A Guerra do Irã, iniciada no dia 28 de fevereiro, tem influenciado os valores de combustíveis em diversos municípios brasileiros. Entre altos e baixos, em Campo Grande, o valor da gasolina comum já sofreu aumento de R$ 0,52 deste o início do conflito.
De acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio entre os postos da Capital no dia 01/03 era de R$ 5,90, e até o último sábado (02), o preço saltou para R$ 6,42.
O maior aumento foi observado na semana do dia 28 de março a 04 de abril, quando o combustível subiu de R$ 6,35 para R$ 6,61, sem um aumento no preço das refinarias. Isso corresponde a um aumento de 26 centavos em uma semana, enquanto o aumento médio semanal ficava na casa dos 15 centavos por semana.
Após a alta na primeira semana de abril, a gasolina voltou a recuar na pesquisa do dia 11 de abril, quando o preço médio do combustível ficou em R$ 6,43. Mesmo com a redução, o valor ainda foi o maior observado desde o início da guerra.
Na semana seguinte, o preço caiu 3 centavos, ficando a R$ 6,40 na média dos postos da Capital, valor que se manteve na semana seguinte.
Mas na última semana, pesquisa da ANP divulgada nesta segunda-feira (04) mostrou um leve aumento de 2 centavos, resultando em um valor médio de R$ 6,42 nos 23 postos de Campo Grande.
Aumentos semelhantes aos de Campo Grande foram observados em todas as capitais brasileiras, o que abre suspeitas de um esquema organizado nacionalmente para forçar a alta nos preços.
Em meio a estes aumentos, Campo Grande perde seu posto de Capital com a gasolina mais barata do Brasil, caindo para a 6ª posição no ranking nacional, atrás de São Luis (R$6,15), Brasília (R$ 6,27), Porto Alegre (R$ 6,37), João Pessoa (R$ 6,39) e Natal (R$ 6,41).
Esta tendência de altas sem justificativa no preço da gasolina ocorre desde o fim do ano passado. Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro de 2025, o preço médio do combustível em Campo Grande estava em R$ 5,78. Desde então, subiu 64 centavos, ou 11,07%.
No começo do ano os estados elevaram em 10 centavos o ICMS sobre a gasolina. Mas, em tese, esta alta deveria ser sido anulada pelo redução de 14 centavos por litro que a Petrobras anunciou dias depois. Na prática, porém, os preços subiram após o aumento do imposto estadual e não recuaram quando a Petrobras ofereceu o desconto.
Em Mato Grosso do Sul
Em todo o Estado, o grande investigado é o óleo diesel, que não teve redução nas bombas de combustíveis mesmo com o anúncio da subvenção anunciado pelo Governo Federal no início do mês de abril.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, entre os dias 19 e 25 de abril, o litro do diesel S10 foi vendido, em média, a R$ 7,35, o mesmo valor praticado na semana entre 29 de março a 4 de abril.
No mesmo período, a versão comum do óleo diesel apresentou R$ 0,01 saindo de R$ 7,18 para R$ 7,17. Ainda conforme a ANP, na semana compreendida entre 1º e 7 de março, o litro do diesel S10 custava, em média, R$ 6,08, registrando um aumento de 21% no comparativo com os preços que se mantêm desde o início deste mês. No mesmo período, a versão comum do óleo diesel registrou alta de 20%.
No mesmo período entre a primeira semana do mês e a semana passada, o etanol apresentou redução de R$ 0,01, saindo de R$ 4,44 para R$ 4,43. Já a gasolina teve uma leve alta, saindo da média de R$ 6,52 para R$ 6,54 no mesmo intervalo.
“As oscilações diárias no preço do Petróleo tem pressionado os custos e, em alguns casos, neutralizado parcialmente os efeitos da subvenção. Ressalte-se também a carga tributária e as peculiaridades regionais continuam exercendo influência significativa na formação do preço final dos combustíveis. Diante desse contexto, eventual redução ao consumidor tende a ocorrer de forma gradual, conforme as condições de mercado. E a ANP ainda precisa deliberar e também as grandes distribuidoras ainda aderirem a subvenção totalmente”, afirmou o diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro), Edson Lazarotto.



