Economia

AMOR TEM PREÇO

No Dia dos Namorados, 25% pretendem gastar mais de R$ 200 na Capital

Moda, perfumaria e eletrônicos foram os setores mais procurados pelos casais

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O amor na capital dos Ipês parece não ter preço neste Dia dos Namorados (12). Segundo o levantamento de intenção realizado pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de Campo Grande (PROCONCG), neste ano, 65,6% dos casais pretendem presentear seus parceiros, mesmo considerando que os presentes e serviços estão mais caros. 

Moda, perfumaria e eletrônicos são os setores mais procurados entre os casais apaixonados. No entanto, os clássicos jantares românticos e viagens curtas também farão parte da programação dos campo-grandenses nesta próxima quarta-feira. 

Pix ou Presente

Diferente do ano passado, mais pessoas pretendem gastar mais com seus parceiros neste Dia dos Namorados. Para 25% dos entrevistados pelo PROCON, o valor será acima dos R$200. Em 2023, a média não chegou aos 20%.

Com a média de gastos aumentando, o Procon Municipal de Campo Grande reforçou que os consumidores devem ficar atentos aos seus direitos e verificar a qualidade e procedência dos produtos. Para não ficar de bolso vazio na data especial, o recomendado é comparar os preços e condições de pagamento antes de efetuar as compras. 

Conseguimos identificar a importância de realizar uma pesquisa de preço previamente e, sempre que possível, optar por produtos com garantia de qualidade. O Procon continua acompanhando de perto o mercado de consumo na região, garantindo a proteção e a defesa dos direitos dos consumidores. A pesquisa de intenção de compras é mais uma ferramenta importante para orientar os consumidores e contribuir para um relacionamento saudável entre consumidores e fornecedores“, conclui o subsecretário do Procon Municipal de Campo Grande, José Costa Neto.

Você pode acessar a matéria com os dados do ano passado aqui. 

No Brasil

No Brasil todo, a data é marcante para o comércio, de acordo com um levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o Dia dos Namorados é a sexta data comemorativa mais importante do varejo em termos de movimentação.

 Além disso, segundo a projeção da CNC, o volume de vendas esse ano deve ser de R$ 2,6 bilhões, confirmada a expectativa, o resultado das vendas representará um avanço de 5,6% em relação à mesma data de 2023

Para o economista Fabio Bents, o aumento do movimento neste Dia dos Namorados é justificado pela queda dos juros e a redução da inflação. 

Regionalmente, São Paulo (R$ 829,7 milhões), Minas Gerais (R$ 252,2 milhões) e Rio de Janeiro (221,2 milhões) responderão por mais da metade da movimentação financeira nacional com essa data. Para o Rio Grande do Sul, Estado severamente afetado pela tragédia climática de maio, a CNC projeta queda de 33,7% em relação à mesma data de 2023, com movimentação financeira de R$ 127,1 milhões. 

Pesquisa

O Procon Municipal realizou, entre os dias 03 e 07, uma pesquisa de intenção de compra para analisar os interesses do consumidor em Campo Grande. Ao todo, foram 343 consumidores entrevistados que responderam sobre os hábitos de consumos e as expectativas em relação à data comemorativa.

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ECONOMIA

Enel confirma a Lula investimento de R$ 20 bi para acabar com apagões

Presidente reuniu-se com diretor-geral da empresa na viagem à Itália

16/06/2024 10h00

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Companhia com a imagem afetada por sucessivos apagões nos últimos meses, a Enel assumiu o compromisso de investir R$ 20 bilhões de 2024 a 2026 nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e Ceará para reduzir as interrupções de energia. A empresa prometeu o investimento após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrar-se com o diretor-geral da Enel, Flavio Cattaneo, na viagem à Itália.

“A gente está disposto a renovar o acordo se eles assumirem o compromisso de fazer investimento, e eles assumiram o compromisso de ao invés de investirem R$ 11 bilhões, eles vão investir R$ 20 bilhões nos próximos três anos, prometendo que não haverá mais apagão em nenhum lugar em que eles forem responsáveis”, disse Lula em entrevista coletiva após o encontro.

De acordo com o presidente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, deve apresentar uma proposta na próxima semana que tratará os termos da renovação. “São Paulo, a maior capital, cidade mais importante do país, não pode ficar sem energia”, acrescentou Lula.

No fim de abril, a Enel tinha anunciado o investimento de US$ 3,7 bilhões, em torno de R$ 20 bilhões, para diminuir as interrupções de energia nas áreas onde opera. Recentemente, o governo condicionou a renovação das concessões à companhia à ampliação dos investimentos.

No momento, o Ministério de Minas e Energia e a Casa Civil da Presidência da República discutem os critérios para a renovação de 20 concessões na área de energia que vencem a partir de 2025. Além da Enel, terão os contratos renovados a CPFL Energia, a Neoenergia, a Equatorial e a Energisa, que concentram quase dois terços do mercado de distribuição de energia no país.

Multas e CPI

Após os apagões que atingiram a região metropolitana de São Paulo em novembro, a Enel foi multada duas vezes. Em fevereiro, a Aneel multou a companhia em R$ 168,5 milhões. Em abril, o Procon SP aplicou uma multa de R$ 12,9 milhões, por falhas no serviço de energia no centro da capital paulista.

Nesta semana, a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública multou a filial da Enel no Rio de Janeiro em R$ 13,067 milhões. Os motivos foram a frequência de interrupção dos serviços e a demora por parte da concessionária em restabelecer o fornecimento.

Em São Paulo, a Enel foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal que pediu o fim do contrato com a companhia e cobrou investimentos de R$ 6,2 bilhões na rede de energia da capital paulista. Em abril, a 22ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve liminar que obriga a companhia a reduzir a falta de luz no estado.

OTIMISMO

Haddad: cenário externo é desafiador, mas Brasil pode virar liderança

Ministro participou de evento de empreendedores em São Paulo

15/06/2024 16h30

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Fórum Econômico de Davos, na Suíça

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Fórum Econômico de Davos, na Suíça Foto: AFP

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Em um evento de empreendedores realizado neste sábado (15), em São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que o cenário internacional é desafiador, mas que o Brasil tem condições de aproveitar o momento para se tornar uma potência socioambiental e uma das grandes lideranças do mundo.

“O Brasil precisa dar esse salto. Não temos por que estarmos condenados a ser um país médio. Podemos ser grandes. Mas precisamos sonhar juntos”, disse o ministro, que participou do evento Desperta Empreendedor, promovido pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL), na capital paulista.

“Temos oportunidade hoje. Estamos em um contexto internacional muito desafiador, mas esses momentos desafiadores são, às vezes, a janela que se precisa para se despontar como uma liderança. E o Brasil precisa liderar processos muito significativos desse cenário histórico, que está muito desarrumado. Se o Brasil estiver arrumado, podemos efetivamente representar um caminho para as coisas”, acrescentou.

Segundo o ministro, o Brasil precisa aproveitar principalmente a sua vantagem natural, que é sua matriz energética limpa, para se posicionar para o futuro.

“O Brasil tem condições de ser uma potência socioambiental que se desenvolve em um padrão novo. O Brasil tem quase 90% de sua matriz elétrica limpa. A média nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico [OCDE] é um terço disso”, disse ele.

No entanto, destacou o ministro, o Brasil precisa fazer sua parte. Não basta, segundo ele, ter apenas os recursos naturais.

“Se a gente não se prevenir e começar a fazer a lição de casa, aproveitando a vantagem [dos recursos naturais] que temos, a tecnologia dos outros países pode superar a nossa vantagem. Se a gente não entender o que o destino está nos oferecendo, o mundo, pela tecnologia, vai acabar superando nossas vantagens naturais.”

Coletividade

Durante sua participação no evento, o ministro enfatizou a necessidade de se pensar em um projeto coletivo para o país.

“Nunca vi um país que deu certo sem um projeto coletivo. Vá ver a história da Inglaterra, da França, do Japão, dos Estados Unidos. Isso não significa abdicar dos seus sonhos individuais. O ser humano é um organismo que se define pelo sonho, por viajar no tempo, inovar, criar, imaginar o futuro. Ninguém está pedindo para as pessoas abdicarem dos seus sonhos. Mas a partir do momento que você abre mão do sonho da tua comunidade, você vai prosperar menos do que você pensa. Se o seu sonho estiver engajado - o sonho do teu grupo, que é o Brasil - você vai muito mais longe. É erro dissociar uma coisa da outra”, disse o ministro, sob aplausos do público.

Ele também aproveitou o momento para destacar que algumas pessoas que estão em posição de poder não têm interesse público em resolver a “encrenca” que é o Brasil.

“Ás vezes quem está em uma posição de poder não está fazendo a coisa certa para o país. Você tem um país de ouro, um povo de ouro, e você vê que quem pode fazer a diferença, nem sempre está pensando em interesse público. E devia estar. Essa é a coisa mais difícil de lidar na vida pública no Brasil.”

Segundo ele, é necessário se pensar em coletividade para fazer o país evoluir.

“Às vezes se perde a conexão com a coletividade. Mas esse equilíbrio entre ser um indivíduo que sonha sem perder a conexão com a sua comunidade é, na minha opinião, o segredo do sucesso do país”, disse.

*Com informações da Agência Brasil

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