Cidades

"Cê tá doido"

Dupla que fez show gratuito em Campo Grande fatura R$ 1,5 milhão de prefeituras do interior

Eventos municipais contrataram os cantores por mais de uma vez nos últimos anos, e preço da apresentação varia R$ 120 mil de um evento para outro

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Um dia depois de se apresentar gratuitamente em posto de gasolina em Campo Grande, publicação do Diário Oficial do Estado revela que a dupla Ícaro e Gilmar vai faturar mais de R$ 1,5 milhão por apresentações no interior de Mato Grosso do Sul, nos próximos meses. Todos os eventos serão bancados por recursos públicos.

As publicações do DOE de hoje e de março mostraram que a dupla sertaneja foi contratada pela prefeitura dos municípios de Água Clara, Ivinhema e Jateí para realizar shows em festas comemorativas das cidades.

Em março, a prefeita de Jateí, Cileide Cabral (PSDB) publicou por meio do DOE, que não era necessário licitação para a contratação da dupla, e garantiu aos cantores R$ 480 mil para se apresentarem na "49ª Festa da Fogueira", que irá acontecer no dia 28 de junho deste ano.

Já na publicação de hoje, as outras duas prefeituras também divulgaram a participação da dupla em eventos municipais. Em Água Clara, pela primeira vez, a prefeita Gerolina (PSDB) contratou o show para a "Expo Clara" por R$ 480 mil, que acontecerá em agosto deste ano.

O "mais louco do Brasil", prefeito de Ivinhema Juliano Ferro Barros Donato (PSDB) também contratou a dupla, mas com acréscimo de R$ 120 mil a mais do que os outros eventos. A dupla irá se apresentar na "4ª Edição da Festa da Mandioca 2026", em julho, pelo valor de R$ 600 mil, com show de 1h30, mesmo tempo que as outras apresentações.

Essa não é a primeira vez que a dupla se apresenta na cidade, em 2024, a prefeitura de Ivinhema pagou R$ 250 mil para a apresentação na 3ª Edição da festa de peão de boiadeiro. O mesmo aconteceu em Jateí, que também em 2024 contratou os cantores para se apresentarem na 47ª Festa da Fogueira do município, pelo valor de R$ 320 mil.

Nos próximos quatro meses deste ano, a dupla vai faturar R$ 1.560.000 apenas com as apresentações nas cidades do interior de Mato Grosso do Sul

"Ce tá doido"

A dupla Ícaro & Gilmar compõe o projeto "Ce tá doido", que reúne a dupla Humberto & Ronaldo e o cantor sertanejo Panda. O projeto aposta em um formato diferente de show: as apresentações acontecem em postos de combustível, com estrutura de palco em 360° e ambiente semelhante a uma confraternização entre amigos. 

O quinteto esteve na noite de ontem (22) em Campo Grande e realizou show gratuito para o público com gravação do DVD. Realizado no posto em frente ao Aeroporto Internacional da Capital, o evento reuniu uma multidão em volta do local.

*Saiba

Na festa na 4ª Edição da Festa da Mandioca 2026, de Ivinhema, o "mais louco do Brasil" contratou a apresentação de outros cantores, como Zé Felipe por R$ 420 mil para 1h30 de show.

Para o evento de Água Clara, a Expo Clara, a prefeita Gerolina contratou também o grupo "Traia Veia" por R$ 350 mil.

Já para a 49ª Festa da Fogueira de Jateí, a prefeita Cileide Cabral contratou outrras duas apresentações além da dupla Ícaro e Gilmar, entre elas: "Us Agroboy" por R$ 250 mil e o grupo "Traia Veia" pelo valor de R$ 300 mil.

Operação Oncojuris

Fraude na compra de remédios contra câncer gera prejuízo de R$ 78 milhões

Com 21 mandados totais cumpridos em território nacional, os 5 para prisão temporária tiveram alvos em Mato Grosso do Sul, sendo: quatro em Campo Grande, um em Ribas do Rio Pardo

23/04/2026 12h12

Além da Receita Federal,

Além da Receita Federal, "Operação Oncojuris" envolveu o trabalho do Dracco da Polícia Civil de MS; do Gecoc, do Ministério Público Estadual, e do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do MS Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante a manhã desta quinta-feira (23), autoridades da Receita Federal e forças de segurança pública e defensoria do Mato Grosso do Sul revelaram que o esquema que envolve fraudes em decisões judiciais para compra de medicamentos, referente às atividades criminosas identificadas em um período de 12 meses, gerou um prejuízo de R$ 78 milhões aos cofres públicos. 

Batizada de "Operação Oncojuris", além da Receita Federal, a ação envolveu o trabalho do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de MS; do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público Estadual e o Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul.

As informações foram repassadas pelos seguintes representantes: 

  1. Delegada Ana Cláudia Medina, Dracco;
  2. Promotor de justiça Adriano Lobo, Gecoc/MPMS
  3. Defensora pública Eni Maria Diniz, NAS/DPE
  4. Superintendente substituto Erivelto Alencar, da Receita Federal,

Como bem acompanha o Correio do Estado, um padrão atípico em decisões judiciais, envolvendo remédios até mesmo de combate ao câncer, foi constatado em ações judiciais por parte do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública de MS. Basicamente, pequenas farmácias e empresas de assessoria, sem capacidade financeira ou estoque, acabavam ingressando nos processos como terceiros interessados, oferecendo medicamentos com preços muito inferiores ao Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG).  

"Estimamos que o montante de notas fiscais emitidas de forma irregular chega a aproximadamente o valor de 78 milhões de reais", como confirmado pelo superintendente substituto da Receita Federal, Erivelto Alencar, nesta quinta-feira (23). 

Ainda conforme o superintendente substituto da Receita Federal, esse valor já considerável pode chegar a um montante muito maior conforme as investigações se aprofundarem sobre as teias que compõem esse esquema criminoso. 

Operação Oncojuris

Com 21 mandados totais cumpridos em território nacional, os 5 para prisão temporária tiveram alvos em Mato Grosso do Sul, sendo: quatro em Campo Grande e um em Ribas do Rio Pardo. 

Conforme revelado pelas autoridades na manhã de hoje, três desses alvos faziam parte do chamado núcleo jurídico do esquema criminoso, enquanto outros dois tratam-se de empresários locais. 

Mais cedo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) confirmou a prisão de dois advogados por meio de nota à imprensa: 

"A respeito da operação Oncojuris deflagrada nesst manhã (23) pela Polícia Civil e Receita Federal envolvendo dois advogados, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul, informa que a Comissão de Defesa e Assistência das prerrogativas dos advogados se fez presente acompanhando as diligências, informando ainda que adotará as medidas legais cabíveis, inclusive de natureza disciplinar, respeitando sempre o direito à ampla defesa e contraditório", informou a OAB por meio de nota.

Com cerca de 10 mil processos judiciais que datam dos últimos três anos, os responsáveis pelos poderes investigativos informam que essa ação de hoje trata-se ainda de apenas uma primeira fase, com novas diligências porvir que devem buscar, inclusive, quebras de sigilos bancários e fiscais. 

Entenda o esquema

Segundo a RF, servidores exonerados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) teriam direcionado orçamentos dessas empresas para subsidiar decisões judiciais. Em seguida, as próprias empresas atuariam como terceiros interessados apresentando seus orçamentos.

Com base nessas informações, o Judiciário autorizou o bloqueio de verbas públicas e o pagamento direto aos fornecedores indicados.

Após o repasse, grande parte dos recursos seria desviada por "taxas de serviço" ou "assessoria", chegando a percentuais superiores a 70%, restando apenas uma pequena parcela para a aquisição dos medicamentos.

Os medicamentos eram importados irregularmente, sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem número de lote e sem garantias necessárias, colocando em risco a saúde de pacientes com câncer.

 

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VÍDEO

Onça invade casa e mata cadela que a enfrentou meses antes

O animal já apareceu outras vezes nas proximidades da residência em Corumbá; em uma delas a caramelo Ana havia espantado o felino, no ano passado

23/04/2026 11h45

Onça-pintada apareceu em maio do ano passado na residência, em Corumbá

Onça-pintada apareceu em maio do ano passado na residência, em Corumbá Foto: Reprodução

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Uma onça-pintada matou a cadela caramelo Ana, na madrugada desta quarta-feira (22), em Corumbá. O ataque ocorreu por volta das 3h30, em uma residência na rua Marechal Floriano, nas proximidades do Mirante da Capivara. O felino já havia visitado o local há um ano, quando foi expulso pela vira-lata.

De acordo com Claudia Helena Pereira Duarte, filha da proprietária do imóvel, ao Diário Corumbaense, ela acordou com barulhos e presenciou o momento em que a cadela enfrentava a onça na varanda da casa.

“Acordei com o barulho, fui até a sala e, ao abrir a janela da porta que dá acesso à varanda, vi a minha cachorra lutando com a onça. Comecei a gritar e chamar minha mãe. Foi quando o animal soltou a ‘Ana’, pulou o muro, olhou para trás por alguns segundos e seguiu em direção à rua e à praça do Mirante”, relatou a moradora.

A onça feriu Ana com uma mordida no pescoço, o que foi fatal para a cadela. A família informou que realizou a limpeza da área e enterrou o animal ainda durante a madrugada e permaneceu dentro da residência com receio de um outro ataque.

A dona da casa, Clara da Silva Pereira Duarte, afirmou que a onça costuma rondar o imóvel, mas desta vez conseguiu acessar a varanda, o que aumentou a preocupação da família.

“Ela sempre aparece, mas não tivemos retorno das autoridades. Já cansei de pedir providências. Parece que só vão fazer algo quando acontecer o pior, como um ataque a uma pessoa”, desabafou ao Diário Corumbaense.

Câmeras de segurança registraram o momento que a onça aparece no quintal na madrugada de segunda-feira (20), às 3h52. Nas imagens, o animal está perto do local onde a cadela costumava dormir. O ataque desta quarta-feira não foi registrado.

Caso em 2025

Em maio do ano passado, “Ana” ficou conhecida ao espantar a onça-pintada, junto com outras cadelas. Naquele dia, o felino tentou atacar a poodle “Mia”, mas foi impedido pelos animais.

Em junho de 2025, a onça apareceu pela segunda vez no quintal da residência em Corumbá. Na época, segundo relato da moradora ao Diário Corumbaense, a família vivia em alerta desde o primeiro registro do felino, quando tentou atacar a poodle. 

Após o episódio, a família instalou câmeras de monitoramento para reforçar a segurança no local. 

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