Economia

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Juros para antecipar Imposto de Renda caem meio ponto

Juros para antecipar Imposto de Renda caem meio ponto

Redação

07/03/2010 - 00h20
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À primeira vista parece um bom negócio: crédito rápido, sem exigência de garantias (como avalista), pagamento só daqui a alguns meses e com dinheiro que você não terá que ainda trabalhar para ganhar. É a antecipação da restituição do Imposto de Renda (IR) – linha de crédito oferecida por muitos bancos desde que começou o prazo para declaração do IR na Receita Federal. O contribuinte recebe hoje o valor a ser restituído em 2010, neste ano com taxa de juros 2,53% ao mês (em média) - menor que a do ano passado, de 3,1%. E é justamente aí, nos juros, onde mora o perigo pois, dependendo de onde esse crédito for empregado, o que parecia vantajoso pode se tornar prejuízo para o consumidor. O alerta é do economista Thales de Souza Campos. Segundo ele, contratar o empréstimo no valor que será restituído pela Receita Federal e utilizá-lo, por exemplo, para a compra de bens como carros e imóveis, pode transformar o investimento em uma conta bem maior a ser paga no ano que vem. “Existem hoje linhas de crédito com juros bem inferiores a esse da antecipação da restituição para a compra de bens, como no caso dos automóveis, que variam de 0,9% a 1,8%. Então, quem estiver pensando em contratar esse produto deve antes verificar quais são os valores dos juros em uma linha específica”, explica. No caso dos imóveis, há linhas que cobram 4,5% ao ano e ainda com parcelas decrescentes – muito mais vantajoso que a antecipação. Outro exemplo citado pelo economista é o da compra de eletrodomésticos. Atualmente, as lojas especializadas nesse tipo de produto têm crediário próprio, com juros reduzidos, que chegam a ser de 0,99% ao mês. “Vale a pena pesquisar para fazer um bom negócio e não acabar com uma conta maior do que o esperado”, afirma o economista. Recomendado Através da linha de crédito é possível antecipar de 75% a 100% do valor a restituir, dentro de determinadas condições, dependendo da instituição financeira. Mas, de acordo com Campos, só é recomendada a contratação da restituição antecipada para cobrir débitos de cartões de crédito em atraso e limite do cheque especial, que têm juros de 8,5% a 11,5% ao mês. “No caso do cartão, só compensa se ele estiver vencido há muito tempo”, recomenda, lembrando que os juros da antecipação podem ultrapassar 30% no final do contrato. Dependendo do caso, se contratante tiver condições de quitar o saldo em dois ou três meses, a antecipação pode não ser o mais recomendado. Já em parcelamentos longos o crédito da restituição é vantajoso. Outro fator importante é a data da entrega da declaração. Quanto antes for entregue melhor para quem contrata a linha de crédito. Isso porque os lotes de restituição são pagos conforme a data de recebimento do documento pela Receita Federal, o que significa que uma pessoa que contratar o crédito antecipado e estiver entre os últimos a receber a restituição, terá que pagar mais juros pelo empréstimo adquirido hoje.À primeira vista parece um bom negócio: crédito rápido, sem exigência de garantias (como avalista), pagamento só daqui a alguns meses e com dinheiro que você não terá que ainda trabalhar para ganhar. É a antecipação da restituição do Imposto de Renda (IR) – linha de crédito oferecida por muitos bancos desde que começou o prazo para declaração do IR na Receita Federal. O contribuinte recebe hoje o valor a ser restituído em 2010, neste ano com taxa de juros 2,53% ao mês (em média) - menor que a do ano passado, de 3,1%. E é justamente aí, nos juros, onde mora o perigo pois, dependendo de onde esse crédito for empregado, o que parecia vantajoso pode se tornar prejuízo para o consumidor. O alerta é do economista Thales de Souza Campos. Segundo ele, contratar o empréstimo no valor que será restituído pela Receita Federal e utilizá-lo, por exemplo, para a compra de bens como carros e imóveis, pode transformar o investimento em uma conta bem maior a ser paga no ano que vem. “Existem hoje linhas de crédito com juros bem inferiores a esse da antecipação da restituição para a compra de bens, como no caso dos automóveis, que variam de 0,9% a 1,8%. Então, quem estiver pensando em contratar esse produto deve antes verificar quais são os valores dos juros em uma linha específica”, explica. No caso dos imóveis, há linhas que cobram 4,5% ao ano e ainda com parcelas decrescentes – muito mais vantajoso que a antecipação. Outro exemplo citado pelo economista é o da compra de eletrodomésticos. Atualmente, as lojas especializadas nesse tipo de produto têm crediário próprio, com juros reduzidos, que chegam a ser de 0,99% ao mês. “Vale a pena pesquisar para fazer um bom negócio e não acabar com uma conta maior do que o esperado”, afirma o economista. Recomendado Através da linha de crédito é possível antecipar de 75% a 100% do valor a restituir, dentro de determinadas condições, dependendo da instituição financeira. Mas, de acordo com Campos, só é recomendada a contratação da restituição antecipada para cobrir débitos de cartões de crédito em atraso e limite do cheque especial, que têm juros de 8,5% a 11,5% ao mês. “No caso do cartão, só compensa se ele estiver vencido há muito tempo”, recomenda, lembrando que os juros da antecipação podem ultrapassar 30% no final do contrato. Dependendo do caso, se contratante tiver condições de quitar o saldo em dois ou três meses, a antecipação pode não ser o mais recomendado. Já em parcelamentos longos o crédito da restituição é vantajoso. Outro fator importante é a data da entrega da declaração. Quanto antes for entregue melhor para quem contrata a linha de crédito. Isso porque os lotes de restituição são pagos conforme a data de recebimento do documento pela Receita Federal, o que significa que uma pessoa que contratar o crédito antecipado e estiver entre os últimos a receber a restituição, terá que pagar mais juros pelo empréstimo adquirido hoje.

irpf 2026

Apostadores de bets terão que declarar imposto de renda sobre prêmios; veja como

Declaração do Imposto de Renda deve começar neste mês e Receita Federal disponibilizou plataforma para auxiliar na apuração do imposto de bets e fantasy games

03/03/2026 17h00

Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 deve começar neste mês

Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 deve começar neste mês Divulgação/Agência Brasil

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Apostadores que ganharam prêmio em plataformas de apostas físicas e virtuais (BETs) e em competições virtuais (fantasy sport) terão que declarar imposto de renda sobre o prêmio líquido obtido. Para auxiliar na apuração da base de cálculo, a Receita Federal disponibilizou, nessa segunda-feira (2), uma ferramenta digital.

A declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025, deve começar ainda neste mês, seguindo o calendário tradicional adotado pela Receita Federal nos últimos anos. No entanto, o órgão ainda não detalhou datas,

Conforme a Receita, para apurar o prêmio líquido obtido no ano-calendário anterior e calcular o imposto devido, o contribuinte deverá utilizar as informações constantes no Comprovante de Resultados em Apostas em Loterias de Quota Fixa (ComprovaBet).

O ComprovaBet é o documento que consolida as informações relativas aos resultados obtidos no ano-calendário anterior.

Ele deverá ser disponibilizado aos apostadores e competidores pelo agente operador, responsável pela plataforma de apostas e pela competição virtual, até o último dia útil do mês de fevereiro do ano seguinte ao do recebimento dos prêmios ou à ocorrência de perdas.

A alíquota do imposto é de 15%, aplicada sobre a parcela do prêmio líquido que exceder o valor de R$ 28.467,20 no ano.

Valores que não ultrapassem esse limite permanecem isentos.

Caso seja identificado imposto a recolher, o contribuinte deverá emitir o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) e efetuar o pagamento até o último dia útil do mês de abril.

De acordo com a Receita, a expectativa é que a medida contribua para maior conformidade fiscal e simplifique o cumprimento das obrigações tributárias relacionadas às plataformas de apostas e às competições virtuais.

A ferramenta digital para cálculo do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) pode ser acessada no site da Receita Federal.

Declaração do IRPF 2026

As datas e regras para declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 ainda não foram divulgadas pela Receita Federal, mas devem seguir os mesmos parâmetros do ano passado.

Isto porque a lei que amplia a faixa de isenção do IRPF para contribuintes que recebem até R$ 5 mil mensais e estabelece descontos parciais para rendas de até R$ 7.350 só terá impacto na declaração de 2027, ano-base 2026.

Desta forma, para a declaração de 2026 (ano-base 2025), as regras de obrigatoriedade devem permanecer semelhantes às do ano anterior, com a obrigação de declarar, entre outros, aqueles que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 em 2025, possuíam bens e direitos acima de R$ 800 mil ou realizaram operações em bolsas de valores que somaram mais de R$ 40 mil.

Conforme reportagem do Correio do Estado, especialistas alertam que, embora as regras gerais e os prazos devam seguir o padrão dos anos anteriores, com a entrega prevista para ocorrer entre 15 de março e 29 de maio de 2026, o Fisco tem aprimorado cada vez mais seus mecanismos de cruzamento de dados.

Omitir rendimentos, mesmo os de menor valor, continua sendo o principal erro dos contribuintes e a principal causa de retenção de declarações.

O item mais crítico e que exige atenção máxima do contribuinte é a declaração de todos os rendimentos tributáveis. Isso inclui não apenas salários, mas também aluguéis, pensões, rendimentos de autônomos e até mesmo valores recebidos em ações judiciais.

Outro ponto crucial são as despesas médicas. Embora não possuam um limite para dedução, o que pode gerar uma economia significativa no imposto a pagar, elas são um dos principais alvos de fiscalização.

É imprescindível que cada despesa declarada (seja com médicos, dentistas, psicólogos ou exames) tenha seu respectivo comprovante, contendo o CPF ou CNPJ do prestador do serviço. Declarar valores incorretos ou sem a devida comprovação pode fazer o contribuinte cair na malha fina.

CAGED

MS começa 2026 com criação de quase 4 mil novos empregos

Crescimento é o primeiro registrado desde agosto de 2025, quebrando o ciclo de queda nos novos postos de trabalho no Estado

03/03/2026 14h15

Saldo na geração de empregos em MS é positivo em janeiro

Saldo na geração de empregos em MS é positivo em janeiro FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul abriu o ano de 2026 com a criação de 3.936 novos postos de trabalho no Estado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (03) pelo Ministério do Trabalho e Emprego com a apresentação dos resultados da pesquisa do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

Segundo a pesquisa, o saldo é consequência de um resultado positivo de 37.353 admissões e 33.417 demissões no mês de janeiro de 2026 no Estado. 

Ou seja, mais trabalhadores foram admitos do que demitidos, gerando um saldo positivo de empregos no mês referente. 

O resultado crescente aparece pela primeira vez no Estado depois de cinco meses de queda, desde agosto, quando o saldo começou a cair, mesmo se mantendo positivo. Em dezembro, o saldo de empregos foi de -11.281, o 2º pior saldo entre os últimos meses dos anos desde 2020. 

O setor que puxou a geração de empregos em janeiro foi a construção, com um saldo positivo de 2.358 novos trabalhos, fruto de 4.615 admissões e 2.257 demissões. 

Em seguida, aparece o setor do agronegócio, com um saldo de 1.714 empregos, resultado de 6.562 admissões e 4.848 demissões. 

A indústria também teve números positivos, com 5.657 novos trabalhadores e 5.371 demitidos, gerando um saldo de 286 postos de trabalho. 

O setor de serviços teve saldo baixo, porém ainda positivo, de 91 novos postos, resultado de 12.671 trabalhadores admitidos e 12.580 demitidos. 

Já o setor do comércio teve saldo negativo. Ou seja, foram demitidos mais trabalhadores que admitidos. No total, foram 7.848 trabalhadores empregados e 8.361 trabalhadores demitidos, gerando um saldo de -513 empregos no setor. O movimento é explivado pela sazonalidade após as festas de fim de ano.

A pesquisa mostrou ainda que os homens foram os principais contratados, com um saldo positivo de 4.155 contratações. Já entre as mulheres, o número foi negativo, de -219 empregos (houve mais demissão que admissão entre as candidatas femininas). 

A faixa etária dominante nos novos postos de trabalhos foram entre os candidatos de 18 a 24 anos, com 1.384 novos postos de trabalho, seguido pelos candidatos de 30 a 39 anos, com 1.017 novos empregos. 

Nacional

No primeiro mês do ano, o Brasil criou 112.334 postos de trabalho com carteira assinada, segundo os dados do Novo Caged. O resultado é a diferença entre 2.208.030 admissões e 2.095.696 demissões registrados no mês. 

Com isso, o País passou a ter mais de 48.5 milhões de vínculos formais ativos. 

Nos últimos 12 meses, entre fevereiro e janeiro de 2026, o saldo de novos empregos no Brasil é de 1.228.483 trabalhos, com um estoque total de vínculos crescendo 2,6%, passando a ser de 48.577.979 trabalhadores formais. 

Assim como em Mato Grosso do Sul, apenas o setor do comércio teve saldo negativo no resultado nacional, de -56.800. 

A Indústria apresentou o melhor resultado, com a criação de 54.991 vagas, seguido pelos setores de Serviços (40.525), Construção (50.545) e Agropecuária (23.073). 

 

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