Economia

IMPOSTO

Mato Grosso do Sul estuda elevar ICMS para não ficar para trás na reforma tributária

Alíquota pode passar dos atuais 17% para mais de 19%, assim como têm feito outras unidades da Federação; arrecadação com o tributo nos próximos cinco anos definirá a distribuição do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) de cinco décadas

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O governo de Mato Grosso do Sul estuda acompanhar os estados do Sul e do Sudeste no aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os itens básicos para 19% ou 19,5%.

Atualmente, a alíquota praticada em Mato Grosso do Sul é uma das menores do Brasil – 17% – e está alinhado com o acordo feito com o Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado, que uniformizou em 17% para todas as unidades da Federação as alíquotas de ICMS de itens essenciais, como combustíveis, gás de cozinha, energia elétrica, comunicações, alimentos, entre outros.

Por enquanto, além do Estado, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e Amapá não manifestaram desejo de mudar a alíquota, mas o avanço da reforma tributária no Congresso está provocando uma corrida por aumento de impostos entre as unidades da Federação.

E é essa corrida que torna o cenário incerto nesses estados, pois a divisão do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) terá como parâmetro a arrecadação com o ICMS nas unidades federativas no período entre 2024 e 2028.

“Nesse sentido, a arrecadação dos estados com o ICMS nos próximos cinco anos condicionará, em significativa medida, as suas receitas tributárias nos 50 anos subsequentes, configurando-se um forte incentivo para que aumentem a sua arrecadação entre 2024 e 2028, por exemplo, mediante a realização de programas de recuperação de créditos tributários ou aumentos de alíquotas modais de ICMS”, diz trecho da nota conjunta assinada pelos secretários de Fazenda dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

O Correio do Estado apurou com fontes no Parque dos Poderes que o governador Eduardo Riedel deverá tomar uma decisão até a próxima semana, e o motivo é o tempo que corre contra o Estado. Para que uma nova alíquota de ICMS entre em vigor em 2024, seria necessária que a majoração do imposto fosse aprovada ainda neste ano legislativo, a fim de entrar em vigor no próximo, respeitado um intervalo de 90 dias, a chamada noventena.

As razões que devem levar Mato Grosso do Sul a elevar a alíquota básica de ICMS são os mesmos elencados na carta assinada pelos estados do Sul e do Sudeste: a arrecadação dos próximos cinco anos ditará a divisão da arrecadação do IBS para os 50 anos subsequentes.

“Esses dois fatores [aumento do ICMS e distribuição do IBS nos próximos anos] associados são um forte incentivo para se rever, em âmbito estadual, a dinâmica de arrecadação do principal imposto da Federação. Por isso, a larga maioria dos estados das Regiões Norte e Nordeste do País aumentaram recentemente as suas alíquotas modais de ICMS, enquanto a maior parte das unidades federadas das demais regiões não realizou movimento semelhante”, afirma a carta dos estados vizinhos de MS, que foi recebida com simpatia por aqui.

Os secretários de Fazenda do Sudeste e do Sul também citam o Centro-Oeste ao justificar a elevação de impostos. “Nesse quadro, os estados das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de permanecerem com desequilíbrios financeiros causados pelas alterações em leis federais em 2022, receberão relativamente menos recursos do IBS, mesmo que a maior parte da arrecadação do novo imposto ocorra em seus territórios”, detalham.

“Com efeito, as circunstâncias impõem que os estados das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País reposicionem as suas alíquotas modais de ICMS, para recompor a tributação estadual no curto prazo e para neutralizar as perdas potenciais com a futura distribuição do produto arrecadado com o IBS”, conclui o texto.

ARRECADAÇÃO

Para o presente, arrecadar recursos com impostos não tem sido problema em Mato Grosso do Sul. De janeiro a setembro, o Estado recolheu R$ 14,456 bilhões com todos os tributos ou 81,05% do total angariado nos 12 meses de 2022, montante de R$ 17,835 bilhões à época.

Caso mantenha o ritmo, o Estado deverá bater o valor registrado no ano passado, que já havia sido o melhor resultado da série histórica, iniciada em 1999.

Dados do Boletim de Arrecadação dos Tributos Estaduais do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) apontam que o total arrecadado nos nove primeiros meses deste ano é o melhor resultado acumulado para o período.

Os R$ 14,456 bilhões representam R$ 1,016 bilhão a mais que o arrecadado no mesmo período do ano passado, quando R$ 13,440 bilhões entraram nos cofres do Estado, um incremento de 7,56%.

Já no recorte de 10 anos, Mato Grosso do Sul quase triplicou (172%) a arrecadação com impostos. Entre janeiro e setembro de 2013, foram R$ 5,311 bilhões recolhidos.

Ainda de acordo com os dados do Confaz, em setembro, o recolhimento de tributos no Estado totalizou R$ 1,608 bilhão, mantendo a média mensal deste ano.

ECONOMIA

Endividamento no País atinge micro e pequenas empresas e negócios maduros

Levantamento indica 1.638.645 CNPJs endivididados distintos identificados em 2025, que totalizaram 3.042.775 consultas realizadas por empresas do setor de cobrança

05/07/2026 11h30

Entre os segmentos com maior presença na base de CNPJs endividados consultados, o comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios lidera (3,19%).

Entre os segmentos com maior presença na base de CNPJs endividados consultados, o comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios lidera (3,19%). FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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No Brasil, o endividamento empresarial está mais concentrado em micro e pequenas empresas e também em negócios já consolidados, como mostra levantamento feito através do Mapa Assertiva de Cobrança e Endividamento (MACE). 

Segundo o Mapa, 1.638.645 CNPJs endivididados distintos foram identificados em 2025, que totalizaram 3.042.775 consultas realizadas por empresas do setor de cobrança.

O resultado acompanha o perfil do tecido empresarial brasileiro. Conforme a Receita Federal, cerca de 92% das empresas ativas no País são micro empresas, enquanto pequenas representam aproximadamente 5%, médias 2% e grandes em torno de 1%.

Nos principais Estados analisados, a Assertiva mostra que as microempresas predominam entre os CNPJs endividados consultados: 63,31% no Rio de Janeiro, 59,81% em Santa Catarina, 59,49% em São Paulo, 59,41% no Paraná e 58,68% em Minas Gerais.

Na sequência, aparecem as pequenas empresas, com participação entre 17,08% e 19,66%, a depender do Estado.

De acordo com a datatech Assertiva, o cenário reforça a vulnerabilidade das empresas menores diante de oscilações de custos, queda na demanda e atrasos nos recebíveis. A companhia, que oferece soluções integradas para análise de crédito, ressalta que muitas dessas empresas operam com menor fôlego de caixa e têm acesso mais restrito a financiamento em condições favoráveis.

O estudo também mostra que o tempo de mercado não elimina o risco financeiro. Empresas com mais de 15 anos de atividade lideram a base de endividados, representando, dos CNPJs consultados: 

  • 35,63% em São Paulo
  • 31,95% no Rio de Janeiro;
  • 31,86% em Minas Gerais; 
  • 30,92%  no Paraná; e
  • 28,90% em Santa Catarina.

Na sequência, aparecem empresas com 5 a 10 anos de atividade, com participação próxima de 22% a 24% nos estados avaliados.

Segundo o CEO da Assertiva, Hederson Albertini, o dado quebra a percepção de que o endividamento empresarial está concentrado apenas em negócios jovens.

Empresas maduras também podem acumular obrigações, principalmente quando operam em ambientes de margem reduzida e crédito mais seletivo.

O executivo também destaca que negócios mais jovens tendem a ter mais dificuldade de acesso ao crédito - o que pode limitar, inclusive, sua capacidade de se endividar.

Dívida

Em valores médios de dívida, o Estado de Santa Catarina aparece na liderança (R$ 117.473,88), seguido por São Paulo (R$ 110 335,26). O Paraná registra média de R$ 47.094,49, enquanto Minas Gerais e Rio de Janeiro ficam abaixo de R$ 20 mil.

Setores

Entre os segmentos com maior presença na base de CNPJs endividados consultados, o comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios lidera (3,19%).

Em seguida vêm construção de edifícios (2,24%), transporte rodoviário de carga (2,23%), varejo de mercadorias em geral com predominância de alimentos - como minimercados, mercearias e armazéns (2,11%) - e restaurantes e similares (1,98%). Segundo a Assertiva, esses setores compartilham alta dependência do consumo, custos operacionais relevantes e necessidade constante de capital de giro.

 

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LOTERIA

Resultado da Timemania de ontem, concurso 2411, sábado (04/07): veja o rateio

A Timemania realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

05/07/2026 07h40

Confira o resultado da Timemania

Confira o resultado da Timemania Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2411 da Timemania na noite deste sábado, 04 de julho de 2026. A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 2 milhões.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores; 
  • 6 acertos - 2 apostas ganhadoras, (R$ 43.352,87 cada); 
  • 5 acertos - 66 apostas ganhadoras, (R$ 1.876,74 cada); 
  • 4 acertos - 1.235 apostas ganhadoras, (R$ 10,50 cada); 
  • 3 acertos - 12.722 apostas ganhadoras, (R$ 3,50 cada)

Time do Coração

FLORESTA /CE - 3.857 apostas ganhadoras, R$ 8,50

Confira o resultado da Timemania de ontem!

Os números da Timemania 2411 são:

  • 59 - 56 - 20 - 51 - 35 - 79 - 31
  • Time do Coração: Floresta (CE)

O sorteio da Timemania é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Timemania 2412

Como a Timemania tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 07 de julho, a partir das 21 horas, pelo concurso 2412. O valor da premiação está estima em R$3 milhões.

Para participar dos sorteios da Timemania é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,50 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 10 dente as 80 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de três a sete números, ou o time do coração;

Como jogar a Timemania

A Timemania é a loteria para os apaixonados por futebol. Além de o seu palpite valer uma bolada, você ainda ajuda o seu time do coração.

Você escolhe dez números entre os oitenta disponíveis e um Time do Coração. São sorteados sete números e um Time do Coração por concurso. Se você tiver de três a sete acertos, ou acertar o time do coração, ganha.

Você pode deixar, ainda, que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9, ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com 10 dezenas, a probabilidade de acertar sete números ganhar o prêmio milionário é de 1 em 26.472.637, segundo a Caixa.

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