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Pecuaristas de MS reagem à decisão da UE contra carne brasileira

Entidades e pecuaristas demonstram preocupação com possíveis impactos econômicos após União Europeia barrar Brasil da lista de exportadores de proteína animal

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A decisão da União Europeia (UE) de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco europeu provocou reação imediata de entidades ligadas à pecuária de Mato Grosso do Sul.

Associações representando produtores de gado Nelore MS e Angus divulgaram notas oficiais defendendo a qualidade da carne brasileira, cobrando diálogo técnico e alertando para possíveis impactos econômicos caso as restrições avancem nos próximos meses.

A medida foi publicada pela União Europeia nesta terça-feira (12) e estabelece novas exigências sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária.

O novo regulamento europeu, os países exportadores precisarão garantir que não utilizam determinadas substâncias para fins de crescimento ou aumento de rendimento animal. A nova regra entra em vigor a partir de setembro de 2026.

A Associação dos Criadores de Nelore (Nelore-MS) afirmou receber o anúncio “com preocupação” e classificou o tema como uma questão que deve ser tratada com “seriedade, responsabilidade técnica e equilíbrio”.

O presidente da entidade, Paulo Matos, destacou que o Brasil possui um dos maiores e mais eficientes sistemas de produção de proteína animal do mundo, ressaltando os avanços registrados nas últimas décadas em áreas como genética, sanidade, rastreabilidade, sustentabilidade e produtividade.

A associação também saiu em defesa da pecuária brasileira e afirmou que o produtor rural vem investindo em tecnologia, controle sanitário e segurança alimentar para atender mercados internacionais considerados altamente rigorosos.

Para a Nelore-MS, o fortalecimento da rastreabilidade do rebanho brasileiro é um caminho inevitável para o futuro da pecuária mundial, mas a entidade pondera que a implantação de sistemas amplos exige apoio governamental e políticas públicas capazes de garantir competitividade ao setor produtivo.

No posicionamento, a Nelore-MS ainda argumenta que algumas exigências internacionais acabam ultrapassando o campo técnico e se transformando em barreiras comerciais contra o agronegócio brasileiro.

Segundo a entidade, a carne produzida no Brasil é altamente competitiva devido à eficiência produtiva, tecnologia e capacidade de escala do setor nacional.

“O produtor rural brasileiro não pode continuar sendo tratado como vilão ambiental ou sanitário enquanto sustenta uma das cadeias produtivas mais relevantes da economia nacional”, afirmou a entidade na nota oficial.

A associação destacou ainda que o agronegócio movimenta a indústria, fortalece municípios, gera empregos e impulsiona investimentos em tecnologia e infraestrutura.

Outra entidade que se pronunciou foi o Programa Carne Angus Certificada, que também informou ter recebido a decisão europeia “com surpresa”. O programa afirmou acompanhar atentamente o tema e disse confiar na atuação das autoridades brasileiras para evitar qualquer embargo ao setor.

A Carne Angus destacou que o mercado europeu possui importância estratégica para o segmento premium da pecuária nacional. Embora represente cerca de 6% dos embarques da carne Angus brasileira, a União Europeia é considerada um dos principais destinos de cortes de maior valor agregado, ajudando a impulsionar a valorização da carne premium no mercado internacional.

O governo federal também reagiu à decisão europeia. Em nota conjunta, os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores informaram que o Brasil tomará “todas as medidas necessárias” para reverter a decisão e garantir a continuidade das exportações para o mercado europeu.

Segundo o governo brasileiro, o país possui um sistema sanitário robusto e reconhecido internacionalmente, sendo atualmente o maior exportador mundial de proteínas animais.

Apesar da exclusão da lista europeia, o governo informou que as exportações seguem ocorrendo normalmente e que reuniões diplomáticas já foram agendadas para discutir o tema com autoridades sanitárias da União Europeia.

A decisão da UE ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro, especialmente diante da ampliação da presença da carne nacional em mercados internacionais. Enquanto o Brasil foi retirado da lista de países autorizados, outros membros do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permanecem habilitados a exportar produtos de origem animal ao bloco europeu.

Pecuaristas Preocupados

Na avaliação do pecuarista e presidente do Núcleo de Criadores de Girolando de MS, Alessandro Coelho, ouvido pela reportagem do Correio do Estado, uma eventual restrição da União Europeia à carne brasileira pode gerar impactos significativos para o setor, especialmente diante do enfraquecimento do mercado interno.

Segundo ele, apesar de o mercado europeu ser altamente exigente, trata-se de um destino que remunera bem os produtores que conseguem atender aos protocolos internacionais.

O pecuarista destacou ainda que a pecuária de corte atravessa um período de baixa oferta de animais, reflexo do forte abate de fêmeas nos últimos anos, cenário que elevou os preços da reposição a patamares históricos.

Alessandro também apontou dificuldades enfrentadas por pequenos frigoríficos, pressionados pelo alto custo do crédito, enquanto grandes indústrias acabam favorecidas pelo acesso facilitado a financiamentos e ao mercado externo.

Para ele, o ideal seria a criação de uma certificação específica para produtores interessados em exportar à União Europeia, sem que as exigências sejam impostas de forma generalizada a toda a cadeia produtiva brasileira, o que poderia tornar inviáveis determinados sistemas de produção, principalmente em um país com diversidade produtiva como o Brasil.

Na ABPO (Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica), que também conversou com o Correio do Estado, a avaliação é de que, embora o tema já estivesse em discussão, a rapidez da decisão surpreendeu.

"Recebemos com surpresa em relação à proximidade da assinatura do acordo de comércio. O estado já possui o "dever de casa" encaminhado em várias frentes. Os produtores da Associação já estão enquadrados em protocolos sustentáveis que preconizam a não utilização desses aditivos. O que precisamos agora é colocar a questão nutricional dentro da rastreabilidade oficial", afirma o diretor-executivo da ABPO, Guilherme Oliveira.

Ele ressalta que o impacto será sentido principalmente no setor de nutrição animal. "O produtor terá que começar a optar por suplementos que não contenham esse antimicrobiano e buscar alternativas que já existem no mercado, muitas vezes com custo até menor", completa o executivo.

Nota Oficail da Nelore-MS:

A Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso do Sul (Nelore-MS), por meio de seu presidente, Paulo Matos, recebe com preocupação o anúncio da União Europeia sobre possíveis restrições à importação da carne brasileira. O tema deve ser tratado com seriedade, responsabilidade técnica e equilíbrio.

O Brasil possui um dos maiores e mais eficientes sistemas de produção de proteína animal do mundo. Nas últimas décadas, a pecuária brasileira avançou significativamente em genética, sanidade, rastreabilidade, sustentabilidade e produtividade, atendendo mercados altamente exigentes em diversos continentes, inclusive países com rígidos protocolos sanitários e controles de qualidade.

A Nelore-MS defende permanentemente a evolução da rastreabilidade do rebanho brasileiro, entendendo que o futuro da pecuária mundial passa cada vez mais por transparência, controle sanitário, tecnologia e segurança alimentar. O produtor rural brasileiro está disposto a avançar e já realiza investimentos importantes nesse processo.

Entretanto, é fundamental destacar que a implantação de sistemas amplos e eficientes de rastreabilidade exige apoio do poder público, integração institucional, segurança jurídica e políticas que permitam ao produtor absorver esses custos sem comprometer sua competitividade. Não é possível transferir toda essa responsabilidade exclusivamente para quem produz.

Também é importante reconhecer os avanços já conquistados pelo Brasil. O país possui um dos maiores programas de sanidade animal do mundo, resultado de décadas de investimentos em controle sanitário, vigilância epidemiológica e aperfeiçoamento dos protocolos produtivos. Além disso, a pecuária brasileira evoluiu de forma consistente em sustentabilidade, integração de sistemas produtivos, recuperação de pastagens, eficiência alimentar e redução de impactos ambientais.

A Nelore-MS respeita o direito de cada mercado estabelecer suas regras sanitárias. Porém, considera necessário destacar que, muitas vezes, determinadas exigências ultrapassam a esfera técnica e acabam se transformando em barreiras comerciais à competitividade do agro brasileiro.

A carne brasileira é uma das mais competitivas do mundo porque o produtor rural brasileiro produz com eficiência, tecnologia e capacidade de escala. Isso naturalmente impacta mercados que possuem custos mais elevados e menor competitividade internacional.

Cabe destacar ainda que, embora a União Europeia represente uma parcela importante das exportações brasileiras, especialmente em cortes premium, ela está longe de ser o principal destino da carne nacional. O mercado mundial reconhece a qualidade da proteína brasileira, e o Brasil ocupa posição estratégica no abastecimento global de alimentos.

O produtor rural brasileiro não pode continuar sendo tratado como vilão ambiental ou sanitário enquanto sustenta uma das cadeias produtivas mais relevantes da economia nacional. O agro gera empregos, movimenta a indústria, impulsiona o comércio, fomenta investimentos em máquinas, veículos e tecnologia, além de fortalecer centenas de municípios brasileiros.

A Nelore-MS defende o aperfeiçoamento constante dos protocolos sanitários e da rastreabilidade, por entender que isso fortalece ainda mais a credibilidade internacional da pecuária brasileira. Mas também defende respeito ao produtor brasileiro, à soberania produtiva nacional, ao direito de propriedade e à livre concorrência no comércio internacional.

O mundo precisa de alimentos, e o Brasil continuará sendo protagonista nessa missão.

Paulo Matos

Presidente da Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso do Sul – Nelore-MS

Nota Oficial do Programa Carne Angus Certificada:

O Programa Carne Angus Certificada recebeu com surpresa e acompanha com atenção as informações divulgadas nesta terça-feira (12/05) sobre a decisão da União Europeia envolvendo a sinalização de possível suspensão da importação de carne de alguns países, entre eles o Brasil. O setor aguarda maiores esclarecimentos sobre  a medida e confia que as autoridades competentes brasileiras atuarão de forma enérgica para incluir o Brasil na lista de nações aptas a atender a estes países e, desta forma, evitar qualquer embargo vindouro tendo em vista que as possíveis restrições valeriam a partir de setembro de 2026. O Carne Angus acredita que os esclarecimentos serão prestados a tempo e tal medida não chegará a ter impacto no mercado brasileiro.

O mercado da União Europeia é essencial para as exportações de Carne Angus. Apesar de representar apenas 6% dos embarques, a região é compradora de cortes de alto valor agregado, puxando o mercado de carne premium e sua respectiva valorização.

 

 

CENSO IMOBILIÁRIO

Na Capital, 60% pretendem comprar um imóvel, mas 11% realmente compram

Baixo percentual de compra pode estar relacionado à alta taxa de juros, aponta o Sinduscon-MS

20/09/2026 15h00

Casa para vender em Campo Grande

Casa para vender em Campo Grande MARCELO VICTOR

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Dados divulgados pelo Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS) apontam que 60% dos campo-grandenses pretendem comprar um imóvel atualmente.

Mas, apenas 11% realmente compram. De acordo com o vice-presidente da Sinduscon-MS, Rafael Tenuta, este baixo percentual pode estar relacionado à alta taxa de juros.

“Os altos juros sempre atrapalham e tiram o aquecimento das vendas, mas a gente tem notado que está saindo negócio sim. Se o juros baixar um pouco, com certeza aquece um pouco mais”, explicou.

Casa para vender em Campo GrandePresidente do Sinduscon-MS, Rafael Tenuta, em coletiva de imprensa realizada em 28 de agosto. Foto: Marcelo Victor

Mesmo assim, o sonho saiu do papel para muitos: de janeiro a julho de 2026, 872 unidades foram vendidas em Campo Grande, sendo 464 no primeiro trimestre e 408 no segundo trimestre.

Do padrão Minha Casa Minha Vida, foram comercializados 272 imóveis no primeiro trimestre e 80 imóveis no segundo trimestre.

Casas de padrão médio (80%) tiveram um boom nas vendas no último trimestre, enquanto imóveis Minha Casa Minha Vida (20%) aparecem em segundo lugar e compactos (2%) em terceiro. Imóveis luxuosos tiveram retração (-1%).

No segundo trimestre, o m² custava R$ 9.857,00 em Campo Grande. No primeiro trimestre, custava R$ 10.477, portanto, o valor baixou de um período para o outro.

Confira o valor médio por tipo de residência:

  • Residência com um dormitório – R$ 707.604,00
  • Residência Minha Casa Minha Vida com dois dormitórios – R$ 293.682,00
  • Residência com três dormitórios – R$ 1.141.120,00
  • Residência com quatro ou mais dormitórios – R$ 3.406.840,00
  • Geral – R$ 688.283,00

Fonte: Sinduscon-MS

BRASIL

De acordo com o head da Brain Inteligência Estratégica, Anderson Gonçalves, a intenção de comprar um imóvel é de 52% no Brasil – o percentual é o maior desde 2019 e atingiu a máxima histórica.

Mas dos que pretendem, 11% realmente compram. Nas regiões Centro-Oeste/Norte, 53% pretendem comprar um imóvel e 47% não pretendem.

A compra pode se concretizar em até 6 meses (8%), em até 1 ano (23%), em até 1 ano e meio (13%), em até 2 anos (24%) e acima de 2 anos (32%).

Os imóveis mais desejados pelos brasileiros são apartamento (40%), casa em rua (38%), casa em condomínio fechado (17%), terreno em condomínio aberto (3%), terreno em condomínio fechado (2%).

Os imóveis preferidos são residência para moradia (86%), residência para lazer (8%) e comercial (6%).

As motivações para compra são sair do aluguel (37%), sair da casa dos pais (15%), mudar de endereço (9%), casamento (2%), separação (1%), mais espaço (14%), mais benefícios (3%), imóvel mais novo (3%), locação (12%), revenda (1%), imóvel para familiar (2%) e residência menor (1%).

AJUDA PARA COMPRAR O PRIMEIRO IMÓVEL

Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) está com 400 vagas abertas para famílias de Campo Grande que querem comprar o primeiro imóvel.

Cada beneficiário poderá receber R$ 4 mil para ajudar a pagar a entrada do financiamento.

O benefício faz parte do programa Bônus Sonho de Morar, dentro do ViraCG Habitação e é destinado a famílias com renda mensal bruta de um a cinco salários mínimos.

Os interessados têm até 30 de novembro de 2026 para solicitar o benefício. O atendimento será feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h, na sede da Emha, localizada na Rua Iria Loureiro Viana, nº 415, Vila Oriente.

As 400 cotas serão distribuídas por ordem cronológica de solicitação. Caso o número de interessados ultrapasse a quantidade disponível, será formada uma lista de suplentes.

LOTERIA

Resultado da + Milionária de hoje, concurso 391, domingo (20/09): veja o rateio

A + Milionária tem dois sorteios semanais, às quartas e sábados, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso.

20/09/2026 13h56

Confira o resultado da +Milionária

Confira o resultado da +Milionária Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 391 da + Milionária na manhã deste domingo, 20  de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorre no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Veja os detalhes das apostas ganhadoras:

6 acertos + 2 trevos
Não houve acertador

6 acertos + 1 ou nenhum trevo
Não houve acertador

5 acertos + 2 trevos
3 apostas ganhadoras, R$ (131.152,70)

5 acertos + 1 ou nenhum trevo
36 apostas ganhadoras, (R$ 4.857,51)

4 acertos + 2 trevos
116 apostas ganhadoras, (R$ 1.615,18)

4 acertos + 1 ou nenhum trevo
1576 apostas ganhadoras, (R$ 118,88)

3 acertos + 2 trevos
2318 apostas ganhadoras, (R$ 50,00)

3 acertos + 1 trevo
15900 apostas ganhadoras, (R$ 24,00)

2 acertos + 2 trevos
17668 apostas ganhadoras, (R$ 12,00)

2 acertos + 1 trevo
125020 apostas ganhadoras, (R$ 6,00)

Confira o resultado da + Milionária de hoje!

Os números da + Milionária 392 são:

  • 04 - 10 - 27 - 40 - 44 - 47 
  • Trevos sorteados: 3 - 5

O sorteio da + Milionária é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: + Milionária 392

Como a + Milionária tem dois sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 23 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 392. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da + Milionária é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher de 6 a 12 números dentre as 50 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

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