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Entenda como a reforma tributária afeta remédios, alimentos e escolas

Proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados na semana passada e agora segue para a apreciação do Senado Federal

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A Câmara dos Deputados concluiu a votação da reforma tributária nesta sexta-feira. A proposta de emenda à Constituição (PEC) simplifica a tributação sobre o consumo, com a manutenção da carga tributária e a redistribuição de alguns bens e serviços que terão redução de carga. Os preços de remédios, alguns alimentos, mensalidade escolar e transporte público podem ficar mais baratos ao consumidor. 

Os bens e serviços citados terão taxação reduzida em 60% e os alimentos da cesta básica terão as alíquotas zeradas. Também haverá alíquota 60% menor para serviços de saúde, atividades artísticas, culturais, jornalísticas e audiovisuais nacionais, dispositivos médicos e de acessibilidade para pessoas com deficiência e medicamentos e produtos de cuidados básicos à saúde menstrual. O governo calcula que, com isso, a carga desses itens fica igual à atual ou pode ser reduzida.

De acordo com o administrador Leandro Tortosa, há a expectativa de uma redução nos preços ao consumidor. “O que se espera é que em um primeiro momento haja redução nos preços desses produtos e serviços ao consumidor”, analisa. 

“No entanto, como é notório em grande parte das iniciativas de redução de tributos ao longo da história, depois há uma reacomodação do mercado. Ou seja, há a possibilidade de aumento nos preços no longo prazo, se aspectos produtivos não forem aprimorados.”

O advogado tributarista Daniel Pasqualoto traz um contraponto e avalia que ainda é cedo para saber se realmente haverá queda de preços. “Principalmente porque não há a definição de alíquotas que serão praticadas para cada um dos setores da economia. Essa maior definição só será apresentada após a tramitação da PEC no Senado Federal e por meio de edição de leis que estipularão tais alíquotas. O que se pode afirmar é que haverá uma simplificação do sistema”.

O também tributarista Leandro Provenzano avalia que muitas coisas ainda estão indefinidas em relação a vários pontos da reforma tributária. “Que serão melhores discriminadas pelo Senado, bem como por lei complementar, que inclusive vão decidir sobre a alíquota dos tributos”. 

“Certo mesmo é só a questão da redução e da simplificação de alguns tributos, pois o IPI, o PIS e o Cofins serão substituídos pelo CBS [Contribuição sobre Bens e Serviços] e o ICMS e o ISS serão substituídos pelo IBS [Imposto sobre Bens e Serviços], fora isso tudo ainda será uma incógnita”, considera Provenzano.
Haverá ainda a isenção dos tributos para uma cesta básica nacional de alimentos. A lista de alimentos considerados nesta cesta sem tributação ainda será definida. Os produtos da cesta atual que ficarem de fora terão alíquota reduzida em 50%, o que garante a manutenção dos preços atuais.

“Esses produtos, se forem isentos de impostos, não teriam como aumentar o preço por causa da reforma tributária, uma vez que toda a cadeia de produção seria isenta, logo, um aumento de preço não teria sentido nenhum em razão da reforma tributária”, detalha Provenzano.

A proposta prevê ainda a devolução de parte dos dois novos tributos sobre o consumo a pessoas físicas, o “cashback do povo”. Os limites e beneficiários são definidos no momento de regulamentação da reforma, o que deve acontecer em 2024.

“Ainda não sabemos como isso será feito, porque depende de lei complementar, mas a ideia é que os mais pobres paguem menos impostos e que haja menor desigualdade de renda”, diz Tortosa.
Provenzano avalia como positiva a devolução do imposto pago por pessoas de baixa renda. “O objetivo disso é louvável, pois seria o de diminuir a desigualdade social e combater a fome, embora a ideia da isenção dos itens seria melhor que o cashback, pois neste último caso a pessoa desembolsaria o dinheiro para depois recebê-lo de volta – ainda que em forma de crédito”.

SETORES

Os setores que mais se movimentaram contra a reforma foram o agronegócio e o setor de serviços. O setor de serviços teme uma taxação maior do que a atual. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), se for considerada uma alíquota padrão de 25%, a tributação pode triplicar no setor em alguns casos. Hoje, o setor de serviços em geral paga menos tributos do que a indústria.

Em nota divulgada na sexta-feira, a CNC afirma que houve grandes avanços no texto. O principal ponto de melhoria, segundo a CNC, é a garantia da não cumulatividade plena. O texto deixa explícito que o imposto único não será cumulativo, evitando a incidência de impostos em cascata.

A Confederação elogiou a redução de 60% das alíquotas das atividades listadas acima, como escolas e transporte público, e avaliou como “muito positivo” o tratamento dado a serviços de hotelaria, parques de diversão, parques temáticos, bares, restaurantes, aviação regional e operações com bens imóveis.
Pelo novo texto, esses segmentos poderão ter alíquotas distintas e regras próprias para abatimento de créditos tributários. 

“A reforma tributária é essencial ao desenvolvimento econômico do País, e a CNC entende que ela atende ao antigo anseio das empresas e da população”, disse o presidente da entidade, José Roberto Tadros, que ainda frisou que a luta por melhorias continua no Senado. 

De acordo com Leandro Tortosa, de um modo geral, o setor de serviços estará beneficiado nas áreas de alimentos, remédios e escolas. “E terá uma taxação maior nos produtos e serviços nocivos à saúde e ao meio ambiente. Serviços de streaming também terão aumento de carga tributária”, informou ao Correio do Estado.

Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, a aprovação da reforma apresenta um grande avanço no que tange à cobrança de impostos. “A partir desse momento, a gente passa a enxergar o outro Brasil. Essa reforma marca um novo tempo. Para as empresas, simplifica muitos processos. É um avanço para um Brasil diferente, mais moderno. E nós acabamos ficando um pouco parecidos com o resto do mundo”, afirmou.

O líder industrial destacou, contudo, que ficaram de fora do texto pontos importantes e ainda serão necessários ajustes no texto. “Entendo que temos algumas particularidades que ficaram de fora, como os incentivos fiscais”, completou.

No agronegócio, a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) afirmou que os textos iniciais da PEC da reforma tributária traziam grandes prejuízos ao agro, com reflexos à sociedade. E que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) realizou inúmeras reuniões com o relator para demonstrar os impactos da proposta para o agro. 

“A CNA e demais entidades representativas do setor elencaram os pontos que precisavam ser alterados para que houvesse apoio à reforma. Depois de longa negociação, os parlamentares da FPA conseguiram avanços significativos em todos os itens endereçados pelo setor”, explica a Confederação por meio de nota.

A CNA reconheceu e parabenizou o trabalho da FPA. “Ressaltamos que seguiremos atuando no Senado para manter os avanços obtidos na Câmara, bem como buscando melhorias para o setor agropecuário e sociedade brasileira”, disse.

Conforme publicado na edição de sexta-feira do Correio do Estado, a FPA afirmou que as mudanças atenderam ao setor. “Atendeu às sugestões do setor em favor de um modelo tributário que não onerasse produtores rurais e alimentos. Com 310 deputados na bancada, o setor produtivo teve diálogo constante com o colegiado além de ter tido a garantia que o texto só caminharia se não prejudicasse o agro”, informou a FPA em nota.

Entre os pontos atendidos pelo relator e articulados pelo setor produtivo, a bancada, a maior do Congresso Nacional, citou a desoneração de impostos sobre produtos da cesta básica, o regime diferenciado ao produtor rural e a redução de 60% na alíquota aplicada sobre insumos e produtos agropecuários em relação à padrão. (Com informações do Estadão Conteúdo e da Folha de S.Paulo)
Reforma tributária é discutida há 30 anos

A reforma tributária está em discussão no Congresso há mais de 30 anos. A primeira vez que se tentou unir os tributos sobre consumo em um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) foi na elaboração da Constituição de 1988.

Foi também a primeira de uma sucessão de tentativas fracassadas de mudança no sistema.

Apesar de haver um consenso entre governo federal e Congresso Nacional sobre a necessidade de se aprovar uma mudança no sistema tributário, havia muitas divergências entre os setores da economia. 

O relator da PEC, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), apresentou, na quarta-feira, um novo parecer sobre o tema, após uma nova rodada de conversas e negociações com governadores, prefeitos, representantes de setores da economia e bancadas, em um esforço para construção do apoio necessário para o avanço da matéria.

Conforme divulgado pelo relator, há a manutenção de três alíquotas para o futuro: o Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que vai substituir três tributos federais: a Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI).

E o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o estadual Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o municipal Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).

 

LOTERIAS

Resultado da Super Sete de ontem, concurso 901, segunda-feira (21/09): veja o rateio

A Super Sete tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

22/09/2026 08h29

Confira o rateio da Super Sete

Confira o rateio da Super Sete Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 901 da Super Sete na noite desta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 8 milhões.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 8 apostas ganhadoras (R$ 9.379,53)
  • 5 acertos - 108 apostas ganhadoras (R$ 992,54)
  • 4 acertos - 1.531 apostas ganhadoras (R$ 70,01)
  • 3 acertos - 14.438 apostas ganhadoras (R$ 6,00)

Confira o resultado da Super Sete de ontem!

Os números da Super Sete 901 são:

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

  • Coluna 1: 5
  • Coluna 2: 2
  • Coluna 3: 6
  • Coluna 4: 7
  • Coluna 5: 2
  • Coluna 6: 4
  • Coluna 7: 5

O sorteio da Dupla Sena é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Super Sete 902

Como a Super Sete tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 23 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 902. O valor da premiação está estimado em R$ 8,8 milhões.

Para participar dos sorteios da Super Sete é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

Como jogar na Super Sete

Os sorteios da Super Sete são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O Super Sete é a loteria de prognósticos numéricos cujo volante contém 7 colunas com 10 números (de 0 a 9) em cada uma, de forma que o apostador deverá escolher um número por coluna.

Caso opte por fazer apostas múltiplas, poderá escolher até mais 14 números (totalizando 21 números no máximo), sendo no mínimo 1 e no máximo 2 números por coluna com 8 a 14 números marcados e no mínimo 2 e no máximo 3 números por coluna com 15 a 21 números marcados.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6,  9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

O valor da aposta é R$ 3,00.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas sete dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 158.730, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 21 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 280, ainda segundo a Caixa.

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LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1303, segunda-feira (21/09): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e domingos; veja quais os números sorteados no último concurso

22/09/2026 08h28

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1303 da Dia de Sorte na noite desta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 650 mil.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 32 apostas ganhadoras (R$ 2.452,77)
  • 5 acertos - 1.187 apostas ganhadoras (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 14.052 apostas ganhadoras (R$ 5,00)

Mês da Sorte

  • Agosto - 43.144 apostas ganhadoras (R$ 2,50)

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1303 são:

  • 13 - 25 - 11 - 28 - 17 - 31 - 21
  • Mês da sorte: 08 - Agosto

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1304

Como a Dia de Sorte tem seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 22 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 1304. O valor da premiação está estimado em R$ 850 mil.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças e quintas, às 20h e aos domingos, às 10h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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