Economia

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Potência do agro, MS não tem cidade no Top 10 da produção agrícola

Apesar de movimentar R$ 47,8 bilhões nas lavouras em 2025, Estado fica fora da lista dos dez municípios com maior valor de produção do País; cidades de MS, porém, aparecem entre líderes nacionais de soja, milho e cana.

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Mato Grosso do Sul carrega o agro como uma das principais forças de sua economia, possui municípios entre os maiores produtores brasileiros de soja, milho e cana-de-açúcar e viu o valor de suas lavouras avançar mais de 30% em apenas um ano. Mesmo assim, nenhuma cidade sul-mato-grossense conseguiu entrar no grupo dos dez municípios com maior valor da produção agrícola do Brasil em 2025.

O contraste aparece nos dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento acompanha todos os municípios brasileiros e considera informações como área plantada e colhida, quantidade produzida, produtividade e valor da produção das culturas temporárias e permanentes. 

No ranking nacional por valor da produção, Sapezal (MT) assumiu a liderança, com R$ 8,5 bilhões, seguido por São Desidério (BA), com R$ 8,2 bilhões, e Sorriso (MT), com R$ 8,1 bilhões.

Na sequência aparecem Campo Novo do Parecis (MT), com R$ 7,8 bilhões; Formosa do Rio Preto (BA), com R$ 5,8 bilhões; Diamantino (MT), com R$ 5,8 bilhões; Rio Verde (GO), com R$ 5,6 bilhões; Cristalina (GO), com R$ 5,4 bilhões; Nova Mutum (MT), com R$ 5,3 bilhões; e Jataí (GO), que fecha o Top 10 com R$ 4,8 bilhões.

Confira o ranking dos 10 municípios com maior valor da produção agrícola:

  1. Sapezal (MT) - R$ 8,5 bilhões
  2. São Desidério (BA) - R$ 8,2 bilhões
  3. Sorriso (MT) - R$ 8,1 bilhões
  4. Campo Novo do Parecis (MT) - R$ 7,8 bilhões
  5. Formosa do Rio Preto (BA) -  R$ 5,8 bilhões
  6. Diamantino (MT) - R$ 5,8 bilhões
  7. Rio Verde (GO) - R$ 5,6 bilhões
  8. Cristalina (GO) - R$ 5,4 bilhões
  9. Nova Mutum (MT) - R$ 5,3 bilhões
  10. Jataí (GO) - R$ 4,8 bilhões

A concentração fica evidente na distribuição geográfica. Das dez cidades com maior valor da produção agrícola do País, cinco estão em Mato Grosso, três em Goiás e duas na Bahia. Mato Grosso do Sul não possui representante nesse grupo.

Juntos, os dez municípios movimentaram R$ 65,9 bilhões, equivalentes a 7,1% de todo o valor da produção agrícola brasileira em 2025.

MS movimenta R$ 47,8 bilhões

A ausência de municípios sul-mato-grossenses no Top 10 ocorre justamente em um ano de forte recuperação da produção estadual.

O valor das culturas agrícolas produzidas em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 47,8 bilhões em 2025, contra R$ 35,7 bilhões no ano anterior.

O crescimento nominal foi de 33,9%, impulsionado pelo aumento de 43,6% na produção de grãos e pela valorização de culturas importantes, como café, milho, algodão, cana-de-açúcar e soja. 

Parte do avanço representa uma recuperação em relação a 2024, quando a estiagem provocada pelas condições climáticas prejudicou principalmente as lavouras de soja e milho.

Segundo o IBGE, a baixa incidência de chuvas atrasou o plantio e atingiu com maior intensidade o milho de segunda safra. 

A área plantada ou destinada à colheita também cresceu. Passou de 7,2 milhões de hectares em 2024 para 7,6 milhões de hectares em 2025, avanço de 5,3%.

Com isso, Mato Grosso do Sul permanece na sexta posição nacional em área plantada, atrás de Estados como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. 

Onde estão as cidades de MS no ranking

Embora Mato Grosso do Sul não tenha nenhum município entre os dez maiores valores da produção agrícola do Brasil em 2025, cidades do Estado aparecem em posições de destaque quando o levantamento é analisado pelas principais culturas.

Maracaju, município com a maior área plantada de Mato Grosso do Sul em 2025, destinou 650,5 mil hectares às lavouras.

Na soja, produziu 1,2 milhão de toneladas e alcançou a 13ª posição entre os municípios brasileiros. No milho, o desempenho foi ainda maior: com aproximadamente 1,83 milhão de toneladas, ficou na 7ª posição nacional.  

Outros três municípios sul-mato-grossenses também aparecem entre os 25 maiores produtores de milho do País. Sidrolândia ocupa a 16ª posição, com 1,3 milhão de toneladas; Ponta Porã está em 21º, com 1,1 milhão; e Dourados aparece em 24º, também com 1,1 milhão de toneladas.

Considerando a área plantada ou destinada à colheita, as cinco maiores forças do Estado são Maracaju, com 651 mil hectares; Ponta Porã, com 573 mil; Sidrolândia, com 465 mil; Dourados, com 457 mil; e Rio Brilhante, com 351 mil hectares.

Os números mostram que ficar fora do Top 10 nacional em valor da produção agrícola não significa ausência de protagonismo no campo. Mato Grosso do Sul possui municípios entre os maiores produtores brasileiros de algumas das principais commodities do País.

MS é o quinto maior produtor de soja

A soja continua como principal produto das lavouras sul-mato-grossenses. Em 2025, o Estado colheu 13,1 milhões de toneladas, crescimento de 15,9% sobre o ano anterior.

A oleaginosa sozinha movimentou R$ 25,1 bilhões, aumento de 30,7%. Mato Grosso do Sul ficou na quinta posição nacional tanto em quantidade produzida quanto em valor da produção, respondendo por 7,9% da soja colhida e 8% do valor gerado pelo produto no Brasil. 

Maracaju retomou de Ponta Porã a liderança estadual da cultura. Foram 1,2 milhão de toneladas produzidas no município, contra 899 mil toneladas em Ponta Porã e 891 mil toneladas em Sidrolândia.

Entre todos os municípios brasileiros, entretanto, apenas Maracaju aparece entre os 20 maiores produtores de soja, ocupando o 13º lugar. Ponta Porã aparece na 30ª posição. 

Milho bate recorde

O milho apresentou um avanço ainda mais expressivo. Mato Grosso do Sul produziu 13,9 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 76,8% em relação ao ano anterior e o maior volume desde o início da série histórica, em 1979.

O desempenho manteve o Estado como o quarto maior produtor de milho do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso, Paraná e Goiás. 

É justamente nessa cultura que os municípios sul-mato-grossense conseguem maior presença entre os líderes nacionais. Quatro cidades do Estado aparecem entre as 25 maiores: Maracaju (7º), Sidrolândia (16º), Ponta Porã (21º) e Dourados (24º). 

Cana coloca duas cidades de MS no Top 5

Se Mato Grosso do Sul não aparece no Top 10 geral do valor da produção agrícola, o cenário muda quando o recorte é feito sobre a cana-de-açúcar.

Nova Alvorada do Sul é a segunda maior produtora municipal de cana do Brasil, com 7,7 milhões de toneladas, ficando atrás apenas de Uberaba (MG), que alcançou 9 milhões de toneladas.

Outra cidade sul-mato-grossense aparece no Top 5: Rio Brilhante ocupa a quinta posição nacional, com 6,15 milhões de toneladas. 

No conjunto do Estado, foram produzidas 55,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, crescimento de 5,3% em relação a 2024. Mato Grosso do Sul permaneceu como o quarto maior produtor nacional, e o valor da produção estadual da cultura chegou a R$ 8,1 bilhões.

Brasil bate recorde

O resultado de Mato Grosso do Sul ocorre em um ano histórico para a agricultura brasileira. O valor da produção agrícola do País chegou ao recorde de R$ 927 bilhões em 2025, crescimento de 18,4% em relação ao ano anterior.

A safra brasileira de grãos alcançou 345 milhões de toneladas, também recorde, enquanto a área colhida chegou a 101 milhões de hectares.

A soja respondeu sozinha por R$ 315 bilhões, equivalente a 34% de todo o valor da produção agrícola brasileira. O milho movimentou outros R$ 122 bilhões. Juntas, as duas culturas representaram 88,7% do volume de grãos produzido no País.

Mesmo fora do Top 10 municipal em valor da produção, Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com expansão das lavouras, recorde no milho e posições de destaque nacional em soja, cana-de-açúcar, algodão e mandioca.

O retrato da PAM mostra, portanto, um Estado com forte peso agrícola, mas cuja produção está distribuída entre diferentes municípios, sem que uma única cidade concentre valor suficiente para alcançar o grupo das dez maiores do Brasil.

imbróglio

Entraves na ANTT colocam em dúvida leilão da ferrovia Malha Oeste em 2027

Agência já pediu duas prorrogações ao TCU para concluir estudos técnicos da concessão de 1.625 km entre Corumbá e Mairinque

02/11/2026 07h55

Sem entendimento, Malha Oeste segue abandonada em MS

Sem entendimento, Malha Oeste segue abandonada em MS gerson oliveira

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Ainda não há garantias de que o leilão dos 1.625 quilômetros da ferrovia Malha Oeste, entre Corumbá e Mairinque (SP), seja realizado em agosto do ano que vem, como prevê o Ministério dos Transportes. O maior entrave está na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que não consegue concluir os estudos técnicos exigidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que já deveriam ter sido analisados pela área técnica da Corte desde setembro.

Desde julho deste ano, a autarquia pede reiteradamente a prorrogação de prazos para apresentar documentos cobrados, alegando falta de pessoal para o processamento, análise e consolidação dos estudos e que há uma demanda elevada de projetos para desestatização no setor ferroviário em andamento. São seis ao todo.

O último pedido de prorrogação foi feito no dia 20 de outubro, quando a Superintendência de Concessão da Infraestrutura (Sucon) da ANTT comunicou ao Tribunal que precisará de pelo menos mais 30 dias para realizar os ajustes exigidos na proposta de concessão. O prazo inicial concedido pelo TCU foi de cinco dias, em agosto.

Em ofício, a Sucon afirma que está realizando a análise dos elementos técnicos e documentais e também a articulação das informações produzidas pelas diferentes áreas envolvidas, “de modo a assegurar que a resposta encaminhada ao Tribunal seja integral, consistente e devidamente fundamentada”.

Só que o departamento afirma que existem entraves para cumprir os prazos. “Ocorre que, no presente momento, a capacidade operacional da Sucon encontra-se significativamente pressionada em razão da limitação do quadro de servidores e colaboradores disponíveis para a execução das atividades, circunstância que gera impacto diretamente na capacidade de processamento, análise e consolidação dos estudos e manifestações”, explicando que há outros processos de desestatização ferroviária complexos e limitação de recursos humanos, fazendo com que seja adotada “criteriosa gestão da capacidade técnica disponível”.

Também destaca que existe uma “elevada quantidade de projetos estratégicos conduzidos de forma concomitante, especialmente no âmbito dos processos de desestatização da infraestrutura ferroviária, os quais demandam atuação técnica multidisciplinar, análise de elevado volume de informações e cumprimento de prazos próprios, muitos deles associados a cronogramas considerados prioritários no âmbito do governo federal”. 

Esse já é o segundo pedido de prorrogação. O primeiro foi apresentado no dia 16 de setembro e foi atendido pelo TCU, que deu até o dia 20 de outubro para a ANTT apresentar os estudos.

Nesse pedido, a Sucon afirmou que os ajustes na proposta “demandam o levantamento, a análise e a consolidação de informações de natureza técnica, econômico-financeira, contratual e regulatória, inclusive mediante eventual articulação com outras unidades organizacionais envolvidas na estruturação e no acompanhamento do empreendimento”, destacando que a “condução em conjunto dos projetos das ferrovias FTL, FCA, EF-118, Malha Sul, FTC e Fico/Fiol envolve a mobilização de equipes técnicas multidisciplinares e o desenvolvimento de atividades de elevada complexidade, com impacto direto na capacidade operacional disponível para o atendimento de diligências extensas em prazos reduzidos”. 

Mapa ferroviário de MS

Ferrovias já implantadas e planejadas no Estado

Sem entendimento, Malha Oeste segue abandonada em MSEscreva a legenda aqui

DIFICULDADES

Mesmo com essas dificuldades, o Ministério dos Transportes reforçou no mês passado sua carteira de projetos no setor ferroviário, transferindo para 2027 as concessões previstas para este ano, sem levar em consideração as dificuldades técnicas da ANTT. 

Afirmou que a previsão é de divulgar o leilão da Malha Oeste em abril e realizar o certame em agosto. Para reforçar este calendário, a Pasta destacou que os estudos técnicos da concessão da Malha Oeste já estão concluídos. 

Entretanto, a ferrovia foi avaliada por técnicos da ANTT como “uma malha cuja reconstrução integral tem custo de capital proibitivo”, em relatório de julho da participação de servidores na missão técnica da ANTT em seminário realizado na China sobre o setor ferroviário brasileiro.

Um dos problemas é o abandono dos 1.973 km da linha férrea, constatados pelas autuações da ANTT ao longo de 30 anos, e a necessidade de adequar toda a extensão para a bitola larga.

A assessoria de imprensa da ANTT informou que a autarquia “mantém seu compromisso de conduzir os processos licitatórios com rigor técnico, segurança jurídica e transparência, buscando assegurar a realização de leilões competitivos. Eventuais ajustes nos prazos poderão ocorrer, caso sejam necessários para atender a exigências técnicas, aprimorar os projetos ou adequar o cronograma a circunstâncias identificadas ao longo do processo”.

Pelo que foi apresentado até agora, o Ministério prevê investimentos de R$ 29,1 bilhões pelo prazo da concessão, de 57 anos, sendo R$ 3,6 bilhões de aportes do governo federal para recuperação da infraestrutura.

LOTERIA

Resultado da Loteria Federal 6114-0 de hoje, domingo (01/11)

A Loteria Federal é a modalidade mais tradicional das loterias da Caixa, com sorteios realizados às quartas e sábados; veja números sorteados

01/11/2026 10h40

Confira resultado

Confira resultado Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou a extração 6114-0 da Loteria Federal neste domingo, 01 de novembro de 2026, a partir das 11h (de Brasília). O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Resultado da extração 6110-7:

5º prêmio: 30022

4º prêmio: 62267

3º prêmio: 24389

2º prêmio: 01871

1º prêmio: 56338

O sorteio da Loteria Federal é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Como jogar na Loteria Federal

Os sorteios da Loteria Federal são realizados às quartas, sempre às 19h (horário de MS), e aos domingos, a partir das 10h.

Para apostar na Loteria Federal você escolher o bilhete exposto na casa lotérica ou adquiri-lo com um ambulante lotérico credenciado. Você escolhe o número impresso no bilhete que quer concorrer, conforme disponibilização no momento da compra.

Cada bilhete contém 10 frações e pode ser adquirido inteiro ou em partes. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações que você adquirir.

Com a Loteria Federal, são diversas as chances de ganhar. Você ganha acertando:

  • Um dos cinco números sorteados para os prêmios principais;
  • A milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais;
  • Bilhetes cujos números correspondam à aproximação imediatamente anterior e posterior ao número sorteado para o 1º prêmio;
  • Bilhetes cujos números contenham a dezena final idêntica a umas das 3 (três) dezenas anteriores ou das 3 (três) dezenas posteriores à dezena do número sorteado para o 1º prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior;
  • A unidade do primeiro prêmio.

Premiação

Você pode receber o prêmio em qualquer lotérica ou nas agências da Caixa.

Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 2.259,20, o pagamento deve ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação de comprovante de identidade original com CPF e do bilhete (ou fração) original e premiado.

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de sua apresentação em Agência da Caixa.

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