Economia

ESTIAGEM

Governo federal reconhece emergência devido à seca em 33 cidades de MS

Volume baixo de chuvas deixou cidades em situação preocupante, especialmente o setor produtivo

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O governo federal reconheceu situação de emergência em 33 municípios de Mato Grosso do Sul devido à estiagem.

Portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (10).

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), já havia declarado situação de emergência em todo o Estado no dia 3 de janeiro deste ano, com validade por 180 dias.

A União reconheceu a emergência nos municípios de:

  • Amambai
  • Angélica
  • Antônio João
  • Aral Moreira
  • Bataguassú
  • Batayporã
  • Bela Vista
  • Bodoquena
  • Bonito
  • Brasilândia
  • Caarapó
  • Caracol
  • Coronel Sapucaia
  • Deodápolis
  • Dois Irmãos do Buriti
  • Dourados
  • Eldorado
  • Iguatemi
  • Itaporã
  • Itaquiraí
  • Ivinhema
  • Japorã
  • Laguna Carapã
  • Maracaju
  • Miranda
  • Mundo Novo
  • Naviraí
  • Nioaque
  • Nova Andradina
  • Novo Horizonte do Sul
  • Porto Murtinho
  • Sete Quedas
  • Taquarussu

Em janeiro, o governador declarou situação de emergência em Mato Grosso do Sul devido à seca que atinge o Estado e prejudica o setor produtivo.

Com a decretação, o governo auxilia a direcionar recursos para reduzir as perdas, além dos produtores poderem acionar seguros, conseguir ampliação para o pagamento de dívidas junto a instituições financeiras e oportunidade de renegociações.

O decreto está em vigência desde o dia 4 de janeiro.

No mês de dezembro, o clima foi afetado pelo fenômeno La Niña, que provocou estiagem no Estado, com volume de chuvas abaixo do esperado para o período.

A seca tem causado prejuízos ao agronegócio, principalmente em relação à safra de soja, mas também atinge demais áreas da cadeia produtiva.

No entanto, a maior preocupação é a soja, que teve o plantio concluído em 31 de dezembro em Mato Grosso do Sul.

Com a estiagem, a estimativa é de perdas na colheita da oleaginosa.

A área mais afetada é a região do Conesul, com relatos de produtores contratando caminhões pipas para reduzirem prejuízos.

Para os próximos meses, a expectativa ainda é de chuvas abaixo da média.

Além da situação de seca no mês, a escolha em estender o estado de emergência para todo o Estado, e não apenas a área produtiva, tem relação também com as secas da região do Pantanal.

Números

A seca ainda não cessou seus efeitos e as lavouras estão em período de colheita, o que deve alterar esses números no próximo levantamento, no fim de fevereiro.  

Entre as culturas mais afetadas, a soja tem quase 37 mil acionamentos (32% das apólices sinistradas) e 22,2% da área contratada com seguro afetada, o que equivale a 1,7 milhão de hectares que serão vistoriados pelas seguradoras.  

Levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mostra a dimensão dos comunicados de perdas e avisos de sinistros pelos produtores afetados pela seca.  

Em Mato Grosso do Sul, 9.460 apólices de seguro contratadas no Estado, sendo 3.160 já acionadas. 

No total, está em análise nas seguradoras um valor segurado da ordem de R$ 483,240 milhões em indenizações.

No Proagro, são 917 segurados em MS, dos quais 220 já fizeram comunicados de perdas. O valor em análise de indenizações chega a R$ 23,685 milhões.

Os destaques do levantamento são os prejuízos nas lavouras de milho e soja, em função da estiagem que afeta parte de algumas regiões dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo.  

Outras atividades agropecuárias também têm sido afetadas pelo deficit hídrico e pelos efeitos dos dias secos com altas temperaturas, como feijão, arroz, cana, frutas, verduras, pecuária (leite), apicultura, entre outras.

Concurso

CNU 2025: nova lista abre segunda chamada para vagas remanescentes

Medida foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial

01/03/2026 11h00

Segunda chamada de aprovados interessados no Concurso foram abertas na sexta-feira

Segunda chamada de aprovados interessados no Concurso foram abertas na sexta-feira Arquivo/Correio do Estado

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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou nesta sexta-feira a atualização das listas de classificação da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2025).

Com a retirada dos candidatos que não manifestaram desejo de continuar no processo, um novo grupo foi convocado para a segunda rodada de confirmação de interesse nas vagas imediatas.

A lista dos novos convocados está publicada no Diário Oficial da União e não traz os nomes dos candidatos. Para consultar é necessário o número de inscrição para cada cargo e especialidade.

Também constam na publicação a nota final ponderada do candidato, a ordem de classificação na ampla concorrência ou modalidades de reserva de vagas (pessoas com deficiência, pessoas negras, indígenas e quilombolas) e a situação no cargo, ou seja, se o candidato foi aprovado em vaga imediata, por conversão, em

Interesse

O prazo para confirmação de interesse pelos novos convocados começa neste sábado (28) e vai até o dia 2 de março. No dia 6 de março haverá nova atualização e, caso necessário, uma terceira convocação de manifestação de interesse terá início, com prazo para confirmação entre 7 e 9 de março.

A confirmação deve ser realizada na área do candidato, no site da Fundação Getúlio Vargas, para o cargo em que constar a classificação em vaga imediata.

Quando não há confirmação, o candidato é eliminado do processo de concorrência ao cargo para o qual foi convocado e também dos de menor preferência, mas segue concorrendo aos cargos de maior preferência.

As listas definitivas de classificação em vagas imediatas e cadastro reserva estão previstas para publicação em 16 de março.

Segunda edição

Com a oferta de 3.652 vagas em 32 órgãos federais, a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado teve 761.528 inscritos em 4.951 municípios. As provas foram aplicadas em outubro e dezembro de 2025, para nove blocos temáticos, nos quais foram distribuídas 3.144 vagas de nível superior e 508 de nível intermediário.  

Clima agro

Previsão de trimestre quente e seco pode impactar produção agrícola no Estado

A previsão climática até o mês de maio indica temperaturas acima da média histórica em MS e chuvas irregulares

01/03/2026 10h00

Chuvas irregulares e calorão podem impactar safra de soja e milho

Chuvas irregulares e calorão podem impactar safra de soja e milho FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul deve passar pelo próximo trimestre com chuvas irregulares e temperaturas acima da média histórica. Essa condição, além de trazer riscos à saúde devido a variação de temperatura, acende alerta para o setor agropecuário, podendo impactar a produção agrícola. 

A tendência climática para os meses de março, abril e maio de 2026 aponta para volumes de chuva abaixo do normal em grande parte do Estado e altas temperaturas, segundo a previsão meteorológica divulgada pelo Centro de Monitoramento de Tempo e Clima (Cemtec). 

Historicamente, o trimestre registra entre 200 e 400 milímetros de chuva na maior parte do território sul-mato-grossense, podendo chegar a até 500 milímetros nas regiões sul e sudoeste. Neste ano, porém, a tendência predominante é de volumes inferiores à média e com distribuição irregular, aumentando o risco de períodos secos prolongados. 

A redução das chuvas deve vir acompanhada de temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que, normalmente, varia entre 22ºC e 26ºC. 

A combinação de calor e déficit hídrico pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras e reduzir os níveis de rios e reservatórios. 

Impactos no campo

A irregularidade das chuvas é um ponto que pode causar preocupação aos produtores rurais de Mato Grosso do Sul, já que o cenário pode provocar desenvolvimento desigual das lavouras e até perda em algumas regiões. 

Segundo a Aprosoja/MS, o trimestre de março a maio corresponde à fase final da colheita de soja em diversas regiões do Estado, além do avanço da segunda safra de milho. 

“A irregularidade das chuvas exige atenção redobrada dos produtores, principalmente quanto ao manejo, planejamento de colheita e condições de tráfego nas estradas rurais. Temperaturas mais elevadas também podem influenciar o desenvolvimento das lavouras e aumentar a demanda hídrica das culturas, fator que deve ser acompanhado de perto pelos produtores”, aponta o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena.

A variação no regime de chuvas dificulta o planejamento agrícola e pode comprometer a produtividade, principalmente nas lavouras que dependem de precipitações regulares para completar o ciclo de desenvolvimento. 

Outro risco é para as culturas de inverno, que podem ser diretamente afetadas pela menor quantidade de água no solo. De acordo com o Cemtec, a previsão meteorológica indica que o déficit hídrico pode comprometer o desenvolvimento dessas culturas caso o padrão previsto de chuva abaixo da média se confirme. 

Impactos gerais

A agricultura não é a única a ser afetada com as condições esperadas. O trimestre mais quente e seco tende a elevar a demanda por energia elétrica e aumentar o risco de queimadas, especialmente em períodos de baixa umidade do ar. 

Além disso, há a possibilidade de efeitos sobre a saúde pública, com o aumento de chance de doenças respiratórias associadas ao tempo seco. 

Alguns cuidados indicados para os efeitos da baixa umidade do ar separados pelo Correio do Estado são:

  • Mantenha uma alimentação sustentável e nutritiva, optando por alimentos frescos, sustentáveis e saudáveis;
  • Mantenha o corpo hidratado, mesmo quando não sentir sede;
  • Pratique exercícios regularmente, eles ajudam a fortalecer a resiliência do corpo, mas evite horários mais pesados, como as 10h às 16h;
  • Proteja-se contra os efeitos dos raios UV, evitando exposição exagerada ao sol;
  • Cuide do bem-estar mental através de práticas que auxiliem o gerenciamento da ansiedade e da depressão, como ioga, meditação e atividades físicas.
  • Mantenha um pano ou toalha molhada em ambientes fechados para aliviar a sensação de seca;
  • Se possível, abuse do uso de umidificadores do ar, com ou sem essências auxiliadoras do tratamento nasal.

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