Economia

MICROEMPREENDEDOR

MP que reduz alíquota é aprovada pelos senadores

MP que reduz alíquota é aprovada pelos senadores

AGÊNCIA SENADO

11/08/2011 - 00h00
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O consenso entre oposição e situação garantiu a aprovação tranquila, pelo Plenário do Senado, ontem (10), do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 19/2011, que reduz a alíquota da contribuição à Previdência Social para o microempreendedor individual de 11% para 5% sobre o valor do piso de contribuição, equivalente ao salário mínimo. O texto, proveniente da Medida Provisória (MP) 529/2011, segue para a sanção presidencial.

A aprovação se deu de forma simbólica, sem verificação de quórum, após um primeiro semestre marcado por obstruções da oposição às votações de medidas provisórias (MPs). Mesmo entre os senadores oposicionistas que mais criticam a edição de MPs, como Alvaro Dias (PSDB-PR), José Agripino (DEM-RN) e Marinor Brito (PSOL-PA), o texto recebeu elogios pelo incentivo que promove à formalização de trabalhadores. Demóstenes Torres (DEM-GO) chegou a dar os parabéns à presidente Dilma Rousseff pela relevância do conteúdo da medida.

"Até agora, fora uma medida ou outra, eu acho que ela [a presidente] tem errado grandemente, mas essa é uma medida que merece aplauso do governo e da oposição porque realmente é algo de muito relevante" elogiou.

Ao alterar a MP, transformando-a no PLV 19/2011, os deputados incluíram a redução na contribuição para a Previdência por donas de casa de famílias de baixa renda. O projeto também incorporou emendas para simplificar os processos de abertura, registro, alteração e baixa do microempreendedor individual e trazer benefícios às pessoas com deficiência mental. Na Câmara dos Deputados, o projeto foi relatado pelo deputado André Figueiredo (PDT-CE).

O relator no Senado, Armando Monteiro(PTB-PE), destacou o alcance social do texto ao estimular a formalização de trabalhadores.

"Essa medida tem alcance social incontestável. A formalização desses trabalhadores permitirá acesso ao crédito, inserção na cidadania e promoção pessoal e social", afirmou.

Apesar de afirmar que as MPs são sempre dispensáveis e que seria preferível votar, mesmo que em regime de urgência, um projeto de lei com o conteúdo em questão, o líder o PSDB no Senado, Alvaro Dias (PSDB-PR), se disse satisfeito ao votar pela aprovação do PLV.

"Nós, que quase sempre comparecemos a esta tribuna para denunciar a inconstitucionalidade de medidas provisórias e anunciar o voto contrário do nosso partido, hoje temos a satisfação de fazer exatamente o oposto", anunciou.

Redução

Com a mudança na alíquota, introduzida pela MP em 1° de maio, o microempreendedor individual, que contribuía com R$ 59,95, passou a pagar à Previdência R$ 27,25. Essa contribuição é somada a impostos que vão de R$ 1 a R$ 6, dependendo da área de atuação. No total, o valor pago mensalmente é de R$ 28,25 para quem é da área de indústria ou comércio; R$ 32,25 para a área de serviço; e R$ 33,25 para os que trabalham com comércio e serviço.

Para o senador Walter Pinheiro (PT-BA), a redução deverá tirar da marginalidade um grande número de trabalhadores, além de fazer crescer a receita da Previdência Social. O senador pediu atenção aos empreendedores individuais, que, em sua avaliação, "sustentam economias de cidades inteiras", muitas vezes sem acesso às garantias previdenciárias.

Para optar pela alíquota de 5%, o microempreendedor deverá renunciar ao benefício da aposentadoria por tempo de contribuição. Dessa forma, poderá se aposentar somente por idade, modalidade na qual o benefício pago é de um salário mínimo (R$ 545). Para aqueles que optarem por se aposentar por tempo de contribuição, a contribuição é de 20% sobre o piso do salário de contribuição em vigor.

O texto também traz alterações no Código Civil que simplificam a abertura, registro, alteração e baixa do microempreendedor individual. Esses procedimentos terão trâmite especial e simplificado, preferencialmente eletrônico. De acordo com o texto, o tema será disciplinado pelo Comitê para Gestão da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios.

De acordo com a Lei Complementar 128/2008, o Microempreendedor Individual é aquele com receita bruta de até R$ 36 mil, optante pelo Simples Nacional, sem participação em outra empresa como sócio ou titular e com no máximo um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria. Atualmente, 467 ocupações se enquadram nesse perfil, entre elas, doceiro, borracheiro, barbeiro, artesão, encanador, engraxate, jardineiro, jornaleiro, manicure e quitandeiro.

Renúncia Fiscal

Conforme os cálculos do Executivo, a renúncia fiscal decorrente da aplicação da MP é de R$ 276 milhões em 2011 e de R$ 414 milhões no período de 2012 a 2013. Essa renúncia, segundo o governo, será compensada com o aumento da arrecadação de R$ 140 milhões, decorrentes da edição dos Decretos 7.455, 7.456 e 7.457, todos de 2011, que tratam da incidência do Importo sobre Produtos Industrializados (IPI) e da regulamentação da aplicação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre crédito, câmbio e seguro, títulos ou valores mobiliários.

Donas de casa

A extensão do benefício às donas de casa ocorreu por meio de emenda da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), hoje licenciada para ocupar o cargo de ministra da Casa Civil. O benefício vale para segurados facultativos sem renda própria que se dediquem exclusivamente ao trabalho de sua casa, desde que pertencente a família de baixa renda. É considerada de baixa renda a família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal com renda mensal de até dois salários mínimos (R$ 1.090).

A inclusão das donas de casa no texto foi elogiada pelos senadores. Ângela Portela (PT-RR), Sérgio Souza (PT-PR) Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lúcia Vânia (PSDB-GO) destacaram o trabalho a que elas se dedicam durante toda a vida e lembraram que grande parte das donas de casa chegam à idade avançada sem qualquer direito à aposentadoria.

"A proposta é meritória e oportuna. Lembrarmos agora dessas mulheres brasileiras é um ato de solidariedade e reconhecimento de seu trabalho silencioso e invisível, mas digno e heróico", comemorou Lúcia Vânia.

Para evitar fraudes, o relator na Câmara incluiu dispositivo que proíbe a contratação de microempreendedor individual para trabalhos domésticos, já que, nesse tipo de relação de trabalho, a contribuição do empregador é de 12% sobre o salário pago - maior, portanto, que os 5% fixados pela MP.

Outra mudança introduzida pelos deputados na MP foi o pagamento do salário-maternidade das empregadas dos microempreendedores diretamente pelo INSS.A regra atual é de que o microempreendedor faça o pagamento e seja compensado depois, mas, segundo o relator, o valor dos recolhimentos feitos por esses empreendedores não atingem valor suficiente para permitir essa compensação.

Economia

Mato Grosso do Sul recebe crédito bilionário do BNDES

Estado teve R$ 1,23 bilhão em crédito aprovado pelo banco no primeiro semestre; maior parte dos recursos foram para micro, pequenas e médias empresas

12/08/2026 16h30

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Divulgação

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Mato Grosso do Sul teve R$ 1,23 bilhão em crédito liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Ecoômico e Social (BNDES) no primeiro semestre de 2026. Os números foram informados durante entrevista coletiva do presidente da instituição, Aloísio Mercadante. 
O volume de crédito aprovado para Mato Grosso do Sul no período foi 43,7% superior ao do primeiro semestre do ano passado, quando o banco liberou R$ 855,1 milhões. 

O valor faz referência a todos os setores da economia, sendo que a agropecuária puxa os números, com R$ 576,8 milhões, conforme informado ontem em primeira mão pelo Correio do Estado. 

Outros setores aparecem na sequência: infraestrutura (R$ 335,1 milhões, indústria (R$ 220,4 milhões) e comércio e serviços (R$ 96,5 milhões)

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e SocialColetiva com o presidente da instituição, Aloísio Mercadante

Na separação por perfil do negócio, micro, pequenas e médias empresas lideram a captação de empréstimos, com R$ 946,8 milhões do crédito aprovado, crescimento de 91,2% em relação a 2025 (R$ 495,2 milhões). 

Volume de recursos aprovados para a agropecuária no semestre foi o maior da série histórica, iniciada em 1995, e 74% superior ao mesmo período de 2025 (R$ 331,1 milhões).

“Os números mostram a retomada do papel do BNDES como parceiro do desenvolvimento. O Banco tem impulsionado setores estratégicos, do agronegócio à indústria, passando por infraestrutura, comércio e serviços. É um movimento que também amplia o acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), fortalecendo a economia local de ponta a ponta”, disse Aloízio Mercadante. 

“Em Mato Grosso do Sul, os recursos para indústria neste primeiro semestre tiveram aumento de 181% ante 2025; e para agropecuária, acréscimo de 74%. Entre os projetos, estão os investimentos para modernizar aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã, Corumbá, realizar melhorias nas rodovias MS-112, BR-158 e BR-436 e ampliar capacidade de indústrias do estado””, complementou o presidente do BNDES. 

O volume de recursos desembolsados pelo BNDES para Mato Grosso do Sul foi de R$ 1,64 bilhão neste 1º semestre, aumento de 99,1% ante 2025. Os dados são do resultado do 1º semestre do BNDES, divulgados nesta quarta-feira (12). 

Histórico

Desde 2023, o BNDES aprovou para Mato Grosso do Sul um total de R$ 21,12 bilhões. O volume é 322,8% superior ao aprovado entre 2019 e o 1º semestre de 2022 (R$ 4,99 bilhões).  

No Brasil, o BNDES registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, recorde histórico da instituição. Os resultados financeiros, divulgados nesta quarta-feira (12), também revelaram que o BNDES atingiu pela primeira vez na história ativos totais de R$ 1,05 trilhão, além do recorde histórico de R$ 181 bilhões no Patrimônio Líquido.

A inadimplência da instituição, de 0,05% (90 dias), permanece expressivamente inferior à do Sistema Financeiro Nacional (4,68% geral e 0,66% para grandes empresas em junho de 2026).

 

3ª edição

Com etapa da PBR, Expogenética MS será lançada nesta quinta-feira em Campo Grande

Competição integra uma programação que também contará com leilões, julgamentos e provas equestres

12/08/2026 15h00

Foto: Divulgação

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Com etapa oficial da Professional Bull Riders (PBR), a Associação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Nelore (Nelore-MS) realiza nesta quinta-feira (13), em Campo Grande, o lançamento oficial da 3ª Expogenética MS 2026, que será realizada entre os dias 29 de outubro e 8 de novembro, no Parque de Exposições Laucídio Coelho.

A etapa da maior competição de montaria em touros do mundo será realizada entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro. A competição integra uma programação que também contará com leilões, julgamentos, provas equestres, atrações culturais, shows, rodada de negócios e ações de inclusão voltadas a mães atípicas e pessoas com deficiência.

Considerada uma das principais vitrines da genética bovina no Centro-Oeste, a Expogenética MS reúne produtores rurais, investidores, empresas, instituições e representantes de diferentes segmentos da cadeia produtiva da pecuária brasileira, com foco na geração de negócios, relacionamento e inovação.

Para a edição de 2026, a expectativa da organização é superar a marca de 100 mil visitantes durante os 11 dias de programação. Também estão previstos dezenas de leilões oficiais, competições equestres de nível nacional e a movimentação de centenas de milhões de reais em negócios.

Durante o lançamento desta quinta-feira, a organização apresentará o conceito da Expogenética MS 2026, o calendário oficial de atividades, os parceiros da edição e as ações previstas para fortalecer a feira como um dos grandes eventos do agronegócio brasileiro.

Venda recorde 

Touro Mickey Mouse / Foto: Divulgação 

Na 2ª edição do Leilão Estrelas da PBR, realizado durante a Expogenética de 2025, o touro Mickey Mouse, da Cia Califórnia estabeleceu um novo patamar no mercado de touros de rodeio do Brasil, ao ser avaliado como o touro mais caro do país. 

No evento, 50% da posse do touro foi arrematada por 600 mil, em 30 parcelas de R$20 mil levando à avaliação total do animal em R$1,2 milhão, superando o valor do lendário Acesso Negado, da Cia Tércio Miranda, avaliado em R$1 milhão em 2023. 

O negócio contou com a participação de diversos investidores. Entre eles, a dupla sertaneja Henrique e Juliano, a Cia de Rodeio 2 Irmãos (Heitor e Nicolás Corrêa), a Nelore Paranã e a Casa Branca Agropastoril (Dr. Paulo Marques). 

Serviço

O lançamento oficial será realizado às 17h, no Slaviero Prime Hotel, localizado na Rua 13 de Maio, nº 2825, em Campo Grande.

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