O G20 estabeleceu um prazo até o fim do ano para que as reformas do FMI (Fundo Monetário Internacional) sejam aprovadas pelo Congresso americano, antes que se considere um "plano B". "Decidimos que, se as reformas não forem ratificadas até o fim do ano, vamos dar início a um processo para examinar alternativas para aumentar a representatividade do FMI", disse Joe Hockey, secretário do Tesouro da Austrália, país que está na presidência rotativa do G20, em conferência de imprensa. Em comunicado divulgado ao fim do encontro com o FMI, o G20 se disse "extremamente decepcionado com o contínuo atraso" em avançar as reformas de quota e de governança do FMI acordadas em 2010. "A implementação das reformas de 2010 seguem sendo nossa prioridade máxima e instamos os EUA a ratificarem essas reformas na oportunidade mais próxima", diz o texto.
Emergentes
As reformas dão mais peso a emergentes como o Brasil --que ficaria, com os outros BRICs, entre os dez principais sócios do fundo--, visando refletir o novo equilíbrio econômico, e aumentam em 100% a capacidade de financiamento do fundo, para cerca de US$ 737 bilhões. O Brasil era um dos países que defendia que o FMI desenvolvesse mais rapidamente um "plano B". Segundo o presidente de Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC) do FMI, o ministro das Finanças de Cingapura, Tharman Shanmugaratnam, o atraso na implementação das reformas coloca em risco a credibilidade do fundo. No entanto, ele destacou que o FMI está "otimista" de que, até o fim do ano, os EUA aprovarão as mudanças.


