Cidades

Porto Murtinho

Obra da alça de acesso à ponte da Rota Bioceânica está 30% executada

A empreitada, que iniciou em setembro de 2024, prevê a construção de seis pontes e um viaduto

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A obra da alça de acesso à ponte da Rota Bioceânica, orçada em aproximadamente R$ 472 milhões, compreende um trecho de 13,1 quilômetros de rodovia para interligar a BR-267 à ponte sobre o rio em Porto Murtinho, teve um avanço de 30% na execução dos trabalhos.

Conforme divulgado pelo governo federal nesta terça-feira (12), o trabalho na infraestrutura da alça está 96% concluído, enquanto a mesoestrutura (pilares e travessas) está 65% concluída. O projeto prevê a construção de seis pontes e um viaduto.

O foco do trabalho, neste momento, está na execução da terraplenagem, que está 25% executada, com 5,79 quilômetros prontos, além da continuidade dos trabalhos nas obras de arte especiais.

“Já foram compactados 438 mil metros cúbicos de aterro. E estamos executando as vigas pré-moldadas no pátio próximo à obra”, destaca o superintendente regional do DNIT no estado de Mato Grosso do Sul, Euro Nunes Varanis Junior.

 

 

 

Trabalhos


Como acompanhou o Correio do Estado, a obra que envolve a construção do complexo aduaneiro e da alça de acesso iniciou no dia 20 de setembro. O anúncio foi feito pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, que cumpria agenda no Estado.

A previsão, segundo a ministra, é que os trabalhos se estendam por dois anos, e a meta é que, ainda antes do final de seu terceiro mandato, o presidente Lula venha a Porto Murtinho para inaugurar tanto a alça de acesso quanto a ponte.

Os R$ 472 milhões estão sendo bancados integralmente pelo governo federal, e a obra da ponte, que deve custar pouco mais de meio bilhão de reais, está sendo custeada com recursos da hidrelétrica de Itaipu.

O resultado da licitação das obras de acesso foi oficializado pelo DNIT em 16 de novembro do ano passado, e o vencedor foi um consórcio denominado PDC Fronteira, formado pelas empreiteiras Caiapó, Paulitec e DP Barros, de Goiás e São Paulo, que venceram por oferecerem o menor preço.

A previsão é que sejam gerados, inicialmente, 280 postos de trabalho diretos e 160 indiretos. O canteiro de obras já estava sendo montado desde o começo de setembro, próximo à cidade de Porto Murtinho.

Rota


A Rota Bioceânica é um corredor rodoviário com extensão de 2,4 mil quilômetros que ligará os dois maiores oceanos do planeta, Atlântico e Pacífico, partindo do Brasil e chegando aos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando pelo Paraguai e pela Argentina.

O projeto, que começou a ser debatido em 2014 e foi iniciado em 2017, tem a promessa de ampliar a relação comercial do Estado com países asiáticos e sul-americanos.

Conforme estudo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), os custos para o envio da produção sul-mato-grossense serão reduzidos, além do tempo de viagem, que será encurtado em até 17 dias rumo ao mercado asiático.

A Rota Bioceânica, segundo os mais otimistas, terá potencial para movimentar US$ 1,5 bilhão por ano em exportações de carnes, açúcar, farelo de soja e couros para os outros países por onde passará.

** Colaborou Neri Kaspary e Leo Ribeiro

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Previsão

Terceiro ciclone extratropical do ano deixa fim de semana chuvoso em MS

Em todo o Estado, são esperadas pancadas de chuva e máximas de 26ºC na Capital

30/01/2026 17h45

Fim de semana será chuvoso e com temperaturas amenas

Fim de semana será chuvoso e com temperaturas amenas FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A atuação de um ciclone extratropical formado na região do oceano Atlântico Sul, na altura das regiões Sul e Sudeste brasileiras deve contribuir para o avanço de uma frente fria, criando condições favoráveis para a ocorrência de chuvas e tempestades em todo o território de Mato Grosso do Sul neste final de semana. 

O impacto do fenômeno em Mato Grosso do Sul, o terceiro registrado em 2026, deve ser sentido de forma indireta, especialmente com o avanço da frente fria e grandes volumes de chuvas, acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento, especialmente entre esta sexta-feira (30) e sábado (31), de acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec). 

No domingo (01) e na segunda-feira (02), a instabilidade atmosférica deve continuar, mas não mais associada ao ciclone, mas, sim, à formação e atuação de um sistema de baixa pressão entre o Paraguai, a Bolívia e Mato Grosso do Sul, onde o aquecimento durante o dia, associado à alta umidade e deslocamento de cavados devem criar condições favoráveis a volumes de chuvas acima de 40 milímetros no dia. 

Também são esperadas rajadas de vento com velocidade variando entre 40 e 60 km/h, com possibilidade de rajadas pontuais superiores a 60 km/h, especialmente nas regiões Sul e Cone-Sul de Mato Grosso do Sul, que estão em alerta de perigo para tempestades.

Os municípios de Amambai, Anaurilândia, Bataguassu, Batayporã, Caarapó, Coronel Sapucaia, Eldorado, Glória de Dourados, Iguatemi e Itaquiraí, Ivinhema, Japorã, Jateí, Juti, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Paranhos e Sete Quedas estão em alerta de perigo para temporais durante todo o final de semana, com volumes de chuva podendo chegar a 100 milímetros no dia, além de ventos fortes e queda de granizo.

Nestas regiões, são esperadas mínimas entre 20-22ºC e máximas entre 25ºC e 34ºC. 

Nas regiões Pantaneira e Sudoeste, as mínimas chegam a 23ºC e máximas devem chegar a 36ºC no sábado (01). 

Na região Norte, Leste e Bolsão, as mínimas variam entre 21ºC e 23ºC e as máximas atingem 35ºC. 

Na Capital, as mínimas esperadas são entre 22ºC e 24ºC, e as máximas chegam a 31ºC, mas devem cair para 26ºC entre domingo e segunda-feira. 

Terceiro ciclone

O sistema começou a se organizar próximo à costa dos estados de São Paulo e do Paraná e sua atuação com as áreas de baixa pressão, calor e umidade contribui para a formação de temporais. 

Os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão atmosférica e são formados pelo contraste de temperaturas de diferentes massas de ar quente e fria. 

Esse novo ciclone não deve atingir o continente, passando apenas pelo mar. O que chega ao continente é a frente fria associada, o que favorece a chuva persistente ao longo do dia. 
 

PRISÃO

Homem autoriza descarte de caixa d'água de amianto mesmo sem ser dono do terreno

Duas pessoas foram presas em flagrante pela DECAT pelo despejo irregular. O rapaz ainda culpou a Prefeitura pela demora para resolver o problema

30/01/2026 17h30

O descarte irregular de caixa d'água de amianto é proibido no Brasil

O descarte irregular de caixa d'água de amianto é proibido no Brasil Foto: Agência Brasil

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Policias da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (DECAT) prenderam em flagrante duas pessoas por descartarem, de forma irregular e em terreno alheio, uma caixa d'água de amianto e materiais de construção civil, na rua Teófilo Otoni, esquina com a avenida Duque de Caxias, no bairro Vila Eliane.

Marcio César da Luz autorizou Núbia Kátia Leite Pereira a despejar os resíduos em um terreno, o qual nem é proprietário. No dia 20 de janeiro, os policiais flagraram os dois descartando o material. De acordo com a DECAT, eram cerca de 20 sacolas contendo resíduos de construção civil, inclusive uma caixa d'água, aparentando ser a base de amianto.

Para transportar o resíduo, a mulher de 60 anos dirigia um carro, modelo Fiat Uno Vivace, que pertence a sua sogra, e estava acompanhada de Bruno Arado da Silva, identificado como seu funcionário.

Em depoimento, a senhora afirmou que trabalha com construção civil e tentou o descarte no Ecoponto, mas não foi autorizado, então saiu a procura de um lugar. Na ocasião, ela encontrou Márcio, com quem falou e autorizou o descarte, segundo eles sem cobrar nada. 

Em depoimento às autoridades, a senhora de 60 anos relatou que ela e seu marido José trabalham de forma autônoma com serviços de construção civil e pegaram um trabalho próximo à antiga rodoviária. Os materiais descartados, eram provenientes deste local de onde pegaram o trabalho.

Apesar de ter autorizado o descarte no terreno, o local não pertence a Márcio. Ele confessou que realmente aprovou o despejo dos resíduos e ainda responsabilizou a Prefeitura por demorar para resolver o problema.

O crime foi enquadrado no artigo 54 da lei nº 9.605/98, que trata sobre "poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana ou que provoquem a mortalidade de animais ou a destruição significativa da flora". 

Foi estabelecida a fiança de três salários mínimos para Núbia. Ela pagou e foi liberada logo em seguida.

Já no caso de Márcio, ele fugiu da ação da polícia da vez em que outros três foram presos por efetuar o descarte. O homem afirmou que não utilizaria mais o espaço para descarte, além de afirmar não ser dono do terreno e que o usou para "sobreviver".  Além disso, reiterou que iria esconder o descarte no fundo do terreno e que a culpa era da Prefeitura pela demora.

Diante dessas declarações, foi estabelecido que sua fiança seria de seis salários mínimos e, também, que ele seja proibido de frequentar qualquer parte do terreno, de lá parar, utilizar para qualquer fim, sob pena de responder por desobediência e ficar sujeito a nova prisão.

Márcio César foi encaminhado a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC - Centro), onde permanecerá à disposição da Justiça Pública.

Amianto

A utilização do amianto crisotila é proibida no Brasil. Em fevereiro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve os efeitos da declaração de inconstitucionalidade de norma que permitia a utilização do produto. 

A exposição ao amianto está relacionada à ocorrência de diversas doenças. Ele é classificado como reconhecidamente cancerígeno para os seres humanos. Não foram identificados níveis seguros para a exposição às suas fibras.

O descarte irregular de caixa d'água de amianto é crime ambiental, conforme o artigo 54 da Lei Federal n° 9.605/1998, com penas de reclusão ou detenção, além de multas.

O descarte de caixa d'água de amianto deve ser feito exclusivamente por empresas especializadas em resíduos perigosos, pois o material é tóxico. Não podem ser descartadas em lixo comum, ecopontos ou caçambas de entulho.

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