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ECONOMIA

Campo Grande registra maior variação acumulada do IPCA no Brasil

A maior variação do mês de novembro foi do grupo alimentação e bebidas, que acelerou frente a outubro
08/12/2020 10:16 - Gabrielle Tavares


Conforme pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em Campo Grande chegou a 5,6% no ano.

Índice maior que a média registrada nas 16 regiões brasileiras, que é de 3,13%. A inflação dos últimos 12 meses também fechou em alta em novembro, 6,65%, contra 4,31% da média nacional.

Contudo, o mês de novembro, em relação aos meses anteriores, registrou queda. A variação foi de 0,84%, menor que o IPCA do Brasil, que chegou a 0,89%.

Em outubro, a inflação regional (0,91%) ainda estava maior que a nacional (0,86%). De um mês para o outro, a variação foi de -0,04%.

em setembro, esse número alcançou 1,26%, o maior de todo o ano. Em agosto, já em destaque, se comparada às outras capitais, a taxa de Campo Grande subiu 1,04%.

 
RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação
Acumulada (%)
OutubroNovembroAno12 meses
Goiânia4,170,851,413,074,51
Salvador5,990,451,173,364,66
Rio Branco0,511,371,104,685,31
São Paulo32,280,891,043,274,24
São Luís1,621,101,013,464,98
Vitória1,860,910,973,684,56
Belo Horizonte9,691,080,953,414,49
Curitiba8,091,020,872,533,91
Campo Grande1,570,910,875,266,65
Fortaleza3,230,830,804,235,56
Porto Alegre8,610,630,802,343,51
Rio de Janeiro9,430,590,692,433,66
Belém3,941,180,483,074,90
Aracaju1,030,870,423,204,33
Recife3,920,820,364,005,00
Brasília4,061,020,352,263,92
Brasil100,000,860,893,134,31
 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em novembro

A maior variação (2,54%) e o maior impacto (0,53 p.p.) vieram, mais uma vez, do grupo Alimentação e bebidas, que acelerou frente a outubro (1,93%).

O aumento ocorreu principalmente devido às altas em itens do subgrupo alimentos para consumo no domicílio (3,33%), como das carnes (6,54%) e da batata-inglesa (29,65%).

Além disso, os preços de outros alimentos importantes na cesta das famílias, como o tomate (18,45%), o arroz (6,28%) e o óleo de soja (9,24%) seguem em alta. No lado das quedas, o destaque foi o leite longa vida, com queda de 3,47%.

A alimentação fora do domicílio também acelerou na passagem de outubro (0,36%) para novembro (0,57%), influenciada especialmente pela refeição (0,70%). Destacam-se ainda as altas de cerveja (1,33%) e refrigerante e água mineral (1,05%), que haviam registrado quedas no mês anterior (de 0,36% e 1,21%, respectivamente).

A segunda maior contribuição (0,26 p.p.) veio dos Transportes (1,33%). Junto ao grupo de alimentação, eles representaram cerca de 89% do IPCA de novembro.

A maior contribuição no índice do mês em transporte (0,08 p.p.) foi da gasolina (1,64%), cujos preços subiram pelo sexto mês consecutivo. Entre os combustíveis (2,44%), destaca-se ainda a alta de 9,23% do etanol, com impacto de 0,06 p.p. no resultado de novembro.

Cabe mencionar também as variações positivas dos automóveis novos (1,05%) e usados (1,25%), que aceleraram ante o mês anterior (quando registraram 0,61% e 0,35%, respectivamente).

Os Artigos de residência (0,86%), por sua vez, desaceleraram em relação ao mês anterior (1,53%), assim como Vestuário (0,07% em novembro, frente à alta de 1,11% em outubro).  

Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,13% em Saúde e cuidados pessoais e a alta de 0,44% em Habitação. 

No grupo de habitação, os maiores impactos foram do aluguel residencial (0,44%) e do gás de botijão (1,37%), ambos com 0,02 p.p.

De acordo com o IBGE, foram comparados os preços coletados entre 28 de outubro e 27 de novembro de 2020 (referência) com os preços entre 29 de setembro e 27 de outubro de 2020 (base).

Em virtude da pandemia de Covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de Campo Grande no mês de novembro foi de 0,95%, igual ao índice nacional (0,95%).

Houve queda em relação a outubro, que registou variação de 1,05%, contra 0,89% do Brasil.

No acumulado do ano (6,24%) e dos últimos 12 meses (7,71%) também foram os maiores do país, acima inclusive da média nacional, que foi de 3,93% e 5,20%, respectivamente.

Assim como o IPCA, o IBGE usou para o cálculo do índice do mês a comparação dos preços coletados no período de 28 de outubro a 27 de novembro de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de setembro a 27 de outubro de 2020 (base).

 
RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação Acumulada (%)
OutubroNovembroAno12 meses
Goiânia4,430,811,403,615,29
São Paulo24,600,951,214,305,36
Vitória1,910,941,185,055,75
Salvador7,920,461,163,995,27
Rio Branco0,721,471,105,476,11
São Luís3,471,121,023,425,30
Belo Horizonte10,351,090,994,115,24
Curitiba7,371,090,973,184,72
Campo Grande1,731,050,956,247,71
Fortaleza5,160,860,924,796,14
Porto Alegre7,150,680,813,224,40
Rio de Janeiro9,380,690,793,164,34
Brasília1,971,040,512,984,38
Aracaju1,290,750,443,454,57
Recife5,600,850,414,825,84
Belém6,950,940,363,065,02
Brasil100,000,890,953,935,20