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Juliane Penteado: Médico, veja como fica a aposentadoria especial pelo INSS ou como servidor público

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Os médicos têm direito à aposentadoria mais cedo que os demais, já que trabalha geralmente exposto a agentes nocivos, por isso, tem direito a aposentadoria especial, desde que comprovado com documentos corretos.

Esse profissional se aposenta por insalubridade e para isso é preciso comprovar a exposição aos agentes nocivos por no mínimo 25 anos, e ainda:

  • ter completado esse tempo até a reforma da previdência, em 13 de novembro de 2019; OU
  • ter 60 anos de idade; OU
  • somar 86 pontos( idade + tempo de contribuição)

Neste caso também deve-se observar algumas especificidades dessa profissão, uma vez que eles podem acumular cargos públicos. Além disso, eles podem, além de trabalhar em dois cargos públicos, também contribuir para o INSS e por isso  ter a aposentadoria especial do médico dos três vínculos. 

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Inteligência Artificial: como pequenas e médias empresas podem usar hoje

Por Arthur Maximilliano, fundador da RetenMax

21/07/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Lembro quando falávamos de Inteligência Artificial e logo vinha na cabeça aqueles filmes de ficção científica ou notícias sobre empresas gigantes lá do outro lado do mundo. Pois bem, esses tempos ficaram para trás. Hoje, a IA já está aqui, no nosso dia a dia — e olha que muita gente nem percebe.

Aquele sistema que responde mensagens automaticamente no aplicativo de conversas, o programa que organiza suas finanças em tempo real ou a ferramenta que mostra o que seu cliente está querendo comprar?

Tudo isso já funciona com inteligência artificial. E o melhor: não é preciso ter milhões no bolso para aproveitar essa revolução.

Atendimento que não deixa ninguém esperando

Sabe qual é um dos maiores problemas de quem tem uma empresa pequena ou média? É deixar cliente sem resposta. Cada mensagem ignorada, cada demora no retorno é dinheiro indo embora.

Com assistentes virtuais inteligentes, sua empresa pode conversar com o cliente a qualquer hora do dia ou da noite, organizar pedidos e ainda encaminhar cada pessoa para o vendedor certo. No fim das contas, é matemática simples: mais gente sendo atendida, menos venda perdida.

Decisões baseadas em números, não em achismos

Outra coisa que muda completamente é a forma de gerir o negócio. Hoje já existem programas com inteligência artificial que mostram onde você está gastando demais, preveem quanto vai entrar no caixa mês que vem e até sugerem se vale a pena aumentar ou diminuir o preço de algum produto.

Não é que a tecnologia vai mandar no seu negócio — longe disso. Mas ela te dá informação clara para você decidir com segurança, em vez de confiar só no feeling.

Divulgação certeira, sem jogar dinheiro fora

E quando o assunto é divulgar seu negócio? A inteligência artificial também entrou forte nesse jogo. Hoje dá para saber exatamente qual anúncio está funcionando, prever o que seus clientes vão querer comprar e falar direto com quem realmente tem interesse no que você vende.

Traduzindo: você para de gastar com propaganda que não traz resultado e começa a investir só no que funciona de verdade.

Não dá mais para esperar

O erro que vejo muito empresário cometer é achar que "isso aí não é para mim", que "minha empresa é pequena demais para usar essas tecnologias". A verdade nua e crua? Nunca foi tão fácil ter acesso a essas ferramentas.

Seja você dono de restaurante, clínica médica, loja de roupas ou escritório de contabilidade — não importa. A inteligência artificial já está sendo usada por negócios de todos os tamanhos e segmentos. E não é por luxo, não. É porque virou necessidade para conseguir competir.

Quem começar agora sai na frente. Enquanto uns ainda estão em dúvida, outros já estão aprendendo, ajustando e crescendo com essa tecnologia do lado deles.

Arthur Maximilliano é fundador da RetenMax, empresa de Transformação Empresarial que atua nas áreas de Tecnologia, Divulgação, Finanças e Cultura Organizacional, além de desenvolver projetos em Inteligência Artificial e Análise de Dados para Negócios.

Provenzano

Está pagando 27,5% de IR na Fonte? Saiba como pagar menos imposto dentro da lei

Leandro Amaral Provenzano (OAB/MS 13.035), sócio do escritório Provenzano Advogados

16/07/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Você é empregado, autônomo ou servidor público e sua renda mensal te coloca na faixa de 27,5% do Imposto de Renda? Se a resposta for sim, você provavelmente está pagando mais imposto do que precisaria. Existe uma estratégia simples, legal e pouco explorada: destinar 12% da renda bruta anual a um plano de previdência privada na modalidade PGBL.

Explico a seguir como funciona, por que costuma valer a pena e quando ela não é a melhor escolha.
Diferente do VGBL, o regime de previdência privada PGBL permite abater os aportes feitos ao longo do ano da base de cálculo do Imposto de Renda. Para isso, porém, você precisa entregar a declaração no modelo completo e contribuir para a previdência oficial, RPPS (Regime Próprio de Previdência Social), no caso dos servidores públicos ou INSS. O limite de dedução é de 12% da renda bruta anual tributável.

Na prática, imagine um servidor com renda tributável de 120 mil reais por ano, na faixa de 27,5%. Se ele aportar R$ 14.400,00 (os 12%) em um PGBL, esse valor sai da base de cálculo do imposto naquele ano.

Portanto, os 27,5% irão incidir “apenas” sobre R$ 105.600,00, e não mais sobre os 120 mil reais, o que representa um ganho real de R$ 3.960,00, além do valor investido (R$ 14.400,00), cujos rendimentos no longo prazo tendem a somar um valor significativo para o investidor.

No resgate, o Imposto de Renda incide sobre o valor total do PGBL, aportes e rendimentos, e não apenas sobre o lucro. Então por que vale a pena pagar 10% sobre tudo, se a economia inicial foi de 27,5% sobre uma parte?

A resposta está no que acontece durante os 10 anos de “espera”. Sem o PGBL, o servidor pagaria 27,5% de imposto sobre aquele dinheiro logo no início e investiria apenas o que sobrasse. Com o PGBL, ele investe o valor cheio, sem desconto, e o imposto só é cobrado no futuro, a uma alíquota bem menor. Esse efeito de diferimento fiscal faz o dinheiro render sobre uma base maior durante todo o período. Por isso, mesmo pagando 10% sobre o total no resgate, o resultado costuma ser mais vantajoso do que investir fora da previdência.

E se for preciso resgatar antes dos 10 anos?

A tabela regressiva do PGBL reduz a alíquota a cada dois anos, contados a partir da data de cada aporte:

  • até 2 anos: 35%
  • de 2 a 4 anos: 30%
  • de 4 a 6 anos: 25%
  • de 6 a 8 anos: 20%
  • de 8 a 10 anos: 15%
  • acima de 10 anos: 10%

Vale lembrar que, desde a Lei nº 14.803/2024, não é mais preciso escolher entre a tabela regressiva e a progressiva no momento da contratação: essa decisão pode ser tomada até o primeiro resgate, o que dá mais liberdade para planejar o momento certo de sacar o benefício.

Além do benefício tributário, o PGBL e o VGBL têm outra vantagem pouco conhecida: em caso de falecimento do titular, os valores vão diretamente aos beneficiários indicados, sem passar pelo inventário. Isso agiliza o acesso da família ao dinheiro, que muitas vezes leva anos para ser liberado em um inventário judicial.

Em dezembro de 2025, o STF decidiu, no Tema 1.214, que também não incide ITCMD (o imposto sobre herança) nessa transmissão, entendimento já incorporado à Lei Complementar nº 227/2026. Ainda assim, é recomendável que o valor destinado à previdência seja proporcional ao patrimônio total, para não gerar disputa entre herdeiros por suposta violação da legítima.

Dentro do PGBL e do VGBL, o dinheiro pode ser aplicado em fundos com perfis bem diferentes: renda fixa, multimercado, ações, fundos imobiliários (FIIs) e ETFs, entre outros. O investidor pode migrar entre esses perfis conforme sua fase de vida, sem sair do plano e sem pagar Imposto de Renda na troca.

Já o VGBL não permite dedução no Imposto de Renda, mas no resgate o imposto incide só sobre o rendimento, preservando o capital aportado. Por isso, costuma ser mais indicado para quem faz a declaração simplificada, para autônomos e profissionais liberais que não contribuem para RPPS ou INSS, e para quem já aportou os 12% no PGBL e quer continuar investindo além desse limite.

Se você é trabalhador celetista, ou servidor público, está na faixa de 27,5% do Imposto de Renda e nunca parou para calcular quanto poderia economizar, ou proteger para sua família, com uma previdência privada bem planejada, esse é o momento de conversar com quem entende do assunto e trabalha com os direitos dos servidores públicos.

Leandro Amaral Provenzano (OAB/MS 13.035), sócio do escritório Provenzano Advogados

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