Economia

EMPRÉSTIMOS

Governo espera R$ 600 milhões para março

Governo espera R$ 600 milhões para março

da redação

04/12/2011 - 00h02
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O Governo do Estado deverá receber em três meses a resposta ao pedido de empréstimo de R$ 600 milhões para investimento em um programa de infraestrutura viária. O governador André Puccinelli disse que a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda já reportou ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird, o Banco Mundial) que Mato Grosso do Sul tem números positivos no que se refere à capacidade de endividamento. “Eles [da Secretaria do Tesouro] disseram que, pelos números, poderemos alcançar o que estamos pleiteando. Os números de Mato Grosso do Sul nos possibilitam a capacidade de empréstimo, e mais que isso, a capacidade de pagamento”, disse, otimista.

O governador explicou que, com a solidez econômico-financeira do Estado para a transação, a resposta ao pedido vai depender da oferta possível de crédito do Banco frente à crise econômica mundial. “Em março de 2012 saberemos se teremos o empréstimo. Depende da disponibilidade financeira e do recuo das instituições financeiras ante às dificuldades e as incertezas quanto ao futuro”, explicou André.

A meta do governo é investir o dinheiro obtido na construção de 550 quilômetros de rodovias para incorporar ao sistema rodo-ferro-hidroviário áreas de produção que têm logística deficiente, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Estado.

“Serão recursos exclusivos para infraestrutura. Pleiteamos a possibilidade de mais recursos além daqueles cuja aplicação já estamos terminando”, disse Puccinelli, se referindo ao montante que está sendo empregado no Programa de Transportes e Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul – US$ 300 milhões captados do Bird, com US$ 75 milhões de contrapartida. O Programa está em andamento, com obras já finalizadas ou em fase de término. Nesse pacote foram feitos empreendimentos como a pavimentação dos 108 km da MS-112, Inocência – Três Lagos (em fase de conclusão), e a reabilitação da MS-377, recém inaugurada, entre outras obras rodoviárias.



 


 

LOTERIA

Resultado da Mega-Sena de hoje, concurso 3057, domingo (13/09)

A Mega-Sena realiza três sorteios semanais; veja quais os números sorteados no último concurso

13/09/2026 10h01

Mega Sena

Mega Sena Foto: Reprodução

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3057 da Mega-Sena deste domingo, 13 de setembro de 2026, a partir das 11h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 85 milhões.

Confira o resultado da Mega-Sena de hoje!

Os números da Mega-Sena 3057 são:

  •  21 - 04 - 53 - 48 - 16 - 02

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 3058

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 15 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 3058. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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Internacional

Brics expressa preocupação com tensões no Oriente Médio

Grupo de países reunido na Índia também reforça crítica ao tarifaço

12/09/2026 23h00

PAULO PINTO/AGÊNCIA BRASIL

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Os participantes da reunião de Cúpula do Brics, neste fim de semana em Nova Delhi, capital da Índia, manifestaram “profunda preocupação” com tensões no Oriente Médio, criticaram a imposição de tarifas unilaterais no comércio internacional e defenderam que o Brasil tenha papel maior no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O posicionamento está na declaração do encontro, chamada “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade” e divulgada neste sábado (12).

O Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global.

Em 2025, o grupo foi presidido pelo Brasil, e a reunião anual ocorreu em julho, no Rio de Janeiro.  

Irã x EUA

Uma das expectativas para a reunião em Nova Delhi era como o Brics se comportaria em relação à guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro deste ano, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra os iranianos, sob o argumento de que o país desenvolvia armas nucleares. O Irã nega a acusação.

Em retaliação à agressão, o Irã fez ataques aos Emirados Árabes e à Arábia Saudita, países alinhados aos EUA e integrantes do Brics. 

Com 35 páginas e 140 parágrafos, a declaração do encontro manifesta preocupação com a situação, mas não se direciona exclusivamente à região do Golfo Pérsico. O Parágrafo 28 não cita diretamente os países envolvidos nem usa a palavra guerra.

“Expressamos profunda preocupação com a contínua escalada das tensões no Oriente Médio/Ásia Ocidental e, recordando nossas respectivas posições nacionais, conclamamos ao exercício da máxima contenção, bem como à abstenção de ações que possam agravar ainda mais a situação.”

Em documentos diplomáticos, é comum a prática de não citar nomes e países em pontos específicos, facilitando a chegada de consenso para redação de declarações.

A reunião de Nova Delhi contou com a presença de líderes de relevância no cenário internacional e regional, como o anfitrião e primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e os presidentes Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Masoud Pezeshkian (Irã).

Os Emirados Árabes Unidos enviaram o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Reforma da ONU

Em outro ponto da declaração, o Brics defende a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), “com o objetivo de torná-lo mais democrático, representativo, eficaz e eficiente, e de ampliar a representação dos países em desenvolvimento”.

O conselho é o principal órgão da organização encarregado de zelar pela manutenção da paz e da segurança no planeta. É formado por 15 países, dos quais apenas cinco têm status de permanentes e com poder de veto: EUA, China, Rússia, Reino Unido e França.

Há décadas o Brasil pleiteia assento permanente. Na declaração, os países enfatizam a posição de China e Rússia.

“China e Rússia, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, reiteram seu apoio às aspirações do Brasil e da Índia de desempenhar um papel maior na ONU, incluindo seu Conselho de Segurança.”

O texto não cita especificamente a entrada do Brasil como membro permanente.

Tarifaço

Os signatários do texto expressaram críticas a barreiras no comércio internacional, como a imposição de tarifas unilaterais.

“Manifestamos sérias preocupações com o aumento de medidas tarifárias e não tarifárias unilaterais que distorcem o comércio e são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio.”

O documento não menciona nominalmente os Estados Unidos, país que tem aplicado tarifas a parceiros comerciais desde que Donald Trump assumiu a Presidência, em 2025. O nome de Trump não aparece no texto.

Assim como o Brasil, China e Índia estão entre os principais alvos do tarifaço americano.

Moedas locais

A declaração aponta que os países caminham para soluções práticas de mecanismos eficientes de pagamentos transfronteiriços, em moedas locais, mas não faz nenhuma menção à criação de uma moeda específica do Brics nem de proposta de substituição do dólar.

Combate à desigualdade

No 15º parágrafo, os signatários assinalam que erradicar a pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a forma extrema, “é o maior desafio global e requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável”.

O documento registra a proposta do Brasil e da África do Sul para estabelecer um painel internacional sobre desigualdade.

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