Economia

Leite

Preços devem subir a partir deste mês

Preços devem subir a partir deste mês

Redação

01/02/2010 - 07h04
Continue lendo...

A previsão de aumento nos preços do leite já começa a se confirmar no topo da cadeia produtiva. Dênis Vilela, produtor e diretor do departamento de leite do Sindicato Rural de Campo Grande, comprova a estimativa do Nepes, de reajustes nas cotações do alimento a partir de fevereiro. “Em dezembro eu recebi R$ 0,45 pelo litro. Agora, em fevereiro, já tenho confirmado o preço de R$ 0,65 pelo laticínio”, afirmou. Segundo Vilela, a explicação pelo melhor preço pago por seu produto hoje está nas exportações brasileiras, que vivem um cenário atual mais favorável que nos últimos seis meses. O de caixinha integral foi o que apresentou maior queda no início deste mês, de 13%, cotado em média a R$ 1,78.“Dependendo da localização e da indústria é um valor. Com isso, existe produtor tendo prejuízo”, explica Vilela. Conseleite Para apresentar uma alternativa aos problemas de preços do litro de leite que envolvem indústria e produtor, há seis anos a classe produtiva briga pela implantação do Conseleite, e agora, finalmente, ele começou a entrar em funcionamento. Trata-se de um conselho que já existe em outros estados, como Santa Catarina, por exemplo, e que indica um preço médio a ser praticado na praça. “Ele não obriga a indústria a pagar aquele valor, mas o sugere, comprovando que é um preço viável às duas partes”, explica Edgar Rodrigues Pereira, presidente do Conseleite de Mato Grosso do Sul. O conselho já começou a verificar os custos de produção dos produtores e das indústrias do Estado. Dessa forma, a estimativa é de que, até o final de 2010, um preço médio e possível de ser praticado seja divulgado, podendo ser utilizado sem gerar prejuízos a nenhum elo da cadeia. (AM)

capacidade de pagamento

Com arrecadação menor, cai nota de MS

A gestão estadual saiu do conceito máximo A+ para o B+, em razão de as despesas terem aumentado e as receitas reduzido

04/12/2025 10h00

A administração estadual adotou corte de 25% nas despesas para reverter o aumento de gastos

A administração estadual adotou corte de 25% nas despesas para reverter o aumento de gastos Gerson Oliveira

Continue Lendo...

A saúde financeira do governo de Mato Grosso do Sul piorou este ano em relação a 2024, segundo o Tesouro Nacional no levantamento da Capacidade de Pagamento (Capag). A gestão estadual caiu do conceito máximo A+ para o B+, em razão de o endividamento ter aumentado e a disponibilidade de caixa ter reduzido em relação à Receita Corrente Líquida (RCL).

Conforme adiantou o Correio do Estado, o crescimento das despesas não tem acompanhado o ritmo das receitas na administração estadual. O Executivo trabalha com ajustes fiscais para melhorar a saúde financeira dos cofres estaduais.

O levantamento do Tesouro Nacional aponta que o tamanho da dívida estadual em relação à RCL subiu de 45,03% para 47,11%, mas, mesmo assim, a classificação ficou na categoria A. 

Situação similar ocorreu com indicador 2 da Capag, que é a poupança corrente (refere-se à relação entre despesas e receitas correntes). O porcentual subiu de 87,99% para 89,6%, entretanto a classificação foi mantida em B. 

Porém, na classificação referente à liquidez, o governo do Estado foi rebaixado de A para B, com o porcentual subindo de 4,10% em 2024 para 7,91%.

Este critério indica o nível de obrigações financeiras em relação à disponibilidade de caixa. 
Assim, após levar em consideração o grau de solvência, a relação entre receitas e despesas correntes e a situação de caixa, o Tesouro Nacional reformulou a nota do governo estadual, com a nota obtida nos três indicadores caindo de A+ para B+ este ano. 

Conforme publicado pelo Correio do Estado na semana passada, de janeiro a outubro, Mato Grosso do Sul arrecadou R$ 21,843 bilhões, o equivalente a 78,58% da previsão anual atualizada, de R$ 27,797 bilhões. No mesmo período, as despesas liquidadas somaram R$ 22,046 bilhões, correspondentes a 74,61% da dotação de R$ 29,547 bilhões autorizada para este ano.

A diferença entre arrecadação e gasto, porém, gerou um deficit operacional de R$ 203,6 milhões, que é coberto com recursos acumulados de anos anteriores e registrado no Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO).

NOTA

Este foi o caminho inverso, em comparação com 2023 para 2024, quando a nota do governo do Estado subiu de B para A+. Conforme publicado pelo Correio do Estado no ano passado, o governador Eduardo Riedel comemorou a conquista. 

“Não é apenas o melhor resultado da história do Estado, mas, sim, o fruto de uma gestão fiscal séria, profissional e moderna. Para a população, esse reconhecimento reflete em mais investimentos em saúde, educação e infraestrutura. Esse anúncio significa um ambiente totalmente seguro para investimentos privados. A solidez fiscal é o que permite a Mato Grosso do Sul ser a unidade da Federação que hoje mais investe no Brasil”, comemorou o gestor estadual.

Com a redução da capacidade financeira para obter empréstimos, o estado perdeu a prerrogativa de obter melhores condições para futuros investimentos, uma vez que caiu a capacidade de pagamento e aumentou o risco associado a novas operações financeiras. 

Embora o estado tenha sido rebaixado na Capag, ele tem um limite de R$ 482,376 milhões do Espaço Fiscal para contratar operações de crédito, mais R$ 197,569 milhões no Espaço Fiscal PPPs, que é um limite adicional para operações de crédito para o governo do Estado, por ter o Espaço Fiscal e por ter, adicionalmente, a Capag. 

Esse limite adicional corresponde à 1% da RCL e se destina exclusivamente à contratação de operações de crédito cujos recursos sejam integralmente destinados a garantir o pagamento nas parcerias público-privadas.

CRISE

Em agosto, o governador Eduardo Riedel admitiu a existência de uma crise nas finanças públicas e anunciou corte de 25% no custeio da máquina administrativa. A decisão foi justificada pela desaceleração da arrecadação e pela pressão dos gastos obrigatórios.

O principal problema citado pelo governador de Mato Grosso do Sul foi a queda da arrecadação oriunda da nacionalização do gás natural que entra no Brasil por Corumbá. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o gás, que já representou R$ 1 bilhão em recursos, caiu para menos da metade do montante. 

“Estou publicando um decreto sobre contingenciamento, que é uma primeira medida de impacto, mas isso já está bem conversado com os secretários, cada um deles com a sua meta, com o seu objetivo, cortando algumas ações que não têm impacto direto na população, que seriam importantes, mas que não dá para fazer nesse momento”, afirmou Riedel à época.

O corte de 25% no custeio incluiu despesas como combustíveis, energia, água, viagens, locações e contratos administrativos. Conforme adiantou o Correio do Estado em julho, a gestão estadual estima que as medidas poderão resultar em uma economia de R$ 800 milhões até o fim do ano. 

A ordem é revisar todas as ações que não tenham impacto direto na vida da população e postergar projetos que, apesar de planejados, possam ser adiados sem prejuízo imediato.

“A gente projeta algo em torno de R$ 500 milhões a R$ 800 milhões em redução de custeio no orçamento anual”, revelou o titular da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), Rodrigo Perez, em entrevista ao Correio do Estado.

SAIBA

A avaliação serve para definir quais entes federativos (estados ou municípios) podem contrair empréstimos com garantias da União. A obtenção de nota geral A ou B na Capacidade de Pagamento (Capag) é necessária para receber garantia do Tesouro Nacional em operações de crédito.

Um ente bem avaliado pelo Tesouro Nacional é considerado bom pagador e poderá acessar financiamentos com juros mais baixos, especialmente por contar com a União como seu garantidor. Os demais entes classificados com notas C ou D são considerados de alto risco e não terão o mesmo benefício.

A administração estadual adotou corte de 25% nas despesas para reverter o aumento de gastos

 

LOTERIA

Resultado da Loteria Federal 06023-2 de ontem, quarta-feira (03/12): veja o rateio

A Loteria Federal é a modalidade mais tradicional das loterias da Caixa, com sorteios realizados às quartas e sábados; veja números sorteados

04/12/2025 09h57

Loteria Federal

Loteria Federal Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Caixa Econômica Federal realizou a extração 06023-2 da Loteria Federal na noite desta quarta-feira, 3 de novembro de 2025, a partir das 19h (de Brasília). O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo. Em ordem, os bilhetes vencedores são de:

  1. Divinópolis (MG) - R$ 500.000,00
  2. Porto Alegre (RS) - R$ 35.000,00
  3. Ubá (MG) - R$ 30.000,00
  4. Rio de Janeiro (RJ)  - R$ 25.000,00
  5. Aguaí (SP) - R$ 20.363,00

Resultado da extração 06009-7:

  • 5º prêmio: 02873
  • 4º prêmio: 03343
  • 3º prêmio: 49295
  • 2º prêmio: 36204
  • 1º prêmio: 14165

O sorteio da Loteria Federal é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Como jogar na Loteria Federal

Os sorteios da Loteria Federal são realizados às quartas e sábados, sempre às 18h (horário de MS).

Para apostar na Loteria Federal você escolher o bilhete exposto na casa lotérica ou adquiri-lo com um ambulante lotérico credenciado. Você escolhe o número impresso no bilhete que quer concorrer, conforme disponibilização no momento da compra.

Cada bilhete contém 10 frações e pode ser adquirido inteiro ou em partes. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações que você adquirir.

Com a Loteria Federal, são diversas as chances de ganhar. Você ganha acertando:

  • Um dos cinco números sorteados para os prêmios principais;
  • A milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais;
  • Bilhetes cujos números correspondam à aproximação imediatamente anterior e posterior ao número sorteado para o 1º prêmio;
  • Bilhetes cujos números contenham a dezena final idêntica a umas das 3 (três) dezenas anteriores ou das 3 (três) dezenas posteriores à dezena do número sorteado para o 1º prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior;
  • A unidade do primeiro prêmio.

Premiação

Você pode receber o prêmio em qualquer lotérica ou nas agências da Caixa.

Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 2.259,20, o pagamento deve ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação de comprovante de identidade original com CPF e do bilhete (ou fração) original e premiado.

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de sua apresentação em Agência da Caixa.

Assine o Correio do Estado

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).