Economia

PRIVATIZAÇÃO

Marinha pede R$ 47 milhões da concessão da hidrovia do Paraguai

Corporação militar estima gastos com segurança e fiscalização fluvial e quer garantir repasse nos editais da Antaq

Continue lendo...

A Marinha do Brasil (MB) quer um porcentual das receitas geradas com a concessão dos 600 quilômetros da hidrovia do Rio Paraguai para cobrir as despesas com o aumento da fiscalização e dos serviços náuticos que devem surgir com o crescimento no fluxo de embarcações. Para cobrir os custos destes serviços, são solicitados R$ 47,295 milhões nos 20 anos da exploração, sendo R$ 16,597 milhões nos dois primeiros anos, conforme planilha da corporação militar.

O pleito foi apresentado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em fevereiro deste ano e reforçado na audiência pública de abril que recebeu sugestões da sociedade sobre o formato da concessão da hidrovia, com 590 km no Tramo Sul, que vai de Corumbá até a Foz do Rio Apa, em Porto Murtinho, e 10 km do Canal do Tamengo, em Corumbá. O leilão deve ocorrer no fim deste ano.

Em ofício do dia 10 de fevereiro, o vice-almirante e vice-chefe do Estado-Maior da Armada, Iunis Távora Said, ressaltou que a Marinha não está sendo contemplada financeiramente com a entrega da exploração hidroviária à iniciativa privada. 

“Atualmente, considera-se que a MB desempenhe papel relevante na viabilização técnica e operacional das concessões hidroviárias, por meio de atividades como formação de aquaviários, cartografia fluvial, segurança da navegação, salvaguarda da vida humana e na consecução das competências legais desta Força atinentes à navegação e segurança fluvial”.

“Apesar disto, a instituição não se encontra amparada na distribuição dos recursos gerados por estas concessões. Este cenário cria um descompasso entre as responsabilidades atribuídas e os recursos disponíveis para o incremento na execução das atividades vindouras”.

No mesmo documento, é afirmado que vai ocorrer incremento “significativo do tráfego fluvial previsto nas hidrovias concedidas, vislumbra-se a necessidade premente de investimentos” enfatizando que os futuros concessionários, para salvaguardar seus investimentos e maximizar as receitas, vão precisar que a autoridade marítima faça atualizações mais frequentes e abrangentes dos serviços náuticos que contribuem para segurança da navegação, conseguintemente, impactando nos custos operacionais dos usuários e do próprio concessionário.

“Tal cenário evidencia a inevitável elevação dos custos operacionais da MB relacionados a insumos tecnológicos, licenciamento de softwares especializados, qualificação continuada do pessoal técnico e aquisição de meios adequados para atender, com a devida presteza e qualidade, às expectativas de investimentos dos futuros concessionários do sistema hidroviário nacional concedido”.

Para tanto, solicitou que fosse incluído dispositivo legal nos editais estabelecendo que “um porcentual das receitas provenientes das concessões hidroviárias, incluindo outorgas e taxas de fiscalização, seja destinado à MB. Esta medida não apenas fortaleceria a contribuição essencial da MB para o setor, como também asseguraria recursos adicionais de forma perene para o contínuo aprimoramento dos serviços prestados, fortalecendo a capacidade operacional da MB e, consequentemente, a segurança e a eficiência do transporte hidroviário brasileiro, e, por fim, a sistemática de concessões hidroviárias”.

Embora não tenha apresentado o porcentual para arrecadar o valor que seria necessário, a Marinha elaborou em abril uma planilha com os custos previstos. 

São ao todo R$ 13,811 milhões nos primeiros dois anos em investimentos (Capex), sendo R$ 8,080 milhões para aquisição de embarcações, R$ 1,4 milhão para infraestrutura para ensino profissional marítimo, R$ 300 mil para infraestrutura predial para adequação ao crescimento das atividades envolvidas no processo de atualização cartográfica, R$ 1,780 milhão para atender o aumento das ações de inspeção e vistoria naval, R$ 80 mil para capacitação de pessoal; R$ 135 mil para renovação dos computadores, e R$ 2,035 milhões para aquisição de licença para softwares em atendimento à crescente demanda prevista para o processamento e análise de levantamentos hidrográficos. 

CUSTEIO

Nesse período, foi estimada a necessidade de investir mais R$ 1,393 milhão anual de custeio para cobrir os gastos, entre outros, como combustíveis para apoio à segurança da navegação (R$ 450 mil) e para a manutenção de embarcações (R$ 110 mil) . Do terceiro ao quinto ano, foram solicitados R$ 1,490 milhão anual para despesas de custeio, chegando a R$ 5,961 milhões nesse período. 

O valor que sobe para R$ 1,649 milhão anual a partir do sexto ano de concessão, acumulando R$ 24,737 milhões até o 20º ano de exploração do serviço, como determinou a diretoria da Antaq no mês passado ao ampliar o prazo de 15 para 20 anos de exploração da hidrovia pela empresa vencedora. Ao todo, a Marinha estimou que seriam necessários R$ 47,295 milhões. 

Em resposta à solicitação da corporação militar, a Antaq reconheceu que pode haver uma demanda maior para a Marinha nos primeiros anos de concessão em virtude de obras de engenharia, sendo que “eventuais cobranças de taxas por serviços prestados pela Marinha do Brasil podem ser estabelecidos, desde que com base em fato gerador individualizado e precificadas com base em custos incorridos, para que então possam ser considerados na modelagem dessas concessões”.

Só que a autarquia não confirmou se vai garantir os recursos para a MB, ressaltando que “a eventual cobrança por serviços pode ser estabelecida posteriormente à celebração de contratos de concessão de hidrovias, caso em que a Antaq procederia a recomposição do equilíbrio econômico financeiro de forma a repassar essas cobranças para as tarifas da concessão”.

Mercado

Guerra eleva preço dos fertilizantes e pressiona o agro

Preço da ureia quase dobrou neste ano; custo dos fertilizantes na relação de troca com soja e milho disparou

26/03/2026 08h35

Fertilizantes como ureia teve um aumente de 50% nos últimos 30 dias

Fertilizantes como ureia teve um aumente de 50% nos últimos 30 dias Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel, de um lado, e Irã, do outro, o preço dos principais fertilizantes utilizados pelo agro brasileiro disparou. No caso da ureia, o preço do insumo aumentou 50% nos últimos 30 dias, informa relatório da consultoria Itaú BBA.

A relação de troca entre os produtos agrícolas piorou, o que indica que o custo de produção está aumentando conforme a guerra no Oriente Médio se prolonga.

O preço da tonelada da ureia atingiu US$ 710. “O mercado de fertilizantes voltou a operar sob forte tensão, elevando os preços internacionais, com repasses quase imediatos ao mercado brasileiro”, informa o relatório da consultoria.

Outro fertilizante que teve alta significativa é o fosfato monoamônico (MAP), insumo que fornece principalmente fósforo e uma quantidade menor de nitrogênio às plantas.

O preço desse fertilizante, explica o relatório do Itaú BBA, subiu 17% nos últimos 30 dias, indo a US$ 850 por tonelada.

O único dos fertilizantes que tem impacto significativo para o plantio das principais culturas do agronegócio brasileiro é o cloreto de potássio (KCl), cujo preço tem permanecido estável.

Exemplos

Um dos exemplos práticos de como os conflitos no Oriente Médio têm afetado o mercado de fertilizantes é que a relação de troca de MAP por soja está disparando.

No início deste ano, cada tonelada do fertilizante equivalia a 27 sacas de soja. Agora, cada tonelada custa pelo menos 35 sacas de soja.

No caso do milho, também há aumento. No início deste ano, cada tonelada do fertilizante fosfatado custava em torno de 50 sacas de milho, agora, está em torno de 62 sacas.

A piora mais significativa é na troca de milho por ureia. Em janeiro, eram necessárias 30 sacas de milho para cada tonelada de ureia, hoje, 1 tonelada de ureia custa pelo menos 55 sacas de milho na relação de troca.

Vale lembrar que a saca de milho (R$ 58) ainda teve leve alta, ao contrário da soja, cujo preço (R$ 113) teve leve queda em meio à desvalorização do dólar.

“A relação de troca piorou para quase todas as culturas, visto que a alta das commodities não acompanhou a valorização dos fertilizantes”, analisa o Itaú BBA.

Colheita avança

De acordo com dados do Siga MS, executado pela Aprosoja-MS, que realiza o acompanhamento da safra em todo o Estado, a colheita da soja se aproxima da reta final, com cerca de 82% das áreas já colhidas.

Em relação às condições das lavouras, nas regiões norte e nordeste do Estado, 69% das áreas estão em boas condições. Já nas regiões oeste, sudoeste, sul-fronteira e centro, houve maior variação nas condições, com presença mais significativa de áreas em situação regular e ruim, em razão da falta de chuvas no fim do ciclo da soja.

O plantio do milho também avança, com maior ritmo na região sul de MS, seguida pelas regiões centro e norte. Até o momento, cerca de 1,8 milhão de hectares foram plantados.

A previsão do tempo indica a ocorrência de chuvas significativas nas próximas semanas, especialmente nas regiões sul, centro-norte e sudoeste.

Esse cenário reforça a importância do monitoramento contínuo das condições climáticas, permitindo que o manejo seja ajustado de acordo com as particularidades de cada região.

Assine o Correio do Estado

LOTERIAS

Resultado da Quina de ontem, concurso 6985, quarta-feira (25/03): veja o rateio

A Quina realiza seis sorteios semanais, de segunda-feira a sábado, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

26/03/2026 08h28

Confira o rateio da Quina

Confira o rateio da Quina Foto: Arquivo

Continue Lendo...

A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 6985 da Quina na noite desta quarta-feira, 25 de março de 2025, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 6,5 milhões.

Premiação

  • 5 acertos - Não houve ganhadores
  • 4 acertos - 36 apostas ganhadoras, (R$ 10.271,78)
  • 3 acertos - 3.098 apostas ganhadoras, (R$ 113,67)
  • 2 acertos - 80.705 apostas ganhadoras, (R$ 4,36)

Confira o resultado da Quina de ontem!

Os números da Quina 6985 são:

  • 43 - 73 - 39 - 04 - 09

O sorteio da Quina é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Quina 6995

Como a Quina seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quinta-feira, 26 de março, a partir das 20 horas, pelo concurso 6995. O valor da premiação está estimado em R$ 7,3 milhões.

Para participar dos sorteios da Quina é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 5 dentre as 80 dezenas disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 2, 3, 4 ou 5 números.

Como apostar na Quina

A Quina tem seis sorteios semanais: de segunda-feira a sábado, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Ganham prêmios os acertadores de 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O preço da aposta com 5 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas cinco dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 24.040.016, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 7.507,50 a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 8.005, ainda segundo a Caixa.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).