Economia

Mato Grosso do Sul

Empresários temem alta de custos e preços com o fim da escala 6x1

Setor produtivo de MS alerta para aumento do custo do trabalho, redução da contratação e perda de competitividade

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A aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 reacendeu entre empresários de Mato Grosso do Sul a preocupação com os impactos econômicos de uma eventual redução da jornada de trabalho.

Embora o setor produtivo reconheça a importância de discutir qualidade de vida e condições de trabalho, as entidades empresariais questionam principalmente quem vai absorver o aumento de custos, os efeitos sobre as contratações, a competitividade das empresas e o aumento dos preços.

A proposta aprovada na quarta-feira prevê a redução progressiva da jornada máxima de 44 horas para 40 horas semanais, com dois dias de repouso remunerado e sem redução salarial. O texto deve avançar no Senado após o primeiro turno das eleições.

Para o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, a principal preocupação está na falta de uma discussão mais ampla sobre os efeitos da mudança. Segundo ele, alterações nas regras trabalhistas deveriam envolver trabalhadores, empresários e diferentes setores da economia antes de serem aprovadas.

“Esse projeto da escala 6x1 nos preocupa pelo pequeno debate que tivemos oportunidade de participar. Qualquer projeto que envolve o trabalho precisaria de um amplo debate. Isso passa por ações nos estados, nas regiões, com os setores da economia, com trabalhadores e empresários”, afirma.

Na avaliação do dirigente, um dos pontos mais sensíveis é a possibilidade de redução da jornada sem diminuição proporcional dos salários. Para as empresas, a redução das horas trabalhadas pode significar a necessidade de contratar mais pessoas para manter o nível de produção ou atendimento, elevando o custo da mão de obra.

“O discurso fácil é de que o trabalhador vai trabalhar menos e ganhar a mesma coisa. Isso é impossível. Esses custos serão transferidos de alguma forma”, destacou Longen.

A transferência desses custos, segundo o setor produtivo, pode ocorrer de diferentes maneiras, com o aumento dos preços de produtos e serviços, redução das margens das empresas, menor ritmo de investimentos ou até mesmo diminuição da disposição para novas contratações.

PEQUENOS

O alerta ganha peso especialmente entre micro e pequenas empresas, que têm menor capacidade de absorver aumentos de custos. A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS) avalia que o debate sobre o fim da escala 6x1 não pode ser separado da situação financeira enfrentada atualmente pelos negócios.

Conforme publicou o Correio do Estado, tanto Mato Grosso do Sul quanto o País atravessam um cenário de elevado endividamento empresarial e recuperação judicial, o que, na avaliação do setor, deveria ser considerado antes da criação de novas obrigações.

“É muito fácil construir uma pauta popular quando a conta será apresentada depois ao setor produtivo. O Brasil precisa discutir qualidade de vida para o trabalhador, mas precisa discutir também produtividade, custo do emprego e capacidade das empresas de absorver novas obrigações”, diz a presidente da FCDL-MS, Inês Santiago.

Outro questionamento levantado pelos empresários é o efeito sobre a competitividade. O setor produtivo de MS avalia que o Brasil já tem um custo elevado para contratar e manter trabalhadores e que novas obrigações podem dificultar a competição das empresas brasileiras, inclusive com negócios instalados em países vizinhos.

“Não somos contra melhorar a vida do trabalhador. Muito pelo contrário. Mas emprego, salário e qualidade de vida não existem sem empresas economicamente saudáveis. E não se fortalece o trabalhador enfraquecendo justamente quem gera o seu emprego”, ressalta Inês.

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS), o problema não está em discutir uma jornada mais equilibrada, mas em implementar uma mudança constitucional sem avaliar as diferenças existentes entre setores e empresas.

“O comércio de Mato Grosso do Sul já enfrenta juros altos, crédito caro e inadimplência recorde entre famílias e empresas. Impor agora uma mudança rígida na jornada de trabalho, sem debate técnico e às vésperas da eleição, coloca em risco o emprego formal que sustenta o setor aqui no Estado”, avalia o presidente da Fecomércio-MS, Juliano Wertheimer.

No comércio e nos serviços, por exemplo, a necessidade de funcionamento aos fins de semana e feriados faz com que alterações na jornada tenham impacto direto na organização das equipes. A preocupação é que, para garantir o mesmo horário de funcionamento, empresas precisem ampliar seus quadros ou reorganizar escalas, aumentando despesas.

“Apoiamos a negociação coletiva e defendemos tempo e responsabilidade para tratar um tema dessa magnitude. Precisamos de segurança jurídica para manter portas abertas e vagas geradas em Mato Grosso do Sul”, finaliza Wertheimer.

ELEIÇÕES

O presidente da Fiems também considera inoportuno o momento escolhido para a tramitação da proposta. Para Longen, mudanças de grande alcance nas relações de trabalho deveriam ser resultado de uma discussão técnica e abrangente, e não de uma decisão acelerada.

“É um momento inoportuno. A política está se sobrepondo a esse assunto, e nós vamos ter mais um custo sendo transferido para a sociedade, engessando ainda mais a contratação do trabalho no Brasil”, conclui.

A proximidade do processo eleitoral também entrou no radar das entidades empresariais. A FCDL-MS questiona se haverá tempo suficiente para uma análise aprofundada dos efeitos econômicos da medida antes da votação definitiva.

“Estamos a poucas semanas das eleições. É legítimo perguntar por que pautas com tamanho impacto econômico estão sendo aceleradas justamente agora e se haverá tempo para uma análise profunda de suas consequências. Políticas públicas precisam sobreviver às eleições. Não podem ser pensadas apenas para atravessá-las”, finaliza Inês.

Loterias

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1329 quinta-feira (22/10): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

23/10/2026 08h33

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1329 da Dia de Sorte na noite desta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 250 mil.

Premiação

  • 7 acertos - 1 aposta ganhadora, (R$ 245.525,63)
  • 6 acertos - 20 apostas ganhadoras, (R$ 2.924,53)
  • 5 acertos - 848 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 10.971 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

Novembro - 34.731 apostas ganhadoras, R$ 2,50

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontme!

Os números da Dia de Sorte 1329 são:

  • 07 - 06 - 25 - 01 - 29 - 09 - 31
  • Mês da sorte: 11 - Novembro

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1330

Como a Dia de Sorte tem seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na sexta-feira, 23 de outubro, a partir das 21 horas, pelo concurso 1329 O valor da premiação está estimado em R$ 100 mil.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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Loterias

Resultado da Timemania de ontem, concurso 2458, quinta-feira (22/10): veja o rateio

A Timemania realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

23/10/2026 08h29

Confira o rateio da Lotomania

Confira o rateio da Lotomania Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2458 da Timemania na noite desta quinta-feira, 22 de outubro de 2026. A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 21 milhões.

Premiação

  • 20 acertos - Não houve acertador
  • 19 acertos - Não houve acertador
  • 18 acertos - 29 apostas ganhadoras, (R$ 3.322,85)
  • 17 acertos - 314 apostas ganhadoras, (R$ 306,88)
  • 16 acertos - 1662 apostas ganhadoras, (R$ 57,97)
  • 15 acertos - 7287 apostas ganhadoras, (R$ 13,22)
  • 0 acertos - Não houve acertador

Confira o resultado da Timemania de ontem!

Os números da Timemania 2458 são:

  • 55 - 45 - 80 - 14 - 52 - 59 - 49
  • Time do Coração: 75 - Tombense (MG)

O sorteio da Timemania é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Timemania 2459

Como a Timemania tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no sábado, 24 de outubro, a partir das 21 horas, pelo concurso 2459. O valor da premiação está estimado em R$ 1 milhão.

Para participar dos sorteios da Timemania é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,50 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 10 dente as 80 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de três a sete números, ou o time do coração;

Como jogar a Timemania

A Timemania é a loteria para os apaixonados por futebol. Além de o seu palpite valer uma bolada, você ainda ajuda o seu time do coração.

Você escolhe dez números entre os oitenta disponíveis e um Time do Coração. São sorteados sete números e um Time do Coração por concurso. Se você tiver de três a sete acertos, ou acertar o time do coração, ganha.

Você pode deixar, ainda, que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9, ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 10 dezenas, a probabilidade de acertar sete números ganhar o prêmio milionário é de 1 em 26.472.637, segundo a Caixa.

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