Economia

Pecuária

Mercado internacional dá sinal de abertura para carne de MS

Abertura de mercado da Indonésia para o Brasil e liberação de mais frigoríficos pela China animam setor produtivo do Estado

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O início de ano não poderia ser melhor para o setor pecuarista de Mato Grosso do Sul. Nesta semana, o novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Carlos Fávaro, anunciou que 11 plantas frigoríficas foram liberadas para exportar para a Indonésia, que abriu o mercado para a carne bovina brasileira. 

Mas os anúncios não pararam por aí, porque a China informou que outras três plantas frigoríficas do Brasil, que até então estavam suspensas, vão poder exportar a partir de fevereiro.

De quebra, o Egito abriu o mercado para importar algodão do Brasil. Apesar de não ser uma cultura agrícola forte em Mato Grosso do Sul, o plantio de algodão já existe e poderá aumentar de tamanho no Estado.

O secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Estado, Rogério Beretta, informou que essa notícia – da Indonésia e da China – é muito animadora, porque demonstra que os produtos sul-mato-grossenses estão sendo bem-aceitos pelo mercado asiático, tanto em relação à carne de aves quanto às carnes bovina e suína. 

“Temos esperança de novas habilitações de frigoríficos em um curto espaço de tempo”, disse Beretta.

Ele ainda afirmou que as negociações entre governo federal e países importadores é constante, porém, é preciso entender que a demanda por novas habilitações depende mais de quem vai importar de Mato Grosso do Sul.

Segundo Beretta, na Secretaria de Estado de Meio Ambiente Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), todos os trabalhos são para fomentar a criação de cooperativas nos mais diferentes setores.

De acordo com Rogério Beretta, na pecuária de corte há vários projetos de formação de cooperativas iniciados. No entanto, ele deixa claro que ainda há poucas cooperativas atuando neste setor. 

“O nosso maior mercado consumidor de carne bovina continua sendo o mercado interno, e as indústrias, para atingirem margens positivas, precisam atuar em todos os mercados e, assim, tentar conseguir um mix de preços e de produtos”, detalhou Beretta. 

Paralelamente, Mato Grosso do Sul acelera o programa de erradicação da vacinação contra febre aftosa. No fim do ano passado, o programa avançou de modo significativo, a ponto de ser implementada a suspensão da vacinação em novembro.

“Temos ainda muitos outros desafios a superar de modo a podermos atingir um status que nos permita solicitar, junto à Organização Mundial de Saúde Animal, a suspensão definitiva da vacinação e, assim, permitir que Mato Grosso do Sul atinja o status de livre de febre aftosa sem vacinação”, complementou Beretta.

Com o status de livre da febre aftosa sem vacinação, Mato Grosso do Sul poderá se beneficiar, conseguindo acesso a mercados mais exigentes e que remuneram melhor. 

DEMANDA MUNDIAL

Internacionalmente, as previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) são de um aumento na demanda mundial por carnes – bovinas, suínas e de aves.

Pela Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), o presidente Guilherme Bumlai recebeu com bom ânimo a abertura do mercado da Indonésia para 11 plantas frigoríficas e o fim da suspensão de 3 plantas para a China. Para Bumlai, essa notícia pode ser a mola propulsora para o início da melhoria do preço da arroba do boi, que precisa reagir.

“Os preços estão baixos já há algum tempo, e isso acaba por interferir na produção. O mercado internacional pode impulsionar o mercado local. É necessário que o Mapa habilite mais frigoríficos, e o Brasil precisa diminuir a dependência de exportações para a China. Novos mercados são bons”, pontuou Guilherme Bumlai.

NÚMEROS DE 2022

A preocupação do presidente da Acrissul não é em vão. Isso porque um estudo elaborado pela Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul) aponta para uma desvalorização de 18,04% na cotação da arroba do boi gordo e queda de 19,56% no valor da arroba da vaca, entre dezembro de 2021 e dezembro de 2022.

A arroba da vaca sofreu desvalorização mais acentuada porque os preços nominais estão menores em razão do aumento do abate de fêmeas. 

O estudo diz, ainda, que os preços dos cortes bovinos desvalorizaram ao longo do ano passado, com o corte traseiro caindo 10,38% entre janeiro e dezembro, fechando o ano cotado ao valor médio de R$ 23,16 por quilo.

Já no corte dianteiro com osso a queda foi de 9,05% no período. A carcaça casada da vaca, com preço de R$ 18,29 por quilo, desvalorizou 11% no ano.

Ao mesmo tempo, o relatório de movimentação de bovinos da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) mostra que, em Mato Grosso do Sul, o total exportado em 2022 foi de US$ 1,1 bilhão, o que deu 201,2 mil toneladas de carne bovina, gerando crescimento de 29,52% na receita e aumento de 18,47% no volume, quando comparado ao ano anterior, considerando o faturamento de US$ 849,9 milhões e o volume de 169,8 mil toneladas alcançados em 2021. 

Em 2022, a China ocupou o primeiro lugar de destino da carne bovina in natura sul-mato-grossense, com 35,93% da receita e o equivalente a 61,5 mil toneladas.

No comparativo com 2021, houve aumento de 148,11% no valor enviado ao país asiático. O total de abate foi superior a 3,6 milhões de cabeças , representando uma alta de 15,22% em relação a 2021. 

A abertura do mercado para carne bovina na Indonésia, a reabertura da China para as carnes de frango e bovina e, ainda, o mercado de algodão do Egito animaram o corpo técnico do Sistema Famasul.

O consultor técnico Gabriel Cavallini frisou que, ao todo, são 19 unidades industriais habilitadas para exportações, sendo 11 novas. Segundo Cavallini, em 2022, foram exportadas para a Indonésia 20,488 mil toneladas, proporcionando um aumento de 23,3% em ralação a 2021. Esse aumento no volume representou variação anual de 25,25% no faturamento.

“Foram noticiados também a remoção da suspensão da habilitação de três plantas frigoríficas de aves por parte da China, sendo duas em Goiás e uma em Mato Grosso do Sul, no município de Itaquiraí, que estavam embargadas desde o ano passado”, disse Cavallini. 

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Pesquisa

Diesel e etanol ficam mais baratos entre julho e agosto

Levantamento aponta redução nos maiores valores cobrados no crédito e nos menores preços pagos no débito ou em dinheiro

28/08/2026 11h00

Levantamento mostra queda nos preços do diesel, do etanol, da gasolina e do GNV em diferentes formas de pagamento

Levantamento mostra queda nos preços do diesel, do etanol, da gasolina e do GNV em diferentes formas de pagamento Foto: Marcelo Victor

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A partir de dados coletados pelo Procon de Mato Grosso do Sul em 35 estabelecimentos de combustíveis em Campo Grande, o preço médio nas bombas pode sofrer uma variação de até 13,55%. 

Na comparação entre julho e agosto, o levantamento mostra que, com exceção da gasolina comum e do Gás Natural Veicular (GNV), os maiores valores cobrados no pagamento com cartão de crédito recuaram para o diesel S500 (-5,03%), o diesel S10 (-2,67%) e o etanol comum (-1,87%). 

Considerando os menores preços praticados nas modalidades débito ou dinheiro, também foram registradas quedas no etanol (-4,24%), no diesel S500 
(-3,19%), no GNV (-2,28%), na gasolina (-1,78%) e no diesel S10 (-0,77%).

Variações nas bombas

O etanol está entre o mais queridinho da população por ser o mais econômico nos postos, por esse motivo muitos condutores optam por realizar pagamentos no crédito, que pode acabar elevando o valor final. 

A pesquisa mostra que o bairro do Anhanduizinho é onde o etanol comum lidera na variação, os valores podem oscilar entre R$ 3,69 a R$ 4,19 por litro. Por outro lado, os dados mostram que abastecer 50 litros, aplicando o menor valor encontrado na região, pode gerar uma economia ao consumidor de até R$ 25 por tanque. 

O diesel também mostra uma certa variação no pagamento no crédito e no débito e dinheiro, indo de 12,33% no débito ou dinheiro na região da Lagoa e na região do Imbirussu de 13,20% com o pagamento no crédito. 

Isso representa um preço médio nas bombas de R$ 6,96 e R$ 6,92, respectivamente. Enquanto isso, o diesel S500 registrou valores médios de R$ 6,42 (débito) e R$ 6,53 (crédito) entre as áreas pesquisadas.

A variação não se restringe apenas no etanol e no diesel, a gasolina comum obteve o menor preço médio no débito registrado, na região central o valor foi de R$ 6,08. 

Enquanto o pagamento no crédito foram encontrados preços a partir de R$ 6,19 o litro nas regiões do Anhanduizinho e Lagoa.

LOTERIA

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1283, quinta-feira (27/08): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

28/08/2026 08h52

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1283 da Dia de Sorte na noite desta quinta-feira, 20 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1 milhão.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 91 apostas ganhadoras, (R$ 1.668,80)
  • 5 acertos - 2.456 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 25.762 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

Maio - 66.439 apostas ganhadoras, R$ 2,50

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1283 são:

  • 08 - 24 - 27 - 04 - 11 - 19 - 30
  • Mês da sorte: 05 - Maio

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1284

Como a Dia de Sorte tem seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na sexta-feira, 28 de agosto, a partir das 21 horas, pelo concurso 1284. O valor da premiação está estimado em R$ 1,8 milhões.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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