Em Campo Grande, os donos de postos de combustíveis se anteciparam à Petrobras e já estão subindo o preço já nesta quinta-feira (10). Nas refinarias da estatal, a gasolina o diesel e o gás de cozinha sobem apenas nesta sexta-feira (11).
A equipe do Correio do Estado flagrou, em um dos postos da cidade, a remarcação do litro da gasolina com um preço R$ 0,50 maior já para o início da tarde. Se pela o litro da gasolina era vendido a R$ 6,239, agora à tarde o litro do combustível passou a custa R$ 6,739 neste posto, localizado na Avenida Costa e Silva.
De acordo com o anúncio da Petrobras, o preço médio de venda da gasolina para os distribuidores terá um aumento de 18,8%, e passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 nas refinarias da estatal. No atacado, o diesel teve alta de 24,9%, e passará de R$3,61 para R$ 4,51 e o gás de cozinha, terá o reajuste de 16,1%, o que significa que passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo.
Tentativa
A empresária Verenna Caballero bem que tentou abastecer seu carro no preço velho, mas teve um revés. “Passamos pelo outro posto e estava R$ 6,29, mas quando chegamos aqui estava R$ 6,23, então entramos para abastecer aqui, ele mudou o preço, e me cobrou o preço mais alto”, reclamou a empresária, que pagou o valor de R$ 6,73 no litro da gasolina, já com o reajuste.
O representante comercial Genilson Sorila, também tentou abastecer antes do aumento dos combustíveis. “Segundo a Petrobrás, o aumento era para amanhã, mas agora você chegando nos postos, as plaquinhas já estão todas sendo trocadas”, disse o representante, que trabalha com o carro e acha errado o valor já ter sido alterado.
De acordo com o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de MS (Sindpetro), Edson Lazarotto, o aumento anunciado pela Petrobrás já está sendo repassado para os postos de gasolina, pois o preço foi alterado pelas distribuidoras ainda nessa quinta-feira. “Devido a guerra, as distribuidoras estão praticamente com seu estoque no limite, principalmente o diesel”, afirmou Lazarotto. O diretor ainda reitera que o mercado é livre, e cada revendedor tem a sua liberdade de repassar os preços na sua totalidade ou parcialmente.
A equipe do Correio do Estado também verificou filas em muitos postos da Capital, sobretudo naqueles que ainda mantiveram o preço antigo.



