Economia

Imposto de renda

Entenda como será o cashback da restituição automática do IR

Quem não foi obrigado a declarar em 2025 e, de acordo com cálculos da Receita Federal, teve direito à restituição de até R$ 1.000, poderá receber o dinheiro de volta em conta via Pix

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Entre as maiores novidades da declaração do Imposto de Renda de 2026 vai impactar, curiosamente, pessoas que não prestaram contas ao fisco no ano passado.

Trata-se da restituição automática, chamada de cashback pela própria Receita Federal. 

Quem não foi obrigado a declarar em 2025 e, de acordo com cálculos da Receita Federal, teve direito à restituição de até R$ 1.000, poderá receber o dinheiro de volta em conta via Pix em um lote a ser pago no dia 15 de julho deste ano. Porém, para isso, há algumas exigências.

  • Estar com o CPF em situação regular (sem dívida ou outra pendência)
  • Dados bancários atualiados, como chave Pix vinculada ao CPF
  • Não ter restrição junto à Receita Federal

A Receita Federal estima que 4 milhões de brasileiros deverão receber a restituição automática e que o valor médio de recebimento será de R$ 125.

Quem está na lista?

O contribuinte será avisado pelos canais oficiais da Receita Federal, como o aplicativo Meu Imposto de Renda, portal do e-CAC, portal do contribuinte ou até mesmo no site da Receita Federal (na aba consulta pública das restituições).

"Caso o contribuinte cheque que tem restituição e a Receita não tenha feito essa inclusão na base do lote residual, ele pode entrar com um recurso demonstrando que ele tinha direito, pelo e-Processo da Receita Federal, e buscar esse valor para ele de volta", explica o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro, Edilson Júnior.

É importante destacar que, na realidade, essa restituição se refere ao ano-calendário de 2024, ou seja, a declaração do Imposto de Renda de 2025.

Eventuais valores relativos ao ano-calendário de 2025 e à declaração de 2026 só serão pagos no ano que vem.

Edilson Júnior alerta que vale a pena o contribuinte entregar a declaração deste ano, mesmo sabendo que terá direito ao cashback não sendo obrigado a declarar. 

"Com certeza, porque quando você declara, você antecipa. Quem fez a declaração em 2025 recebeu, no ano passado mesmo, a restituição, e não só agora com o cashback. Ou seja, você deve fazer a declaração mesmo sem estar obrigado para ter esse dinheiro de volta".

O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda vai até 29 de maio deste ano.

Ordem de recebimento restituição do IRPF

A Receita Federal estima que cerca de 23 milhões de contribuintes devem receber a restituição neste ano. Em 2026 serão quatro lotes, pagos nos dias:

  1. 29 de maio
  2. 30 de junho
  3. 31 de julho
  4. 28 de agosto

De acordo com a Receita Federal, 80% dos contribuintes devem ser restituídos nos dois primeiros lotes. A expectativa é de que até junho o dinheiro já esteja na conta.

Lista de prioridades

Cabe esclarecer que existem grupos prioritários para receber a restituição do Imposto de Renda, sendo: 

  • idosos com 80 anos ou mais;
  • idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave;
  • professores cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Após esses grupos, passam a ter prioridade os contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via Pix, com chave vinculada ao CPF.

Data de recebimento

Para saber exatamentE quando será a data de recebimento, basta só consultar o endereço eletrônico, na página da Receita Federal, no aplicativo ou diretamente no site www.restituicao.receita.fazenda.gov.br (CLICANDO AQUI).

O contribuinte precisa informar o CPF e a data de nascimento.

Mas saiba que, enquanto a declaração estiver na malha fina, não tem pagamento de restituição.

"A restituição do imposto de renda só pode ser creditada em conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pertencente ao CPF do titular da declaração, ou via Pix, desde que a chave seja o CPF do titular da declaração", alerta o professor do Centro Universitário UDF, Deypson Carvalho.

 

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Entrevista

"Outro ponto que está sendo debatido é a escala 6x1, que vai impactar muito o setor"

Presidente da Abrasel-MS conversou com o Correio do Estado sobre os desafios e o desenvolvimento do segmento de alimentação fora do lar

18/04/2026 08h15

João Francisco Fornari Denardi - Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso do Sul (Abrasel-MS)

João Francisco Fornari Denardi - Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso do Sul (Abrasel-MS) Divulgação

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O setor de alimentação fora do lar em Mato Grosso do Sul figura entre os pilares da economia estadual, movimentando negócios e empregos em todo o território.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam, em nível nacional, índice de inflação da alimentação fora do lar bem abaixo do da alimentação no domicílio, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março. 

O índice geral avançou 0,93% em MS, enquanto o grupo alimentação e bebidas subiu 1,50% e a alimentação no domicílio, 1,72%. Já a alimentação fora do domicílio teve variação de 0,87%. Conforme estimativa da Abrasel-MS, essa variação mostra que bares e restaurantes contêm os reajustes ao consumidor mesmo diante de uma tendência de alta dos custos.

É nesse cenário que o presidente da Abrasel-MS, João Francisco Fornari Denardi, concedeu entrevista ao Correio do Estado, para traçar um panorama do segmento.

 
Como está o desempenho do setor de alimentação fora do lar em MS nos últimos anos? O Estado acompanha a média nacional ou tem dinâmicas próprias?

Mensalmente, a gente tem uma pesquisa de conjuntura econômica, ela acontece no Brasil inteiro, a Abrasel está em todos os estados do Brasil. A gente desenvolve aqui essa pesquisa, quando a gente atinge um número, a gente tem um recorte de nosso estado e, todas as vezes que a gente tem um recorte, mostra um leve otimismo em relação à média nacional. Nosso estado sempre teve desempenho um pouco melhor do que a média nacional. 

Essa pesquisa sempre mostrou um arrasto pós-pandemia de dívidas com tributos ou empréstimos que foram feitos naquela época.

No ano passado, vinha com uma leve recuperação do setor, mas iniciou este ano com uma queda novamente. É um setor muito sensível, ele é composto em sua grande maioria de micro e pequenos empresários, empresários que atuam em praticamente todos os setores da empresa.

A gente vê uma média de vida dessas empresas no Brasil em torno de três e meio a quatro anos, e a média para você tirar o investimento feito é de em torno de cinco anos, então, há uma quebra antes de tirar esse investimento.

Mas no nosso estado a gente vê um leve avanço. Recentemente, a gente teve uma renovação do benefício fiscal, que na prática dá um fôlego para empresa, fazendo com que a empresa invista em novos equipamentos e investimentos. Essa parte que o governo abre mão de arrecadar, o empresário acaba investindo no seu negócio e quem está em expansão consegue fazer um investimento maior na sua operação. Vemos esse leve crescimento do setor no nosso estado. 

Quais os principais gargalos que encarecem a operação dos estabelecimentos: logística, tributação ou mão de obra?

Com certeza é a questão tributária. A dificuldade de hoje é essa insegurança que a gente tem em relação à reforma tributária, que começou na prática este ano, só que tem muita novidade ainda para vir, então, muita mudança vai vir e, provavelmente, vai acabar encarecendo a operação, o que tem que ser repassado para o consumidor. A questão da mão de obra, a dificuldade da mão de obra é você ter que procurar novos meios de absorver isso, ou com equipamentos, ou alguma forma da operação rodar em formas diferentes, em horários diferentes.

Como a alta do preço de insumos, especialmente carnes e grãos, impacta os negócios em MS? O produtor local chega a ter vantagem de acesso?

Ainda não, a gente já teve em outros momentos, em parceria com o Sebrae, de desenvolver essa parte da produção de assentamentos, foi feito em Sidrolândia, com a produção de folhas e legumes, mas esbarrou na parte da logística. Então, uma parte que poderia ser ligada de uma forma melhor, até para baratear um pouco a questão da logística, a gente vê um aumento do diesel. Se você pegar os insumos que vêm para cá, a maioria vem de fora, transportado por caminhões. Seria interessante ser feito algo nesse sentido.

Como o setor trabalha a precificação diante da volatilidade dos insumos? Os estabelecimentos conseguem repassar custos ao consumidor ou acabam comprimindo a margem?

A maioria não está conseguindo fazer esse repasse, então, vem segurando os preços. Na nossa pesquisa traz que só 7% conseguem fazer esse reajuste acima da inflação, então, a maioria [dos estabelecimentos] ou está abaixo ou só repassando a inflação para conseguir ter cliente. 

Este ano começou um pouco atípico, com base no que os empresários vêm falando em Campo Grande. Janeiro teve desempenho abaixo [do esperado], até casas de mais de 30 anos colocando-o como o pior mês da história do negócio. A gente não tem como atribuir a um fator só, mas tem a questão das “canetas emagrecedoras”, que é um ponto importante a se levar em consideração.

A pessoa não consegue comer, consome menos álcool, [menor] quantidade de alimento e procura alimentos mais leves, menos gordurosos, então, isso leva a ter essa mudança, de as empresas pensarem com um olhar mais voltado para esse público. É uma tendência, então, com certeza, vai ter o aumento disso mais para a frente. São fatores que a gente não tem como apontar apenas um, são um conjunto.

Com a reforma tributária em andamento, quais são as expectativas do setor para os próximos anos em termos de carga fiscal?

O Simples Nacional a gente vê como um sistema já meio arcaico, não tem uma atualização. A maioria do nosso setor está no Simples Nacional. Então, se não tiver uma mudança, uma alteração, a gente vai ter uma dificuldade muito grande de essas empresas se manterem. 

Como a reforma vai ser gradativa, ela vai direcionando, cada ano vai ter uma novidade. O que temos instruído é que as empresas se amparem muito nos escritórios de contabilidade, que tenham subsídios para poder estudar isso e dar essa tranquilidade para a empresa. Tudo é muita especulação por enquanto, mas a gente tem que estar atento e bem orientado.

Até o MEI, o ambulante que vende no Pix com o CPF, ele não vai poder mais, ele vai precisar de uma conta CNPJ porque vai ter cruzamento de dados, vai ter que declarar tudo o que entrou e saiu da conta dele.

Outro ponto que está sendo debatido é a escala 6x1, que com certeza vai impactar muito o setor, principalmente os custos da operação, que vão precisar ser repassados. A gente vê com preocupação. Vai precisar de muito mais pessoas para fechar as escalas diminuindo a carga horária e os dias de trabalho, a conta é básica. Nosso setor praticamente não fecha, tem lugares que abrem todos os dias para almoço e jantar, então, como você faz essa escala sem onerar? 

Qual é o peso do setor na geração de empregos formais em MS e quais são as dificuldades para contratar e reter mão de obra qualificada?

O nosso setor é um dos que mais empregam no País, até pelo volume. Se você pegar a quantidade de pessoas que trabalham em bares e restaurantes e pegar uma indústria, é totalmente desproporcional. A gente é um dos que mais gera emprego e o que mais emprega pessoas no primeiro emprego. 

Você pega, às vezes, um estudante, uma pessoa que está cursando a faculdade, que vai aprender uma nova função como garçom, como auxiliar de cozinha, que consegue ter uma renda. A gente, com [o setor de] comércio e serviços, representa 70% da mão de obra do Estado. A gente tem mais oferta do que procura para essas vagas de emprego e, principalmente, de mão de obra qualificada. Então, são pessoas que às vezes migram de outros setores. A gente vive o pleno emprego. 

Falando em mão de obra qualificada, às vezes a gente que qualifica, que dá essa base. Tem a particularidade de cada um, uma pizzaria é diferente de um restaurante, mas, dentro da empresa, você forma essa pessoa e ela vai para o mercado com uma bagagem.

Que oportunidades você enxerga para o setor em MS que ainda estão sendo subutilizadas?

A gente vê a Rota Bioceânica, a notícia de que no fim do mês de maio vai concluir a ponte, é uma realidade, vai acontecer. Você vai ligar esse caminho ali e a gente vai ter essas oportunidades de empresas que vão estar vindo para cá, de estar expandindo, quem sabe, para outros países. Campo Grande, a capital, o hub logístico, mas também essas cidades que vão receber esse tráfego, com certeza, é uma grande oportunidade de empreender para receber essa demanda. 

{ PERFIL }

João Francisco Fornari Denardi 

Empresário sul-mato-grossense, formado em Administração de Empresas, com experiência em empreendimentos familiares, como restaurante e posto de combustíveis.

Já faz parte da Abrasel há mais de 15 anos,tendo sido conselheiro por três anos e, depois, assumido a presidência da seccional de Mato Grosso do Sul.

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LOTERIAS

Resultado da Lotomania de ontem, concurso 2913, sexta-feira (17/04): veja o rateio

A Lotomania tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

18/04/2026 08h12

Confira o rateio da Lotomania

Confira o rateio da Lotomania Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2913 da Lotomania na noite desta sexta-feira, 17 de abril de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Premiação

  • 20 acertos - Não houve acertador
  • 19 acertos - 4 apostas ganhadoras, (R$ 50.361,75)
  • 18 acertos - 65 apostas ganhadoras, (R$ 1.936,99)
  • 17 acertos - 524 apostas ganhadoras, (R$ 240,27)
  • 16 acertos - 3108 apostas ganhadoras, (R$ 40,50)
  • 15 acertos - 12478 apostas ganhadoras, (R$ 10,09)
  • 0 acertos - Não houve acertador

Confira o resultado da Lotomania de ontem!

Os números da Lotomania 2913 são:

  • 09 - 54 - 76 - 25 - 63 - 23 - 53 - 17 - 74 - 28 - 49 - 68 - 03 - 04 - 89 - 14 - 30 - 48 - 19 - 96

O sorteio da Lotomania é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Lotomania 2914

Como a Lotomania três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na segunda-feira, 20 de abril, a partir das 20 horas, pelo concurso 2914. O valor da premiação está estimado em R$ 2,5 milhões.

Para participar dos sorteios da Lotomania é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples. 

O apostador  marca entre 50  números, dentre os 100 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Outra opção é efetuar uma nova aposta com o sistema selecionando os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho.

Como jogar na Lotomania

Os sorteios da Lotomania são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador  marca entre 50  números, dentre os 100 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Outra opção é efetuar uma nova aposta com o sistema selecionando os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho.

O preço da aposta é único e custa  R$ 3,00.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

A aposta é única, com 50 dezenas, e a probabilidade de acertar 20 números e ganhar o prêmio milionário é de 1 em 11.372.635 segundo a Caixa.

Para 0 números, que a Lotomania também premia, a probabilidade é a mesma, de 1 em 11.372.635.

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