Economia

Caged

Mercado de trabalho esfria e geração de vagas cai 88% em MS

Em comparação ao mês de abril de 2025, Mato Grosso do Sul criou nove vezes menos novos postos de trabalho no quarto mês de 2026

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O mês de abril de 2026 registrou quase nove vezes menos vagas de trabalho em Mato Grosso do Sul em comparação ao mesmo mês do ano passado.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho mostraram que, em 2025, o saldo de empregos em abril foi de 5.060 novos postos de trabalho, enquanto em 2026, foram 583 novas vagas. Isso significa uma redução de aproximadamente 88,5% na comparação entre os anos. 

A queda foi puxada pelos setores do comércio, da agropecuária e da construção, que registraram saldos negativos em abril deste ano. 

No comércio, o saldo negativo de -287 foi resultado de 8.067 contratações e 8.354 demissões. 

Na agropecuária, o índice de -115 empregos veio de 5.312 admissões e 5.427 desligamentos. 

Na construção, foram 3.488 contratados e 3.496 trabalhadores demitidos, gerando um saldo de -8 vagas. 

Nos setores positivos, o setor de serviços teve 12.950 contratados e 12.137 desligados, resultando na geração de 813 vagas, enquanto na Indústria, o saldo de 180 vagas veio de 5.961 admissões e 5.427 demissões no período. 

Entre os saldos positivos da geração de empregos no Estado, este foi o número mais baixo registrado desde o início do Novo Caged em 2020.

O saldo de abril de 2026 só não foi o mais baixo entre esses meses porque perde para o registrado em abril de 2020, quando estourou a pandemia da Covid-19, resultando em demissão em massa. O saldo de empregos neste período foi de -8.599, ou seja, houveram muito mais demissões que admissões. 

Mesmo sendo o mais baixo entre os saldos positivos, ainda houveram mais contratações que dispensas em abril de 2026. No total, foram 35.778 novas admissões e 35.195 desligamentos. 

Inocência puxa geração de empregos

Mais uma vez, a pequena cidade de Inocência, foi o destaque no saldo positivo. O município foi responsável pela criação de 232 novos empregos, ou seja, cerca de 40% do total de novos trabalhos nesse período. 

Inocência é sede da fábrica de celulose chilena Arauco. Segundo a assessoria da fábrica, atualmente estão empregados 13 mil trabalhadores na obra, número superior ao total de habitantes no município que, antes do início das obras, tinha em torno de 8,5 mil moradores. 

A projeção é que, ainda este ano, o canteiro de obras abrigue 14 mil trabalhadores simultâneos nas obras de construção da Arauco. Desde o início deste ano, Inocência já criou 3.539 postos de trabalho. 

Além do município, puxaram a geração de empregos em abril as cidades de Corumbá (69), Dourados (74), Sidrolândia (103) e a vizinha de Inocência, Aparecida do Taboado (53), responsáveis por 90% dos postos de trabalho no Estado. 

Nacional

Em todo o Brasil, foram registrados 85.888 empregos formais em abril, resultado de 2,2 mil contratações e 2,1 mil demissões, pior cenário registrado no ano. 

No acumulado do ano foram 699.762 novos postos de trabalho, representando um crescimento de 1,5% em relação ao estoque de dezembro 2025. Nos últimos 12 meses (maio/2025 a abril/2026) o saldo de empregos gerados chegou a 1.059.860 postos de trabalho, um crescimento de 2,3% no período.

O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de Serviços, que gerou 69.601 postos de trabalho (+0,3%), seguido da Construção, com saldo positivo de 23.525 empregos (+0,8%) e a Indústria, com saldo de 9.256 novas vagas de trabalho (+0,1%).

Em entrevista ao jornal CNN, o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que, embora o resultado de abril não tenha sido o esperado, não há "motivo para desespero", pois a economia e a geração de empregos seguem num patamar de "crescimento", que está "contido nesse momento".

Além disso, o Ministério do Trabalho e Economia (MTE) atribuiu a queda nos setores de comércio varejista (setores com maior destaque negativbo) ao endividamento das famílias e à alta taxa de juros da economia brasileira. Segundo a pasta, a população está priorizando a compra de bens essenciais. 

"Estamos vendo uma estabilidade no ritmo de supermercados, por exemplo, o que indica que as pessoas querem comprar o essencial nesse momento por já estarem bastante endividadas", afirmou a subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner.

 

Até amanhã!

Em MS, 95 mil contribuintes têm 36 horas para declarar Imposto de Renda

RF recebeu 85,3% do total de documentos esperados, até o momento

28/05/2026 11h00

Até a manhã desta quinta-feira, 552 mil declarações haviam sido entregues à Receita Federal em Mato Grosso do Sul

Até a manhã desta quinta-feira, 552 mil declarações haviam sido entregues à Receita Federal em Mato Grosso do Sul Marcelo Victor

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Dados divulgados pela Receita Federal (RF) apontam que 552.822 declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPFs) foram entregues, de 23 de março a 28 de maio de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Isto significa que até o momento, a RF recebeu 85,3% do total de documentos esperados. Estima-se que 647.829 declarações sejam enviadas, entre 23 de março e 29 de maio, no Estado, em 2026. Portanto, a Receita Federal ainda espera 95.007 documentos.

Falta um dia e meio (36 horas) para o fim do prazo, que vai até esta sexta-feira (29) - até amanhã às 22h59min (horário de MS). No total, o contribuinte terá 67 dias para ficar em dia com a Receita Federal.

No Brasil, 37,6 milhões de IRPFs foram entregues até o momento. 

Quem perder o prazo está sujeito a multa de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Em 2025, foram entregues 641.185 declarações, sendo que eram esperadas 671.985.

Declarar o Imposto de Renda é obrigatório para ajustar contas com a Receita Federal, verificando se o imposto pago mensalmente foi superior ou inferior ao devido no ano anterior.

QUEM DEVE DECLARAR IR

Veja quem é obrigado a declarar IR em 2026:

  • Recebedores de rendimentos tributáveis acima de 35.584,00 em 2025;
  • Recebedores de rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, superiores a R$ 200 mil no ano anterior;
  • Quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;
  • Quem  realizou operações de alienação em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas valores em soma superior a R$ 40 mil ou com ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;
  • Quem teve receita bruta superior a R$ 177.920,00  em atividade rural no ano anterior.
  • Quem pretende compensar prejuízos com a atividade rural de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendári de 2025;
  • Pessoas com posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil em 31 de dezembro do ano anterior;
  • Pessoas que começaram a residir no Brasil em qualquer mês e estava nesta condição no fim de 2025;
  • Quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda;
  • Quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, nos termos do regime de transparência fiscal de entidade controlada;
  • Quem era titular, em 31 de dezembro, de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira com características similares;
  • Quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos no ano anterior.

NOVIDADES

Confira as novidades para a edição 2026/ano-base 2025:

  • Inclusão da opção de nome social na declaração;
  • Ampliação dos dados na versão pré-preenchida;
  • Redução no número de lotes de restituição, que passa de cinco para quatro;
  • Criação de um modelo de devolução de valores (semelhante a cashback) para contribuintes que tiveram imposto retido na fonte em 2025, mas que não precisarão declarar neste ano.

RESTITUIÇÃO

O número de lotes foi reduzido de cinco para quatro. Veja o calendário de restituição de cada lote:

  • 1° lote: 29 de maio
  • 2° lote: 30 de junho
  • 3° lote: 31 de julho
  • 4° lote: 31 de agosto

Confira a ordem de prioridades nas restituições:

  1. Idade igual ou superior a 80 anos;
  2. Idade igual ou superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave;
  3. Pessoa que tenha maior fonte de renda vinda do magistério;
  4. Quem utilizou conjuntamente a declaração pré-preenchida e optou pela restituição no Pix;
  5. Quem utilizou exclusivamente a declaração pré-preenchida ou optou pela restituição no Pix; e
  6. Demais contribuintes

IBGE

Desemprego recua e atinge 5,8% no Brasil em abril

Se comparada ao trimestre de novembro de 2025 e janeiro de 2026, a população desocupada, que é de 6,3 milhões no período encerrado em abril deste ano, avançou 8,0%

28/05/2026 10h11

Pesquisa do IBGE mostrou também que a população ocupada (102,3 milhões) caiu 0,3% em relação ao trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026.

Pesquisa do IBGE mostrou também que a população ocupada (102,3 milhões) caiu 0,3% em relação ao trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal/ abril 2026 (PNAD-Contínua), divulgada, nesta quinta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, o que representou alta de 0,4 ponto percentual (p.p.) na comparação com o período entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.

Em relação ao trimestre móvel de fevereiro a abril de 2025, quando atingiu 6,6%, houve recuo de 0,8 p.p. Esse patamar de 5,8% indica que 6,3 milhões de pessoas buscaram trabalho no trimestre e não conseguiram. O contingente representa mais 471 mil pessoas do que no trimestre terminado em março.

De acordo com a PNAD Contínua, se comparada ao trimestre de novembro de 2025 e janeiro de 2026, a população desocupada, que é de 6,3 milhões no período encerrado em abril deste ano, avançou 8,0%. Naquele momento eram 5,9 milhões. No entanto, em relação a igual trimestre do ano anterior (7,1 milhões) indicou recuo de 11,3% (menos 809 mil pessoas).

A pesquisa mostrou também que a população ocupada (102,3 milhões) caiu 0,3% em relação ao trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026. São menos 338 mil pessoas, mas subiu 1,1% ou mais 1,07 milhão de pessoas frente ao mesmo trimestre do ano anterior (fevereiro a abril de 2025).

O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, atingiu 58,4%, o que significa queda de 0,3 p.p. ante o trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, quando ficou em 58,7%. “Houve estabilidade em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (fevereiro a abril de 2025)”, apontou o IBGE, no texto de divulgação dos dados.

Com o nível de 13,8%, a taxa composta de subutilização apontou estabilidade na comparação com o trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 (13,8%), no entanto teve recuo de 1,7 p.p. no ano.

A população subutilizada chegou a 15,7 milhões e também mostrou estabilidade no trimestre (15,7 milhões) e redução de 11,1% ou menos 2 milhões de pessoas no ano.

Ao ficar em R$ 3.732, o rendimento real habitual de todos os trabalhos permaneceu no patamar recorde.

A taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada ou 38,1 milhões de trabalhadores informais, indicador pouco abaixo do trimestre encerrado em janeiro, quando atingiu 37,5% ou 38,5 milhões. Foi menor também que os 38% (ou 38,5 milhões) do trimestre de fevereiro a abril de 2025.

Para a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, o aumento da desocupação nesse trimestre móvel é resultado essencialmente do comportamento sazonal de algumas atividades, entre elas, comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retiveram a parcela de seus trabalhadores.

“Embora registrando perda de ocupação na comparação trimestral, o mercado de trabalho segue com elevado nível da ocupação quando comparado com anos anteriores da série histórica”, completou em texto do IBGE para a divulgação dos dados.

“Isso indica que mesmo diante do recuo sazonal, a geração de trabalho e renda se mantém sustentada”, completou. 

 

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