Economia

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Governo federal lança fundo imobiliário da União, administrado pela Caixa

A ideia é que imóveis públicos sem potencial de uso para políticas públicas possam alavancar investimentos

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A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, anunciou nesta quinta-feira, 11, o lançamento de um fundo imobiliário da União. O fundo será administrado pela Caixa Econômica Federal. A ideia é que imóveis públicos sem potencial de uso para políticas públicas possam alavancar investimentos.

“Vai ter um potencial enorme”, não só para a venda de patrimônio da União como para a modernização nos prédios, disse a ministra, durante um evento no Palácio do Planalto com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Dweck deu poucos detalhes sobre o funcionamento do novo fundo.

Segundo a ministra, na fase inicial, serão usados apenas imóveis da União localizados no Distrito Federal (DF).

Depois, quando o fundo estiver em plena operação, vai ser possível estudar o uso de propriedades em outras áreas do País.

A ministra aproveitou, ainda, para criticar o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao dizer que administrações anteriores prometeram montar um fundo com até R$ 1 trilhão em imóveis da União - uma ideia que foi mencionada diversas vezes pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes.

“Esse fundo tem como objetivo valorizar o patrimônio, não vender a qualquer custo”, disse a ministra da Gestão.
 

Levantamento

Moradores de Campo Grande precisam trabalhar 114 horas para comprar cesta básica

O valor da cesta básica no mês de maio na Capital foi o 8º maior valor entre as capitais do Brasil

11/06/2026 15h30

Preço da cesta básica equivale a mais da metade do salário mínimo

Preço da cesta básica equivale a mais da metade do salário mínimo FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O cidadão campo-grandense voltou a sentir no bolso o valor da cesta básica na Capital. Segundo o levantamento conjunto do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o trabalhador que recebe salário mínimo precisou trabalhar cerca de 114 horas e 10 minutos para garantir a alimentação básica mensal no mês de maio. 

Esse foi o maior tempo de trabalho registrado em 2026, mesmo tendo a menor variação mensal do País de abril para maio, de 1,73%. 

O custo da cesta básica em Campo Grande no quinto mês do ano foi de R$ 841,19, correspondendo ao 8º maior custo do Brasil. No acumulado de maio de 2025 a maio de 2026 foi de 6,56%. Somente neste ano, de janeiro a maio, o preço registrou alta de 8,41%. 

Mesmo com a menor variação mensal do País, o valor da cesta compromete 56,10% do salário mínimo brasileiro, que corresponde ao valor de R$ 1.621. Em abril, a cesta correspondia a aproximadamente 55% do salário mínimo.

Em março, a porcentagem foi de 53,75%; em fevereiro, 52,04% e, em janeiro, o valor correspondeu a 52,25% do salário mínimo. Em maio de 2025, a cesta comprometia 56,22% do salário minimo recebido após desconto da Previdência Social.

Entre abril e maio, apenas três produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: a batata (46,71%), o tomate (21,37%) e o feijão carioca (8,37%). Os outros 10 itens apresentaram queda de preço, com destaque para a banana (-10,84%) e o café em pó (-7,86%). 

No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro e maio, seis produtos registraram alta: tomate (92,64%), batata (80,15%), feijão carioca (47,05%), leite integral (4,17%), carne bovina de primeira (2,77%) e arroz agulhinha (2,25%). 

As quedas foram puxadas pela banana (-14,89%), açúcar cristal (-13,48%), café em pó (-11,59%), óleo de soja (-9,09%), farinha de trigo (-5,83%), manteiga (-1,19%) e pão francês (-0,55%).

Nacional

No mês de maio, todas as capitais brasileiras registraram alta no valor da cesta básica. As maiores elevações ocorreram em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%), Porto Alegre (7,24%), Maceió (6,68%), João Pessoa (6,22%), Natal (6,18%), Curitiba (5,91%), Aracaju (5,39%), Teresina (5,36%), Cuiabá (5,16%) e São Paulo (5,08%).

São Paulo foi a capital com o valor mais caro dos alimentos básicos, com custo chegando a R$ 952,20. Em seguida, aparecem Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43).

Com base na cesta mais cara, o valor estimado pela Dieese que seria suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família, considerando que este deveria ser o suficiente para cobrir despesas de alimentação, saúde, moradia, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, deveria ser de R$ 7.999,44, ou seja, 4,93 vezes o valor do salário mínimo atual. 

Os alimentos que aumentaram em grande parte das capitais de abril a maio foram a batata (subiu em todas as capitais), carne bovina de primeira (caiu apenas em Campo Grande), tomate (caiu apenas em São Luís), feijão (caiu apenas em Porto Alegre), leite integral (aumentou em 23 capitais) e o arroz agulhinha (aumentou em 18 capitais). 

Safra recorde

IBGE prevê safra de 29,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em MS

Projeção é de que 7,02 milhões de hectares sejam colhidos neste ano

11/06/2026 15h00

Colheita de soja / Reprodução

Colheita de soja / Reprodução

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Mato Grosso do Sul deve colher 29,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa crescimento de 3,56% em relação à safra de 2025, quando foram produzidas 28,1 milhões de toneladas, um acréscimo de aproximadamente 1 milhão de toneladas.

A área destinada à colheita também deve aumentar. A projeção é de que 7,02 milhões de hectares sejam colhidos neste ano, alta de 2,89% em comparação com 2025, o equivalente a 197,1 mil hectares adicionais.

Os principais responsáveis pelo desempenho do setor continuam sendo a soja e o milho de segunda safra. Juntas, as duas culturas representam 95,06% da produção estimada e ocupam 94,57% da área total a ser colhida no Estado.

A soja aparece como destaque da safra. A produção deve atingir 15,7 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 19,85% em relação às 13,1 milhões de toneladas registradas no ano anterior. A área plantada também avançou, passando de 4,26 milhões para 4,38 milhões de hectares. Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul deve permanecer como o quinto maior produtor de soja do Brasil, respondendo por 9,04% da produção nacional.

Já o milho apresenta cenário diferente. Considerando a primeira e a segunda safra, a produção total está estimada em 12,1 milhões de toneladas, volume 13,43% menor que o registrado em 2025, quando a colheita alcançou aproximadamente 13,9 milhões de toneladas. A maior redução ocorreu no milho de segunda safra, principal cultura do segmento.

Outro destaque é o sorgo, que registrou forte expansão. A área colhida deve crescer 72,83%, passando de 131,2 mil para 226,8 mil hectares. A produção está estimada em 881 mil toneladas, aumento de 64,76% em relação ao ano anterior. Com esses números, Mato Grosso do Sul ocupa a terceira posição entre os maiores produtores de sorgo do país, com participação de 15,7% na produção nacional.

A produção de algodão também apresenta crescimento. A estimativa é de 172,8 mil toneladas em 2026, alta de 3,04% sobre as 167,7 mil toneladas produzidas em 2025. A área plantada permanece praticamente estável, em cerca de 32 mil hectares.

Em contrapartida, algumas culturas devem registrar retração. O feijão, considerando as três safras, tem produção estimada em 11,2 mil toneladas, redução de 7,44% em comparação ao ano passado. A mandioca também deve apresentar queda de 5,98%, com produção prevista de 1,417 milhão de toneladas.

Na cana-de-açúcar, o cenário é de estabilidade. A produção está estimada em 55,26 milhões de toneladas, mesmo volume registrado em 2025. As áreas plantada e colhida também permanecem inalteradas, em aproximadamente 723 mil hectares.

Entre as culturas que mais ampliaram a área colhida em relação a 2025 estão o sorgo, com crescimento de 72,82%, o milho de primeira safra, com alta de 16,95%, o amendoim de primeira safra, com 4,23%, e a soja, com avanço de 2,95%. Por outro lado, trigo, arroz e aveia registraram as maiores reduções de área cultivada no Estado.

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