Campo Grande tinha 148.531 empresas ativas em setembro de 2026, das quais 94,41% eram microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Apesar da predominância dos pequenos negócios, o total de registros recuou 616 em relação a julho, quando a Capital contabilizava 149.147 empresas. A redução, segundo a Prefeitura, está ligada principalmente a ajustes cadastrais, e não necessariamente ao fechamento de estabelecimentos.
Os dados são do Boletim Econômico de Campo Grande, elaborado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), com informações do DataSebrae e da Receita Federal.
Entre os pequenos negócios, os MEIs formam o maior grupo, com 78.372 registros. Na sequência aparecem as microempresas, com 48.132, e as empresas de pequeno porte, com 13.718. Juntas, as três categorias somam 140.222 estabelecimentos.
A base empresarial da Capital cresceu 44,02% desde março de 2020, quando havia 103.129 empresas ativas. O avanço no período, porém, não elimina a oscilação mais recente, que precisa ser analisada considerando as mudanças nos registros oficiais.
De acordo com o boletim, a variação entre julho e setembro está relacionada, principalmente, à revisão de cadastros de microempreendedores individuais pela Receita Federal, incluindo a identificação de registros inativos e a mudança de enquadramento de MEIs para microempresas.
Serviços
A maior parte das empresas de Campo Grande atua no setor de serviços, que reúne 87.154 estabelecimentos, o equivalente a 58,68% do total. O comércio aparece em segundo lugar, com 36.779 empresas, ou 24,76%.
A construção civil soma 12.537 registros, enquanto a indústria contabiliza 10.795. A agropecuária tem 1.239 empresas ativas.
Os números também mostram a concentração da atividade empresarial na Capital. Em setembro, Campo Grande reunia 41,29% das 359.758 empresas ativas de Mato Grosso do Sul.
Para a Semades, o acompanhamento dos indicadores ajuda a orientar políticas públicas voltadas ao ambiente de negócios. O secretário da pasta, Ademar Silva Junior, afirma que os pequenos empreendimentos têm participação expressiva na economia local, com atuação em diferentes setores e contribuição para a geração de renda e oportunidades.


