Economia

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Ponte da Rota Bioceânica está a 128 metros de ligar Brasil e Paraguai

União entre os dois lados da ponte está prevista para o fim de maio

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Com previsão para ligar Brasil e Paraguai no fim de maio, a ponte internacional da Rota Bioceânica, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, está a 128 metros do fim desta parte da obra. No total, são 350 metros que compõe o vão central sobre o rio.

Os trabalhos de construção da ponte foram retomados no dia 7 de janeiro, após um período de recesso de fim de ano. 

Em dez dias, a obra avançou 12 metros, restando os 128 para que as duas metades da estrutura se encontrem e façam a ligação física entre os dois países.

Após a junção entre as duas frentes, será iniciada a etapa final da obra, que consiste na construção e implantação de calçadas, pistas, iluminação viária e ornamental, pavimentação e sinalização. 

A expectativa é que essa próxima etapa seja finalizada em agosto e, em novembro, seja totalmente concluído o acesso à ponte do lado paraguaio.

A Rota Bioceânica será um corredor rodoviário com extensão de 2.396 quilômetros que liga os dois maiores oceanos do planeta, Atlântico ao Pacífico, pelos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Paraguai e Argentina.

A ponte é considerada uma peça central da rota. A passarela terá 1,3 quilômetro de extensão e 21 metros de largura, a 35 metros acima da calha do rio, contando com um trecho estaiado de 632 metros, sustentado por torres de 130 metros de altura.

O investimento, de US$ 100 milhões, é totalmente financiado pela Itaipu Binacional, do lado paraguaio.

Ponte

A construção da ponte começou oficialmente no dia 14 de janeiro de 2022 e integra um projeto que soma US$ 1,1 bilhão de investimentos do governo paraguaio, no trecho total de 580 km, entre Carmelo Peralta e Pozo Hondo.

Desse montante são:

  • US$ 440 milhões já garantiram a conclusão do trecho Carmelo – Loma Plata;
  • US$ 100 milhões foram destinados à ponte internacional;
  • US$ 354 milhões financiam a pavimentação da Picada 500 (PY-15);
  • Outros US$ 200 milhões serão aplicados no segmento entre Centinela e Mariscal.

A execução da ponte está sob responsabilidade do Consórcio Pybra, formado pelas empresas Tecnoedil, Paulitec e Cidades Ltda, sob coordenação do engenheiro civil paraguaio Renê Gómez.

Duas metades da estrutura devem ser unidas no fim de maioPonte ligará o Brasil ao Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta (Foto: Toninho Ruiz)

Alça de acesso

Paralelamente a construção da passarela, estão em andamento os trabalhos nos viadutos que integrarão as cabeceiras da ponte nos dois países.

No Brasil, também estão em andamento as obras da alça de acesso. Orçada em aproximadamente R$ 574 milhões, a alça compreende um trecho de 13,1 quilômetros de rodovia para interligar a BR-267 à ponte sobre o rio em Porto Murtinho.

Apesar de a ponte sobre o Rio Paraguai ter expectativa de ser entregue no primeiro semestre de 2026, as alças de acesso à rodovia só devem ser concluídas e liberadas para o público até 2028.

Rota Bioceânica

A Rota Bioceânica terá início em Porto Murtinho, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, atravessando o Paraguai e a Argentina até chegar aos portos do Chile.

Essa ligação permitirá que exportações brasileiras cheguem à Ásia com até 17 dias de economia no transporte, em comparação com a saída pelo Porto de Santos, segundo dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O projeto, que começou a ser debatido em 2014 e foi iniciado em 2017, tem a promessa de ampliar a relação comercial do Estado com países asiáticos e sul-americanos.

A Rota Bioceânica, segundo especialistas, terá potencial para movimentar US$ 1,5 bilhão por ano em exportações de carnes, açúcar, farelo de soja e couros para os outros países por onde passará.

ECONOMIA

Entenda como sanção dos EUA fragiliza economias ao redor do globo

Irã e Venezuela, por exemplo, alvos recentes de ações militares dos Estados Unidos, também têm em comum as sanções econômicas aplicadas pela Casa Branca

18/01/2026 09h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Irã e Venezuela, alvos recentes de ações militares dos Estados Unidos, também têm em comum as sanções econômicas aplicadas pela Casa Branca aos dois países. Estudos apontam que cercos econômicos prolongados têm sido cada vez mais utilizados como arma de política externa para pressionar ou derrubar determinados governos. 

No caso do Irã, há também sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU contra o programa nuclear de Teerã. Na raiz dos protestos que sacudiram o país persa nas últimas semanas está a desvalorização de 50% da moeda iraniana e uma inflação oficial de 42% em 2025. 

Para entender como essas sanções fragilizam as economias dos dois países, a Agência Brasil  conversou com especialistas e analisou estudos científicos e relatórios das Nações Unidas (ONU) sobre o tema. 

A economista e socióloga Juliane Furno, professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), lembra que as sanções contra o Irã foram aprofundadas pela ONU em setembro de 2025, após a guerra de 12 dias iniciada por Israel.  

“O agravamento das sanções, basicamente, impede ou dificulta a entrada de dólares no país. Tanto pelas sanções diretas, quanto pela dificuldade operacional do Irã em acessar o sistema financeiro internacional”, diz a economista. 

As sanções ao Irã são diversas e bloqueiam ativos do país no exterior; dificultam as transações financeiras internacionais; proíbem quase todo o comércio do Irã com EUA e punem empresas de qualquer país que fazem investimentos acima de US$ 20 milhões no setor energético da nação. 

Juliane lembra que o bloqueio econômico tem origem anterior: começou em 1979, logo após a Revolução Iraniana que tirou um governo aliado de Washington do poder. As medidas causam uma expressiva desvalorização do rial, a moeda iraniana. 

“Se a moeda se desvalorizava, um dos principais e imediatos efeitos é a inflação. Por isso há, de fato, uma deterioração das condições de vida dos iranianos”, completou a economista.   

Dono da terceira maior reserva de petróleo comprovada do planeta e quinto maior produtor de hidrocarbonetos do mundo, o Irã ainda é dependente das exportações de petróleo, apesar de ter uma economia bem mais diversificada que a venezuelana. 

Documentos do próprio Congresso norte-americano, classificam as medidas contra o Irã como “o conjunto de sanções mais extenso e abrangente que os Estados Unidos mantêm contra qualquer país”.  

Impactos na indústria petroleira 

A relatora especial da ONU sobre os impactos das sanções para os direitos humanos, Alena Douhan, publicou em julho de 2024 relatório sobre as consequências econômicas e sociais do bloqueio econômico ao Irã.   

A especialista afirma que existe correlação entre a imposição de sanções e o desempenho econômico do país, “devido, em particular, às restrições comerciais e financeiras ao setor energético iraniano, que é a fonte de renda mais significativa do país”.  

“Cerca de metade do orçamento fiscal do governo depende exclusivamente das exportações de petróleo e outros líquidos”, aponta. 

Douhan destaca que, com a suspensão parcial das sanções em 2015, o país conseguiu aumentar as exportações de 700 mil a 1,4 milhão, na média entre 2010 a 2015, para 2,5 milhões de barris por dia entre 2016 e 2018. 

“Com a reimposição das sanções dos Estados Unidos [em 2019], as exportações caíram para menos de 500 mil barris por dia em julho de 2020. Somente em 2018 e 2019, as exportações de petróleo diminuíram 57%”, afirmou a relatora da ONU. 

Douhan pede à suspensão - total ou parcial - das sanções devido aos efeitos sociais e nos direitos humanos dos iranianos. 

“[O embargo econômico] levou à redução das receitas do Estado e ao aumento da pobreza e exacerbou as desigualdades socioeconômicas existentes, resultando em recursos insuficientes para garantir as necessidades básicas das pessoas de baixa renda e de outros grupos vulneráveis”, afirmou. 

Inflação e saúde

A especialista Alena Douhan demonstra que o nível dos preços oscila de acordo com a imposição ou relaxamento das sanções econômicas. Depois de apresentar uma média de 23,8% entre 2011 e 2015, a inflação caiu para 7,2% e 8% em 2016 e 2017, após acordo que reduziu a intensidade do bloqueio. Segundo ela, desde o retorno das sanções em 2018, os preços gerais no país subiram 85% e o custo dos dos alimentos dobrou. 

A classe média vem encolhendo nos últimos anos, em parte, devido à política de sanções. Estudo da Revista Europeia de Economia Política El Sevier, de dezembro de 2025, calculou que as sanções levaram a uma redução média anual de 17 pontos percentuais no tamanho da classe média iraniana entre 2012 e 2019.   

Já outra pesquisa da revista inglesa The Lancet apontou que as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU interromperam as importações de medicamentos essenciais, causando aumentos de preços de até 300% em alguns antiepilépticos.  

“[Houve] reduções consideráveis na disponibilidade de 13 dos 26 medicamentos essenciais para doenças não transmissíveis e mais de 6 milhões de pacientes com doenças não transmissíveis ficaram sem acesso a tratamento de alta qualidade”, diz a publicação. 

Os Estados Unidos e a ONU 

A Casa Branca sustenta que as sanções contra o regime de Teerã são necessárias devido a violações de direitos humanos e suposto apoio ao “terrorismo”. O objetivo seria forçar o Irã a desmantelar seu programa nuclear, que Teerã alega ser para fins pacíficos. 

No caso da ONU, as sanções são justificadas como forma de pressionar o governo a adotar medidas que impeçam o desenvolvimento de armas nucleares.  Para os críticos, as justificativas são pretextos para mudar um regime político que se contrapõe à hegemonia de Israel e do Ocidente no Oriente Médio. 

O cientista político, professor de relações internacionais e jornalista da HispanTV Brasil, Bruno Lima Rocha, avalia que os Estados Unidos não têm compromisso com a democracia. 

“Se assim fosse se colocariam contra monarquias absolutistas, como a da dinastia destronada dos Pahlavi (no próprio Irã) ou os monarcas da Península Arábica. O tema de fundo é a posição do Irã contra o imperialismo e em defesa da Palestina”, destacou. 

Para o especialista, a justificativa de barrar o programa nuclear é uma falácia. “O país é signatário do Tratado de Não Proliferação (TNP) de Armas Nucleares e não tem ogiva alguma. Israel não assinou o TNP e tem um arsenal que não se sabe nem o tamanho nem o alcance”, completou.   

Impactos das sanções no mundo

Estudos recentes demonstram que os impactos econômicos e sociais das sanções equivalem a guerras tradicionais. 

Artigo publicado na influente revista científica The Lancet Global Health calculou que as sanções unilaterais estão associadas a cerca de 560 mil mortes por ano, “semelhante à carga global de mortalidade associada a conflitos armados”.  

A revista Estudos de Desenvolvimento, da editora acadêmica Taylor & Francis, do Reino Unido, calculou que as sanções podem reduzir a expectativa de vida em cerca de 0,4 a 1,4 anos, a depender da sua intensidade. 

“Além disso, encontramos evidências de que as mulheres são afetadas mais severamente pela imposição de sanções” A publicação cita ainda o  aumento da mortalidade infantil e das mortes por cólera, bem como a diminuição dos gastos públicos com saúde. 

 

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LOTERIA

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1165, sábado (17/01): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 19h; veja quais os números sorteados no último concurso

18/01/2026 07h35

Confira o resultado da Dia de Sorte

Confira o resultado da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1165 da Dia de Sorte na noite deste sábado, 17 de janeiro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1,5 milhão. 

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores; 
  • 6 acertos - 62 apostas ganhadoras, (R$ 2.517,50 cada);
  • 5 acertos - 2.190 apostas ganhadoras, (R$ 25,00 cada);
  • 4 acertos - 27.891 apostas ganhadoras, (R$ 5,00 cada). 

Mês da Sorte

  • Dezembro - 76.500 apostas ganhadoras, R$ 2,50

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1165 são:

  • 17- 02 - 23 - 11 - 16 - 25 - 13
  • Mês da sorte: 12 - Dezembro

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1166

Como a Dia de Sorte tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na terça-feira, 20 de janeiro, a partir das 21 horas, pelo concurso 1166. O valor da premiação está estimado em R$ 1,8 milhão.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 2,50 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 2,50.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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