Economia

LEVANTAMENTO

No Estado, 33% dos MEIs aparecem em cadastro de vulnerabilidade social

Baixa renda é realidade para 33% dos microempreendedores de MS, que estão no CadÚnico do governo federal, aponta IBGE

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Em Mato Grosso do Sul, um terço dos microempreendedores individuais (MEIs) está em situação de vulnerabilidade social, indica o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dados divulgados ontem pelo IBGE mostram que, dos 202.427 MEIs cadastrados no Estado em 2022, 68.797 integravam o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal. 

O CadÚnico é condição essencial para que um cidadão se enquadre em programas como Bolsa Família e tarifa social de energia elétrica, entre outros. Desses 68,7 mil MEIs de Mato Grosso do Sul inscritos no CadÚnico, 23.461 eram beneficiários do programa Bolsa Família. 

O objetivo do IBGE com a divulgação das estatísticas dos cadastros de microempreendedores individuais foi mostrar um conjunto de indicadores sobre o tema. Os indicadores foram organizados em quatro eixos temáticos: características da empresa, características sociodemográficas, experiência no mercado formal de trabalho e demografia das empresas. 

O doutor em Economia, professor da UCDB e colunista do Correio do Estado Michel Constantino explicou que a grande quantidade de pessoas de baixa renda entre os MEIs não surpreende, porque o cadastro de microempreendedor individual é um instrumento para formalizar muitos trabalhadores informais.

“A informalidade continua com o nível de emprego, sendo uma forma de complementar a renda. Ou seja, o nível de emprego vem aumentando com trabalho informal e pouca consistência na renda”, explicou o doutor em Economia. 

Segmentos

O IBGE também verificou os segmentos econômicos em que os MEIs mais trabalham: 10,1% deles atuam no setor de tratamentos de beleza, como cabeleireiros ou em outras atividades. 

Em segundo lugar, considerando a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), em Mato Grosso do Sul, aparece o comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios (7,85%) e restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas (5,79%). 

Quanto aos setores macroeconômicos, quase metade dos MEIs (47,5%) do Estado atua nos serviços. Em segundo lugar, com 30,7% dos microempreendedores atuantes em MS, vem os segmentos de comércio e reparação de veículos e motocicletas.

Outros serviços responde por 14,7% dos MEIs, e informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, totalizam 10,4%.

Administração pública, defesa, seguridade social, saúde, educação e serviços sociais (3,3%), indústria em geral (9,3%) e agricultura, pecuária, produção florestal e pesca (0,8%) completam a lista de setores com maior atuação de microempreendedores. 

Demografia

O IBGE também verificou como os MEIs de Mato Grosso do Sul se enquadram no aspecto demográfico. A maioria deles é homem, representando 53,9% do total, e 46,1% são mulheres. 

A condição é semelhante à encontrada nos quadros nacionais, com 53,6% de MEIs homens e 46,3% de MEIs mulheres. 

Na análise feita por idade, verifica-se que a maior parte dos microempreendedores individuais do Estado estão na faixa etária entre 30 anos e 39 anos. Eles são 29,97% do total. 

Os jovens com idade até 29 anos correspondem a 20,35% dos MEIs. Os que estão na faixa etária entre 40 e 49 anos são 25,26% do total, e 25,26% têm 50 anos de idade ou mais. 

Brancos

Dos 202.427 MEIs de MS, 148.174 forneceram registro sobre cor ou raça. Dentro desse conjunto, 52.986 se declararam brancos (32,1%). O segundo maior grupo é composto pelos pardos 50.667 (21,4%), e pretos são 3.754 (3,3%). 

No que diz respeito à escolaridade, 62,3% dos MEIs não têm Ensino Superior. As mulheres apresentam maior grau de instrução em comparação aos homens: enquanto 3,2% dos homens têm Ensino Superior, entre as mulheres o porcentual é de 5,3%. 

Brasil 

Em 2022, havia 14,6 milhões de MEIs no Brasil. Esse número representa um crescimento em números absolutos de 1,5 milhão de microempreendedores cadastrados em relação a 2021, quando a pesquisa apurou o quantitativo de 13,1 milhões.

Por outro lado, a proporção de MEIs no total de ocupados formais teve queda, passando de 19,1%, em 2021, para 18,8%, em 2022. “Essa retração de 0,3 ponto porcentual pode ser explicada, em parte, pelo aumento de pessoal ocupado total no Cadastro Central de Empresas [Cempre], ocorrido em 2022”, pontuou Thiego Ferreira, gerente da Pesquisa do IBGE.

Comércio

Projeção para o Dia dos Namorados em MS indica queda de 7,1% nas vendas

Mesmo com retração, movimentação esperada é de quase R$ 358 milhões

13/05/2026 15h30

Principais opções de presentes são cosméticos, roupas e calçados

Principais opções de presentes são cosméticos, roupas e calçados FOTO: Bruno Henrique/Correio do Estado

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O Dia dos Namorados, comemorado no Brasil no dia 12 de junho, deve movimentar R$ 356,8 milhões na economia de Mato Grosso do Sul. A estimativa projeta uma redução de 7,1% em relação ao ano passado, quando o movimento foi de R$ 384,4 milhões. 

É o que aponta a Pesquisa de Intenção de Consumo realizada pelo ebrae/MS, em parceria com o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (IPF-MS), divulgada nesta terça-feira (13). 

Do total, R$ 192,14 milhões serão gastos em compras de presentes e R$ 164,66 milhões em comemorações, como viagens, passeios e jantares. Em média, o gasto total médio por consumidor ficou em R$ 543,47, valor maior que o projetado em 2025, que foi de R$ 510,85. 

Em relação aos presentes, o gasto médio deve ser de R$ 287,85, com preferência para as compras presenciais. Segundo o levantamento, 75,5% dos consumidores preferem comprar os presentes em lojas físicas. Os centros das cidades continuam sendo os principais destinos de compras, citado por 66,10% dos entrevistados. 

Os itens mais procurados para presentear são perfumes e cosméticos (20%), roupas (9%) e calçados (9%), além de experiências como passeios e viagens. 

Cenário 

Para o analista-técnico do Sebrae/MS, Paulo Maciel, o cenário indica oportunidades tanto para o comércio físico como online, mesmo com uma preferência do consumidor pela loja física. 

"A pesquisa deixou muito claro que o consumidor quer ir até a loja. Quase 76% das pessoas que pretendem presentear no Dia dos Namorados querem comprar presencialmente. Isso mostra a importância de investir em vitrine, atendimento e estoque preparado para receber esse público", afirmou. 

Para ele, é um ótimo momento para o pequeno comércio se aproximar com o consumidor através de recursos como a internet, que ajudam a facilitar a compra. 

"O consumidor valoriza proximidade e comodidade, principalmente nas lojas de bairro. Ao mesmo tempo, outros 13% pretendem comprar pela internet diretamente de uma loja física, usando site, Instagram ou WhatsApp. Por isso, o empresário que conseguir unir presença física forte com canais digitais ativos terá mais chances de ampliar as vendas nesta data". 

A projeção indica que menos da metade dos entrevistados pretende comemorar a data (44,33%) ou presentear na ocasião (42,7%). Para a economista do IPF-MS, Regiane Dedé de Oliveira, isso demonstra cautela no comportamento do consumidor. 

"Percebemos uma maior racionalidade nas decisões de compra, com concentração dos gastos em faixas de até R$ 300. Ainda assim, o consumidor continua priorizando a celebração, seja com presentes ou comemorações, o que mantém o comércio e o setor de serviços aquecidos neste período", avalia.

Sobre fatores decisivos para a compra, descontos e promoções para os pagamentos à vista são os principais(64,13%), seguidos pelo parcelamento no cartão de crédito (29,78%) e atendimento oferecido pela loja (17,04%). 

As comemorações em restaurantes ou bares aparecem em 62,27% das intenções dos entrevistados. Somente em Campo Grande, a previsão é de movimentação de R$ 134 milhões em consumo total. 

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 17 de abril em nove municípios de Mato Grosso do Sul. 
 

IBGE

Vendas no comércio crescem em MS, mas ficam abaixo da média nacional

O varejo no Estado registrou alta de 0,2% no mês de março em comparação ao mês anterior, enquanto a média nacional ficou em 0,5%

13/05/2026 14h45

Combustíveis foi o segundo setor que puxou a alta no mês de março no País

Combustíveis foi o segundo setor que puxou a alta no mês de março no País FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Mesmo apresentando crescimento no mês de março, o volume de vendas de varejo em Mato Grosso do Sul não acompanhou a alta nacional. 

No terceiro mês do ano, o comércio varejista no Estado registrou alta de 0,2% em comparação ao mês de fevereiro, enquanto o crescimento no volume do País chegou a 0,5%. 

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (13) na Pesquisa Mensal de Comércio referente ao mês de março de 2026. 

Em relação ao acumulado do ano, o comércio varejista sul-mato-grossense ficou em 3,5% e a variação acumulada em 12 meses registrou alta de 1,9%. 

Houve queda de 1,2% no comércio varejista ampliado, que é o que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacados de alimentação, bebidas e fumo, na série com ajuste periódico. Sem ajuste, houve alta de 12,6%. 

Nessa categoria, houve acumulado de 6,7% no primeiro trimestre e, em 12 meses, registrou alta de 3,7%. 

Entre as Unidades da Federação, Mato Grosso do Sul registrou a 12ª maior variação do País. Em comparação ao mês de fevereiro, o comércio varejista teve crescimento em 19 dos 27 estados, com destaque para o Maranhão (3,8%) e Piauí (3,5%). 

Combustíveis foi o segundo setor que puxou a alta no mês de março no País

Atividades

A nivel nacional, o comércio varejista apresentou taxa positiva em cinco das oito atividades pesquisadas, que foram:

  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,7%);
  • Combustíveis e lubrificantes (2,9%);
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%);
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (0,7%); e 
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,1%).

Do lado negativo, ficaram os Móveis e eletrodomésticos (-0,9%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,4%). Os tecidos, vestuários e calçados ficaram estáveis, não apresentando variação de fevereiro a março. 

Em comparação a março de 2025, houve crescimento em todas as oito atividades, com destaque para os equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que cresceu 22,5%, segundo maior resultado interanual desde o segundo semestre de 2021, sendo superado apenas por dezembro de 2025 (com crescimento de 31,1%).

Em seguida, artigos de uso pessoal e doméstico cresceu 11,1%, livros, jornais, revistas e papelaria, 10,2%, Combustíveis e lubrificantes (7,6%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (7,1%), Móveis e eletrodomésticos (6,8%), Tecidos, vestuário e calçados (2,9%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%). 

O setor de 'outros artigos de uso pessoal e doméstico', que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc, teve alta do ano passado para cá de 11,1%. Juntamente com os combustíveis, foi o setor que mais contribuiu para a alta global, somando 0,9% ao total de 4% do varejo. 

No setor de livros e revistas, em março deste ano foi registrada a maior alta desde janeiro de 2023, de 10,2%, e a primeira desde novembro de 2025. 

Já no setor de artigos farmacêutos e perfumaria, já são 37 meses consecutivos registrando crescimento, com a última queda no setor registrada em fevereiro de 2023. 

“Numa perspectiva um pouco maior, a médio prazo, nos seis últimos meses houve apenas um resultado no campo negativo, em dezembro de 2025. E mesmo assim, o resultado foi muito próximo de zero (-0,3%). Então, pode-se dizer que desde outubro de 2025 o varejo vem crescendo na maior parte do tempo”, afirmou o gerente da Pesquisa, Cristiano Santos. 


 

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