Economia

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Ponte da Rota Bioceânica deve ligar Brasil e Paraguai em maio deste ano

Após a junção entre os dois lados, será iniciada a etapa final desta parte da obra, com calçamento, sinalização, iluminação e pavimentação

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A ponte internacional sobre o Rio Paraguai, que ligará o Brasil ao Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, deve unir os dois países no fim de maio deste ano. No total, são 350 metros que compõe o vão central sobre o rio.

Após a ligação entre as duas metades da ponte, será iniciada a etapa final da obra, que consiste na construção e implantação de calçadas, pistas, iluminação viária e ornamental, pavimentação e sinalização. 

A expectativa é que essa próxima etapa seja finalizada em agosto e, em novembro, seja totalmente concluído o acesso à ponte do lado paraguaio.

A Rota Bioceânica será um corredor rodoviário com extensão de 2.396 quilômetros que liga os dois maiores oceanos do planeta, Atlântico ao Pacífico, pelos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Paraguai e Argentina.

A ponte é considerada uma peça central da rota. A passarela terá 1,3 quilômetro de extensão e 21 metros de largura, a 35 metros acima da calha do rio, contando com um trecho estaiado de 632 metros, sustentado por torres de 130 metros de altura.

O investimento, de US$ 100 milhões, é totalmente financiado pela Itaipu Binacional, do lado paraguaio.

Após a ligação entre os países, expectativa é que ponte seja totalmente concluída em novembroApós a ligação entre os países, expectativa é que ponte seja totalmente concluída em novembro (Foto: Toninho Ruiz)

Ponte

A construção da ponte começou oficialmente no dia 14 de janeiro de 2022 e integra um projeto que soma US$ 1,1 bilhão de investimentos do governo paraguaio, no trecho total de 580 km, entre Carmelo Peralta e Pozo Hondo.

Desse montante são:

  • US$ 440 milhões já garantiram a conclusão do trecho Carmelo – Loma Plata;
  • US$ 100 milhões foram destinados à ponte internacional;
  • US$ 354 milhões financiam a pavimentação da Picada 500 (PY-15);
  • Outros US$ 200 milhões serão aplicados no segmento entre Centinela e Mariscal.

A execução da ponte está sob responsabilidade do Consórcio Pybra, formado pelas empresas Tecnoedil, Paulitec e Cidades Ltda, sob coordenação do engenheiro civil paraguaio Renê Gómez.

Alça de acesso

Paralelamente a construção da passarela, estão em andamento os trabalhos nos viadutos que integrarão as cabeceiras da ponte nos dois países.

No Brasil, também estão em andamento as obras da alça de acesso. Orçada em aproximadamente R$ 574 milhões, a alça compreende um trecho de 13,1 quilômetros de rodovia para interligar a BR-267 à ponte sobre o rio em Porto Murtinho.

Apesar de a ponte sobre o Rio Paraguai ter expectativa de ser entregue no primeiro semestre de 2026, as alças de acesso à rodovia só devem ser concluídas e liberadas para o público até 2028.

Rota Bioceânica

A Rota Bioceânica terá início em Porto Murtinho, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, atravessando o Paraguai e a Argentina até chegar aos portos do Chile.

Essa ligação permitirá que exportações brasileiras cheguem à Ásia com até 17 dias de economia no transporte, em comparação com a saída pelo Porto de Santos, segundo dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O projeto, que começou a ser debatido em 2014 e foi iniciado em 2017, tem a promessa de ampliar a relação comercial do Estado com países asiáticos e sul-americanos.

A Rota Bioceânica, segundo especialistas, terá potencial para movimentar US$ 1,5 bilhão por ano em exportações de carnes, açúcar, farelo de soja e couros para os outros países por onde passará.

DESEMPENHO

Após 4 anos em alta, MS deve crescer abaixo da média nacional neste ano

PIB de Mato Grosso do Sul deve alcançar 1,4% enquanto o indicador nacional chegará 1,7%, aponta estudo

15/01/2026 08h40

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Depois de quatro anos figurando entre os estados de maior crescimento econômico do País, Mato Grosso do Sul deve atravessar este ano em ritmo bem mais lento.

As projeções da Resenha Regional do Banco do Brasil colocam o Estado entre aqueles com menor expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no ano, puxado principalmente pela queda expressiva da agropecuária, setor que historicamente sustenta a economia sul-mato-grossense.

De acordo com o levantamento, o PIB de Mato Grosso do Sul deve crescer apenas 1,4% neste ano, desempenho inferior à média nacional, estimada em 1,7%, após ter crescido o dobro da média nacional nos últimos quatro anos.

No ranking nacional, o Estado aparece na parte inferior da tabela, superando apenas unidades da federação que enfrentam cenários ainda mais adversos.

O resultado marca uma inflexão relevante na trajetória recente da economia estadual. Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul vinha se beneficiando de safras recordes, expansão da fronteira agrícola, valorização das commodities e ampliação da base industrial ligada ao agronegócio. Para este ano, no entanto, o cenário é de ajuste.

RECUO

A Resenha Regional indica recuo de 3,8% do PIB agropecuário em Mato Grosso do Sul, reflexo da combinação entre acomodação dos preços, queda de produtividade em algumas culturas e normalização após ciclos excepcionalmente favoráveis.

Como o setor tem peso elevado na composição do PIB estadual, o impacto negativo acaba se sobrepondo ao crescimento observado em outras atividades. Mesmo com esse freio imposto pelo campo, a economia de MS não entra em retração. 

A indústria aparece como um dos principais vetores de sustentação do crescimento neste ano. O setor deve avançar 3,2% acima da média nacional (1,5%), impulsionado por cadeias já consolidadas no Estado, como celulose, alimentos, bioenergia e processamento agroindustrial.

O desempenho industrial ajuda a amortecer a desaceleração do agronegócio, mas não é suficiente para manter o Estado entre os líderes nacionais de crescimento.

O setor de serviços também contribui para evitar uma desaceleração mais intensa. As projeções indicam crescimento moderado de 2,6%, sustentado por um mercado de trabalho mais formalizado, renda ainda elevada e pela consolidação do Estado como polo logístico e de distribuição no Centro-Oeste.

Atividades ligadas a transporte, armazenagem, comércio e serviços corporativos seguem como destaque.

O mestre em Economia Eugênio Pavão ponderou que o ciclo de juros altos começa a esfriar a economia nacional. “A alta de juros, usada desde a metade do ano passado para convergir o índice de inflação para abaixo do teto, o que começou a interferir na economia, com leve queda, esfriando assim a demanda por bens e serviços”.

REGIÃO

No contexto regional, Mato Grosso do Sul perde protagonismo dentro do Centro-Oeste neste ano e aparece com o pior desempenho. Conforme o levantamento, Goiás deve crescer 1,9%, seguido do Distrito Federal (1,8%), Mato Grosso (1,6%) e Mato Grosso do Sul na lanterna com 1,4%.

O desempenho superior dos estados vizinhos é justificado pelo maior peso relativo da indústria e dos serviços ou com recuperação mais intensa da agropecuária. Ainda assim, o Estado mantém crescimento positivo e segue entre as economias mais organizadas da região.

“Na região Centro-Oeste, o cenário segue otimista. Serviços ligados ao transporte e à armazenagem devem continuar sendo beneficiados pelo escoamento da produção agrícola, mantendo a região como um polo estratégico para logística e comercialização. No entanto, o ritmo tende a ser mais moderado em relação a 2025 diante de uma expectativa na redução da safra na região”, detalha o documento.

No cenário nacional, a Resenha Regional aponta crescimento moderado do PIB brasileiro em 1,7%, com fortes diferenças entre as regiões. O Sul deve liderar a expansão, impulsionado pela recuperação do agronegócio após eventos climáticos adversos, enquanto Norte e Centro-Oeste crescem em ritmo mais contido.

A projeção elaborada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) é bem mais otimista e aponta para crescimento de 5,7%. Procurado pelo Correio do Estado, o titular da Pasta não respondeu à equipe até o fechamento da reportagem. 

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LOTERIAS

Resultado da Super Sete de ontem, concurso 798, quarta-feira (14/01): veja o rateio

A Super Sete tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

15/01/2026 08h34

Confira o rateio da Super Sete

Confira o rateio da Super Sete Foto: Super Sete

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 798 da Super Sete na noite desta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 850 mil.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 2 apostas ganhadoras, (R$ 10.315,07)
  • 5 acertos - 39 apostas ganhadoras, (R$ 755,68)
  • 4 acertos - 477 apostas ganhadoras, (R$ 61,78)
  • 3 acertos - 4.031 apostas ganhadoras, (R$ 6,00)

Confira o resultado da Super Sete de ontem!

Os números da Super Sete 798 são:

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

  • Coluna 1: 4
  • Coluna 2: 8
  • Coluna 3: 5
  • Coluna 4: 7
  • Coluna 5: 1
  • Coluna 6: 4
  • Coluna 7: 6

O sorteio da Dupla Sena é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Super Sete 799

Como a Super Sete tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na sexta-feira, 16 de janeiro, a partir das 20 horas, pelo concurso 799. O valor da premiação está estimado em R$ 950 mil.

Para participar dos sorteios da Super Sete é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

Como jogar na Super Sete

Os sorteios da Super Sete são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O Super Sete é a loteria de prognósticos numéricos cujo volante contém 7 colunas com 10 números (de 0 a 9) em cada uma, de forma que o apostador deverá escolher um número por coluna.

Caso opte por fazer apostas múltiplas, poderá escolher até mais 14 números (totalizando 21 números no máximo), sendo no mínimo 1 e no máximo 2 números por coluna com 8 a 14 números marcados e no mínimo 2 e no máximo 3 números por coluna com 15 a 21 números marcados.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6,  9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

O valor da aposta é R$ 2,50.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas sete dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 158.730, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 21 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 280, ainda segundo a Caixa.

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