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Mais de 13 milhões de pessoas subiram de classe econômica, mostra FGV

Mais de 13 milhões de pessoas subiram de classe econômica, mostra FGV

agência brasil

27/06/2011 - 18h21
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Nos últimos 21 meses, até maio deste ano, cerca de 13,3 milhões de pessoas ascenderam às classes A, B ou C no Brasil. A informação consta do estudo Os Emergentes dos Emergentes, divulgado hoje (27), em São Paulo, pela Fundação Getulio Vargas.

Segundo Marcelo Neri, coordenador do estudo, o dado revela uma “transformação de grande magnitude” que está acontecendo no país. Isso se deve, segundo ele, principalmente porque a renda do brasileiro vem crescendo desde o fim de 2003 e a desigualdade vem caindo há dez anos consecutivos. De acordo com ele, a mudança também ocorreu por causa da estabilidade econômica e do controle da inflação e, sobretudo, devido à educação.

“Só pelo efeito da educação, se tudo ficasse constante, a renda do brasileiro cresceria 2,2 pontos de porcentagem por ano, o que é bastante. Eu diria que a educação é a grande política estrutural por trás disso”, afirmou Neri.

Nos últimos 21 meses, o maior crescimento se deu nas classes A e B (12,8%), seguidas pela classe C, que cresceu 11,1%. Quando se passa a analisar a mudança que ocorreu nas classes econômicas do Brasil desde 2003, o estudo aponta que 48,7 milhões de brasileiros entraram nas classes A, B e C, população maior que a da Espanha.

A base da pirâmide, formada pelas classes D e E, por sua vez, ficou menor. Em 2003, 96,2 milhões de pessoas faziam parte da base da pirâmide. Neste ano, o número passou para 63,6 milhões. A classe C, por sua vez, passou de 45 milhões de pessoas em 1993 para 105,5 milhões este ano.

A principal explicação para o encolhimento da classe E, segundo Neri, são os programas de transferência de renda para os mais pobres, como o Bolsa Família. Já a ascensão da classe C, segundo ele, vem sendo observada desde a implementação do plano real. “O trabalhador brasileiro está trabalhando mais porque se educou mais, está conseguindo trabalho formal e acho que ele é o grande herói dessa ascensão da classe média”, afirmou Neri. Outro fator que contribuiu para a ascensão à classe C foi o aumento do salário mínimo.

O estudo ainda revelou que a evolução dos indicadores das classes sociais no Brasil tem sido superior ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e maior que na China. Desde 2003, a renda da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) cresceu 1,8 ponto percentual ao ano acima do PIB, superior ao que ocorreu na China, onde o PIB tem crescido dois pontos percentuais por ano acima da renda dos domicílios chineses.

Comparando com os outros países que integram o Brics (grupo de países formado pelo Brasil, pela Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil apresentou, na década de 2000, a segunda melhor taxa de crescimento anual da renda domiciliar per capita entre os 20% mais pobres da população, com 6,3%, atrás da China, com 8,5%. Em terceiro, aparece a África do Sul (5,8%), seguida pela Índia (1%). Já com relação aos 20% mais ricos, a taxa de crescimento anual da renda familiar foi maior nos outros países: China (15,1%), África do Sul (7,6%), Índia (2,8%) e Brasil (1,7%).

O estudo também avaliou que os brasileiros estão mais felizes e satisfeitos com a sua vida que os demais povos dos países do Brics. Numa escala que varia de 0 a 10, a média brasileira de satisfação no ano de 2009 foi 7, enquanto atingiu 5,2 na África do Sul e 4,5 na China e na Índia. No ranking mundial de felicidade, o Brasil alcançou a 17ª posição em 2009, entre 144 países analisados.

Imposto

Proposta de tributação dos super-ricos ganha peso no G20, diz Haddad

Grupo reúne as 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia e a União Africana.

23/05/2024 21h00

Ministro da Fazenda Fernando Haddad

Ministro da Fazenda Fernando Haddad Arquivo

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira que a proposta brasileira de tributar os super-ricos ganhou relevância rapidamente dentro do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia e a União Africana.

Durante um simpósio de tributação internacional do G20, realizado em Brasília, Haddad destacou a necessidade de coordenação entre países para repensar mecanismos de ação tributária. "Nós não vamos resolver nossas dificuldades e desafios com as instituições atuais. Precisamos repensar os organismos multilaterais e o financiamento dessa equação", declarou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu a taxação dos bilionários como um instrumento crucial para financiar o combate à fome global.

Proposta brasileira ganha apoio

Haddad mencionou que a proposta brasileira está sendo bem recebida por países como a França. "É impressionante como essa proposta ganhou peso rapidamente, com manifestações de apoio até de países do G7 e da Europa. Há uma consciência crescente de que algo precisa ser feito", afirmou o ministro.

A pedido do governo brasileiro, o economista francês Gabriel Zucman está elaborando um relatório para o G20 sobre a taxação global dos super-ricos. Segundo Zucman, um imposto de 2% sobre o patrimônio de cerca de 3.000 bilionários poderia gerar uma receita de US$ 250 bilhões.

Diálogo com os Estados Unidos

Apesar da oposição dos Estados Unidos, expressa pela secretária do Tesouro, Janet Yellen, que afirmou que Washington não apoia um imposto global sobre a riqueza dos bilionários, o coordenador do Grupo de Trabalho de Arquitetura Financeira Internacional do G20, Felipe Antunes, destacou o diálogo positivo com os americanos. "Eles participaram das discussões, fizeram perguntas críticas, mas também construtivas", disse Antunes.

Antunes também mencionou que há debates sobre a redistribuição dessa tributação, com alguns países mais entusiasmados e outros mais céticos. Haddad enfatizou que a taxação global é uma novidade trazida pelo presidente Lula ao fórum do G20 que "veio para ficar".

Declarações de Lula

Durante a visita do presidente do Benin, Patrice Talon, ao Brasil, Lula reiterou a importância de tributar os super-ricos. "Se os 3.000 bilionários do planeta pagassem 2% de impostos sobre suas fortunas, poderíamos gerar recursos suficientes para alimentar as 340 milhões de pessoas que enfrentam insegurança alimentar severa na África", afirmou Lula.

O presidente brasileiro também criticou o impacto do pagamento da dívida externa sobre os países pobres, que prejudica investimentos em áreas essenciais como educação e saúde. "Não há como investir em educação, saúde ou adaptação às mudanças climáticas se grande parte do orçamento é consumida pelo serviço da dívida", concluiu.

Loteria

Resultado da Mega Sena 2728 de hoje, quinta-feira (23/05); veja os números

Prêmio estava estimado em R$ 40 milhões; Confira se você foi sortudo

23/05/2024 19h18

Confira o resultado do sorteio da Mega-Sena

Confira o resultado do sorteio da Mega-Sena Divulgação

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A Caixa Econômica Federal sorteou as seis dezenas do concurso 2728 da Mega-Sena na noite desta quinta-feira (23), no Espaço da Sorte, em são Paulo.

O prêmio estava estimado em R$ 40 milhões.

Números sorteados no concurso 2728: Confira o resultado

  • 02 - 43 - 11 - 09 - 25 - 51

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

O rateio, que é o número de acertadores e o valor que cada acertador irá receber, será divulgado em breve pela Caixa Econômica Federal.

Os sorteios são transmitidos ao vivo pelo canal do Youtube da Caixa.

Como jogar na Mega-Sena

Os sorteios da Mega-Sena são realizados três vezes por semana, às terças, quintas e aos sábados.

As apostas na Mega-Sena podem ser feitas até as 18h (horário de MS) do dia do sorteio em lotéricas ou pela internet.

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você, pela modalidade surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos, chamada Teimosinha.

A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 5,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Premiação

Caso não haja acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

Não deixe de conferir o seu bilhete de aposta.

A quantidade de ganhadores da Mega-Sena e o rateio podem ser conferidos aqui.

 

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