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Petróleo fecha em baixa, com negociações diplomáticas entre EUA e Irã em foco

As conversas indiretas entre representantes dos EUA e do Irã em Omã foram vistas de forma positiva por ambos os lados e novas negociações foram prometidas

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O petróleo fechou em baixa nesta terça-feira, 10, e devolveu parte dos ganhos da véspera, em sessão marcada por volatilidade enquanto as tratativas entre Estados Unidos e Irã continuam e investidores ponderam perspectivas para os preços nos próximos anos.

O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em baixa de 0,62% (US$ 0,40) a US$ 63,96 o barril.

Já o Brent para abril negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE) recuou 0,35% (US$ 0,24), a US$ 68,80 o barril.

As conversas indiretas entre representantes dos EUA e do Irã em Omã foram vistas de forma positiva por ambos os lados e novas negociações foram prometidas, mas nenhum resultado significativo foi anunciado.

O prosseguimento de negociações diplomáticas, incluindo potenciais conversas sobre o programa nuclear de Teerã, vem reduzindo os prêmios de risco nas cotações da commodity, que haviam subido com o acirramento das disputas no início do ano, segundo o Commerzbank.

Em entrevista à Axios, contudo, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou nesta terça mandar um segundo porta-aviões para o Oriente Médio, caso não consiga um acordo com o Irã, voltando a sinalizar possibilidade de um ataque.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, em inglês) elevou sua projeção para o preço médio do petróleo Brent em 2026 de US$ 56 para US$ 58 por barril, mas cortou a estimativa do valor médio no próximo ano a US$ 53.

Na visão do Bank of America, os preços do Brent têm apresentado queda constante desde que atingiram US$ 128 em 2022 e podem sofrer ainda mais pressão de baixa este ano e no próximo, visto que a oferta continua a superar a demanda.

Mesmo com o petróleo retido no mar devido às sanções, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) gerenciou proativamente a produção para evitar um grande excesso de oferta, avalia.

Contudo, riscos relacionados à demanda, ao alívio das sanções, ao forte crescimento de países não pertencentes à Opep+ ou ao aumento dos volumes da Opep+ podem inclinar a balança para baixo nos preços.

"Assim, mantemos nossa previsão de que o Brent terá uma média de US$ 60 este ano, abaixo dos US$ 68 em 2025 e dos US$ 62 em 2027", conclui o BofA.

IBGE

Varejo cresce em MS e Brasil bate novo recorde de vendas

Dados do IBGE mostram leve alta no comércio tradicional e avanço mais forte no varejo ampliado, puxado por veículos e construção

15/04/2026 12h11

Na comparação com o mesmo mês de 2025, o avanço foi mais expressivo, chegando a 2%

Na comparação com o mesmo mês de 2025, o avanço foi mais expressivo, chegando a 2% Divulgação/ IBGE

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O comércio varejista de Mato Grosso do Sul apresentou crescimento em fevereiro deste ano, ainda que em ritmo moderado. Dados divulgados pelo IBGE indicam que o volume de vendas no Estado subiu 0,5% em relação a janeiro, considerando a série com ajuste sazonal.

Na comparação com o mesmo mês de 2025, o avanço foi mais expressivo, chegando a 2%. Com isso, o setor acumula alta de 3,1% no ano e de 1,4% no período de 12 meses.

Apesar do desempenho positivo, o crescimento do varejo sul-mato-grossense ficou em posição intermediária no ranking nacional, ocupando a 15ª colocação entre as unidades da federação no comparativo mensal.

Já no chamado varejo ampliado, que inclui segmentos como veículos, motos, materiais de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo, o desempenho foi significativamente superior. Nesse recorte, Mato Grosso do Sul registrou alta de 6,2% frente a janeiro, um dos melhores resultados do país.

Na comparação anual, o avanço do varejo ampliado também se manteve consistente, com crescimento de 5,4% em relação a fevereiro do ano passado. O acumulado de 2026 chega a 3,7%, enquanto o índice dos últimos 12 meses soma alta de 2,5%.

No cenário nacional, o comércio varejista apresentou crescimento em 17 das 27 unidades da federação. Estados como Paraná, Bahia e Minas Gerais lideraram os resultados positivos no mês. Por outro lado, houve retração em nove estados, com destaque para Mato Grosso, Maranhão e Amazonas.

Quando considerada a comparação com fevereiro de 2025, o país teve um avanço mais discreto, com crescimento de 0,2% no varejo. Já no varejo ampliado, houve equilíbrio entre estados com alta e queda, evidenciando um cenário de recuperação ainda desigual entre as regiões.

Brasil renova recorde nas vendas

No cenário nacional, o comércio varejista também manteve desempenho positivo em fevereiro e atingiu o maior nível da série histórica, iniciada em 2000. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo IBGE, o setor cresceu 0,6% na comparação com janeiro, já considerando os efeitos sazonais.

O resultado marca o segundo mês consecutivo de alta e reforça uma trajetória de recuperação ao longo dos últimos meses. De acordo com o levantamento, o varejo acumula 21 bimestres seguidos de crescimento na comparação interanual.

O avanço foi impulsionado principalmente pelo desempenho de segmentos ligados ao consumo básico, como hiper e supermercados, além de combustíveis. Por outro lado, setores como vestuário, móveis e eletrodomésticos registraram retração no período.

No recorte ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o comércio também alcançou recorde na série histórica, com crescimento de 1% frente ao mês anterior. Ainda assim, na comparação com fevereiro do ano passado, houve queda de 2,2%, refletindo recuos mais intensos nesses segmentos.

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PREVIDÊNCIA SOCIAL

Em MS, 400 mil aposentados vão receber o 13° entre abril e junho

Antecipação das parcelas vai injetar R$ 811,7 milhões na economia de Mato Grosso do Sul

15/04/2026 08h50

Fachada da Agência do INSS, em Campo Grande

Fachada da Agência do INSS, em Campo Grande Gerson Oliveira

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Aproximadamente 400 mil aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), residentes em Mato Grosso do Sul, receberão o 13º salário antecipadamente no primeiro semestre de 2026.

A primeira parcela será depositada entre 24 de abril até 8 de maio. Já a segunda parcela entre 25 de maio e 8 de junho.

Decreto nº 12.884 foi assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

A data de pagamento leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador.

Confira as datas do pagamento da primeira e da segunda parcela do adiantamento do 13º salário, de acordo com o número final do cartão de benefício:

Fachada da Agência do INSS, em Campo Grande
Fachada da Agência do INSS, em Campo Grande

QUEM TEM E NÃO TEM DIREITO?

Veja quem tem direito a receber a antecipação do 13º em 2026:

  • Beneficiários por incapacidade temporária
  • Beneficiários por auxílio-acidente
  • Aposentados
  • Beneficiários por salário-maternidade
  • Beneficiários por pensão por morte

Veja quem não tem direito a receber a antecipação do 13º em 2026:

  • Pessoas contempladas pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência - desde que comprovem baixa renda
  • Beneficiários de Renda Mensal Vitalícia

A antecipação das parcelas vai injetar R$ 811,7 milhões na economia de Mato Grosso do Sul.

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