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Escassez de madeira ameaça produção de Mato Grosso do Sul

Demanda de indústrias por eucalipto e interesse de produtores rurais por terras podem prejudicar produção

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Mato Grosso do Sul é o 1º no ranking de exportação de celulose do País e o 3º em área de florestas plantadas, com cinco municípios entre os 10 maiores produtores do Brasil. 

Apesar dos números positivos, a produção de eucalipto pode ser insuficiente com o aumento da demanda e do interesse de indústrias do setor, além da procura e disputa de pecuaristas e produtores rurais por terras no Estado.

“A longo prazo, a produção e a disputa por madeira podem ficar ainda mais apertadas, terras que poderiam ser ocupadas na plantação de eucaliptos para atender à demanda que já existe também estão sendo visadas por produtores e pecuaristas que desejam se instalar no Estado”, explica o engenheiro florestal Rafael Costa Mariano.

A base florestal em Mato Grosso do Sul representa atualmente 7% do PIB estadual, com uma receita bruta considerando florestas plantadas, móveis e produção de celulose, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Últimas notícias

O Estado é o maior exportador brasileiro de celulose, com cerca de US$ 1,6 bilhão no ano passado ou 27% do total nacional.

“Estamos em uma região privilegiada de exploração, o impacto está refletindo na economia, a cada ano temos mais recordes na lavoura e nas exportações, porém, é fundamental termos cuidado com questões ambientais”, pontuou o engenheiro.

Diferente de outros países e locais onde o eucalipto pode demorar até duas décadas para crescer e evoluir suficientemente, em Mato Grosso do Sul a árvore se desenvolve mais rápido – entre seis e sete anos. O que desperta atenção de novos empresários.

“Se continuarmos neste ritmo, teremos uma demanda muito grande de terras e, também em relação a valores, teremos um aumento significativo nos preços. Temos muita área para ser explorada, novos empreendimentos chegam muito forte na região, temos campo fértil para investimento”, ressaltou Mariano.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, em 2019, a área plantada de eucalipto em terras sul-mato-grossenses estava em 1,125 milhão de hectares. Atualmente, já chega a 1,4 milhão de hectares.

“Queremos que o eucalipto seja industrializado no Estado. Estamos trabalhando para garantir que não falte produto e, com os preços atuais, haja retorno do plantio”, destacou Verruck.

INDÚSTRIAS  

Duas das maiores indústrias de celuloses no mundo estão localizadas em Três Lagoas, Eldorado e Suzano, e os municípios vizinhos, Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Brasilândia e Selvíria, estão entre os 10 maiores produtores do País.

Eldorado possui capacidade de produção de 1,7 milhão de toneladas de celulose por ano, 40% delas destinadas ao mercado asiático. A companhia emprega 4 mil pessoas e teve receita de R$ 4,3 bilhões em 2019.

Referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo do eucalipto, a Suzano comercializou 10,8 milhões de toneladas de celulose em 2020, volume 15% superior ao de 2019. Os negócios totais atingiram 12 milhões de toneladas, crescimento de 12% em relação ao ano anterior, o que contribuiu para o faturamento de R$ 30,5 bilhões na última temporada, 17% a mais do que em 2019 (R$ 26 bilhões).

Em breve será instalada a Paracel, em Concepción, no Paraguai. Para o novo empreendimento florestal, serão investidos mais de US$ 3,3 bilhões e plantados cerca de 135 mil hectares de eucalipto. Diante da necessidade da madeira, a empresa também deve suprir a demanda em terras de Mato Grosso do Sul para a sua produção.

Marcelo Schmid, sócio diretor do Grupo Indez e da Forest2Market do Brasil, empresas que atuam no setor da cadeia de produção florestal, explicou ao Valor Econômico que a demanda atual é de 18 milhões de toneladas anualmente em Mato Grosso do Sul, sendo 17 milhões de toneladas destinadas à produção da celulose.

Contudo, na visão dele, a fábrica que deve se instalar no Estado fará a demanda subir consideravelmente, chegando à marca de 35 milhões de toneladas, pois, além de novas fábricas, também existe a possibilidade de expansão da Eldorado.

“O principal desafio das novas empresas de celulose que buscam Mato Grosso do Sul será a logística e a gestão. Já existe a demanda que é maior que a capacidade, as indústrias Suzano e Eldorado são potências no Estado e favorecem a economia com a produção”, reiterou Rafael Costa Mariano.  

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IMPORTAÇÕES

Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%

Por outro lado, governo avalia improvável acordo para tarifa de 12,5%

07/06/2026 10h30

Crédito: Alan Santos/PR

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O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA) que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil.

O governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso, para ambos os países, do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Isso porque, entre outros motivos, os EUA têm superávit comercial com o Brasil.

A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

Novo prazo

O Brasil agora trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Tal prazo ainda poderia, em tese, ser prorrogado.

Com isso, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, uma vez que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias que terminam neste domingo (7).

Dificuldades das negociações

Entre as dificuldades da negociação, está o fato de os EUA estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além do conflito bélico que lidera no Oriente Médio contra o Irã.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro de Trump e Lula. Existe a possibilidade de os dois se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 a 17 de junho. Porém, não há ainda confirmação de um encontro bilateral.

Outra dificuldade para negociar com os EUA é que os norte-americanos costumam ter demandas muito amplas, o que abarcaria diversas reinvindicações em diferentes áreas.

Porém, por enquanto, o Brasil busca um acordo especificamente sobre questões tarifárias e comerciais, sem outras pautas que poderiam interessar os norte-americanos, como terras raras. Ao mesmo tempo, o governo afirma que o Pix não entra em qualquer negociação com Washington.

A tarifa de 12,5%

Por outro lado, a taxação adicional de 10% ou 12,5% imposta a 60 países sob o argumento de que essas nações não combateriam, de forma eficiente, o trabalho análogo à escravidão é vista pelo governo brasileira como feita para não ser negociada.

Como é uma taxação imposta a boa parte do planeta, ela teria mais o objetivo de recompor, sob novas bases legais e argumentativas, o tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos EUA.

A nova taxa afeta, além do Brasil, os aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, presidida por Javier Milei, que tem se posicionado sempre ao lado de Donald Trump nas questões internacionais.

LOTERIA

Resultado da Lotofácil de ontem, concurso 3704, sábado (06/06): veja o rateio

A Lotofácil é uma das loterias mais populares no Brasil, com sorteios realizados seis vezes por semana, de segunda a sábado; veja números sorteados

07/06/2026 08h54

Confira o resultado da Lotofácil

Confira o resultado da Lotofácil Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3704 da Lotofácil na noite deste sábado, 6 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Confira o resultado Lotofácil de ontem! 

Premiação

  • 15 acertos - Não houve acertador
  • 14 acertos - 323 apostas ganhadoras, R$ 1.442,42
  • 13 acertos - 10590 apostas ganhadoras, R$ 35,00
  • 12 acertos - 121084 apostas ganhadoras, R$ 14,00
  • 11 acertos - 625742 apostas ganhadoras, R$ 7,00

Os números da Lotofácil 3704 são:

  • 23 - 10 - 15 - 13 - 19 - 03 - 14 - 11 - 20 - 25 - 12 - 01 - 09 - 04 - 22

O sorteio da Lotofácil é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

O valor da premiação está estimado em R$ 2 milhões.

Para participar dos sorteios da Lotofácil é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 15 dente as 25 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Como apostar na Lotofácil

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 15 dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 3.268.760, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 211, ainda segundo a Caixa.

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