Economia

TRIBUTOS

Gasolina sobe R$ 0,17 em semana de volta dos impostos federais

O combustível atingiu seu maior preço desde agosto de 2022

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O preço da gasolina nos postos brasileiros subiu 3,3% na semana passada, já com repasses da retomada da cobrança de impostos federais, que entraram em vigor na última quarta-feira (1º). Já o preço do diesel, que foi cortado nas refinarias da Petrobras caiu 0,5%.

Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o litro da gasolina foi vendido no país, em média, a R$ 5,25, R$ 0,17 a mais do que o verificado na semana anterior. É o maior preço desde a última semana de agosto de 2022, em valores corrigidos pelo IPCA.

Com a retomada dos impostos e corte de preços da Petrobras, o mercado espera R$ 0,26 por litro de alta. O repasse, porém, pode não ter sido captado integralmente pela ANP, que começa a coletar os dados no início da semana.

Com coleta feita após o dia 28, o Panorama Veloe de Índices de Mobilidade, por exemplo, captou alta de R$ 0,41 por litro. Na quarta-feira, o governo passou a cobrar R$ 0,47 por litro de gasolina a título de PIS/Cofins.

Para compensar parcialmente a alta, a Petrobras implementou no mesmo dia um corte de R$ 0,13 por litro no preço de venda de suas refinarias. Assim, o impacto final seria de R$ 0,34 por litro.

O efeito esperado nas bombas é menor, porém, porque o produto vendido ao consumidor tem 27% de etanol anidro. A ANP encontrou a gasolina mais cara do país em São Paulo, Barueri (SP) e Santo André (SP), a R$ 6,99 por litro.

A gasolina aditivada mais cara foi encontrada em São Paulo, a R$ 7,99 por litro. Na quinta (2), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) deu cinco dias para que o Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) de cada estado informe a ocorrência de eventuais práticas abusivas sobre o preço dos combustíveis.

"Nós sabemos que as oscilações são normais [preço], mas nós temos fronteiras que essas oscilações são razoáveis ou abusivas", afirmou. A Petrobras também reduziu o preço do diesel em R$ 0,08 por litro a partir de quarta.

Nas bombas, o preço do diesel S-10 caiu R$ 0,03, para R$ 6,02 por litro, de acordo com a pesquisa semanal de preços da ANP. é o menor valor desde o início de março de 2022. O preço do diesel nos postos brasileiras já vinha em queda com repasses de corte promovido pela Petrobras no início do mês.

Desde o início do ciclo de baixa, o diesel S-10 ficou 7,5% mais barato, o que equivale a quase R$ 0,50 por litro. O etanol hidratado também teve os impostos federais retomados, mas com alíquota de apenas R$ 0,02 por litro.

Segundo a ANP, o preço nos postos subiu 2,4%, para R$ 3,88 por litro. A alta é de R$ 0,09. A volta dos impostos federais foi anunciada um dias antes de a Petrobras divulgar o maior lucro da história das companhias brasileiras, de R$ 188 bilhões.

Em 2022, a empresa foi beneficiada pela escalada das cotações internacionais do petróleo e vendeu sua cesta de combustíveis por preços recordes. Pelo resultado, distribuirá mais de R$ 200 bilhões em dividendos, valor que foi criticado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A Petrobras, ao invés de investir, ela resolveu agraciar os acionistas minoritários", afirmou Lula. A União, porém, é grande beneficiária dos dividendos da empresa: o governo Lula ficará diretamente com quase R$ 10 bilhões dos R$ 35,6 bilhões que serão pagos pela empresa pelo desempenho no quarto trimestre de 2022.

Na quinta, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou que a nova política de preços seguirá atrelada às cotações internacionais, mas sem considerar necessariamente os custos para importação dos produtos.

Prates disse que o modelo atual, que prevê o acompanhamento de um preço de paridade de importação, conhecido como PPI, obriga a empresa a fazer o preço de seus concorrentes, estratégia adotada por gestões anteriores, segundo ele, para beneficiar importadores e abrir o mercado.

"Por que eu sou obrigado a praticar o preço do concorrente?", questionou. "Enquanto tiver fatia de mercado para a Petrobras captar, ela vai captar."

Rota bioceânica

Campo Grande e Chile firmam parceria institucional, tecnológica e econômica

Acordos envolvem logística, comércio internacional, economia, turismo, tecnologia e cultura por meio da Rota Bioceânica

08/07/2026 15h00

Assinatura do acordo entre Prefeitura de Campo Grande e Governo de Tarapacá

Assinatura do acordo entre Prefeitura de Campo Grande e Governo de Tarapacá Paulo Ribas

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Prefeitura Municipal de Campo Grande (Brasil) e Governo de Tarapacá (Chile) assinaram parcerias institucionais, tecnológicas e econômicas, na manhã desta quarta-feira (8), durante o Tarapacá Day, no Parktec CG, localizado na avenida Rachid Neder, número 760, Monte Castelo, na Capital.

Os acordos envolvem logística, comércio internacional, economia, turismo, tecnologia e cultura.

De acordo com a prefeitura, a parceria põe Campo Grande em um corredor estratégico de integração sul-americana, aproximando a Capital de mercados internacionais.

O objetivo é promover o desenvolvimento econômico das duas regiões, esquentar as relações comerciais/institucionais e viabilizar parcerias em Campo Grande, por meio da Rota Bioceânica.

“Hoje nós estamos aqui iniciando uma tratativa muito importante no Chile. Uma tratativa de aproximarmos ainda mais as nossas ações. Nós estamos fazendo história, iniciando um projeto de desenvolvimento econômico, integrando os nossos países e as nossas cidades para o futuro”, explicou a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes.

Atualmente, Campo Grande tem um escritório do Chile, que, de acordo com a prefeita, foi o primeiro país do mundo a instalar um escritório na Capital.

“Temos o escritório do Chile, foi o primeiro país a instituir um escritório oficial na capital. E agora nós convidamos o governador para trazer o escritório do Chile para dentro do parque tecnológico. Nós estamos em vias de ampliação do parque tecnológico da nossa Capital e há três anos nós iniciamos essa tentativa com o governo de Itaparacá e toda a delegação do Chile”, disse a chefe do executivo estadual.

O Parque Tecnológico e de Inovação, mais conhecido como ParkTec, instalado em Campo Grande, está a disposição do governo regional de Tarapacá para lançamento de parcerias promissoras.

O local foi criado para reunir empresas, startups, universidades e centros de pesquisa, com o objetivo de desenvolver inovação, tecnologia e novos negócios.

“O estado de Tarapacá, que é um grande parceiro da nossa capital, onde hoje nós estamos abrindo as portas do Parque Tecnológico para que o governador José Miguel possa trazer participantes de tecnologia para esse campo novo. E agora é buscada as parcerias para construir portas para que a gente possa atrair novas empresas, novos desafios e daqui o parque tecnológico de Campo Grande, [onde] integramos a tecnologia, o estímulo de expertise no mundo de logística. O nosso maior desafio da vida pra frente é na área de logística”, destacou Adriane.

Em 2026, comemora-se o terceiro aniversário do escritório “Tarapacá para o mundo”, instalado na Capital.

alimentos mais caros

Cesta básica registra alta pelo quarto mês consecutivo em Campo Grande

Puxada pelo aumento da batata, cesta da Capital é a sexta mais cara do Brasil e compromete mais de 56% do salário-mínimo

08/07/2026 13h00

Batata foi o item que teve o maior aumento de preço em junho na Capital

Batata foi o item que teve o maior aumento de preço em junho na Capital Marcelo Victor/ Correio do Estado

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A cesta básica fechou o mês de junho custando R$ 846,06 em Campo Grande, o que representa alta de 0,58% em relação ao mês anterior, quando o preço foi de R$ 841,19. Este é o quarto aumento consecutivo do kit de alimentos na Capital.

Os dados são da pesquisa de preços divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A última vez que houve deflação foi em fevereiro, de -0,40%. Nos meses seguintes, a cesta acumulou altas de 3,29% em março, 2,60% em abril e 1,73% em maio.

No ano, o aumento acumulado é de 9,04%, enquanto nos últimos 12 meses é de 6,69%.

Considerando o mês de junho, cinco dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços, sendo:

  • batata 10,88%
  • banana 3,27%
  • feijão carioca 2,71%
  • tomate 2,21%
  • pão francês 1,34%

Outros oito alimentos registraram queda de preço, sendo:

  • leite integral -3,17%
  • óleo de soja -3,01%
  • arroz agulhina -2,20%
  • carne bovina de primeira -1,46%
  • farinha de trigo -1,15%
  • açúcar cristal -0,97%
  • manteiga -0,78%
  • café em pó -0,39%

Em relação ao preço, a cesta básica de Campo Grande só fica atrás de São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre. Já considerando a variação do mês, é a 10ª maior entre as capitais.

Comprometimento

A jornada de trabalho necessária para comprar uma cesta básica em Campo Grande foi de 114 horas e 50 minutos em julho, aumento de 40 minutos na jornada em comparação ao mês de maio.

Na comparação com junho de 2025, cuja jornada registrou 114 horas e 56 minutos, o resultado foi de redução em seis minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, de R$ 1.621,00, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer 56,43% da renda para adquirir a cesta.

Em maio, esse percentual correspondeu a 56,10% da renda líquida e, em junho de 2025, a 56,48%.

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