Economia

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Ovos de Páscoa chegam ao mercado até 8% mais caros

Ovos de Páscoa chegam ao mercado até 8% mais caros

Redação

22/02/2010 - 03h41
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Ainda falta mais de um mês para a Páscoa, mas os supermercados de Campo Grande já estão preparados para a data, que todos os anos faz o setor comemorar lucros com a venda de chocolates e peixes. Os dois produtos já estão nas prateleiras da maioria dos estabelecimentos da Capital. Até o dia 4 de abril, a Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados estima – só com a comercialização de ovos de chocolate – um acréscimo de 6% em relação ao ano passado. Porém quem não terá muitos motivos para ficar alegre será o consumidor, que poderá pagar até 8% a mais por esse tipo de produto. A explicação para os ovos de chocolate ficarem mais caros em 2010 está no marketing e no mercado internacional. Com a Copa do Mundo se aproximando, as empresas vão investir pesado em ovos e pacotes temáticos, com brindes especiais. “Chocolates com embalagens relacionadas à Copa e ainda brinquedos dentro dos ovos com o mesmo tema com certeza serão mais procurados. E como são novidades, serão mais caros”, explica Acelino de Souza Cristaldo, presidente da entidade. O outro fator que deve deixar o doce mais amargo para o consumidor é o açúcar. Com a crise no mercado internacional e o aumento da exportação do produto – o que reduziu a disponibilidade interna – o açúcar chegou, em 2009, até 67,87% mais caro à mesa dos brasileiros, conforme dados do Índice de Preços dos Supermercados (IPS). Mesmo mais caros, os supermercados apostam na tradição de presentear com ovos de Páscoa e, alguns, já ampliaram seus estoques em até 30%. É o caso da rede Wal Mart, que desde quartafeira passada está com prateleiras e parreiras cheias do produto. A expectativa é que o crescimento das vendas chegue a 20% em relação ao mesmo período de 2009 – superior a esperada pela Associação dos Supermercados. A empresa acredita em recorde de vendas nos chocolates voltados ao público infantil, principalmente no que será exclusividade da rede: o ovo do Senninha 80g. Os itens de marca própria também são destaques: dois tipos de ovo de páscoa do Shrek – um que vem com uma caneca e outro com uma câmera que espirra água; ovo de Páscoa dos Incríveis, que acompanha um Mini Super Trunfo de brinde; ovo do Nemo, que vem com o famoso peixinho Nemo que espirra água; e o ovo da gatinha Marie, do desenho Aristogatas da Disney, que acompanha um estojo com adesivos para unhas. Outra rede que está otimista com a data é a Comper. O supermercado espera um crescimento de 15% na comercialização dos chocolates. Entre os temáticos a empresa aposta nos temas ligados à Copa do Mundo, embalagens de times de futebol e outros lançamentos para atrair a garotada. Segundo o gerente regional do Comper Rodrigo Costa, a data para é uma das mais animadoras para o comércio. “Será um show de chocolate, pois a Páscoa é um momento excelente para as vendas”, comenta.

CAGED

MS começa 2026 com criação de quase 4 mil novos empregos

Crescimento é o primeiro registrado desde agosto de 2025, quebrando o ciclo de queda nos novos postos de trabalho no Estado

03/03/2026 14h15

Saldo na geração de empregos em MS é positivo em janeiro

Saldo na geração de empregos em MS é positivo em janeiro FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul abriu o ano de 2026 com a criação de 3.936 novos postos de trabalho no Estado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (03) pelo Ministério do Trabalho e Emprego com a apresentação dos resultados da pesquisa do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

Segundo a pesquisa, o saldo é consequência de um resultado positivo de 37.353 admissões e 33.417 demissões no mês de janeiro de 2026 no Estado. 

Ou seja, mais trabalhadores foram admitos do que demitidos, gerando um saldo positivo de empregos no mês referente. 

O resultado crescente aparece pela primeira vez no Estado depois de cinco meses de queda, desde agosto, quando o saldo começou a cair, mesmo se mantendo positivo. Em dezembro, o saldo de empregos foi de -11.281, o 2º pior saldo entre os últimos meses dos anos desde 2020. 

O setor que puxou a geração de empregos em janeiro foi a construção, com um saldo positivo de 2.358 novos trabalhos, fruto de 4.615 admissões e 2.257 demissões. 

Em seguida, aparece o setor do agronegócio, com um saldo de 1.714 empregos, resultado de 6.562 admissões e 4.848 demissões. 

A indústria também teve números positivos, com 5.657 novos trabalhadores e 5.371 demitidos, gerando um saldo de 286 postos de trabalho. 

O setor de serviços teve saldo baixo, porém ainda positivo, de 91 novos postos, resultado de 12.671 trabalhadores admitidos e 12.580 demitidos. 

Já o setor do comércio teve saldo negativo. Ou seja, foram demitidos mais trabalhadores que admitidos. No total, foram 7.848 trabalhadores empregados e 8.361 trabalhadores demitidos, gerando um saldo de -513 empregos no setor. O movimento é explivado pela sazonalidade após as festas de fim de ano.

A pesquisa mostrou ainda que os homens foram os principais contratados, com um saldo positivo de 4.155 contratações. Já entre as mulheres, o número foi negativo, de -219 empregos (houve mais demissão que admissão entre as candidatas femininas). 

A faixa etária dominante nos novos postos de trabalhos foram entre os candidatos de 18 a 24 anos, com 1.384 novos postos de trabalho, seguido pelos candidatos de 30 a 39 anos, com 1.017 novos empregos. 

Nacional

No primeiro mês do ano, o Brasil criou 112.334 postos de trabalho com carteira assinada, segundo os dados do Novo Caged. O resultado é a diferença entre 2.208.030 admissões e 2.095.696 demissões registrados no mês. 

Com isso, o País passou a ter mais de 48.5 milhões de vínculos formais ativos. 

Nos últimos 12 meses, entre fevereiro e janeiro de 2026, o saldo de novos empregos no Brasil é de 1.228.483 trabalhos, com um estoque total de vínculos crescendo 2,6%, passando a ser de 48.577.979 trabalhadores formais. 

Assim como em Mato Grosso do Sul, apenas o setor do comércio teve saldo negativo no resultado nacional, de -56.800. 

A Indústria apresentou o melhor resultado, com a criação de 54.991 vagas, seguido pelos setores de Serviços (40.525), Construção (50.545) e Agropecuária (23.073). 

 

AGRONEGÓCIO

PIB do agro em MS teve o melhor desempenho do país em 2025

Estado teve o maior avanço entre as unidades da federação com 18,6%, segundo levantamento da Resenha Regional do Banco do Brasil

03/03/2026 11h00

O crescimento se reflete em propriedades que apostaram na intensificação e na integração produtiva ao longo das últimas décadas

O crescimento se reflete em propriedades que apostaram na intensificação e na integração produtiva ao longo das últimas décadas Divulgação

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Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 18,6% no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio em 2025, o maior índice entre os estados brasileiros. Os dados constam na Resenha Regional do Banco do Brasil, atualizada em fevereiro deste ano. Na sequência aparecem Mato Grosso, com 18,5%, e Goiás, com 13,4%.

O resultado reflete o peso do setor na economia estadual e a ampliação das cadeias produtivas nos últimos anos. Além da soja e do milho, o Estado expandiu a produção de amendoim, laranja, suínos e peixes e na consolidação do chamado “Vale da Celulose”, além de manter protagonismo nacional na pecuária de corte, com reconhecimento em genética e qualidade da carne.

Na prática, o crescimento se reflete em propriedades que apostaram na intensificação e na integração produtiva ao longo das últimas décadas. É o caso da Fazenda Cachoeirão, em Bandeirantes, próxima à MS-245. Fundada em 1952, a propriedade iniciou as atividades com a pecuária extensiva em área de Cerrado, quando a formação de pastagens ainda era limitada. A introdução da braquiária, difundida a partir da década de 1970 com apoio da pesquisa agropecuária, marcou o primeiro salto de produtividade.

A partir dos anos 1990, a gestão passou a investir na intensificação da pecuária e, em 2005, iniciou a integração entre lavoura e criação, mesmo em solo arenoso. Hoje, a fazenda atua com ciclo completo na bovinocultura, cria, recria e cruzamento industrial, além de confinamento e abate precoce. Na agricultura, produz soja, milho e feijão, com adoção de irrigação para elevar a produtividade. Em uma área de 7,5 mil hectares, mantém 22% de reserva legal e emprega 37 funcionários registrados, além de trabalhadores terceirizados.

Para produtores, o avanço do setor está ligado tanto à adoção de tecnologia quanto à gestão profissional e planejamento sucessório. A diversificação de atividades e a integração entre pecuária e agricultura são apontadas como estratégias para reduzir riscos e ampliar resultados.

No campo das políticas públicas, o governo estadual mantém programas voltados ao setor, como o Proape (Programa de Apoio à Produção Agropecuária), o Precoce MS, voltado à produção de bovinos de corte de alta qualidade, o Leitão Vida, para fortalecimento da suinocultura, e o Peixe Vida, destinado à piscicultura. Há ainda iniciativas como o Carne Sustentável, com foco na produção no Pantanal, e o Prosolo (Plano Estadual de Manejo e Conservação do Solo e Água), coordenados pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

Com base em tecnologia, diversificação e políticas de incentivo, o agronegócio sul-mato-grossense amplia participação na economia e projeta continuidade do crescimento nos próximos anos.

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