Economia

INDEFINIDO

Governo de MS segura adesão a programa que economizará R$ 450 milhões em juros

Estado aguarda decisão dos mais endividados para avaliar entrada no Propag, que troca juros por investimentos sociais

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O governo de Mato Grosso do Sul vai segurar até o fim do ano a decisão sobre a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), lançado pelo governo federal como uma nova forma de renegociação dos débitos com a União.

A gestão estadual, que tem dívida de R$ 7,27 bilhões, avalia que é mais estratégico aguardar a movimentação dos quatro estados mais endividados do País, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, para decidir se entra ou não no programa.

O cálculo é pragmático, quanto maior o número de estados aderentes, maior tende a ser a redução coletiva dos juros que alimentará o Fundo de Equalização Federativa (FEF), criado pela nova lei para ser redistribuído entre todas as unidades federativas.

Caso opte pela adesão, Mato Grosso do Sul pode economizar cerca de R$ 450 milhões em juros ao longo de 30 anos, segundo estimativas do economista Manoel Pires, do Centro de Política Fiscal e Orçamento Público do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).

De acordo com o governo estadual, “ainda está sendo analisada a adesão ao Propag, considerando ser necessário aguardar a análise dos vetos e a manifestação por parte dos estados mais endividados (SP, RJ, RS e MG), o que vai influenciar diretamente no Fundo de Equalização”, informou ao Correio do Estado, por meio de nota. 

O governo federal prorrogou prazos e flexibilizou regras do Propag. O novo decreto mantém 31 de dezembro deste ano como data limite para adesão ao refinanciamento, mas estende, até 31 de dezembro de 2026, a janela para a federalização de ativos que serão usados para renegociar os débitos.

Conforme dados do Tesouro Nacional, a dívida de Mato Grosso do Sul com a União representa 79,7% de todo o endividamento estadual, que totaliza R$ 9,6 bilhões.

O comprometimento com o pagamento da dívida pública é de 24,65% da Receita Corrente Líquida (RCL). Em 2024, o governo destinou 2,31% da RCL para honrar os débitos federais, o que, segundo a nota oficial, “evidencia uma gestão financeira rigorosa e eficaz”.

PROPAG

O Propag oferece aos estados endividados a oportunidade de trocar juros por investimentos em áreas sociais e estruturantes. Na prática, o programa permite que os entes entreguem empresas estatais, imóveis e outros bens à União como forma de abater parte do saldo devedor.

Também estabelece contrapartidas, os governos devem aplicar recursos mínimos em educação, saneamento, habitação, segurança pública, transporte, formação profissional e ações contra as mudanças climáticas.

Conforme já publicou o Correio do Estado, o principal atrativo do Propag é a redução significativa dos encargos. A nova lei altera o cálculo dos juros, que antes era feito com base no índice mais vantajoso entre o IPCA + 4% ao ano ou a taxa Selic.

Agora, a correção passa a ser pelo IPCA mais zero, o que, na prática, reduz o custo da dívida. Atualmente, o IPCA gira em torno de 4,5% ao ano, enquanto a Selic está em 12,25%.

Com essa nova regra, o desembolso de Mato Grosso do Sul cairia de R$ 746,2 milhões para R$ 297,2 milhões em 30 anos, segundo o levantamento da FGV. O valor dos juros a ser pago vai cair de R$ 746,2 milhões em 30 anos para R$ 297,2 milhões, uma redução de R$ 449 milhões.

O programa também estabelece que a quitação pode ser feita em até 360 parcelas mensais, com a opção de aplicar IPCA + 0%, IPCA + 1% ou IPCA + 2%. A escolha da taxa define o nível de exigência das contrapartidas.

FUNDO DE EQUALIZAÇÃO

Outro ponto central é o FEF, que busca equilibrar as capacidades de investimento entre os estados. O aporte anual ao fundo é definido pela taxa de juros escolhida, e os recursos são distribuídos segundo dois critérios: 20% com base no inverso da relação entre dívida consolidada e receita corrente líquida, e 80% pelos coeficientes do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Independentemente do tamanho da dívida, todos os estados que aderirem ao Propag receberão repasses do fundo – porém, quem deve mais contribuirá mais e receberá menos.

Na prática, São Paulo (R$ 288,5 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 174,1 bilhões), Minas Gerais (R$ 159,8 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 100,2 bilhões) – que juntos concentram mais de 90% das dívidas estaduais com a União, hoje estimadas em R$ 806,3 bilhões – serão os maiores financiadores do fundo.

Para Mato Grosso do Sul, que tem dívida relativamente pequena e bom histórico de pagamento, a adesão pode significar uma vantagem financeira indireta, ao receber uma fatia proporcionalmente maior do fundo.

Esse é um dos fatores que sustentam a decisão do governo estadual de observar o movimento dos grandes devedores antes de formalizar sua entrada.

O Correio do Estado já havia antecipado, em março, que o governo sul-mato-grossense avaliava a possibilidade de quitar parte da dívida com a União por meio da cessão de terrenos, imóveis e até de estatais.

Essa estratégia se alinha à proposta do Propag, que autoriza a União a aceitar ativos públicos como forma de amortização dos débitos.

Conforme apurado, técnicos do Tesouro Estadual estudam quais bens poderiam ser incluídos no rol de ativos, mas a decisão depende de uma avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e do Ministério da Fazenda sobre o valor contábil e o impacto orçamentário da operação.

O governo estadual também acompanha a tramitação no Congresso Nacional dos 13 vetos aplicados à lei que criou o Propag. Esses dispositivos tratam de trechos que, segundo o governo federal, poderiam ampliar o endividamento público. A derrubada ou manutenção desses vetos será determinante para definir o alcance real do programa.

Entre os dispositivos vetados está o que permitiria o uso de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), previsto na Reforma Tributária, para abater parcelas da dívida, e o que autorizaria a compensação de débitos com investimentos em obras de responsabilidade da União.

O Palácio do Planalto afirmou, à época, que a exclusão desses trechos “não compromete a essência do programa”, mas a avaliação dos estados é de que os vetos reduziram parte do potencial de alívio fiscal.

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IMPORTAÇÕES

Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%

Por outro lado, governo avalia improvável acordo para tarifa de 12,5%

07/06/2026 10h30

Crédito: Alan Santos/PR

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O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA) que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil.

O governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso, para ambos os países, do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Isso porque, entre outros motivos, os EUA têm superávit comercial com o Brasil.

A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

Novo prazo

O Brasil agora trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Tal prazo ainda poderia, em tese, ser prorrogado.

Com isso, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, uma vez que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias que terminam neste domingo (7).

Dificuldades das negociações

Entre as dificuldades da negociação, está o fato de os EUA estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além do conflito bélico que lidera no Oriente Médio contra o Irã.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro de Trump e Lula. Existe a possibilidade de os dois se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 a 17 de junho. Porém, não há ainda confirmação de um encontro bilateral.

Outra dificuldade para negociar com os EUA é que os norte-americanos costumam ter demandas muito amplas, o que abarcaria diversas reinvindicações em diferentes áreas.

Porém, por enquanto, o Brasil busca um acordo especificamente sobre questões tarifárias e comerciais, sem outras pautas que poderiam interessar os norte-americanos, como terras raras. Ao mesmo tempo, o governo afirma que o Pix não entra em qualquer negociação com Washington.

A tarifa de 12,5%

Por outro lado, a taxação adicional de 10% ou 12,5% imposta a 60 países sob o argumento de que essas nações não combateriam, de forma eficiente, o trabalho análogo à escravidão é vista pelo governo brasileira como feita para não ser negociada.

Como é uma taxação imposta a boa parte do planeta, ela teria mais o objetivo de recompor, sob novas bases legais e argumentativas, o tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos EUA.

A nova taxa afeta, além do Brasil, os aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, presidida por Javier Milei, que tem se posicionado sempre ao lado de Donald Trump nas questões internacionais.

LOTERIA

Resultado da Lotofácil de ontem, concurso 3704, sábado (06/06): veja o rateio

A Lotofácil é uma das loterias mais populares no Brasil, com sorteios realizados seis vezes por semana, de segunda a sábado; veja números sorteados

07/06/2026 08h54

Confira o resultado da Lotofácil

Confira o resultado da Lotofácil Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3704 da Lotofácil na noite deste sábado, 6 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Confira o resultado Lotofácil de ontem! 

Premiação

  • 15 acertos - Não houve acertador
  • 14 acertos - 323 apostas ganhadoras, R$ 1.442,42
  • 13 acertos - 10590 apostas ganhadoras, R$ 35,00
  • 12 acertos - 121084 apostas ganhadoras, R$ 14,00
  • 11 acertos - 625742 apostas ganhadoras, R$ 7,00

Os números da Lotofácil 3704 são:

  • 23 - 10 - 15 - 13 - 19 - 03 - 14 - 11 - 20 - 25 - 12 - 01 - 09 - 04 - 22

O sorteio da Lotofácil é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

O valor da premiação está estimado em R$ 2 milhões.

Para participar dos sorteios da Lotofácil é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 15 dente as 25 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Como apostar na Lotofácil

Os sorteios da Lotofácil são realizados diariamente, às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 15 dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 3.268.760, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 211, ainda segundo a Caixa.

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