Cidades

PROJETO SUCURIÚ

Arauco recebe as primeiras 108 máquinas para colher florestas

Previsão é que primeiro módulo de colheita inicie ainda neste ano, em dezembro

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A multinacional chilena Arauco recebeu o primeiro lote da máquinas de colheitadeiras de eucalipto, principal matéria-prima para a produção de celulose de fibra curta no Brasil, e essencial para a estruturação das operações florestais do Projeto Sucuriú, localizado em Inocência, interior de Mato Grosso do Sul.

A chegada de 108 equipamentos marcam a transição da fase de planejamento para a de execução em campo, consolidando a montagem de uma das estruturas florestais mais modernas e avançadas do país.

A quantidade entregue é apenas uma parte inicial do aporte da ordem de R$ 500 milhões para 254 ativos de grande porte.

O lote inicial inclui 26 harvesters, que são máquinas para colheita de madeira, seis forwarders, máquinas para baldeio e 76 caminhões de apoio, que operarão em 10 módulos de colheita com potencial produtivo superior a 1,1 milhão de m³ de madeira por mês.

O diretor Florestal da Arauco, Ricardo Austin destaca que a aquisição valida a visão do Projeto Sucuriú a longo prazo e estabelecimento como referência global, além do compromisso com o desenvolvimento regional.

“Cada máquina representa um investimento no futuro da nossa operação e no desenvolvimento da região. Estamos construindo uma estrutura florestal de classe mundial, que alia tecnologia, segurança e pessoas qualificadas para garantir o abastecimento sustentável do Projeto Sucuriú e consolidar a presença da Arauco como referência global no setor florestal”.

Maquinário Florestal   Arauco 001Foto: Divulgação Arauco

A previsão é que a operação para o primeiro módulo de colheita dos 10 previstos inicie ainda em dezembro deste ano, e o segundo em fevereiro de 2027. Depois deste período os módulos devem iniciar atividade gradualmente entre 2027 e o início de 2028.

E quando estiverem em plena capacidade, o planejamento é de mobilizar cerca de 1,2 mil profissional para a colheita florestal, com operação de máquinas, mecânicos, motoristas, equipes de gestão e de suporte.

Devido a essa previsão, a Arauco já investe em qualificação profissional na mão de obra local. Em paralelo ao recebimento das máquinas, ocorre o Programa Colheita de Talentos, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), John Deere e Komatsu, as duas das maiores fabricantes mundiais de máquinas pesadas.

Ao todo serão 700 operadores e mecânicos florestais, e a estratégia de qualificar os profissionais busca aliar a tecnologia e eficiência operacional aos altos padrões de segurança do trabalho estabelecidos pela multinacional. O objetivo é garantir sustentabilidade e previsibilidade do abastecimento de madeira.

Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil e tem o investimento de US$ 4.6 bilhões. A construção inclui uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose por ano.

A área que está localizado ocupa 3.500 hectares, e fica a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência, interior de Mato Grosso do Sul, ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada oficial em operação é no final de 2027.

Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho, previstas para iniciar em breve devido à chegada dos maquinários.

Depois de iniciar a operação oficial, o Projeto Sucuriú prevê empregar cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de logística.

O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentar aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.

A Arauco assegura que em todas as fases de desenvolvimento do Projeto, ocorrem de maneira contínua com monitoramento e respeito a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, e mapeamento das áreas prioritárias para conservação.

DUPLO HOMICÍDIO

Corpos de mãe e filho do Paraná são encontrados em município de MS

A Polícia Civil juntou elementos que indicam tortura no corpo da mulher, antes dela ser executada

15/09/2026 12h00

Mônica Cordeiro, de 41 anos, e seu filho Allan Santos, de 26, eram moradores de Perobal, cidade do Paraná

Mônica Cordeiro, de 41 anos, e seu filho Allan Santos, de 26, eram moradores de Perobal, cidade do Paraná Reprodução

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Uma mãe e seu filho, moradores de Perobal (PR), foram executados no município de Mundo Novo, nesta segunda-feira (14). As vítimas foram identificadas como Allan Santos, de 26 anos, e Mônica Cordeiro, de 41 anos. 

Os corpos foram encontrados na Estrada do Cachimbo, que fica próxima a área conhecida como Linha Seca, a qual se trata da linha internacional de Mundo Novo.

As circunstâncias do crime ainda são investigadas pela Polícia Civil de Mundo Novo. Os investigadores também buscam identificar a motivação do crime.

De acordo com a imprensa local, Allan foi atingido por três tiros, sendo um na região da nuca, enquanto sua mãe sofreu quatro disparos de arma de fogo.

Em análises preliminares, as autoridades encontraram indícios de que Mônica foi torturada antes da execução, pois foram identificados hematomas.

Durante a perícia, também foram identificados vestígios de gasolina nos corpos das vítimas. A evidência aponta que os criminosos pretendiam carbonizar mãe e filho.

O duplo homicídio foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Mundo Novo.

O caso foi atendido pela Polícia Militar e pela Polícia Civil de Mundo Novo, juntamente com a perícia de Naviraí.

Campo Grande

UFMS vai ganhar posto de saúde para atendimento ao público externo

USF será instalada em Campo Grande, em parceria com a prefeitura

15/09/2026 11h45

Assinatura do acordo de lançamento da Escola de Saúde Pública de Campo Grande

Assinatura do acordo de lançamento da Escola de Saúde Pública de Campo Grande Foto: Ana Carolina Vasques/Rúbia Pedra

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Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) vai ganhar uma Unidade de Saúde da Família (USF), para atendimento ao público externo, no câmpus Cidade Universitária, em Campo Grande.

A realização é uma parceria com a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG), por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

O objetivo é auxiliar a formação de estudantes, desafogar atendimentos em outras USFs e proporcionar atendimento público de qualidade à população campo-grandense.

A reitora Camila Ítavo e a prefeita Adriane Lopes assinaram o acordo para instalação na terça-feira (8), durante o lançamento da Escola de Saúde Pública de Campo Grande, no auditório do Complexo Multiuso 1, no câmpus Cidade Universitária.

Na cerimônia, foi assinado o Contrato Organizativo de Ação Pública Ensino-Saúde, que autoriza o funcionamento da Escola de Saúde Pública e a utilização das características de saúde de Campo Grande para a formação dos estudantes. O documento tem vigência de cinco anos.

Na USF, estudantes dos cursos da área da saúde poderão atuar, mediante supervisão de um profissional, em atendimentos, consultas e orientações à pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Portanto, agora os acadêmicos tem mais uma opção para colocar em prática seus conhecimentos: além de atenderem no Hospital Universitário (HUMAP-UFMS), também poderão atuar na USF.

A reitora destacou a parceria entre as instituições para proporcionar atendimento de qualidade à população e promover a formação de estudantes.

“É um dia de muita alegria receber a prefeita e todo o seu time da saúde na UFMS. Quando pensamos em saúde, percebemos a força que existe quando somamos esforços para chegar mais longe, ter efetividade nas políticas públicas e, principalmente, cumprir a nossa missão, que é oferecer uma formação de excelência”, pontuou.

A prefeita ressaltou que a nova USF é estratégica para contribuir em dois lados: estudantes e população.

“A saúde é o maior desafio de um gestor público e, de todas as áreas da gestão, tem suas peculiaridades. A Escola de Saúde Pública Dr. Eugênio de Oliveira Martins de Barros inicia esse projeto trazendo para os nossos profissionais um novo caminho, porque o aprendizado é constante e, todos os dias, temos algo novo para aprender ou para ensinar. É uma escola de educação permanente, integrada às universidades, que representa um novo tempo para a saúde de Campo Grande. Tivemos o desafio de iniciar esse trabalho e queremos que a Escola se torne referência não apenas para Mato Grosso do Sul”, destacou a chefe do executivo municipal.

A data de inauguração e a capacidade de atendimento da nova USF não foi divulgada.

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