Cícero Faria, de Dourados
EDIVALDO bITENCOURT, Da redação
O juiz da 2ª Vara Cível de Caarapó, Fernando Chemin Cury, determinou a liberação de R$ 6 milhões, por três bancos, para o frigorífico Fibrasil, localizado no município e em recuperação judicial desde junho deste ano. Os recursos serão usados na reativação das atividades e para honrar compromissos assumidos no processo de retomada das atividades.
Esta decisão, tomada no dia 15, confirma outra anterior, que foi parcialmente reformada pelo Tribunal de Justiça. Esse é mais um capítulo na disputa entre o frigorífico e os bancos Bradesco, Safra e Itaú/Unibanco. A empresa possui dívida total em torno de R$ 21 milhões, sendo R$ 8 milhões com as três instituições.
Pela Lei 11.101/2005, todas as dívidas de empresa em recuperação judicial ficam suspensas, a menos que haja autorização para o saque. E contrariando a legislação, no entendimento do juiz, os bancos estavam recebendo os títulos de crédito dados em garantia e retendo para seu próprio pagamento.
Todas as transações financeiras devem ser realizadas à vista, e com o bloqueio dos créditos do Fribrasil pelos bancos, indiretamente a recuperação judicial estava comprometida porque não tinha como formar um capital de giro.
Redução
O Fibrasil vem abatendo 700 bovinos por semana, o que representa 16% dos 4,2 mil abates realizados antes da crise. O quadro de funcionários foi reduzido de 600 para 200. Parecer do administrador indica que a retomada depende de, no mínimo, 400 abates diários, para a retomada da atividade e consiga cumprir os compromissos assumidos com os credores.
Os gerentes poderão responder perante a Justiça caso não liberem os R$ 2 milhões, determinado a cada banco, para o Fibrasil. A empresa se transferiu de Eldorado para Caarapó em junho do ano passado. Também está construindo um abatedouro de suínos em Marechal Candido Rondon(PR).

