Economia

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Inflação vai a 0,54% em fevereiro e tendência é de alta em março

Especialistas apontam que educação puxou a alta e aumentos devem continuar gradativos nos próximos meses; para março, economistas preveem os impactos da reoneração dos combustíveis

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A inflação em Campo Grande cresceu 0,54% em fevereiro, e a tendência é de que o aumento continue nos próximos meses. No mês passado, a educação puxou a alta, e economistas preveem a influência de novos componentes neste mês, como os impactos da reoneração dos combustíveis e do reajuste anual no preço dos medicamentos.

“A tendência da inflação é de apresentar, até o meio do ano, aumentos gradativos de preços, com reflexo do aumento ou retorno de impostos, como o dos combustíveis. Pelo relatório Focus, devemos começar a reduzir a inflação em meados de junho, e Campo Grande deve seguir a mesma tendência”, explica o economista Michel Constantino. 

O economista Eugênio Pavão cita os reflexos da guerra na Ucrânia, que ainda são sentidos na economia global, além da alta de juros e do reajuste anual dos medicamentos, previsto para este mês. 

“Neste início de ano, os impactos da guerra ainda estão afetando a economia mundial e brasileira. Os juros altos provocam uma queda nos investimentos, redução no consumo e impacto na inflação.

Em março teremos o reajuste anual contratual dos remédios, que deve ter peso significativo no índice. O esperado é uma queda no índice de preços gerais e que a meta seja cumprida este ano, pois não foi atingida em 2022”, detalha Pavão.

BAIXA NOS PREÇOS

Conforme os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Campo Grande registrou alta em oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. 

O único grupo que apresentou deflação foi o de alimentação e bebidas, com índice de -0,82%, puxado por alimentação no domicílio (-1,29%). O item com maior deflação foi a batata-inglesa (-19,82%), seguida de tomate (-14,55%) e carnes (-2,29%). 

Reportagem da Folha de S. Paulo destacou que o preço da carne bovina teve a maior queda em 15 meses, desde novembro de 2021. Em Campo Grande, de acordo com os dados disponíveis, o corte com maior porcentual de queda foi o peito (-4,51%). 

O gerente da pesquisa do IPCA, Pedro Kislanov, disse à Folha que os preços já vinham em uma trajetória de trégua, após fortes altas na pandemia. A reportagem ainda cita que a baixa em fevereiro pode ter sido intensificada pelo impacto inicial do embargo às exportações brasileiras para a China. 

Ainda no grupo dos alimentos, os que demonstraram alta foram: leite longa vida (1,54%), cujo preço voltou a subir após cinco meses consecutivos de quedas; repolho (30,25%); mamão (8,64%); ovo de galinha (8,24%); e feijão-carioca (4,02%).

“O que vai influenciar também os preços dos alimentos será a oferta dos produtos, com a grande quantidade de chuvas que temos no Estado”, comenta Constantino. “Se a chuva ajudar, podemos ter uma estabilidade nos preços. Se atrapalhar a colheita e os plantios, podemos ter reflexo de aumento nos preços”, avalia. 

“Com o fim da época chuvosa, a tendência é de baixa de alguns alimentos e de altas nos que dependem do clima, como leite e carnes. Produtos que têm baixa oferta, como arroz e feijão, tendem a apresentar maiores preços para os próximos meses. Ou seja, com os preços em baixa, os produtores plantam menos e os preços sobem, enquanto produtos voltados para grandes centros e exportações tendem a baixar de preços”, detalha Pavão. 

ALTA NOS PREÇOS

Como fevereiro é o mês de volta às aulas, os reajustes em mensalidades e demais custos da educação puxaram a inflação em Campo Grande, com a alta mais expressiva desde fevereiro de 2020 – índice de 6,04%. 

A inflação nesse grupo foi impulsionada pelo aumento nos preços do Ensino Fundamental (11,47%), do Ensino Médio (10,15%) e dos cursos regulares (7,25%), uma vez que fevereiro é época de início do ano letivo. 

Na sequência, a maior variação ocorreu no grupo de saúde e cuidados pessoais (1,27%), influenciado, principalmente, pela alta de 2,86% dos itens de higiene pessoal. Os perfumes tiveram alta de 5,81%, os preços dos produtos para pele subiram 5,39%, e o plano de saúde, 1,12%.

Despesas pessoais tiveram variação de 0,73%, com o aumento nos preços de cinema, teatro e concertos (3,81%), serviços de higiene para animais (2,86%) e brinquedos (2,54%). 

O grupo transportes registrou aumento de 0,25%, puxado pela alta nos preços da gasolina (1,57%), de emplacamento e licença (1,27%) e de automóveis novos (0,3%). Por outro lado, houve queda nos preços de passagens aéreas (-13,84%) e automóveis usados (-0,62%).

Saiba: A inflação de fevereiro em Campo Grande é a terceira menor entre as capitais do País, ganhando apenas de Rio Branco (AC) e Brasília (DF). No ano, a inflação da Capital acumula alta de 1,15% e, nos últimos 12 meses, de 4,61%. No Brasil, o IPCA foi de 0,84% em fevereiro. No ano, acumula alta de 1,37% e, nos últimos 12 meses, de 5,60%. 

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Economia

Mato Grosso do Sul recebe crédito bilionário do BNDES

Estado teve R$ 1,23 bilhão em crédito aprovado pelo banco no primeiro semestre; maior parte dos recursos foram para micro, pequenas e médias empresas

12/08/2026 16h30

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Divulgação

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Mato Grosso do Sul teve R$ 1,23 bilhão em crédito liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Ecoômico e Social (BNDES) no primeiro semestre de 2026. Os números foram informados durante entrevista coletiva do presidente da instituição, Aloísio Mercadante. 
O volume de crédito aprovado para Mato Grosso do Sul no período foi 43,7% superior ao do primeiro semestre do ano passado, quando o banco liberou R$ 855,1 milhões. 

O valor faz referência a todos os setores da economia, sendo que a agropecuária puxa os números, com R$ 576,8 milhões, conforme informado ontem em primeira mão pelo Correio do Estado. 

Outros setores aparecem na sequência: infraestrutura (R$ 335,1 milhões, indústria (R$ 220,4 milhões) e comércio e serviços (R$ 96,5 milhões)

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e SocialColetiva com o presidente da instituição, Aloísio Mercadante

Na separação por perfil do negócio, micro, pequenas e médias empresas lideram a captação de empréstimos, com R$ 946,8 milhões do crédito aprovado, crescimento de 91,2% em relação a 2025 (R$ 495,2 milhões). 

Volume de recursos aprovados para a agropecuária no semestre foi o maior da série histórica, iniciada em 1995, e 74% superior ao mesmo período de 2025 (R$ 331,1 milhões).

“Os números mostram a retomada do papel do BNDES como parceiro do desenvolvimento. O Banco tem impulsionado setores estratégicos, do agronegócio à indústria, passando por infraestrutura, comércio e serviços. É um movimento que também amplia o acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), fortalecendo a economia local de ponta a ponta”, disse Aloízio Mercadante. 

“Em Mato Grosso do Sul, os recursos para indústria neste primeiro semestre tiveram aumento de 181% ante 2025; e para agropecuária, acréscimo de 74%. Entre os projetos, estão os investimentos para modernizar aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã, Corumbá, realizar melhorias nas rodovias MS-112, BR-158 e BR-436 e ampliar capacidade de indústrias do estado””, complementou o presidente do BNDES. 

O volume de recursos desembolsados pelo BNDES para Mato Grosso do Sul foi de R$ 1,64 bilhão neste 1º semestre, aumento de 99,1% ante 2025. Os dados são do resultado do 1º semestre do BNDES, divulgados nesta quarta-feira (12). 

Histórico

Desde 2023, o BNDES aprovou para Mato Grosso do Sul um total de R$ 21,12 bilhões. O volume é 322,8% superior ao aprovado entre 2019 e o 1º semestre de 2022 (R$ 4,99 bilhões).  

No Brasil, o BNDES registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, recorde histórico da instituição. Os resultados financeiros, divulgados nesta quarta-feira (12), também revelaram que o BNDES atingiu pela primeira vez na história ativos totais de R$ 1,05 trilhão, além do recorde histórico de R$ 181 bilhões no Patrimônio Líquido.

A inadimplência da instituição, de 0,05% (90 dias), permanece expressivamente inferior à do Sistema Financeiro Nacional (4,68% geral e 0,66% para grandes empresas em junho de 2026).

 

3ª edição

Com etapa da PBR, Expogenética MS será lançada nesta quinta-feira em Campo Grande

Competição integra uma programação que também contará com leilões, julgamentos e provas equestres

12/08/2026 15h00

Foto: Divulgação

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Com etapa oficial da Professional Bull Riders (PBR), a Associação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Nelore (Nelore-MS) realiza nesta quinta-feira (13), em Campo Grande, o lançamento oficial da 3ª Expogenética MS 2026, que será realizada entre os dias 29 de outubro e 8 de novembro, no Parque de Exposições Laucídio Coelho.

A etapa da maior competição de montaria em touros do mundo será realizada entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro. A competição integra uma programação que também contará com leilões, julgamentos, provas equestres, atrações culturais, shows, rodada de negócios e ações de inclusão voltadas a mães atípicas e pessoas com deficiência.

Considerada uma das principais vitrines da genética bovina no Centro-Oeste, a Expogenética MS reúne produtores rurais, investidores, empresas, instituições e representantes de diferentes segmentos da cadeia produtiva da pecuária brasileira, com foco na geração de negócios, relacionamento e inovação.

Para a edição de 2026, a expectativa da organização é superar a marca de 100 mil visitantes durante os 11 dias de programação. Também estão previstos dezenas de leilões oficiais, competições equestres de nível nacional e a movimentação de centenas de milhões de reais em negócios.

Durante o lançamento desta quinta-feira, a organização apresentará o conceito da Expogenética MS 2026, o calendário oficial de atividades, os parceiros da edição e as ações previstas para fortalecer a feira como um dos grandes eventos do agronegócio brasileiro.

Venda recorde 

Touro Mickey Mouse / Foto: Divulgação 

Na 2ª edição do Leilão Estrelas da PBR, realizado durante a Expogenética de 2025, o touro Mickey Mouse, da Cia Califórnia estabeleceu um novo patamar no mercado de touros de rodeio do Brasil, ao ser avaliado como o touro mais caro do país. 

No evento, 50% da posse do touro foi arrematada por 600 mil, em 30 parcelas de R$20 mil levando à avaliação total do animal em R$1,2 milhão, superando o valor do lendário Acesso Negado, da Cia Tércio Miranda, avaliado em R$1 milhão em 2023. 

O negócio contou com a participação de diversos investidores. Entre eles, a dupla sertaneja Henrique e Juliano, a Cia de Rodeio 2 Irmãos (Heitor e Nicolás Corrêa), a Nelore Paranã e a Casa Branca Agropastoril (Dr. Paulo Marques). 

Serviço

O lançamento oficial será realizado às 17h, no Slaviero Prime Hotel, localizado na Rua 13 de Maio, nº 2825, em Campo Grande.

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