Economia

IMPOSTOS

Mudança no teto do ICMS deve derrubar a inflação no Estado

Governo de MS sancionou a adoção do limite da alíquota em 17% para gasolina, etanol, energia elétrica e telecomunicações

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O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) sancionou ontem (6) a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da gasolina, do etanol, das telecomunicações e da energia elétrica. 

Conforme publicado no do Diário Oficial, Mato Grosso do Sul adota de forma retroativa (a partir de 1º de julho) a cobrança de 17% sobre os serviços citados e mantém em 12% a alíquota sobre o óleo diesel e o gás de cozinha.  

Com a mudança nos tributos, especialistas ouvidos pela reportagem do Correio do Estado apontam que, assim como acontece com grandes aumentos, com a queda, a economia se movimenta para uma redução em toda a cadeia produtiva.  

“Como estamos acompanhando em outros estados, a redução do ICMS reduziu os preços automaticamente. Com a adoção da alíquota nacional de 17% e a manutenção das demais abaixo, teremos nos próximos meses uma redução da inflação, não só dos transportes [combustíveis], mas de outros produtos que usam combustíveis, gás e energia como insumo na produção”, avalia o doutor em Economia Michel Constantino.

O economista Marcio Coutinho corrobora com a projeção de queda da inflação para os próximos meses.  

“A partir do momento em que você reduz a carga tributária, espera-se que essa redução impacte no preço final do produto. E a queda nos preços de energia, combustíveis e telecomunicações vai impactar em redução da inflação. A inflação é uma cesta de produtos e serviços, e vários produtos que fazem parte dessa cesta são impactados principalmente por combustíveis, energia, etc.”, reitera Coutinho.  

Além da redução linear que acontece com a queda dos impostos, há ainda o efeito cascata. Por exemplo, o combustível fica mais barato, o preço do frete diminui e o consumidor percebe nas prateleiras do supermercado.  

MEDIDAS

O mestre em Economia Eugênio Pavão acredita que a mudança será um benefício temporário. Ele pontua que a tentativa de conter a inflação por meio de medidas de política fiscal podem ser eficazes por pouco tempo, até porque as reduções valerão até o fim do ano.  

“Apesar dos esforços do governo, a política de preços da Petrobras não deve mudar até o fim do ano, ficando à mercê da instabilidade do mercado internacional [energia e combustíveis]”. 

“A queda da inflação será mais efetiva com a política monetária [juros], e a redução dos preços temporária terá consequência pouco efetiva na inflação. De um lado, reduz preços em cadeia; do outro, a desconfiança na política fiscal leva ao aumento da instabilidade, do dólar, etc. Vieram tarde essas mudanças”, pondera.  

O doutor em Economia e professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) Mateus Abrita também é ponderado sobre o impacto e acredita que é preciso fiscalizar as mudanças tributárias.  

“Se tiver uma fiscalização efetiva, creio que pode, sim, reduzir as pressões inflacionárias ou, pelo menos, arrefecer”.

COMBUSTÍVEIS

O preço médio do litro da gasolina deve ter nova queda e chegar a R$ 5,57, essa é a estimativa do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS).  

O litro do combustível começou a ser comercializado abaixo de R$ 6 nesta semana, após reduções de impostos federais e da pauta fiscal do Estado, e o preço deve ter nova redução com a adoção da nova alíquota de 17%.

Diretor-executivo do Sinpetro-MS, Edson Lazarotto afirma que a renúncia de impostos federais pressionou a queda de preços na última semana. “Essa redução de impostos como PIS, Cofins e Cide totaliza R$ 0,68 por litro no preço de custo”, explica.  

O dirigente afirma que, com a nova medida do governo do Estado, os valores devem cair ainda mais em MS.  

“O efeito será imediato: R$ 0,60 de redução na bomba. Isso se soma aos R$ 0,28 da redução do dia 1º de julho, quando o governo ratificou o convênio do Confaz [pauta fiscal] que reduzia o preço médio de cobrança de R$ 5,64 para R$ 4,49. Então, a queda será de R$ 0,88. MS deixa de arrecadar 52% com o ICMS”, afirma.  

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) aponta que as cobranças federais correspondem a 11,9% dos impostos pagos pelo consumidor na hora de encher o tanque, que agora está zerada até dia 31 de dezembro de 2022.  

O Sinpetro-MS comemora a medida e diz que isso sempre foi algo pelo qual a entidade lutou. 

“As reduções de tributos que chegam são algo que sempre brigamos. A gente sabe que isso permanece até dezembro. Como os impostos são federais, depois da eleição não sabemos o que pode acontecer. Essa disputa reflete no bolso do consumidor, achávamos que ia acontecer antes, que bom que ele [o governador] tomou essa iniciativa, estamos muito contentes”, finaliza Lazarotto.  

ARRECADAÇÃO

Segundo o governador, o Estado deixa de arrecadar R$ 692 milhões até o fim do ano e os municípios deixarão de receber R$ 173 milhões do repasse do ICMS.  

“Optamos por fazer um decreto igualando em 17% as alíquotas de todos os modais. Só não mexemos no diesel, que já tem a menor alíquota do País, que é de 12%, e no gás de cozinha, que em MS também é de 12%”, disse o governador.

Azambuja ainda frisou que, para atender à determinação, o governo terá de reduzir os investimentos e os repasses aos municípios e rever o custeio. “Vamos ter de fazer cortes de despesas, reduzir investimentos. Mas o pagamento em dia da folha salarial será priorizado e os programas sociais serão mantidos”.

Conforme o advogado tributarista Daniel Pasqualoto, a promulgação do decreto veio a salvaguardar juridicamente a estabilidade do Estado.  

“Caso o Estado não cumprisse essa limitação, poderia gerar inúmeras demandas judiciais por parte de empresas que se sentissem prejudicadas, além de uma eventual responsabilização do governador”.  

Presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Mato Grosso do Sul (Sindifisco-MS), Cloves Silva critica a medida utilizada pelo governo federal como algo descompensado.

“A previsão de perda é muito grande para MS, e foi feita sem pensar no equilíbrio fiscal dos estados. Temos condições de pagamento, segurança financeira, e essa medida pode atrapalhar a saúde de vários estados. Eu vejo como inconstitucional, porque mexe com o pacto federativo”.  

Silva aponta, contudo, que as alíquotas cobradas pelos estados eram bem altas e que eles passaram a vê-las como uma “arrecadação fácil”.  

“O valor ficou excessivamente elevado, mas o remédio que se tomou é um remédio amargo e traz prejuízo para a Saúde e a Educação”, opina. 

Clima agro

Previsão de trimestre quente e seco pode impactar produção agrícola no Estado

A previsão climática até o mês de maio indica temperaturas acima da média histórica em MS e chuvas irregulares

01/03/2026 10h00

Chuvas irregulares e calorão podem impactar safra de soja e milho

Chuvas irregulares e calorão podem impactar safra de soja e milho FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul deve passar pelo próximo trimestre com chuvas irregulares e temperaturas acima da média histórica. Essa condição, além de trazer riscos à saúde devido a variação de temperatura, acende alerta para o setor agropecuário, podendo impactar a produção agrícola. 

A tendência climática para os meses de março, abril e maio de 2026 aponta para volumes de chuva abaixo do normal em grande parte do Estado e altas temperaturas, segundo a previsão meteorológica divulgada pelo Centro de Monitoramento de Tempo e Clima (Cemtec). 

Historicamente, o trimestre registra entre 200 e 400 milímetros de chuva na maior parte do território sul-mato-grossense, podendo chegar a até 500 milímetros nas regiões sul e sudoeste. Neste ano, porém, a tendência predominante é de volumes inferiores à média e com distribuição irregular, aumentando o risco de períodos secos prolongados. 

A redução das chuvas deve vir acompanhada de temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que, normalmente, varia entre 22ºC e 26ºC. 

A combinação de calor e déficit hídrico pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras e reduzir os níveis de rios e reservatórios. 

Impactos no campo

A irregularidade das chuvas é um ponto que pode causar preocupação aos produtores rurais de Mato Grosso do Sul, já que o cenário pode provocar desenvolvimento desigual das lavouras e até perda em algumas regiões. 

Segundo a Aprosoja/MS, o trimestre de março a maio corresponde à fase final da colheita de soja em diversas regiões do Estado, além do avanço da segunda safra de milho. 

“A irregularidade das chuvas exige atenção redobrada dos produtores, principalmente quanto ao manejo, planejamento de colheita e condições de tráfego nas estradas rurais. Temperaturas mais elevadas também podem influenciar o desenvolvimento das lavouras e aumentar a demanda hídrica das culturas, fator que deve ser acompanhado de perto pelos produtores”, aponta o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena.

A variação no regime de chuvas dificulta o planejamento agrícola e pode comprometer a produtividade, principalmente nas lavouras que dependem de precipitações regulares para completar o ciclo de desenvolvimento. 

Outro risco é para as culturas de inverno, que podem ser diretamente afetadas pela menor quantidade de água no solo. De acordo com o Cemtec, a previsão meteorológica indica que o déficit hídrico pode comprometer o desenvolvimento dessas culturas caso o padrão previsto de chuva abaixo da média se confirme. 

Impactos gerais

A agricultura não é a única a ser afetada com as condições esperadas. O trimestre mais quente e seco tende a elevar a demanda por energia elétrica e aumentar o risco de queimadas, especialmente em períodos de baixa umidade do ar. 

Além disso, há a possibilidade de efeitos sobre a saúde pública, com o aumento de chance de doenças respiratórias associadas ao tempo seco. 

Alguns cuidados indicados para os efeitos da baixa umidade do ar separados pelo Correio do Estado são:

  • Mantenha uma alimentação sustentável e nutritiva, optando por alimentos frescos, sustentáveis e saudáveis;
  • Mantenha o corpo hidratado, mesmo quando não sentir sede;
  • Pratique exercícios regularmente, eles ajudam a fortalecer a resiliência do corpo, mas evite horários mais pesados, como as 10h às 16h;
  • Proteja-se contra os efeitos dos raios UV, evitando exposição exagerada ao sol;
  • Cuide do bem-estar mental através de práticas que auxiliem o gerenciamento da ansiedade e da depressão, como ioga, meditação e atividades físicas.
  • Mantenha um pano ou toalha molhada em ambientes fechados para aliviar a sensação de seca;
  • Se possível, abuse do uso de umidificadores do ar, com ou sem essências auxiliadoras do tratamento nasal.

Sorteio

Mega-Sena acumula e apostadores de MS levam até R$ 12 mil na quadra

Ao todo, 133 apostas de MS acertaram quatro dezenas sorteadas

01/03/2026 08h00

Apostadores acertaram quatro dezenas e levaram o prêmio mínimo

Apostadores acertaram quatro dezenas e levaram o prêmio mínimo FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O prêmio da Mega-Sena estimado em R$ 145 milhões acumulou para R$ 160 milhões por não haver acertadores das seis dezenas sorteadas. No entanto, 133 apostadores de MS acertaram quatro dezenas, levando o prêmio da quadra para casa. 

O valor da quadra por acertador foi de R$ 859,23, mas alguns sortudos que apostaram em bolão e levaram prêmios de R$ 5,5 mil e R$ 2,5 mil. Um sortudo de Dourados ganhou R$12.888,45. 

Os ganhadores são dos municípios de Amambai, Bandeirantes, Batayporã, Bela Vista, Campo Grande, Caracol, Chapadão do Sul, Coronel Sapucaia, Corumbá, Costa Rica, Deodápolis, Dourados, Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna, Iguatemi, Itaquiraí, Ivinhema, Laguna Carapã, Maracaju, Miranda, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Sete Quedas, Sidrolândia e Três Lagoas. 

Os apostadores sul-mato-grossenses fazem parte dos 9.449 que levaram os prêmios da quadra da Mega. Outros 129 acertaram a quina e levaram R$ 38.181,97 para casa. 

Para retirar o prêmio, os ganhadores devem se dirigir a uma agência da CAIXA com documento de identificação e recibo do pagamento da aposta. 

Confira os números sorteados na Mega-Sena de ontem:

Os números da Mega-Sena 2978 são:

  • 06 - 13 - 50 - 09 - 42 - 20

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 2979

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 3 de março, a partir das 20 horas, pelo concurso 2979. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

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