Economia

reajuste

Petrobras baixa preço da gasolina há um ano, mas postos da Capital aumentam

Alta de R$ 0,20 no ICMS neutralizou parte da queda promovida pela Petrobras e manteve o combustível mais caro ao consumidor

Continue lendo...

Apesar de acumular três cortes anunciados pela Petrobras no preço da gasolina ao longo do último ano, os consumidores de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul continuam pagando mais caro pelo combustível nos postos. Entre janeiro de 2025 e janeiro deste ano, o valor médio do litro subiu tanto na Capital quanto no interior do Estado, em um movimento que contrasta com a redução acumulada praticada pela estatal nas refinarias.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, em Campo Grande, o preço médio da gasolina passou de R$ 5,75 na semana do dia 4 de janeiro de 2025 para R$ 5,89 no dia 24 deste mês, uma alta de R$ 0,14 no período – ou 2,4%. Em Mato Grosso do Sul, a média estadual subiu de R$ 5,96 para R$ 6,08, acréscimo de R$ 0,12 por litro.

No mesmo intervalo, o preço da gasolina A nas refinarias da Petrobras seguiu trajetória oposta. Em janeiro de 2025, o valor médio praticado pela estatal era de R$ 3,02 por litro. Com os cortes anunciados até o fim do ano passado e a nova redução que entra em vigor a partir de hoje, o preço cairá para R$ 2,57 por litro, uma redução acumulada de R$ 0,45 ou -15% em pouco mais de um ano.

Somente entre janeiro e dezembro de 2025, a Petrobras reduziu o preço da gasolina em R$ 0,31. A partir de amanhã, o corte será ampliado com mais R$ 0,14 por litro, conforme comunicado divulgado pela estatal. Ainda assim, o alívio não foi percebido pelo consumidor final, especialmente em razão da elevação da carga tributária no período.

Desde janeiro do ano passado, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre a gasolina aumentou R$ 0,20 por litro, o que contribuiu para neutralizar parte relevante da redução promovida pela Petrobras nas refinarias. O aumento do imposto estadual foi apontado, inclusive, em reportagem já publicada pelo Correio do Estado, que tratou da alta do preço da gasolina em Mato Grosso do Sul em meio ao reajuste tributário.

Com a combinação entre aumento do ICMS e a dinâmica de formação de preços ao longo da cadeia de combustíveis, o valor final pago pelo consumidor seguiu em alta, mesmo com o recuo no preço de venda da estatal para as distribuidoras.

Em nota oficial, a Petrobras informou que o novo corte anunciado passa a valer a partir de hoje. “A partir de 27/01, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro”, diz o comunicado.

A estatal também ressaltou que, desde dezembro de 2022, os preços da gasolina para as distribuidoras acumulam queda nominal de R$ 0,50 por litro. “Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50/litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 26,9%”, acrescentou a Petrobras.

REPASSE

Mesmo com o novo corte, o impacto no preço final da gasolina nos postos deve ser limitado. Segundo o diretor-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS), Edson Lazarotto, a redução anunciada pela Petrobras não chega integralmente às bombas.

De acordo com Lazarotto, considerando a mistura obrigatória de etanol anidro a gasolina, “o impacto estimado no preço médio da gasolina vendida nos postos de gasolina deve ser de cerca de 
R$ 0,09 por litro”. Ou seja, menos da metade do corte de R$ 0,14 anunciado pela estatal tende a ser percebido diretamente pelo consumidor.

Ainda conforme o comunicado do Sinpetro-MS, o efeito da redução poderá variar de acordo com a política de formação de preços adotada por cada distribuidora e por cada posto revendedor. Isso significa que o repasse pode ocorrer de forma desigual, tanto entre regiões quanto entre estabelecimentos da mesma cidade.
O cenário reforça a influência dos tributos e da estrutura de custos ao longo da cadeia de combustíveis sobre o preço final, além de evidenciar que cortes anunciados na origem nem sempre se traduzem em alívio imediato para o consumidor.

Com o novo reajuste anunciado pela Petrobras, a expectativa é de algum impacto nos próximos dias, ainda que limitado. 

OUTROS COMBUSTÍVEIS

No mesmo comunicado em que anunciou a nova redução da gasolina, a Petrobras informou que, neste momento, manterá inalterados os preços do diesel para as distribuidoras. Apesar disso, a estatal destacou que o combustível também acumula queda expressiva nos últimos anos quando considerada a inflação do período.

“Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 36,3%”, informou a empresa.

Assim como ocorre com a gasolina, o preço final do diesel ao consumidor depende de uma série de fatores, incluindo tributos, custos logísticos, margens de distribuição e revenda, além das oscilações do mercado internacional.

Conforme os dados da ANP, o litro do óleo diesel comum era comercializado, em média, a R$ 6,03 em janeiro do ano passado em MS, enquanto na semana passada o combustível foi a R$ 5,96 – queda de R$ 0,07.
O óleo diesel S10 também acumulou redução de preços no intervalo de um ano. Em janeiro de 2025 o litro do combustível era vendido a R$ 6,16 em Mato Grosso do Sul, enquanto na semana passada era comercializado pelo preço médio de R$ 6,07.

Já o etanol apresentou um aumento de 7,14% no mesmo intervalo interanual. Conforme os dados da ANP, o biocombustível era comercializado pelo valor médio de R$ 3,92 em janeiro do ano passado, já na semana entre 18 e 24 deste mês, o álcool chegou a R$ 4,20 no Estado. 

PRAZOS

Contratação de consórcios aumenta em MS, entenda regras para devolução de dinheiro

Especialistas reforçam que organização e planejamento são os maiores aliados para ampliar o poder de compra

16/02/2026 09h00

A maioria das pessoas utilizam o consórcio como forma de facilitar a aquisição de carro ou moto

A maioria das pessoas utilizam o consórcio como forma de facilitar a aquisição de carro ou moto Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Com o aumento de mais de 30% na contratação de consórcios como alternativa aos juros altos, é importante também verificar as regras de devolução de dinheiro caso os planos mudem.

Quem entra em um consórcio deve ter em mente dois prazos: o da Lei dos Consórcios, que prevê devolução apenas após sorteio em caso de desistência, e os sete dias de arrependimento assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor.

A Lei nº 11.795/2008, que rege os consórcios atualmente no País, prevê que o fluxo normal é entrar numa fila até ser contemplado ou o grupo encerrar, conforme explica Carlos Fuzinelli, CEO e cofundador da FVL Consórcios, com mais de 15 anos de experiência no setor.

“Em regra, como já entende o STJ, o consorciado que pede saída do grupo deve aguardar o fim do grupo para receber o reembolso das parcelas pagas. Somente na hipótese do artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor, quando a contratação é realizada fora do estabelecimento, há direito de arrependimento em até sete dias, com devolução imediata dos valores pagos. Em todos os demais casos, as administradoras podem reter recursos até o encerramento do grupo, descontando taxas de administração, fundo de reserva, seguros e multas previstas em contrato”, detalha o empresário.

Assim, levar em consideração o que fazer em caso de desistência também deve constar na estratégia, mesmo que o objetivo seja justamente não desistir.

“Algumas atitudes podem evitar a desistência pura e simples. Por exemplo, renegociar com a administradora assim que perceber o aperto: muitas empresas oferecem alternativas para ajustar o contrato. Se o consorciado já foi contemplado e tiver carta de crédito, pode usar esse crédito para quitar parcelas em atraso e regularizar a situação. Outra opção é a transferência/venda da cota: algumas administradoras permitem repassar sua participação a outro interessado, permitindo recuperar parte dos valores pagos”, cita Fuzinelli.

O foco deve ser o planejamento antecipado, reforça o empresário. “Orçamentar gastos, manter uma reserva, evitar dívidas excessivas – e, se surgir problema, agir precocemente para não precisar desistir do consórcio. Seguindo essas práticas, o consorciado reduz muito o risco de ter que abandonar o grupo antes de receber o crédito”, ensina.

CONTEMPLAÇÃO

Já quando o consorciado é contemplado, as decisões estratégicas continuam sendo fundamentais. De acordo com Marcelo Lucindo, CEO da Evoy Administradora de Consórcios, a utilização imediata do valor nem sempre representa a decisão mais estratégica, dependendo do cenário econômico e dos objetivos do consorciado.

“A contemplação representa o acesso ao poder de compra à vista, mas isso não significa que o crédito precise ser utilizado imediatamente. Em muitos casos, manter o valor aplicado pode preservar e até ampliar a capacidade de compra do consorciado. Deixar o crédito aplicado pode preservar o poder de compra, proteger contra a inflação e ampliar as possibilidades de negociação na aquisição de veículos, imóveis ou outros bens”, afirma Lucindo.

O especialista ressalta que, após a contemplação, o valor da carta de crédito não permanece inativo. Enquanto não é utilizado, ele segue aplicado pela Administradora, em fundos de renda fixa, mecanismo que busca assegurar correção monetária e reduzir impactos da inflação.

“Não há obrigatoriedade legal de uso imediato da carta, e o crédito pode permanecer aplicado enquanto o grupo estiver ativo, permitindo ao participante avaliar o melhor momento para efetivar a compra”, comenta.

“Entre os cenários considerados favoráveis para manter o crédito rendendo estão períodos de juros elevados, nos quais a rentabilidade da aplicação pode superar modalidades tradicionais de baixo risco. Nessa condição, o valor contemplado pode funcionar como instrumento financeiro temporário, mantendo atualização monetária até a definição da aquisição”, instrui.

“A aplicação do crédito protege o consorciado da desvalorização do dinheiro ao longo do tempo e permite que ele aguarde o momento mais adequado para fechar negócio”, ressalta.

A decisão de postergar o uso da carta também pode contribuir para ampliar o poder de negociação, também indica o empresário.

“Com o recurso disponível e corrigido, o consorciado pode pesquisar preços, comparar ofertas e negociar descontos para pagamento à vista. O intervalo entre a contemplação e a utilização efetiva do crédito pode ser estratégico para acompanhar variações de mercado e identificar oportunidades mais vantajosas”, recomenda.

Lucindo ainda elenca diversas opções de potencializar o uso da carta contemplada, como aproveitar o rendimento da aplicação para ampliar o montante disponível.

“Outra possibilidade é utilizar a carta como lance em outro grupo de consórcio, mecanismo que pode antecipar nova contemplação. Também é permitido direcionar o valor para antecipação de parcelas, reduzindo saldo devedor e custos totais do contrato. Caso o consórcio esteja quitado e a carta contemplada, a regulamentação prevê a possibilidade de resgate do valor em dinheiro, corrigido, após 180 dias”, cita. 

Independentemente, Fuzinelli ainda acrescenta que a chave do sucesso é o planejamento financeiro básico antes de entrar em um consórcio.

“Recomenda-se avaliar o orçamento pessoal realista, definindo um valor de parcela que não comprometa as despesas básicas. Criar uma reserva de emergência, equivalente a alguns meses de despesas, ajuda a lidar com imprevistos sem deixar de pagar o consórcio. Também é crucial priorizar o pagamento das parcelas do consórcio: manter as parcelas em dia protege o consorciado de multas e de ter a cota cancelada. O próprio consórcio, sem juros e com taxas menores que financiamentos convencionais, só se efetiva se o consorciado honrar todos os compromissos”, reforça.

NÚMEROS

De acordo com a reportagem do Correio do Estado divulgada em dezembro, dados do último Boletim do Sistema de Consórcios da Associação Brasileira de Administradores de Consórcio (Abac), apontavam que no comparativo entre novembro de 2025 e 2024, houve um aumento de 35,1% somente nos participantes ativos a nível nacional.

Em Mato Grosso do Sul, somente na comparação do primeiro semestre, uma alta também foi registrada, com um crescimento de 31% de participantes na comparação entre 2024 e 2025.

A maioria das pessoas utilizam o consórcio como forma de facilitar a aquisição de carro ou moto

Foram 216.762 participantes ativos, ou seja, consorciados em grupos em andamento, contemplados ou não, apenas na contagem do primeiro semestre.

No País, foram 2.831.295 de participantes ativos em novembro de 2025, frente a 2.095.395 em 2024. Ao todo, os créditos comercializados para imóveis somaram R$ 26.715.734.712.

Assine o Correio do Estado

HOSPEDAGEM

Campo Grande tem 75 hotéis e 10,5 mil quartos

Expectativa é que dois hotéis e 662 novos quartos sejam inaugurados nos próximos anos

15/02/2026 14h30

Hotel na capital de MS, Campo Grande

Hotel na capital de MS, Campo Grande Alvaro Rezende

Continue Lendo...

Mapeamento divulgado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) aponta que existem 75 hotéis e 10.508 leitos, no ano de 2026, em Campo Grande (MS).

Em 2024, foram contabilizados 71 hotéis e 9.218 leitos. Portanto, o aumento é de 5% no número de hotéis e 13,99% no número de quartos.

Expectativa é que dois hotéis e 662 novos quartos sejam inaugurados nos próximos anos. 

Os números mostram que a ampliação da rede hoteleira fortalece o turismo na Capital de Mato Grosso do Sul, o que impulsiona a economia, agita bares e restaurantes; aquece o comércio; estimula o turismo; gera empregos e impulsiona lojas e serviços.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, afirmou que a expansão de hotéis traz impactos positivos para a economia campo-grandense.

“O crescimento da rede hoteleira demonstra a confiança do setor privado na cidade e nos dá base técnica para planejar novas ações, atrair investimentos e gerar mais oportunidades de emprego e renda. O mapeamento permite decisões mais assertivas e alinhadas ao crescimento da Capital. Estamos trabalhando com dados concretos para fortalecer o turismo de eventos e negócios em Campo Grande”, pontuou o secretário.

De acordo com o levantamento, a média de valores das diárias são:

  • Quarto para uma pessoa: R$ 198,35
  • Quarto para duas pessoas: R$ 257,66
  • Quarto para três pessoas: R$ 328,40
  • Quarto para quatro pessoas: R$ 389,20

Vale ressaltar que casas de aluguel por temporada (Airbnbs) em Campo Grande não estão inclusos nesses dados. 

CHECKIN E CHECKOUT 

Novas regras para entrada e saída (check-in e check-out) de hóspedes em hotéis brasileiros começaram a valer em 16 de dezembro de 2026.

A mudança, promovida pelo Ministério do Turismo (MTur), define que a diária cobre 24 horas, dentro das quais os hotéis têm três horas para a arrumação dos quartos.

A regra permite que os hotéis definam seus próprios horários de check-in e check-out dentro desses critérios, e essas informações devem ser comunicadas ao hóspede de forma clara e prévia, tanto pelos hotéis como pelas agências de turismo e as plataformas digitais intermediárias de reservas.

Além das três horas de intervalo para limpeza da hospedagem, a regulamentação também flexibiliza a cobrança de tarifas diferenciadas para entrada antecipada ou saída postergada e detalha a comunicação sobre horários e frequência dos serviços de arrumação, higiene e limpeza da unidade habitacional.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).