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REFLEXOS

Mais de 31% das empresas já demitiram funcionários

Levantamento aponta que 32% das micro e pequenas empresas deram férias coletivas
14/04/2020 10:00 - Súzan Benites


 

Pesquisa do Sebrae sobre os impactos do novo coronavírus (Covid-19) na vida das micro e pequenas empresas, aponta que 31,58% das empresas já precisaram demitir funcionários. Já a média de demissões, conforme o levantamento, é de 2,3 colaboradores por empresa.

Os estabelecimentos estão, em média, há 17 dias sem abrir as portas e a média de funcionários é de 5,8 pessoas.  

Sobre a situação dos funcionários, a pesquisa aponta que 31,58% das empresas precisaram demitir nos últimos 15 dias, enquanto 39,47% disseram que não e outros 28,95% não possuem funcionários. A média de colaboradores demitidos ficou em 2,3 por empresa.

Entre as atitudes tomadas neste período, 32,08% das empresas deram férias coletivas para os empregados. Já os que adotaram a suspensão do contrato de trabalho somam 20,75%.  

Os que reduziram a jornada e o salário são 3,77% e os que ainda não tomaram nenhuma das medidas são 49,06%.

Segundo a analista técnica do Sebrae-MS, Vanessa Schmidt, o olhar para o futuro vai depender muito das medidas que estão sendo tomadas hoje para conter a pandemia no MS.  

“É importante seguirmos as orientações das autoridades em saúde, a fim de que o processo de disseminação do vírus possa ser contido de forma mais rápida,e a situação econômica seja afetada por menos tempo. Quanto antes conseguirmos começar a voltar a uma vida normal, menor será o impacto sobre os negócios. Caso a pandemia não seja controlada e as medidas de restrição de circulação precisem ser estendidas, inevitavelmente mais negócios serão afetados”, informou.

Para a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio (IPF –MS), Daniela Dias, o cenário pode se agravar caso consumidores e empresários não atuem de forma conjunta.

“A gente pode ter um cenário pior caso a pandemia não seja controlada. É por isso que a gente precisa que os consumidores sejam conscientes, os empresários estão fornecendo os mecanismos de higiene, mas os consumidores precisam evitar aglomerações e tomar as medidas de precaução. Isso é um ciclo, se a pessoa não está empregada, logo ela não consome e a economia não gira”.