Economia

Agricultura

Mesmo após recuo, MS colhe a maior safra de soja da história

Estimativa anterior era de colher 17,7 milhões de toneladas e produção caiu para 16,7 milhões de toneladas

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Depois de iniciar a safra sob condições consideradas ideais para o desenvolvimento das lavouras, Mato Grosso do Sul viu o clima mudar drasticamente no começo deste ano e comprometer parte do potencial produtivo da soja no Estado.

A combinação entre estiagem prolongada e temperaturas elevadas em janeiro provocou forte estresse hídrico e térmico nas plantações, reduzindo o rendimento médio das áreas cultivadas. Mesmo assim, a safra 2025/2026 é a maior da história de MS. 

A estimativa anterior era colher 17,759 milhões de toneladas, mas com o fechamento da safra constatou-se o recuo de 5,7% na produtividade média, que caiu para 16,744 milhões de toneladas.

A instabilidade climática atingiu principalmente a região sul do Estado, onde a falta de chuva ocorreu justamente em uma das fases mais importantes do desenvolvimento da cultura.

O cenário interrompeu a expectativa positiva criada após os primeiros meses da safra, quando praticamente todas as regiões registraram volumes de precipitação acima da média histórica.

Os dados do boletim Casa Rural, divulgado pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS) apontam ainda que, até o fim de 2025, o desenvolvimento das lavouras seguia dentro do esperado. As chuvas regulares favoreceram o plantio e garantiram boas condições vegetativas para as plantas.

No entanto, o retorno da estiagem em janeiro, aliado às ondas de calor registradas no período, afetou diretamente o enchimento de grãos e limitou o potencial produtivo de parte das áreas cultivadas.

A situação se agravou sobretudo nos municípios do sul de Mato Grosso do Sul, onde os produtores enfrentaram semanas consecutivas de baixa umidade do solo e temperaturas elevadas.

Em algumas regiões, a irregularidade climática fez com que lavouras que apresentavam bom potencial no início do ciclo terminassem a safra com rendimento abaixo da expectativa inicial.

A recuperação parcial das condições climáticas ocorreu apenas entre fevereiro e março, quando os volumes de chuva voltaram a subir nas regiões central, norte e oeste do Estado.

O retorno da umidade ajudou a minimizar parte das perdas e garantiu melhores condições para a reta final do ciclo produtivo, permitindo que a colheita fosse concluída em maio sem maiores problemas operacionais.

Mesmo assim, os produtores rurais de MS retiraram dos campos a maior safra de soja da série histórica. 

MUNICÍPIOS

O levantamento técnico mostrou diferenças expressivas entre os municípios sul-mato-grossenses. Enquanto 28 cidades registraram produtividade acima da média estadual, outras 50 ficaram abaixo do índice médio, evidenciando desigualdade no desempenho agrícola em função das condições climáticas e da infraestrutura disponível no campo.

Para o coordenador técnico da Aprosoja-MS, Gabriel Balta, o mapeamento das áreas com melhor e pior desempenho se tornou estratégico para orientar futuras ações do setor produtivo e do poder público.

“A identificação de 28 municípios com produtividade acima da média estadual e de 50 abaixo dela torna-se estratégica para orientar o planejamento do setor. Essa informação permite direcionar ações técnicas, investimentos e políticas públicas tanto para consolidar áreas mais eficientes quanto para elevar o desempenho dos principais polos agrícolas”, afirma.

Além das diferenças climáticas entre as regiões do Estado, o levantamento também apontou que áreas com sistemas de irrigação apresentaram maior estabilidade produtiva mesmo diante das adversidades registradas ao longo da safra. 

A avaliação reforça a percepção crescente dentro do setor de que investimentos em tecnologia e manejo devem ganhar importância nos próximos anos como forma de reduzir os impactos das mudanças climáticas sobre a produção agrícola.

“A irrigação mostrou-se um componente essencial na busca por maior produtividade, especialmente nas regiões que adotaram essa tecnologia, evidenciando o impacto positivo de investimentos estratégicos na transformação agrícola”, destaca Balta.

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CENSO IMOBILIÁRIO

Na Capital, 60% pretendem comprar um imóvel, mas 11% realmente compram

Baixo percentual de compra pode estar relacionado à alta taxa de juros, aponta o Sinduscon-MS

20/09/2026 15h00

Casa para vender em Campo Grande

Casa para vender em Campo Grande MARCELO VICTOR

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Dados divulgados pelo Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS) apontam que 60% dos campo-grandenses pretendem comprar um imóvel atualmente.

Mas, apenas 11% realmente compram. De acordo com o vice-presidente da Sinduscon-MS, Rafael Tenuta, este baixo percentual pode estar relacionado à alta taxa de juros.

“Os altos juros sempre atrapalham e tiram o aquecimento das vendas, mas a gente tem notado que está saindo negócio sim. Se o juros baixar um pouco, com certeza aquece um pouco mais”, explicou.

Casa para vender em Campo GrandePresidente do Sinduscon-MS, Rafael Tenuta, em coletiva de imprensa realizada em 28 de agosto. Foto: Marcelo Victor

Mesmo assim, o sonho saiu do papel para muitos: de janeiro a julho de 2026, 872 unidades foram vendidas em Campo Grande, sendo 464 no primeiro trimestre e 408 no segundo trimestre.

Do padrão Minha Casa Minha Vida, foram comercializados 272 imóveis no primeiro trimestre e 80 imóveis no segundo trimestre.

Casas de padrão médio (80%) tiveram um boom nas vendas no último trimestre, enquanto imóveis Minha Casa Minha Vida (20%) aparecem em segundo lugar e compactos (2%) em terceiro. Imóveis luxuosos tiveram retração (-1%).

No segundo trimestre, o m² custava R$ 9.857,00 em Campo Grande. No primeiro trimestre, custava R$ 10.477, portanto, o valor baixou de um período para o outro.

Confira o valor médio por tipo de residência:

  • Residência com um dormitório – R$ 707.604,00
  • Residência Minha Casa Minha Vida com dois dormitórios – R$ 293.682,00
  • Residência com três dormitórios – R$ 1.141.120,00
  • Residência com quatro ou mais dormitórios – R$ 3.406.840,00
  • Geral – R$ 688.283,00

Fonte: Sinduscon-MS

BRASIL

De acordo com o head da Brain Inteligência Estratégica, Anderson Gonçalves, a intenção de comprar um imóvel é de 52% no Brasil – o percentual é o maior desde 2019 e atingiu a máxima histórica.

Mas dos que pretendem, 11% realmente compram. Nas regiões Centro-Oeste/Norte, 53% pretendem comprar um imóvel e 47% não pretendem.

A compra pode se concretizar em até 6 meses (8%), em até 1 ano (23%), em até 1 ano e meio (13%), em até 2 anos (24%) e acima de 2 anos (32%).

Os imóveis mais desejados pelos brasileiros são apartamento (40%), casa em rua (38%), casa em condomínio fechado (17%), terreno em condomínio aberto (3%), terreno em condomínio fechado (2%).

Os imóveis preferidos são residência para moradia (86%), residência para lazer (8%) e comercial (6%).

As motivações para compra são sair do aluguel (37%), sair da casa dos pais (15%), mudar de endereço (9%), casamento (2%), separação (1%), mais espaço (14%), mais benefícios (3%), imóvel mais novo (3%), locação (12%), revenda (1%), imóvel para familiar (2%) e residência menor (1%).

AJUDA PARA COMPRAR O PRIMEIRO IMÓVEL

Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) está com 400 vagas abertas para famílias de Campo Grande que querem comprar o primeiro imóvel.

Cada beneficiário poderá receber R$ 4 mil para ajudar a pagar a entrada do financiamento.

O benefício faz parte do programa Bônus Sonho de Morar, dentro do ViraCG Habitação e é destinado a famílias com renda mensal bruta de um a cinco salários mínimos.

Os interessados têm até 30 de novembro de 2026 para solicitar o benefício. O atendimento será feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h, na sede da Emha, localizada na Rua Iria Loureiro Viana, nº 415, Vila Oriente.

As 400 cotas serão distribuídas por ordem cronológica de solicitação. Caso o número de interessados ultrapasse a quantidade disponível, será formada uma lista de suplentes.

LOTERIA

Resultado da + Milionária de hoje, concurso 391, domingo (20/09): veja o rateio

A + Milionária tem dois sorteios semanais, às quartas e sábados, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso.

20/09/2026 13h56

Confira o resultado da +Milionária

Confira o resultado da +Milionária Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 391 da + Milionária na manhã deste domingo, 20  de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorre no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Veja os detalhes das apostas ganhadoras:

6 acertos + 2 trevos
Não houve acertador

6 acertos + 1 ou nenhum trevo
Não houve acertador

5 acertos + 2 trevos
3 apostas ganhadoras, R$ (131.152,70)

5 acertos + 1 ou nenhum trevo
36 apostas ganhadoras, (R$ 4.857,51)

4 acertos + 2 trevos
116 apostas ganhadoras, (R$ 1.615,18)

4 acertos + 1 ou nenhum trevo
1576 apostas ganhadoras, (R$ 118,88)

3 acertos + 2 trevos
2318 apostas ganhadoras, (R$ 50,00)

3 acertos + 1 trevo
15900 apostas ganhadoras, (R$ 24,00)

2 acertos + 2 trevos
17668 apostas ganhadoras, (R$ 12,00)

2 acertos + 1 trevo
125020 apostas ganhadoras, (R$ 6,00)

Confira o resultado da + Milionária de hoje!

Os números da + Milionária 392 são:

  • 04 - 10 - 27 - 40 - 44 - 47 
  • Trevos sorteados: 3 - 5

O sorteio da + Milionária é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: + Milionária 392

Como a + Milionária tem dois sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 23 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 392. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da + Milionária é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher de 6 a 12 números dentre as 50 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

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