Economia

Mato Grosso do Sul

Nova tributação dos combustíveis vai gerar receita extra de R$ 259 milhões

Elevação do ICMS sobre o diesel e a gasolina no período deve garantir, por mês em torno de R$ 37 milhões a mais a MS

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A tributação monofásica, ou alíquota única do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre a gasolina e do diesel, para todos os Estados brasileiros, resultará em uma arrecadação extra de aproximadamente R$ 37 milhões por mês para os cofres públicos de Mato Grosso do Sul.

Até o fim do ano, serão em torno de R$ 259 milhões de receitas não previstas para o orçamento deste ano que entrarão para o caixa estadual. 

O motivo é que o Estado de MS, até o alinhamento da cobrança do ICMS sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha em uma tarifa única, mantinha as menores alíquotas para o imposto do Brasil, e também praticava a menor pauta fiscal até então. 

No caso da gasolina, até o próximo dia 31 de maio, para cada litro comprado nas bombas nos postos do Estado, o consumidor paga R$ 0,92 de ICMS. A partir de junho, o valor será o de R$ 1,22, o mesmo praticado em todas as unidades da federação. 

Já no caso do diesel, a tributação monofásica já começou neste mês. Até abril, o consumidor pagava em torno de R$ 0,80 de ICMS por litro de diesel abastecido. Agora, paga R$ 0,94. 

A tributação monofásica, por enquanto, não atinge o etanol hidratado, que é o combustível que o consumidor encontra nas bombas dos postos de gasolina. Apenas o etanol anidro, que adicionado obrigatoriamente à gasolina, que terá um imposto único para todo o Brasil. 

Somente em receita extra pela cobrança do ICMS da gasolina em Mato Grosso do Sul, a partir de junho, a expectativa é de que ela passe dos R$ 20 milhões.

É os que o R$ 0,30 a mais na cobrança do imposto resultarão em receita caso os postos do Estado continuem vendendo, em média 67,7 milhões de litros do combustível, como venderam até agora neste ano. Os números das vendas são do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro).

Quanto ao óleo diesel, a receita extra de ICMS, caso a média de vendas mensal do combustível deste ano seja mantida, será de R$ 16,7 milhões. Por mês, os postos de Mato Grosso do Sul vendem, em média, 69,43 milhões de litros de óleo diesel no Estado. A tributação já a partir de maio, é R$ 0,25 maior. 

Causas


Os motivos da unificação foi a Lei Complementar 192, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em março de 2022 pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).

Ela estabelece os combustíveis e o gás de cozinha como ítens essenciais e, por isso, não podem ter alíquotas superiores a 17%. 

Depois que esta Lei Complementar passou a ser aplicada, no ano passado, e em período eleitoral, os estados ajuizaram uma aguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que o legislador federal interferiu na autonomia dos entes federativos.

A adoção da tributação monofásica foi decidida em acordo entre União e governadores mediado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. 

O ICMS dos combustíveis acabou limitado em 17%, porém, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) passou a adotar uma média nacional dos preços dos combustíveis para formar a base de cálculo, o que faz com que em Mato Grosso do Sul o tributo sobre os combustíveis subisse.

No Estado, a alíquota da gasolina já era de 17% (mas a base de cálculo ou pauta fiscal era menor) e alíquota do diesel, que era de 12%.

Estado já arrecada mais

 O volume extra de arrecadação com a nova forma de tributação de combustíveis, deve dar mais estabilidade financeira ao Estado, que já verifica, nos quatro primeiros meses deste ano um aumento de 12,67% no volume bruto de arrecadação; e 13,43% mais só de ICMS no período entre janeiro e abril. 

Enquanto no primeiro quadrimestre de 2022, Mato Grosso do Sul arrecadou R$ 5,94 bilhões em impostos, em 2023 a arrecadação bruta dos primeiros quatro meses foi de R$ 6,69 bilhões. 

Quando se trata apenas de ICMS, nos primeiros quatro meses de 2022, o volume arrecadado com o tributo foi de R$ 4,82 bilhão.

Já no mesmo período deste ano, o total é de R$ 5,33 bilhões. 
Quando se trata apenas da arrecadação de ICMS sobre os combustíveis vendidos no varejo, também houve um aumento de 21,92% na arrecadação, conforme dados do Confaz. São R$ 1,42 bilhão arrecadados no ano passado, contra R$ 1,73 bilhão deste ano. 

Somente em abril, no mês mais recente das estatísticas, também há um aumento significativo da arrecadação no segmento, mesmo com a redução das alíquotas de gasolina, etanol e gás de cozinha (diesel sempre teve a menor alíquota do Brasil desde 2018), de um ano para cá.

Foram R$ 373 milhões de ICMS sobre o setor terciário de petróleo e combustíveis em abril de 2022, contra R$ 470,8 milhões em abril último. O gás natural, que teve aumento na comercialização.

SOBERANIA

Sanções dos EUA contra o Irã ameaçam exportações de MS

Iranianos estão na lista dos dez principais parceiros comerciais de Mato Grosso do Sul e neste ano as vendas para o país persa já superam os US$ 130 milhões

25/08/2026 12h51

Milho é um dos principais produtos que MS venda para o Irã, que também compra soja e carne bovina

Milho é um dos principais produtos que MS venda para o Irã, que também compra soja e carne bovina

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Se o governo de Donald Trump cumprir as ameaças e impuser sanções a países, bancos e empresas que mantenham relações comerciais com o Irã, a economia de Mato Grosso do Sul, que até aqui havia escapado praticamente ilesa dos tarifaços impostos pelos Estados Unidos ao Brasil, tende a sofrer sérios danos, já que em julho o Irã foi sexto maior parceiro comercial do Estado, ficando à frente de países como Argentina e Chile, por exemplo.

E, se forem computados os dados relativos aos sete primeiros meses do ano, conforme o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, o país persa aparece na lista dos dez principais parceiros comerciais do Estado, com US$ 131,1 milhões, o equivalente a cerca de R$ 680 milhões. Somente em julho as vendas para os iranianos somaram em torno de R$ 190 milhões.

Embora longe atrás da importância da China, que responde por 49,2% das exportações de Mato Grosso do Sul, o Irã comprou o equivalente a 1,8% de tudo aquilo que o Estado exportou nos primeiros sete meses deste ano. Neste mesmo período, os Estados Unidos, compraram 6,3% daquilo que o Estado vendeu, o equivalente a US$ 454 milhões.

E a importância do Irã, que importou principalmente milho, está em frança expansão, com crescimento de quase 98% na comparação com igual período de 2025. Dentre os dez principais parceiros comerciais de MS, o Irã foi o que teve o maior crescimento percentual em 2026. No ano passado inteiro as importações dos iranianos somaram US$ 171,1 milhões e já foram 88% maiores que no ano anterior.

Em 2025, quando o Irã representou 1,6% das vendas externas do Estado, as maiores vendas ocorreram nos últimos meses do ano e são estas que agora podem ser prejudicadas se o Governo brasileiro acatar as determinações dos Estados Unidos. 

As ameaças norte-americananas são uma tentativa de ampliar o isolamento financeiro do Irã e acelerar o fim da guerra que já se aproxima de seis meses. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que Washington está entrando em contato com governos de diferentes países para apresentar exigências específicas de redução ou encerramento dos vínculos econômicos com o Irã. 

Segundo ele, os parceiros comerciais de Teerã receberão um prazo para se adequar. Quem não cumprir poderá ser alvo de punições unilaterais dos Estados Unidos.

Nos sete primeiros meses do ano, Mato Grosso do Sul exportou o equivalente US$ 7,2 bilhões, o que representa aumento de 12,8% na comparação com igual período do ano passado. 


 

RESTITUIÇÃO

Último lote de restituição do IR injeta R$ 17 milhões na economia de MS

7.615 contribuintes sul-mato-grossenses já podem consultar o valor da restituição

25/08/2026 11h05

Sul-mato-grossense terá alívio no bolso neste fim de mês com pagamento da restituição do Imposto de Renda

Sul-mato-grossense terá alívio no bolso neste fim de mês com pagamento da restituição do Imposto de Renda Foto: divulgação

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Quarto e último lote de restituição do Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF 2026 - ano base 2025) vai injetar R$ 17.280.747,2 na economia de Mato Grosso do Sul, neste mês de agosto de 2026.

7.615 contribuintes sul-mato-grossenses podem consultar o valor da restituição neste site. A quantia será paga na próxima segunda-feira (31).

No Brasil, 521.935 contribuintes serão contemplados, em um lote que soma R$ 1,24 bilhão.

O pagamento é realizado na conta bancária informada na declaração de Imposto de Renda, de forma direta ou por meio de chave pix.

COMO CONSULTAR?

Veja o passo a passo de como consultar a restituição:

  1. Acesse este site
  2. Clique em "Consultar restituição de Imposto de Renda"
  3. Clique em "Iniciar"
  4. Informe o CPF e data de nascimento
  5. Clique em "Consultar"

CALENDÁRIO

Veja as datas de restituição de cada lote:

  • 1° lote: 29 de maio
  • 2° lote: 30 de junho
  • 3° lote: 31 de julho
  • 4° lote: 31 de agosto

* Vale ressaltar que o número de lotes foi reduzido de cinco para quatro

Confira a ordem de prioridades nas restituições:

  1. Idade igual ou superior a 80 anos;
  2. Idade igual ou superior a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave;
  3. Pessoa que tenha maior fonte de renda vinda do magistério;
  4. Quem utilizou conjuntamente a declaração pré-preenchida e optou pela restituição no Pix;
  5. Quem utilizou exclusivamente a declaração pré-preenchida ou optou pela restituição no Pix; e
  6. Demais contribuintes

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