A vacinação contra febre aftosa nos animais que não pertencem à Zona de Alta Vigilância (ZAV) acontecerá a partir de novembro em Mato Grosso do Sul, quando deverão ser imunizados 20 milhões de cabeças. Neste mês, a Agência Estadual de Defesa Animal e Vegetal (Iagro) pretende vacinar 800 mil bovinos contra a doença na fronteira com o Paraguai e a Bolívia.
A imunização fora da ZAV será feita entre 1 e 30 de novembro na região de planalto, onde a imunização deve atingir 19 milhões de cabeças. Já no Pantanal, o procedimento poderá ser feito entre 1 de novembro e 15 de dezembro, atingindo 1 milhão de cabeças.
O Governo estadual vai investir R$ 2,5 milhões na vacinação contra febre aftosa na Zona de Alta Vigilância, que começou ontem e segue até 17 de novembro. As doses serão doadas pelo poder público. São 6,5 mil pecuaristas envolvidos no combate à doença que ainda buscam o reconhecimento de zona livre da doença com vacinação.
Os demais municípios do Estado já conquistaram o status e, no mês passado, enviaram à Organização Internacional de Epizootias (OIE) o pedido de reconhecimento de zona livre da doença sem vacinação. A resposta é prevista para fevereiro de 2011.
Sem registro
A diretora-presidente da Iagro, Maria Cristina Galvão Rosa Carrijo, ressalta que o último foco de aftosa encontrado em Mato Grosso do Sul foi na crise de 2005. De lá pra cá, nem mesmo a região de fronteira, onde há 32 meses funciona a ZAV, num raio de 1,1 mil quilômetro de extensão e 15 quilômetros de largura adentro do Estado, não há nenhum relato da doença em bovinos.
“Temos feito um trabalho conjunto de vacinação e prevenção com o Paraguai e Bolívia, que caminham juntos conosco na busca do status de zona livre com vacinação”, afirma Maria Cristina. Segundo ela, nenhum pleito para a conquista do reconhecimento foi feito ainda à OIE, porque a entidade acredita que, embora a doença esteja erradicada não oficialmente, a ZAV precisa de mais “amadurecimento” nas ações com os países vizinhos.


