Economia

Tributação

Entenda o porquê da conta de energia ser tão cara no Brasil

Entenda o porquê da conta de energia ser tão cara no Brasil

Terra

23/12/2011 - 00h00
Continue lendo...

De acordo com dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o Brasil ocupa a quarta posição no ranking de energia industrial mais cara do mundo. Em média, as indústrias brasileiras pagam R$ 329 por megawatt-hora (MW/h), valor que representa quase 50% a mais que a média mundial.

O campeão na lista dos países que mais cobram pela energia industrial, a Itália, que cobra tarifa média de R$ 458,3 MW/h. Em segundo lugar, vem a Turquia, com tarifa de R$ 419 MW/h e, em terceiro, a República Tcheca, com tarifação de R$ 376,4 MW/h.

Em contrapartida, o Paraguai é um dos países com energia industrial mais barata no mundo, cobrando cerca de R$ 84 MW/h, seguido pela Argentina, que paga R$ 88 MW/h. Na China, essa cobrança é menos da metade do valor que as indústrias pagam no Brasil, cuja tarifa média é de R$ 142 MW/h.

Encargos

Em parceria com a consultoria PricewaterhouseCoopers, o Instituto Acende Brasil lançou recentemente a quarta edição do estudo “Tributos e Encargos do Setor Elétrico Brasileiro”. De acordo com o trabalho, a média nacional de tributos e encargos na conta de luz do brasileiro – considerando industrial e consumidor residencial - é de aproximadamente 45%. Colocando isso na prática, de cada R$ 100 de energia, R$ 45 são destinados para impostos e encargos setoriais.

Cláudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, comenta que, do restante da conta de luz, 26% são destinados para as empresas geradoras de energia, 24% para a atividade de distribuição e 5% para a transmissão. “São os 45% restantes que encarecem muito a conta de luz do brasileiro, que está entre uma das mais caras do mundo”, comenta.

De acordo com o estudo, um dos principais vilões da conta de luz é o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços, o famoso ICMS. No Rio de Janeiro e em Minas Gerais essa alíquota chega a 30%, enquanto a média de todo o Brasil é de, aproximadamente, 21%.

Sales conta que a participação dos impostos e tributos na conta de energia elétrica do brasileiro aumentou bastante nos últimos anos. Um exemplo é o encargo de cotas de Reserva Global de Reversão (RGR). “Pela lei, esse encargo, de quase 2% da conta, deveria ser extinto em janeiro deste ano, mas o governo federal, até por falta de pressão, prorrogou a cobrança por mais 25 anos. Isso é uma fortuna”, ressalta o presidente.

De acordo com Fabrício do Amaral Iribarrem, diretor comercial do Grupo Energia do Brasil (GEBRAS), empresa especializada em eficiência energética, os governos municipal, estadual e federal utilizam-se da tarifa de energia para compor seus caixas, já que todo mundo usa energia elétrica e, consequentemente, facilita o recebimento desses tributos e encargos. “Não existe um real interesse do congresso em desonerar a tarifa de energia. Ao contrário, por lá tramitam inúmeras propostas de lei que prevêem o aumento das taxas”, explica.

Menos é mais
O presidente do instituto explica que, pelo fato de a energia ser um bem de consumo universal e estar na base da cadeia produtiva de todas as empresas, quanto menos ela for tributada, melhor será para os contribuintes. “Isso aumenta a competitividade do Brasil no cenário econômico mundial, mas nós vamos justamente na contramão, porque o setor elétrico é perverso quando se fala de tributação. Isso é uma máquina de arrecadação de impostos”, critica Sales.

Sob o olhar técnico, a energia brasileira tem tudo para ficar mais barata. Para Iribarrem, o Brasil mudou o setor de regulação e a estrutura do setor elétrico, justamente para tornar a tarifa mais módica, buscando diferentes agentes para operar a geração, distribuição e comercialização. Para ele, essas diferentes partes atuantes é um mecanismo altamente eficiente, com visão de economia de mercado. “O maior problema enfrentado hoje é o grande ônus de tributos e encargos setoriais nas tarifas. Isso sim precisa ser revisto com urgência”, acredita.

De acordo com Sales, a redução de impostos na conta de luz beneficiaria tanto as empresas nacionais, como os consumidores finais, que teriam valores mais baixos para pagar no fim do mês. Se esse cenário se concretizasse, o País teria energia elétrica como um fator multiplicador de oportunidades econômicas e atração de empresas, ao contrário do que acontece atualmente.

O diretor da GEBRAS também explica que, além de pagar caro pela energia, o consumidor paga mais caro por produtos advindos da indústria, que tem custos altos de produção em virtude das tarifas.

“Com o potencial energético espetacular que o Brasil tem é difícil ver várias indústrias investindo em outros países, sob a alegação de que no país energia é mais cara. Mas, infelizmente, isso é realidade por aqui. Os vilões da história são os tributos e encargos cobrados e a população tem que ficar atenta para cobrar uma atitude do governo”, aconselha Sales. 

LOTERIAS

Resultado da Loteria Federal 6089-5 de hoje, quarta-feira (05/08)

A Loteria Federal é a modalidade mais tradicional das loterias da Caixa, com sorteios realizados às quartas e sábados; veja números sorteados.

05/08/2026 19h08

Confira o resultado da Loteria Federal

Confira o resultado da Loteria Federal Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Caixa Econômica Federal realizou a extração 6089-5 da Loteria Federal na noite desta quarta-feira, 5 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Resultado da extração 6089-5:

5º prêmio: 52721

4º prêmio: 16805

3º prêmio: 69298

2º prêmio: 28922

1º prêmio: 56952

O sorteio da Loteria Federal é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Como jogar na Loteria Federal

Os sorteios da Loteria Federal são realizados às quartas e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

Para apostar na Loteria Federal você escolher o bilhete exposto na casa lotérica ou adquiri-lo com um ambulante lotérico credenciado. Você escolhe o número impresso no bilhete que quer concorrer, conforme disponibilização no momento da compra.

Cada bilhete contém 10 frações e pode ser adquirido inteiro ou em partes. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações que você adquirir.

Com a Loteria Federal, são diversas as chances de ganhar. Você ganha acertando:

  • Um dos cinco números sorteados para os prêmios principais;
  • A milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais;
  • Bilhetes cujos números correspondam à aproximação imediatamente anterior e posterior ao número sorteado para o 1º prêmio;
  • Bilhetes cujos números contenham a dezena final idêntica a umas das 3 (três) dezenas anteriores ou das 3 (três) dezenas posteriores à dezena do número sorteado para o 1º prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior;
  • A unidade do primeiro prêmio.

Premiação

Você pode receber o prêmio em qualquer lotérica ou nas agências da Caixa.

Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 2.259,20, o pagamento deve ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação de comprovante de identidade original com CPF e do bilhete (ou fração) original e premiado.

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de sua apresentação em Agência da Caixa.

Assine o Correio do Estado

Mercado de Trabalho

Campo Grande cria 3,5 mil empregos e tem o 4º menor desemprego entre capitais

Capital encerra junho com 236,7 mil trabalhadores com carteira assinada, amplia participação dos jovens no mercado e mantém economia impulsionada pelos setores de serviços e construção civil, aponta Boletim Econômico.

05/08/2026 17h57

Campo Grande encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de 3.541 empregos formais e passou a figurar entre as quatro capitais brasileiras com menor taxa de desemprego, segundo o Boletim Econômico da Prefeitura.

Campo Grande encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de 3.541 empregos formais e passou a figurar entre as quatro capitais brasileiras com menor taxa de desemprego, segundo o Boletim Econômico da Prefeitura. Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Campo Grande consolidou sua posição entre as capitais brasileiras com melhor desempenho no mercado de trabalho ao encerrar o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de 3.541 empregos formais, mantendo uma das menores taxas de desemprego do país.

O resultado elevou para 236.695 o número de trabalhadores com carteira assinada na Capital e colocou o município na quarta colocação nacional entre as capitais com menor taxa de desocupação, atrás apenas de Palmas (TO), Vitória (ES) e Curitiba (PR). 

Os dados constam na 56ª edição do Boletim Econômico de Campo Grande, elaborado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), que apresenta um panorama da economia local até o fim de junho.

Além do desempenho do emprego, o levantamento aponta expansão da atividade econômica, crescimento do número de empresas, fortalecimento do comércio exterior e avanço da arrecadação municipal. 

De acordo com o estudo, a taxa de desocupação da Capital permaneceu em 4,1% no primeiro trimestre deste ano, repetindo o índice registrado no mesmo período de 2025.

Em números absolutos, Campo Grande contabiliza 21 mil pessoas desocupadas, enquanto a população ocupada alcançou 498 mil trabalhadores, dos quais quase metade atua no mercado formal.

O nível de ocupação chegou a 63,8%, e o contingente de pessoas em situação de subutilização caiu de 43 mil para 38 mil, reduzindo a taxa de subutilização de 8,6% para 7,2% em um ano. 

A prefeita Adriane Lopes afirmou que os indicadores refletem as políticas adotadas pela administração municipal para reduzir a burocracia, atrair novos investimentos e criar um ambiente mais favorável ao empreendedorismo.

Segundo ela, o desempenho de Campo Grande entre as quatro capitais com menor taxa de desemprego do país demonstra o fortalecimento da economia local e a ampliação das oportunidades de trabalho, renda e qualidade de vida para a população.

Serviços lideram geração de vagas

O setor de serviços foi novamente o principal responsável pela criação de empregos formais em Campo Grande. Entre janeiro e junho, o segmento abriu 2.088 vagas, respondendo pela maior parte do saldo positivo do semestre.

A construção civil aparece em seguida, com 1.467 novos postos de trabalho, reforçando o bom momento vivido pelo setor imobiliário e de infraestrutura.

Também contribuíram para o resultado positivo a indústria, com saldo de 350 empregos, e a agropecuária, que gerou 269 vagas. Na contramão, o comércio acumulou fechamento líquido de 633 postos ao longo dos seis primeiros meses do ano. 

Somente em junho, a Capital registrou saldo de 303 empregos formais. Naquele mês, o comércio liderou as admissões líquidas com 265 vagas, seguido da indústria (159), serviços (109) e agropecuária (48). A construção civil foi o único setor a apresentar resultado negativo no período, com fechamento de 278 postos. 

Com o desempenho acumulado do semestre, Campo Grande alcançou 236.695 vínculos formais ativos, número 23,2% superior ao registrado antes da pandemia, em dezembro de 2019, quando o estoque era de 192.055 empregos com carteira assinada.

Na comparação, foram criados 44.640 novos postos formais em pouco mais de seis anos. 

Hoje, o setor de serviços concentra 125.407 trabalhadores formais, seguido pelo comércio (59.817), indústria (26.411), construção civil (18.523) e agropecuária (6.537). 

Jovens puxam as contratações

O boletim também revela que os jovens continuam sendo os principais beneficiados pela expansão do mercado de trabalho.

Das 3.541 vagas abertas entre janeiro e junho, 1.892 foram ocupadas por trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos, faixa etária que liderou as admissões líquidas.

Outros 977 postos foram preenchidos por adolescentes de até 17 anos, enquanto as faixas entre 30 e 39 anos e 40 e 49 anos registraram saldos positivos de 324 e 285 vagas, respectivamente. 

Sob o aspecto da escolaridade, o maior número de oportunidades foi destinado a profissionais com ensino médio completo, grupo que respondeu por 1.847 empregos, seguido pelos trabalhadores com ensino superior completo, que conquistaram 1.060 vagas. 

O secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, afirmou que os números evidenciam uma economia cada vez mais dinâmica e preparada para gerar oportunidades.

Segundo ele, a expressiva participação dos jovens nas contratações demonstra que o mercado de trabalho está absorvendo novos profissionais e ampliando as perspectivas para quem busca o primeiro emprego, fator que contribui diretamente para o desenvolvimento social e econômico de Campo Grande.

Economia diversificada sustenta crescimento

Segundo o boletim, o desempenho do mercado de trabalho está diretamente relacionado ao fortalecimento da economia local, especialmente do setor de serviços, responsável por 82,4% do Valor Adicionado Bruto (VAB) do município.

A Semades estima crescimento de aproximadamente 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de Campo Grande em 2026, impulsionado também pela construção civil e pelos efeitos da Lei Municipal de Liberdade Econômica, que simplificou a abertura de empresas e reduziu a burocracia para centenas de atividades econômicas. 

O estudo ainda mostra que Campo Grande possui atualmente 149.147 empresas ativas, número 44,6% superior ao registrado em março de 2020, evidenciando a expansão da atividade empresarial na Capital. O setor de serviços concentra quase 59% dos estabelecimentos existentes no município. 

Embora tenha apresentado um dos menores índices de desemprego do país, Campo Grande ocupa a 16ª posição no ranking nacional de geração proporcional de empregos formais entre as capitais, considerando a variação relativa do estoque de trabalhadores.

O levantamento destaca, porém, que a Capital mantém trajetória de crescimento sustentado, apoiada principalmente pelos setores de serviços e construção civil, que continuam liderando a criação de vagas formais em 2026.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).