O setor automobilístico tem como manter o atual nível de emprego caso o governo decida não prorrogar a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de automóveis, disse ontem o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Cledorvino Belini.
“Com a redução dos juros, a economia como um todo estará crescendo. Entendemos que dá para manter o nível de emprego”, disse o presidente da Anfavea, que se reuniu ontem com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, para apresentar dados setoriais e negociar a eventual prorrogação do IPI.
A redução do imposto, anunciada em 21 de maio, estará em vigor até 31 de agosto e foi adotada para estimular o consumo e a manutenção de empregos no setor. Na última terça-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a intenção do governo não é prorrogar o benefício.
Vendas históricas
A redução do IPI surtiu efeito positivo nas vendas do setor, que subiram 22,04% em comparação ao mesmo mês de 2011 e alta de 3,15% em relação a junho deste ano, segundo a Fenabrave, instituição que representa as concessionárias. Foram emplacadas 351.410 unidades no mês passado, o maior número para o período desde 1957.

