Economia

Agronegócio

Lula defende agro nacional e pede que alemães não acreditem em 'mitos' sobre biocombustíveis

O presidente disse que, "se alguém quiser acreditar nisso, convido a visitar o Brasil"

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu nesta segunda-feira, 20, o agronegócio brasileiro e pediu que os alemães não acreditem em "mitos" sobre a produção de biocombustíveis no País. A fala ocorreu diante de empresários no encontro econômico Brasil-Alemanha, em Hannover, na Alemanha

Lula afirmou que há uma "mitologia dita por alguns que são contra a inovação tecnológica na área de combustível, de que o combustível brasileiro atrapalha a produção de alimentos". O presidente disse que, "se alguém quiser acreditar nisso, convido a visitar o Brasil".

"Ninguém seria louco de substituir a produção de comida pela produção de biodiesel. Ninguém come diesel ou gasolina, as pessoas comem comida. Nós sabemos da importância de fazer com que os dois setores possam se desenvolver concomitantemente", afirmou o petista.

Lula reforçou que "não há hipótese de o Brasil deixar de produzir alimentos ou de ocupar a Mata Atlântica ou a Amazônica por causa da produção de biocombustível". Afirmou que "muitas vezes há desinformação e documentos técnicos que não condizem com a realidade".

"Disse a Merz e vou repetir aos empresários: qualquer dúvida que tiver com relação à relação com o Brasil, ao biocombustível, à transição energética, aos mineiras críticos e às terras raras, que não se deixem seduzir pela primeira opinião", declarou o presidente da República.

No domingo, Lula já havia dito na abertura da Feira Industrial de Hannover que "é preciso combater narrativas falsas a respeito da sustentabilidade" da agricultura brasileira.

Lula afirmou que o "transporte é hoje um dos principais gargalos de descarbonização da Europa" e pediu que a União Europeia não crie barreiras contra os biocombustíveis. O petista disse que "estão na mesa" do bloco aduaneiro "propostas que ignoram práticas de sustentabilidade no uso do solo brasileiro".

"Também entrou em vigor em janeiro mecanismos unilaterais de cálculo de carbono que desconsidera o baixo nível de emissões no processo produtivo brasileiro baseado em fontes renováveis. Essas iniciativas podem dificultar a oferta de energia limpa para os europeus em momento crítico. A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correto adotar critérios que ignorem outra realidade e prejudique os produtores brasileiros", declarou o presidente.

Mudança de patamar do Brasil e minerais críticos

Lula voltou a falar que o Brasil está disposto a "deixar de ser um país em vias de desenvolvimento". Falou sobre a exploração de minerais críticos justamente como um caminho para o País se tornar uma economia rica.

"Oferecemos oportunidades crescentes em setores decisivos para o futuro. Estamos ampliando em minerais críticos e terras raras, essenciais para a transição energética digital. Não aceitaremos modelos que reduzam nosso território à extração de recursos voltados a atender apenas demandas externas. Vamos assegurar que as riquezas do Brasil sirvam ao desenvolvimento da população e das empresas brasileiras", disse o presidente brasileiro diante de empresários e políticos brasileiros e alemães.

Agricultura

Safra de milho pode ter prejuízo de quase R$ 3 bilhões em MS

Mais de 643 mil hectares apresentam condições regulares ou ruins; clima e problemas fitossanitários ameaçam produtividade

19/06/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A segunda safra 2025/2026 de milho em Mato Grosso do Sul já apresenta um potencial de perdas que pode chegar a R$ 3 bilhões, conforme levantamento realizado pelo Correio do Estado, com base nos dados do Boletim Casa Rural, elaborado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul) e a Associação dos Produtores de Soja de MS (Aprosoja-MS). O valor considera os 643,6 mil hectares classificados atualmente como regulares ou ruins, que podem não atingir o potencial produtivo estimado para a temporada.

De acordo com o boletim, divulgado nesta semana, 239.569 hectares das lavouras foram classificados como ruins e outros 404.044 hectares, como regulares.

Somadas, as áreas representam 29,2% dos 2,2 milhões de hectares cultivados com milho na segunda safra 2025/2026 no Estado.

A projeção de prejuízo leva em conta a produtividade média estadual estimada em 84,2 sacas por hectare e a cotação atual do milho em torno de R$ 50 por saca.

Nessa conta, os hectares considerados problemáticos representam um potencial produtivo de aproximadamente 54,2 milhões de sacas, o equivalente a R$ 2,71 bilhões em receita agrícola.

Caso parte significativa dessas áreas tenha perdas severas ou produtividade abaixo do esperado, o impacto econômico poderá se aproximar da marca de R$ 3 bilhões.

Apesar do cenário de preocupação, a maior parte da safra ainda apresenta boas condições. Conforme o levantamento, 70,8% das lavouras sul-mato-grossenses foram classificadas como boas, enquanto 18,3% estão em condição regular e 10,9% em situação considerada ruim.

O boletim detalha os fatores que justificam a classificação negativa de parte das áreas. Segundo o boletim técnico, uma lavoura é considerada ruim quando apresenta “alta infestação de pragas (plantas daninhas, pragas e doenças) ou falhas no estande de plantas, desfolhamento excessivo, enrolamento de folhas, amarelamento precoce das plantas, entre outros defeitos que causem perdas significativas de produtividade”.

Os problemas climáticos continuam sendo a principal ameaça para o ciclo. Em praticamente todas as regiões, os técnicos destacam o risco de estiagem e de ocorrência de geadas, justamente no momento de formação e enchimento dos grãos.

REGIÕES

A situação mais delicada é observada na região central do Estado, que engloba municípios como Sidrolândia, Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul e Campo Grande. Nessa região, apenas 57,9% das áreas são consideradas boas, enquanto 23,8% estão classificadas como ruins, o maior porcentual estadual. A região concentra mais de 97 mil hectares em situação crítica.

Outro ponto de atenção está na região sul-fronteira, formada por municípios como Amambai, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Tacuru e Sete Quedas. Ali, 17,7% das áreas foram enquadradas como ruins e 20% como regulares, indicando que mais de um terço da safra enfrenta algum grau de comprometimento produtivo.

Na região sul, onde estão importantes polos produtores, como Dourados, Caarapó e Itaporã, o porcentual de lavouras ruins é relativamente baixo, de 4,9%. Entretanto, chama atenção o fato de 31% das áreas estarem classificadas como regulares, o maior índice do Estado. Isso significa que parte relevante da produção ainda depende das condições climáticas das próximas semanas para confirmar o potencial produtivo esperado.

O agrônomo e consultor Ricardo Rigon afirma que o comportamento irregular das chuvas já comprometeu parte das áreas cultivadas, principalmente na região sul do Estado.

“Sem notícias de prejuízo em relação a essa primeira frente fria [do fim de semana]. A maioria está com boas perspectivas de produtividade, mas teve áreas com estiagem que prejudicaram o desenvolvimento do milho, comprometendo a produtividade”, explica.

Segundo ele, houve forte diferença produtiva até dentro das mesmas propriedades rurais. “Na região de Dourados e Rio Brilhante, cerca de 70% das áreas devem produzir em torno de 100 sacas por hectare ou mais. Já os outros 30% podem ficar entre 30 e 50 sacas por hectare, porque dentro de uma mesma propriedade teve muita variação de chuva”, relata.

Conforme o documento técnico, a queda de granizo também impactou uma parte das lavouras. 
“Na terceira semana de maio, os municípios de Deodápolis, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Itaporã, Ivinhema e Dourados foram atingidos por granizo, provocando danos significativos nas lavouras e afetando cerca de 2.850 hectares até o momento. Apesar da intensidade do evento, os prejuízos ocorreram de forma localizada. A Aprosoja-MS segue monitorando as áreas atingidas e avaliando os impactos decorrentes desse evento climático”.

REDUÇÃO

O boletim também destaca que a segunda safra de milho deverá ocupar 2,206 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul, com produtividade média projetada em 84,2 sacas por hectare. A produção estimada é de 11,139 milhões de toneladas.

Ainda assim, os números representam uma redução da participação do milho sobre a área de soja em relação a anos anteriores, reflexo dos riscos climáticos e da busca dos produtores por alternativas como sorgo, milheto e pastagens em áreas consideradas menos favoráveis ao cultivo.

Além da estiagem e das geadas, os técnicos identificaram problemas fitossanitários em diferentes regiões produtoras.

Entre as principais ameaças estão cigarrinha-do-milho, lagarta-do-cartucho, pulgões, percevejos, cercosporiose, ferrugem-polissora e manchas foliares, fatores que podem reduzir ainda mais o potencial produtivo.

Outro possível empecilho é a incidência do El Niño. De acordo com os modelos climáticos, há cerca de 61% de probabilidade de formação do fenômeno no trimestre que se encerra em julho.

Para os técnicos do setor, a combinação de calor acima da média, irregularidade hídrica e avanço tardio do plantio aumenta os riscos para a produtividade.

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LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de hoje, concurso 1227, quinta-feira (18/06)

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

18/06/2026 20h13

Confira o resultado do Dia de Sorte

Confira o resultado do Dia de Sorte divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1227 da Dia de Sorte na noite desta quinta-feira, 18 de junho de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Confira o resultado da Dia de Sorte de hoje!

Os números da Dia de Sorte 1227 são:

  •  28 - 10 - 09 - 22 - 31 - 21 - 03 
  • Mês da sorte: 05 - Maio

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1228

Como a Dia de Sorte tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no sábado, 20 de junho, a partir das 21 horas, pelo concurso 1228. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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