mas não estão cadastradas", afirmou Rosimeire.

Atualmente, 202 mil famílias recebem alguma faixa de benefício do Tarifa Social, enquanto outras 100 mil estão dentro da faixa, mas ainda não buscaram o seu direito.

Segundo Rosimeire, o subsídio será custeado por toda a população brasileira. "Não é a área de concessão que vai pagar, é a CDE. São todos os brasileiros que têm uma unidade consumidora em seu nome, seja pessoa física, seja jurídica", salienta.

Rosimeire também alerta para o impacto fiscal: "A tarifa social custou ali em torno de R$ 9 bilhões. O ministério, na apresentação, falou que o incremento vai ser de R$ 3,8 bilhões. Ou seja, de R$ 9 bilhões, passaria para R$ 12 bilhões. Só que a nossa conta não está batendo, então a gente está vendo isso", frisa.

O titular do Ministério de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, explicou que esses benefícios serão compensados com a revisão de alguns incentivos na geração de energia elétrica. Ele, porém, pontuou que o estímulo foi importante para a transição energética, mas que está no momento de ser reformulado.

"[É a] justiça tarifária impactando mais de 100 milhões de pessoas, 60 milhões com a tarifa social e mais de 40 milhões com o que nós chamamos de novo desconto social", disse.

IMPACTO

Um estudo da consultoria Volt Robotics aponta que a MP resultará em um aumento médio de até 12% na conta de luz de grandes consumidores, como indústrias e empresas conectadas à rede de média e alta-tensão. Esses consumidores serão os mais afetados pela redistribuição do custo da tarifa, uma vez que a base de pagadores da CDE será reduzida.

"Essa medida favorece os consumidores enquadrados no Tarifa Social, que são consumidores pequenos, porém, os custos acabam recaindo para os demais consumidores pequenos e os grandes", diz o estudo.

Apesar da redução da conta de luz para os pequenos consumidores que migrarem para o mercado livre de energia, eles terão que arcar com a ampliação da tarifa social prevista na MP.

Na prática, o custo da gratuidade concedida aos consumidores de baixa renda será repassada aos demais consumidores do grupo, principalmente à classe média, afirma Donato Filho, diretor-geral da Volt Robotics.

Segundo a consultoria, o custo repassado à classe média será inferior, proporcionalmente, ao valor repassado para os grandes consumidores.

"A proposta legislativa do MME determina que vários custos sistêmicos e subsídios, hoje custeados majoritariamente pelos consumidores pequenos, sejam rateados entre todos os consumidores, incluindo aqueles do mercado livre", analisa.

Rosimeire reforçou essa preocupação. "Esse subsídio vai entrar na CDE, um fundo que é financiado por todos. Estamos analisando isso, porque a preocupação é geral: quanto isso vai custar? Se ninguém revisar os mecanismos, corremos o risco de chegar a 2050 com uma CDE estimada em R$ 1,3 trilhão, um valor impagável", alertou.

A MP já está em vigor, mas ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para se tornar permanente.

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Setor Imobiliário

Minha Casa, Minha Vida amplia teto e impulsiona vendas em MS

Novas regras aquecerão a construção civil em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas

24/04/2026 08h10

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A ampliação das faixas de renda e dos limites de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que passou a valer nesta semana, deve provocar um novo ciclo de crescimento no mercado imobiliário de MS.

A avaliação é de representantes do setor, que apontam aumento da demanda, maior velocidade nas vendas e impacto direto na cadeia da construção civil no Estado.

As mudanças, regulamentadas pelo Ministério das Cidades, elevam o teto de renda da faixa 4 para até R$ 13 mil mensais.

Também houve reajuste no valor máximo dos imóveis financiados, que pode chegar a R$ 600 mil nesta faixa, enquanto na faixa 3 o limite subiu para R$ 400 mil. As novas condições já estão sendo operadas por instituições financeiras como Caixa e Banco do Brasil.

Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Creci-MS), Roberto da Cunha, a principal consequência da medida é a expansão do público atendido pelo programa.

“A ampliação das faixas de renda do MCMV deve aumentar a demanda por imóveis em MS, especialmente em Campo Grande, ao incluir famílias que antes não tinham acesso ao programa”, afirma.

Segundo ele, o impacto já pode ser percebido no desempenho recente do setor. Entre 2023 e 2025, foram contratadas 31,2 mil unidades habitacionais no Estado, com investimentos que somam R$ 4,68 bilhões. Somente no primeiro trimestre deste ano, Campo Grande registrou 572 unidades lançadas dentro do programa.

“Isso consolida o programa como motor da construção civil. Agora, com a faixa 4, o mercado ganha ainda mais fôlego, porque passa a atender um público com maior poder de compra e que busca imóveis de melhor padrão”, completa.

O presidente da Associação das Construtoras de Mato Grosso do Sul (Acomasul), Gustavo Shiota, corrobora a afirmação. 

“A gente tem um estado em plena curva de atração populacional, recebendo novos moradores em ritmo acelerado. E agora temos um programa que atende famílias com renda até R$ 13 mil, ou seja, grande parte da classe média produtiva passa a ter acesso a crédito com juros mais baixos que os praticados no mercado tradicional”, explica.

A tendência é de aceleração nas vendas já no curto prazo. “A leitura que fazemos é de aumento da demanda e da velocidade de comercialização dos imóveis. Esperamos um incremento relevante já no próximo semestre, principalmente nas cidades maiores, como Campo Grande, Dourados e Três Lagoas”, projeta Shiota.

REPRESADOS

Outro efeito apontado pelo setor é o destravamento de empreendimentos que estavam represados em função da defasagem dos limites anteriores do programa.

“O teto antigo não acompanhava o custo real da construção. Agora, a produção volta a fazer sentido econômico. Isso movimenta toda a cadeia, desde trabalhadores da construção até fornecedores e loteadoras. É um efeito multiplicador clássico”, afirma Shiota.

Embora a nova faixa 4 represente ampliação do acesso ao crédito, especialistas avaliam que há um reposicionamento de parte dos compradores. Famílias com renda entre R$ 9,6 mil e R$ 13 mil já adquiriam imóveis por meio de financiamento tradicional, mas enfrentavam juros que variavam entre 11% e 12,5% ao ano.

“Esse cliente agora migra para o MCMV com condições melhores. Para o construtor, isso melhora a conversão de vendas, reduz distratos e encurta o tempo de giro dos empreendimentos”, explica Shiota.

“Aqui em MS, essa faixa atende profissionais liberais, servidores e trabalhadores que estavam fora do programa e tinham acesso limitado ao crédito”, completa.

Em relação aos valores dos imóveis, a avaliação é de que os novos tetos estão alinhados com a realidade do mercado local.

“Campo Grande tem uma característica importante, que é a grande disponibilidade de áreas e diferentes tipos de empreendimentos. Isso permite atender vários perfis dentro do programa”, pontua Shiota.
Ele ressalta que o comportamento do consumidor será mais exigente. “Esse cliente da nova faixa é mais criterioso. Ele avalia localização, acabamento, estrutura do condomínio. O construtor precisa entender melhor essa demanda”, finaliza.

Com as mudanças, o governo federal estima alcançar até 2 milhões de unidades financiadas este ano no País. Em MS, a expectativa é de alcançar 120 mil famílias.

Para o setor imobiliário, o cenário é de otimismo. “Os clientes já percebem as vantagens, como juros mais baixos, possibilidade de financiar até 80% do imóvel e prazos longos. Isso amplia o acesso e impulsiona os negócios”, conclui Cunha.

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LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1204, quinta-feira (23/04): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

24/04/2026 08h01

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1204 da Dia de Sorte na noite desta quinta-feira, 23 de abril de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 2 milhão.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 59 apostas ganhadoras, (R$ 3.007,74)
  • 5 acertos - 2.689 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 35.501 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

  • Setembro - 114.881 apostas ganhadoras, (R$ 2,50)

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1204 são:

  • 11 - 13 - 20 - 17 - 29 - 23 - 12
  • Mês da sorte:  - 09 - setembro

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1205

Como a Dia de Sorte tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no sábado, 25 de abril, a partir das 21 horas, pelo concurso 1205. O valor da premiação está estimado em R$ 2,5 milhões.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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