Economia

MOEDA

Dólar fecha em queda, de olho em anúncio de cortes pelo governo

A moeda norte-americana caiu 1,63% frente ao real, a R$ 3,8138 na venda.

G1

14/09/2015 - 16h12
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O dólar ampliou sua queda em relação ao real no final da sessão e fechou em queda nesta segunda-feira (14), com investidores recebendo bem as notícias sobre o anúncio de cortes de gastos e aumento de receitas anunciados pelo governo mais tarde, como parte dos esforços para resgatar a credibilidade da política fiscal do país. A moeda dos EUA alternou movimentos de alta e baixa durante o dia, com investidores adotando cautela antes da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, nesta semana.

O dólar caiu 1,63%, a R$ 3,8138 na venda, após subir 0,69% na sessão passada e encerrar no maior nível desde 2002. Veja a cotação.

No mês e e no ano, a moeda acumula alta de 5,15% e 43,45%, respectivamente.

Veja as cotações ao longo do dia:
Às 9h10, recuava 0,48%, a R$ 3,8583.
Às 10h29, recuava 0,06%, a R$ 3,8747.
Às 10h40, subia 0,22%, a R$ 3,8859.
Às 11h19, subia 0,18%, a R$ 3,8842.
Às 11h59, caía 0,28%, a R$ 3,86.
Às 12h29, caía 0,46%, a R$ 3,859.
Às 13h09, caía 0,94%, a R$ 3,8405.
Às 14h09, caía 0,42%, a R$ 3,8607.
Às 15h09, caía 0,45%, a R$ 3,8595.
Às 15h54, caía 0,92%, a R$ 3,8414.
Às 16h35, caía 1,45%, a R$ 3,8208.

"O principal determinante dos movimentos do câmbio no curtíssimo prazo vai ser a reação do governo à perda do grau de investimento, sob a forma de cortes de gastos", disse à Reuters o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

"O governo vem com tudo. Parece que quer mostrar que acordou", disse o operador de uma corretora nacional, sob condição de anonimato.

Governo Federal

Bolsa Família começa a ser pago a mais de 178 mil famílias em MS; veja o calendário

O investimento do Governo Federal para o pagamento no mês de março em MS é de mais de R$ 124 milhões

18/03/2026 15h34

Bolsa Família inicia os pagamentos do mês de março

Bolsa Família inicia os pagamentos do mês de março Divulgação

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Em Mato Grosso do Sul, um total de 178.775 famílias em todos os 79 municípios do Estado começam a receber o Bolsa-Família no mês de março. O investimento do Governo Federal no Estado supera os R$ 124,3 milhões. 

O benefício garante um valor médio mensal de R$ 698,21 às famílias cadastradas. Os pagamentos referentes ao mês de março começam nesta quarta-feira (18) e vão até o dia 31, seguindo o final do Número de Identificação Social (NIS). 

Bolsa Família inicia os pagamentos do mês de marçoFonte: Governo Federal

Além disso, o programa também garante benefícios adicionais desde sua retomada em 2023, como o Benefício Primeira Infância em Mato Grosso do Sul, que atende 107 mil crianças de zero a seis anos. 

Com isso, cada integrante de famílias nessa faixa etária recebem um adicional de R$ 150, o que significa um investimento de R$ 14,8 milhões a mais no Estado. 

Para crianças e adolescentes de sete a 18 anos, o Bolsa Família assegura um valor adicional de R$ 50, repassados a 161,6 mil indivíduos dessa idade, além de 7,3 mil gestantes e 3,9 mil mulheres que amamentam no Estado. Para estes pagamentos, o repasse ao Estado supera os R$ 7,8 milhões. 

O benefício também é estendido a outros grupos prioritários, sendo 2,1 mil famílias com pessoas em situação de rua, 22,2 mil com pessoas indígenas, 527 com quilombolas, 33 com crianças em situação de trabalho infantil, 549 com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 1,8 mil com catadores de material reciclável. 

Entre os municípios, a capital Campo Grande é onde estão a maior parte dos beneficiários do Estado no mês de março, com 45,4 mil famílias atendidas. Na sequência, estão as cidades de Dourados (12.508), Corumbá (8.918), Ponta Porã (8.425) e Três Lagoas (6.914). 

O valor médio do benefício pago no Estado supera o valor médio nacional e da região Centro-Oeste. Paranhos é o município sul-mato-grossense com maior valor médio do repasse, de R$ 805,96 neste mês. Em seguida, aparecem Ladário (R$ 748,85), Sete Quedas (R$ 738,95), Miranda (R$ 738,40) e Corumbá (R$ 734,78).

Nacional

Em todo o País, no mês de março, serão 18,73 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família distribuídas nos 5.570 municípios brasileiros. 

O valor médio pago aos beneficiários é de R$ 683,75, vindos de um investimento de R$ 12,76 bilhões no Governo Federal neste mês. 

Famílias que vivem em cidades em estado de emergência ou calamidade pública reconhecidas pelo Governo do Brasil recebem o benefício no primeiro dia do calendário. Essas ações estão previstas no programa de transferência de renda para situações como secas, enchentes, inundações e eventos climáticos extremos. Ao todo, 381 mil famílias se encontram nesses municípios. 

Como costuma ocorrer, 84,14% dos beneficiários são mulheres responsáveis pelas famílias, um total de 15,7 milhões. Também predominam pessoas de cor preta/parda, somando 35,8 milhões. 

Roraima é o estado com maior valor médio de repasse aos beneficiários em março: R$ 751,82. Amazonas (R$ 740,51), Acre (R$ 728,59), Amapá (R$ 726,79), Pará (R$ 705,93) e Maranhão (R$ 702,44) completam a lista das seis maiores médias.

 

 

GREVE

Oito anos após maior greve de caminhoneiros do País, categoria ameaça nova paralisação

Caminhoneiros estão em reunião para decidir se paralisam atividades a partir de hoje, motivados pela alta do diesel

18/03/2026 14h30

Caminhoneiros de todo o Brasil decidem hoje se paralisam atividades ou não

Caminhoneiros de todo o Brasil decidem hoje se paralisam atividades ou não FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Em meio à alta do diesel em todo o País, o movimento para deflagrar uma nova greve de caminhoneiros ganhou força nos últimos dias. A última vez que a categoria parou foi há oito anos, motivada pelos mesmos percalços de agora. 

A paralisação atual estaria confirmada desde o final da tarde de ontem (17) mas recuou na manhã desta quarta-feira (18), quando a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTLL) decidiu se reunir com caminhoneiros de todos os portos do País no porto de Santos, em São Paulo, na tarde de hoje. 

A decisão, se haverá greve ou não, será anunciada após o resultado dessa reunião coletiva dos caminhoneiros autônomos. Em nota, a entidade afirmou que “estará ao lado dos trabalhadores, respeitando a decisão da maioria”. 

A movimentação é liderada pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, que afirmou que está em “estado de alerta”. 

“Estivemos em reunião no porto de Santos no dia 16 de março, e na ocasião, a maioria decidiu cruzar os braços. De fato, as condições que temos hoje, com os altos aumentos do combustível, não nos permite manter os transportes rodando. Depois dessa reunião de hoje, teremos tudo alinhado”, afirmou o presidente da Associação, Wallace Landim, o “Chorão”. 

Para o representante da Associação Nacional de Transportes Terrestres, José Roberto Stringarsci, a ANTT também irá apoiar a decisão dos caminhoneiros. 

“Nós somos à favor da categoria. O que a categoria decidir, com certeza estaremos apoiando. Nós não temos mais condições de rodar com todos esses reajustes, não tem como, as empresas não repassam os reajustes para nós, não tem mais como andar. Estamos em vários pontos do Brasil sem combustível, e em alguns estados brasileiros o valor já chegou a R$ 9. A grande maioria vai parar, vai dar início pelos portos brasileiros e estamos juntos e apoiando”, afirmou. 

Na última quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel em caráter temporário (até o dia 31 de dezembro deste ano), justificada pela alta do petróleo causada pela guerra no Irã. 

Além disso, a própria Petrobrás reajustou o óleo diesel nas refinarias em R$ 0,38 após as medidas do governo. No entanto, em muitos postos do Brasil, inclusive em Mato Grosso do Sul, a redução no valor do combustível não chegou às bombas, com o litro chegando até a R$ 7,80 no Estado. 

O aumento do valor do combustível afeta diretamente os custos da atividade de frete, que também aumenta. Com isso, o governo federal anunciou nesta quarta-feira (18) um pacote de medidas para reforçar o cumprimento da tabela do piso mínimo do frete. 

As medidas foram anunciadas em meio à pressão crescente dos caminhoneiros, descontentes com a alta do diesel e o descumprimento do piso do frete como fatores que inviabilizam o transporte de cargas. De acordo com dados da ANP, o aumento do preço do combustível elevou entre 4,8% e 7% os valores mínimos do frete. 

Entidades de Mato Grosso do Sul, como o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística em Mato Grosso do Sul (Setlog), não responderam à reportagem sobre a possibilidade de adesão à greve ou não. 

Impactos

Segundo estimativas do setor, o Brasil conta com cerca de 790 mil caminhoneiros autônomos e em torno de 750 mil motoristas celetistas. A paralisação em massa da categoria afetaria o transporte de cargas e o abastecimento em diversas regiões, refletindo diretamente sobre os preços e atividades econômicas. 

A situação deve ser proporcional ou até superior à de 2018, quando a categoria paralisou as atividades durante dez dias, causando tumulto em vários setores, como a falta de combustível nos postos, falta de alimentos nos supermercados e cancelamento de voos por falta de querosene de aviação. 

Além disso, a paralisação retirou 1,2 ponto percentual do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018, segundo estimativas do Ministério da Fazenda na época. 

A diferença entre as situações é que o atual governo tenta agir de forma preventiva, como a redução dos impostos e ampliação da fiscalização do setor, evitando uma escalada observada em 2018. 

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